The Wrong Questions With The Wrong Replies
Ouvir um disco recente de uma banda que já tem alguns anos de estrada é como assitir uma corrida de cavalos: você sabe que vão estar na pista uns 8 ou 10 cavalinhos e que um deles vai ser o melhor e vai vencer.
Mas com o tempo algumas bandas reconstróem sua sonoridade, apesar de, na maioria das vezes, ter a vontade mas não a habilidade necessária. Outras mudam a sonoridade disco a disco, ficando mais assim ou mais assado, mas seguem com suas características principais.
Este o caso de Sounds of Universe, novo trabalho do Depeche Mode. Estão lá a densidade e a atmosfera soturna, as ótima letras, os sintetizadores saindo pelos olhos e o timbre inconfundível e cada vez melhor de David Gahan.
Um pouco mais grave do que em Playing the Angel, Gahan é, em alguns casos, o brilho de algumas músicas, deixando o que poderia ser um pedaço de ferrugem em algo polido.
Mas como os fãs vão gostar deste disco assim como gostaram dos outros e os não fãs nem devem estar lendo este review, vou poupar tempo e escrever só sobre os pontos altos. Afinal, criticar os vícios de uma banda com 29 anos é o mesmo que explicar para um cavalo porque ele tem que correr um páreo.
Ouça In chains, que apesar de perder muito quando sai do refrão e desagua numa trecho-completamente-quebra-clima, tem estrofes fortes. Wrong tem ótima letra e é o single, né? Você já deve ter ouvido – eu espero – e se não gostou dela, um abraço. Fragile Tension é, talvez, a música para as massas. Synth-pop, pura e simplesmente. O que muita banda de agora tenta fazer, mas não consegue. E In Simpathy e Peace valem a pena pelo timbrão eletrônica 80, pra não esquecer de onde eles vieram.













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