For What It`s Worth
Sei que deveria esperar até 08 de Junho, quando o novo trabalho do Placebo será oficialmente lançado. Mas não pude evitar quando ouvi For What Its Worth, primeiro single de Battle For The Sun. Porque quem ouviu Meds com fome de Placebo, certamente percebeu que o direcionamento havia mudado. Ainda que a banda, gradativamente, tenha buscado variações do que podia fazer, Meds não teve bom resultado. O baixo de Stefan Olsdal aparece com um timbre mais grave, além de estar ainda mais alto do que nas mixagens de Sleeping With Ghosts, por exemplo. Em contraste, Molko canta mais agudo do que antes, chegando a ser irritante em vários momentos. Os efeitos eletrônicos, até então usados para fortalecer algumas passagens, ficaram mais salientes e o velho e bom ménage à trois – guitarrabaixobateria-, tão bem usado na abertura de Sleeping With Ghosts, com Bulletproof Cupid, se mistura aos efeitos e nada se destaca. Resultado: o instrumental é insosso. E mesmo que a angústia e raiva de antes estivessem presentes, o Placebo parecia precisar de ar.
Com a saída de Steve Hewitt, que construiu fortes e competentes linhas de bateria, contribuindo no salto de qualidade entre o primeiro trabalho, Placebo, e Without You I’m Nothing, a expectativa de um novo disco com o mesmo “cansaço” de Meds era grande. Mas o novo baterista, Steve Forrest, consegue manter a pegada de Hewitt e For What It`s Worth prova que o Placebo pulsa firme. O baixo de Olsdal, carregado de distorção e reto, como em Allergic, rasga a introdução com virada no contratempo. Acompanhado pela guitarra de Molko ao fundo, seguindo a mesma linha, mas atolada num delay/flanger, dando a sensação de movimento necessária. Em seguida, Molko canta “The end of the century/ I said my goodbyes/ For what it’s worth” com voz mais grave do que em Meds (obrigado!) e, depois de apenas uma estrofe, uma parada breve e, em 40 segundos, chegamos no refrão. Carregado pelas guitarras que ouvimos em Without You I’m Nothing, e que tanto fizeram falta, Molko canta acompanhado de backing vocals um pouco mais agudos do que seu tom, impedindo que ele acabasse se esganiçando feito uma marreca atropelada e sem uma pata. No último refrão é possível ouvir uma menina gritando ao fundo. Preste atenção nela, por favor. E ao fim de 2 minutos e 47 segundos, o Placebo empolga muito mais do que em seu último trabalho. E, ao que parece, vai acertar em cheio em Battle For The Sun.













Sou muuuuuuuuuuuuuuito fã de Placebo, e o seu texto me deixou em êxtase!! De ouvido, dá pra dizer q a música é muito boa, excelente em comparação com qualquer uma de Meds, e q Battle for the sun é um bom trabalho. Mas não sabia q os detalhes de um ouvido apurado fizessem de FWIW uma obra-prima. Vou mandar o link pra ver se eu convenço meu noivo a gostar de Placebo como eu gosto. Valeu!!
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