Da próxima vez, vai no Viagra
Uma vida boa deve ser a de Julian Casablancas. O cara é filho do John, deve ter crescido em volta de modelos de calcinha e taças de champagne. É o que a mulherada chama de good-looking-guy, e mesmo tendo aquela aura de ter sido um adolescente espinhento, a grana compra tudo nesse mundão de Deus. Coleciona relógios bem bonitos. Usa jaquetas legais. E tem uma banda de rock, sem qualquer pressão de lançar discos realmente ótimos. Quer dizer, alguma pressão deve ter, mas nada a ponto dele precisar meter um balaço no côco num galpão velho, deixando pra trás mulher e filha recém-nascida. Testes vocacionais deviam ter opções do tipo ‘ser Julian Casablancas’. Eu quereria.
E como alguém que apareceu como frescor juvenil à CENA ROCK e hoje é um trintão vida boa resume Phrazes For The Young. Julian realmente não se preocupou em fazer um belo disco, apenas quis punhetear num estúdio. Engana na catchy Out of the Blue, onde você assovia na segunda ouvida. 11th Dimension, outra divertidinha, jeito new wave chiclete anos 80, poderia ser um desastre, mas o fato é que não: tipo um buballoo de melancia. Embora não descarte que ela seja o meu grande guilty pleasure do ano, talvez você até me veja dançando por aí de dedinhos levantados, que é como danço músicas idiotas que minha falta de bom senso me fazem gostar (Smash Mouth feelings).
Depois da suposta alegria, a tormenta de ser um novo velho, e Julian lança mão de baladas bem pretensiosas – o que nunca considero um defeito. Defeito é a pretensão ser um pé no saco. 4 Chords of the Apocalypse parte dum lapso de voz e piano-gospel que, infelizmente, ele não leva as últimas conseqüências, logo se escondendo em guitarra e bateria rockinho (mas ok, tratamos aqui do que ele quis fazer, não doque eu acho que deveria ter feito). Onde ele levou as últimas conseqüências, Ludlow St, é folk modorrento, com batidas eletrônicas nojentonas e surreal solo de banjo (então ok, deixemos últimas conseqüências para quem realmente tenha a manha para tal).
Mas tem mais mais e mais chatice. Rivers of Brakelights e 30 Minute Boyfriend, acintes electro-oitenta (ou num adjetivo menos retórico: bosta). A maior parte do álbum tem esse rebosteio de querer mexer com elementos eletrônicos de qualquer jeito. Em Tourist, até sei como ele fez: tava chapadaço ouvindo trip-hop, olhando pro pau murcho depois dum “isso nunca me aconteceu antes” com alguma mina e pensou ‘caaaara, que som da hoooora, vou emular algo assiiim’. Da próxima vez, brou, vai no Viagra.
Ainda que nessa verve deprê tenha total fail, Glass chega num ápice, quando já me preparava pra desistir, numa balada construída com tudo, aparentemente: levada eletrônica, solo de guitarra (heavy-metal!), synths, cordas, uma letra bem existencial e ele soltando a voz em graves e agudos pra fazer menina tremer perninha e escorrer lagriminha. Digno e talentoso o suficiente pra querer ser Julian Casablancas não só pelas
modelos de calcinha. E ainda que seja só isso a prestar, entre todos os males, o menor. Nenhum ex- Los Hermanos participa do disco.
[cincopa 10516525]


realmente muito chato esse álbum dele!
odeio resenha, odeio quem faz resenha.
[...] os fãs de Julian Casablancas, o release é mais ou menos [...]
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