Fica pra próxima, Clooney
Charlie Kaufman nos colocou na mente de John Malkovich, satirizou a sociedade civilizada, satirizou a si mesmo, adaptou a biografia de um apresentador de TV e assassino da CIA e apagou algumas lembrancas. Para criar o visual de seus roteiros, manteve parcerias com alguns diretores. Dois deles foram dirigidos por Spike Jonze, outros dois por Michel Gondry e um por George Clooney. A lógica poderia dizer que era novamente a vez do galã, mas Kaufman não segue a lógica. Resolveu ele mesmo comandar as câmeras de seu último roteiro, Synecdoche, New York. Pode o roteirista mais criativo dos últimos anos se dar bem na direção?

Ainda não sabemos. Não fomos convidados para nenhuma premiere, talvez até tenhamos baixado algum DVDrip nos torrents, mas não tivemos tempo para assistir. Então o que você lê a seguir foi extraído de sinopses e algumas críticas.
Philip Seymour Hoffman, que parece ter deixado de ser o eterno coadjuvante de talento para ser um dos grandes atores da atualidade, é Caden Cotard, diretor de teatro, que começa a construir uma réplica de Nova Iorque para refazer seu próprio mundo e entender a si próprio.
O filme contém alguns dos temas recorrentes de Kaufman: surrealismo, processo criativo, confusão entre o real e o imaginário e algumas crises amorosas.
Synecdoche, New York foi exibido pela primeira vez no festival de Cannes de 2008, sendo incluído nas Top 10 de muitos críticos, e teve estreias irregulares pelo mundo. Em Londres, chega nas telas somente nessa sexta, 15 de maio. No Brasil, esteve em cartaz em alguns cinemas por abril, além de ter sido exibido no festival de cinema do Rio de Janeiro, também em 2008.













tem coisa melhor dele ://
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