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Novo do Editors: esforço de pedreiro

10 outubro 2009 por 514 views 3 Comments

Sabe aquela guampa indesejada? O gol do título raspando o poste aos 44? O bolso vazio pra próxima cangibrina? Ou aquela gatinha que tu não pegou porque era bundão de mais e agora se arrepende till da bones? Enfim, enfrentamos frustrações vez que outra, querendo ou não. Aí, o que nos resta? Ouvir algo que se gosta. Ouvir uma música, um disco e uma banda que se gosta. Aí, você pega e junta todas essas frustrações assim, daquelas que te matam a semana toda e do outro lado da linha descobre que o disco novo daquela banda que você tanto curte está ali na net. Aí, você vai ali, Rapidshare, espera malditos 90 segundos, tic/tac/tic/tac donwload. Aí…

Aí, você encontra mais uma frustração. É exatamente isso que o novo disco do Editors, In This Light and On This Evening é: uma enorme frustração. A impressão que se tem é que aquele não é um disco do Editors, mas de QUALQUER OUTRA coisa. Uma lambança só. Sem velocidade, sem graça, sem nada. Um amontoado de sintetizadores que chega a me lembrar o Bravery quando apareceu. Sim, porque comparar essa mudança na sonoridade da banda com o Joy Division ter se transformado no New Order é uma das MAIORES VIGARICES que eu já li. Prefiro pensar no Bravery (que tu nem lembra mais) e que, aí sim, é uma comparação honesta.

É necessário um esforço de pedreiro pra chegar até a última faixa, seja pra não apertar o STOP PLEASE ou pra não cair no sono. Concordo que uma banda tem que se reiventar de tempos em tempos, e que fazer sempre a mesma coisa é um pé no saco. Mas o Editors, nessa tentativa de oxigenar o som, acabou fechando o duto de ar e matou tudo o que a banda tinha de positivo, sobrando só a voz grave e agora ainda mais arrastada e pastosa de Tom Smith, num disco que não sabe o que quer, tentando ora parecer dancin’ 80, ora parecendo uma releitura bizarra do Sisters of Mercy. E se a intenção é fazer música triste, lamuriosa, down, deprê, ou algo que o valha, o Editors acerta como nunca: a frustração é o princípio de toda a tristeza possível.



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3 Comments »

  • érica said:

    haha que rançoso (adoro)

  • said:

    bah angelo como tu escreve bem, teu texto flui tanto…
    continua assim guri!
    forte abraço

  • Laura Madalosso said:

    mycool bombanu yeah!

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