A Idade do Estúpido
Tá over hipada já a campanha “vamos salvar o mundo enquanto dá tempo” e fazer parte dela – ou simular fazer – meio que traz um status de cidadão cool e descolado. Vê-se pela modinha bolsas totem de lona e pano que até o Carrefour já deve ter distribuído. Frequentemente me questiono quantas dessas pessoas realmente se dedica e faz sua parte na corrida contra o fim do mundo, desde separar seu lixo e fechar a torneira na hora de lavar a louça, até estar ciente de que existem energias alternativas de fácil “acesso” e o quão fundamental é a escolha do seu uso para o meio ambiente.
Fato é que toda essa educação ambiental obviamente muda muito de país pra país. Acho que não precisa nem comentar o caso brasileiro, que mal e porcamente sustenta uma educação fundamental, quem dirá ter alguma noção de ecologia. Aqui pela Europa a coisa já avança um pouco mais e sucessivos (e pesados) protestos já causam um bafo maior. Mesmo assim eu vivo pensando se realmente ainda dá tempo de virar o jogo.
Bom, se tudo continuar como o pessoal do The Age of Stupid previu, tamo na baaaaad (yeah!). O filme – documentário, na verdade – exibe um planeta Terra nos anos 2055 completamente devastado, salvo um senhorito um tanto quanto enfadonho e feio (Pete Postlethwait) que narra todas as merdas que nós humanos fizemos nesse meio tempo, e não se cansa em questionar por quê não paramos o aquecimento global enquanto ainda era tempo?
Como diretor e roteirista, Franny Armstrong é um ótimo cantor, se é que bem me entendem. Mesmo assim The Age of Stupid vale a pena pelos poucos, porém consideráveis questionamentos que cria. E, claro, pela tentativa de nos conscientizar que falta mesmo muito pouco tempo pra chegar o dia em que seja já normal o termômetro marcar sessentão.
Vai saber né? Com essa gripe suína rolando, capaz de nem chegarmos ao final do mês (que vem, porque já é dia 29). Mas hein, pelo menos vê o trailer:













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