Impacto com poucas palavras
Exitem boas intenções em Wolfgang Amadeus Phoenix, a começar por “Lisztomania” e “1901”, que abrem o disco. Com bases carregadas em pianos e sintetizadores, acompanhadas por guitarras minimalistas e bateria com timbre anos 80, tem boas melodias de vocal. Apesar da voz limitada de Thomas Mars lembrar, em alguns momentos, Alec Ounsworth, vocalista do Clap Your Hands Say Yeah. Principalmente quando canta “Oh, It’s 20 seconds til the last call/ Going hey hey hey hey hey” em “1901”. E acho que não preciso dizer se isso é bom ou ruim.
Em seguida, “Fences” mantém ali a obrigação de ser a terceira faixa do disco, mas não faria muita diferença se não estivesse lá.
Porém “Love Like a Sunset” é uma viagem instrumental de quase oito minutos, com vocal aparecendo só pelos seis. Lembra AIR em alguns momentos – e isso é um elogio. Mas está deslocada. Quebra por completo a sequência do disco, e parece dividí-lo em duas partes, apesar das faixas seguintes retomarem a pegada das iniciais.
No geral, Wolfgang Amadeus Phoenix tem bom instrumental, com trechos interessantes, apesar de não acrescentar muito ao revival oitentista que estamos atravessando (ainda).













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