A Escandinávia dominando o mundo
Caso tenha sorte, talvez você comece ouvindo Fall Dow, da cantora dinamarquesa CallmeKat, por Flower in The Night. Com uma pegada que beira o dançante, o som tem ótimas passagens e diferentes climas, incluindo uma levada de guitarra limpa acompanhada com uma tecladeira a lá Top Gear (quem nunca jogou?). A melodia de vocal é boa, e segue acompanhada pelo chiado característico dos bolachões. É provavel que você acabe lembrando de Kat dizendo “i neeed fresh airrr…” durante algum momento da sua vindoura vida.
De resto, temos ali um lance experimentalista, com efeitos de teclados e computadores, incluindo alguns barulhinhos orgânicos “criados” pela cantora (algo que parece um serrote ou um reco-reco na pedra). Kat tem uma bom timbre e canta melodias igualmente boas, mas nem sempre é o suficiente para manter a audição interessante. Algumas vezes é preciso aturar uma introdução chata pra se chegar até uma passagem ótima, o que é uma pena. Como em By The Lake, por exemplo. Ou em Not Awake, que tem bom refrão, mas que perde muito quando retorna para estrofes que usam a introdução como base.
Fall Dow é um disco para poucos ouvidos. Se bem que com as releituras de Toxic da Britney Spears e Lovecats do The Cure, talvez um público um pouco maior queira conhecer o resultado. Aliás, gravar dois covers no mesmo disco é meio pesado, nénão? Seria por falta de material interessante? Independente disso, quem chegar a Fall Down pra conhecer estas versões até vai ouvi-las. Mas vai acabar desistindo na primeira intro chata que tiver de enfrentar.













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