Yo La Tengo: The Outsiders
Pode parecer estranho escrever isso justamente no mycool, mas um dos grandes méritos do Yo La Tengo é estar completamente à margem de qualquer moda. Nada neles lembra algo de conotação fashion. Nada neles lembra algo bonito, que seja. Nada neles lembra, ao menos, uma banda – desenvolvedores da Nintendo, talvez. Caso você digite outsider no Google Images é a foto do YLT que lá aparece. Exatamente dessa forma, a própria música deles virou algo inclassificável.
Popular Songs é meramente uma ironia, mas é o nome que acertaria em cheio num mundo justo. Ele é um grande conjunto de canções, dos mais variados tipos, formas e rótulos. Mas, o principal: canções lindas. Na maioria assoviáveis, doces, catchy’s. Apenas pra ficar naquelas dos cinco vídeos que a banda postou antes do lançamento. Here to Fall é psicodelia viajante, com considerável arranjos de piano e cordas reminiscentes de algum filme blaxpoitation; Periodically Double or Triple segue nessa vibe black-music, só que mais suingada, algo na linha funk-branco do Beck (o solo de órgão é de extrema convocação a dança); When It’s Dark e Avalon or Someone Very Similar são o indie-pop puríssimo (eu diria scottish-pop), a segunda na doce voz de Geórgia, ideal para acompanhar alguma ida ao parque em domingo de primavera; Nothing to Hide é pop grudento de palmas e guitarra distorcida.
Ouvir um disco como esse é ter a certeza de que não ouvirá a mesma música por uma hora. Muito menos curtir dois singles engana-bobo e ficar decepcionado com todo o resto. Popular Songs soa como uma coletânea só com músicas boas (pelo menos até a faixa 10). No final, as três músicas que ultrapassam os dez minutos com drones, noise e ruídos são desnecessárias pra grande maioria. Mas pros 85 fieis fãs do Yo La Tengo faz o total sentido, porque com certeza eles esperam esse tipo de masturbação, e nem se importam que ela respingue em suas caras. Eles também são bem outsiders.


Agradeço essa resenha e a dica.
Ando absolutamente saturada dessas modernidades tão chatas e repetitivas – ao menos pra mim!
Cheguei aqui no MYCOOL (?!) pesquisando os ex-integrantes do GORDURAMA. Nunca vou esquecer uma resenha do babyshambles que li lá. Hilária!
No mais, a dica talvez mude o repeat do ipod, que só sabe ouvir Emir Kusturica e The No Smoking Orchestra!
Continue nas dicas “outsiders”!
Abs!
Ravinhóli só tinha que se jogar mais nas resenhas mycoolianas, como ele fazia no gordons e como faz na void #jealousyfeelings
O vignoli tem mais fãs q o Yo La Tengo.
Comentaí!
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