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Um abraço no Almodóvar

11 Dezembro 2009 por Pedro Antunes 607 views 3 Comments

abrazos

Nos últimos dias, mais precisamente, nas últimas duas semanas, tenho feito algo que me agrada muito: ir ao cinema. Se pudesse, iria todos os dias, mas essas semanas tiveram motivos especiais, estreias especiais. Então, resolvi falar um pouco dos filmes que vi. E não poderia começar com um filme melhor do que Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar.

Los Abrazos Rotos (título original) marca a quarta colaboração entre o diretor e a atriz Penélope Cruz. O filme se passa em Madrid, e gira em torno de Mateo Blanco (Lluís Homar) – ou Harry Caine – um roteirista e ex-diretor de cinema que fica cego num acidente de carro. A história é contada através de flashbacks, então, acompanhamos os anos 1992, 1994 e 2008.

Além da história de Mateo, ficamos sabendo de um caso que ele teve com Magdalena (Penélope Cruz). Entre um flashback e outro, descobrimos armações, intrigas e romances que aconteceram durante a filmagem do filme (dentro do próprio filme) Chicas y Maletas, que por sua vez, é Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos com algumas alterações.

Parece confuso, mas ao assistir o filme, só o que se pode pensar é que Almodóvar é um gênio. A história é divertida, emocionante e conta com pitadas de cinema noir. Uma das cenas mais comentadas é o processo de criação de um roteiro sobre vampiros, escrito por Mateo e Diego (Tamar Novas), o filho da agente de Mateo, Judi (Blanca Portillo). Há quem diga que é uma alfinetada na febre Crepúsculo, True Blood e derivados.

los-abrazos-rotos

A trilha sonora não  é tão expressiva quanto eu esperava, porém, conta com músicas de Cat Power e Uffie, entre outros. No entanto, as cores de Almodóvar ainda estão presentes, e quem melhor do que mostrar tais cores do que Penélope Cruz? Como em Volver e Vicky Cristina Barcelona, Penélope está deslumbrante e perfeita no papel, forte, triste e engraçada na medida certa. Uma coisa que gosto nos filmes do Almodóvar é a presença das figurinhas carimbadas, como Penélope, Blanca Portillo, Rossy de Palma e Lola Dueñas, como uma hilária leitora de lábios.

Eu senti falda da musa principal, Carmen Maura, ele deveria ter achado um lugar pra ela, mas, mesmo sem ela, o filme é perfeito! Vale muito a pena! Abaixo, o trailer pra quem ainda não conhece:

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3 Comments »

  • Marcos Eduardo said:

    Incrível, o formato melodrama de Almodóvar continua atualíssimo. As cores então, putz, compartilho o amor dele pelo vermelho. Fiz uma resenha bem interessante sobre o filme, ainda em novembro, no blog; não sei exatamente, mas identifiquei muitas referências em Godard. Abçs.

  • Vanessa Neuber said:

    Almodóvar merece um abraço e um beijo na boca! Tive o prazer de assistir sua primeiríssima sessão em outubro, na estréia em Buenos Aires. Delícia de filme! Vou ver de novo por aqui.

  • érica said:

    bah, não é que eu não tenha gostado, mas esperava mais, fiquei a sensação de faltou alguma coisa quando terminou.

    ok, assumi o papel de “comentadora” chata desse post ;p

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