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Interpol – Turn On the Bright Lights [2002]

3 dezembro 2009 por 1.670 views 6 Comments

[mycool álbuns da década]

Interpol – Turn On the Bright Lights [2002]

brightlights

O cartão de visitas do Interpol, Turn On The Bright Lights, não podia ficar de fora dessa lista. O climão denso, triste e às vezes letárgico, formado por ótimas melodias de vocal, são a tônica. Quase em câmera lenta, Untitled abre as cortinas com destaque pro baixão de Carlos D, que dá voz pra linha simples mas eficiente da bateria de Greg Drudy Sam Fogarino (thanks, Katia!). Aliás, esses dois são peças fundamentais no Interpol, vide o entrosamento da dupla em Obstacle 1 (um dos pontos altos) e as inúmeras vezes em que as guitarras seguem quase retas, mas a cozinha garante todo o sabor da coisa (sem trocadalhos do carilhofazfavor). Em seguida, NYC ganha até os mais convictos de si com a frase de abertura: “I had seven faces/ Thought I knew which one to wear”, com umas das melodias mais belas e tristes do disco. PDA e Say Hello To Angels dão um pouco de velocidade a função toda, com instrumentais que poderiam ser considerados simples, não fosse  o baixo no contratempo. Provavelmente ao chegar na décima faixa, você já esteja se sentindo um tanto claustrofóbico, tamanha a densidade apresentada até aqui. Então, The New entra em cena como um resumo do disco: instrumental tranquilo e melodia de vocal suave e cativante, mas que desmancha, quando um riff de guitarra que lembra uma sirene explodindo toma de assalto a calmaria, sustentado por um baixo com timbre grave, grande e gordo, como um bom timbre de baixo deve ser. Leif Eriksson encerra a função toda, e vou citar apenas um trecho da letra: “She swears I’m a slave to the details/But if your life is such a big joke, why should I care?” E aí, depois de 48min e 49 seg de melodias menores, vocais introspectivos e guitarras ásperas, você finalmente saca que Turn On the Bright Lights não é apenas o nome do disco. É, definitivamente, um pedido.

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6 Comments »

  • Barbara Mattivy said:

    bom pra caraaaalhooooo

  • Barbara Mattivy said:

    muito já toquei essa no Guitar Hero!

  • katia said:

    o baterista do interpol é o sam fogarino.
    greg what’s-his-name saiu da banda antes do cd ser gravado.

  • Hector (author) said:

    Opa, opa, me passei mesmo, katia. Já consertamos ali.
    Valeu!

  • arthur teixeira said:

    Lembro do dia em que a amazon entregou lá em casa, lááá no interior. Foi sinistro. No bom sentido. ;]

  • mycool – cultura, comportamento e coolness » Blog Archive » Acordar ou não acordar? said:

    [...] o disco vem assinado com a produção de Peter Katis, no currículo os dois primeiros do Interpol, todos The National, o maravilhoso último do Twilight Sad, e as estreias de Fanfarlo e [...]

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