Articles Archive for Year 2009
Bem ultrapassados os tempos em que ser considerado um nerd era coisa ruim. Hoje eles ganham zilhões e têm profiles superinteressantes, justamente por estarem envolvido com algo que já faz parte de quase 100% do nosso dia.
Daí então que criaram o diagrama do geek, saca só:
Se identificou? Impossível não!
Pra quem ainda não sabe, a próxima mycool decaDANCE, The Clothing Swap Party, rola nessa quinta-feira, véspera de Natal. A deca que rolou antes dessa foi a Glow In The Dark, que overlotou a Casa do Lado com muita gente super pilhada pra escrever na camiseta alheia. Foram mais de 600 pessoas, e ainda assim várias pintas não conseguiram entrar. O João Queiroz fez questão de filmar o babado todo pra gente (thanks, João), e ficou mais ou menos assim:
At The Drive-In – Relationship of Command [2000]
Algumas coisas já percebemos nessa de retroagir a década, ou mesmo, fazer essa lista: os anos 00 foram bem pau-mole. Os álbuns fodões se concentram em climas carregados de sofreguidões e desesperos humano-amorosos, e os relevantes têm âncora no rockinho de Strokes e (peloamordedeusmasquebaitamerda) Libertines – sem contar a porcentagem electro, que afetou o cérebro da juventude curiosinha. Faltou culhão, sobrou pose. E de exceções aqui e ali, a despedida do At The Drive-In se mostrou a maior de todas. Agressivo, barulhento, pesado, nada perpassou a capacidade dos latinos de desfigurar o caricato hardcore (e justo por isso os chamaram de “pós-hardcore”) em linhas e timbres de guitarras esquisitas, letras nonsense, vocal falado e quase oratório. Inspirador de sentidos, é impossível ouvir o disco de forma passiva: socar a cara de alguém, se bater de cabeça na parede, gritar no trem, air-guitarrear, tudo pode ser. Arriscaria dizer que álbum algum na década usou o termo “inovador” sem que ninguém simplesmente tenha resolvido copiar a idéia (ele permanece único até hoje). Amorfos na persona de seu próprio outsiderismo, a banda acabou cinco meses depois do lançamento (os dois integrantes principais foram viver numa desconhecida ilha isolada, onde levaram suas coleções de álbuns do Rush, Pink Floyd e Raul Seixas para ocasionalmente enviarem músicas novas feitas sob a alcunha de The Mars Volta).
Ae galere, mais uma promo encerrando aqui no mycool. Dessa vez bombamos muito, super obrigada pras mais de 500 pessoas que participaram! E quem levou os presentões de Natal foi:
Parabéns aí! Mais presentões de Natal agora só quinta-feira, na decaDANCE. #tevejolá
Quem nunca se jogou no guardarroupa da mãe à procura de peças retrôs pra deixar o look mais descolado, tipo aquele blazer de ombreiras, que jogue a primeira echarpe. My Mom, The Style Icon é um blog que abre uma caixinha de memórias e mostra as fotos das mães mais estilosas que circulam mundo afora. Criado pela nova iorquina Piper Weiss, o site conta com a colaboração de diversas meninas que têm suas próprias mães como ícones de estilo.
Mat Maitland é o nome artístico responsável por um dos trabalhos de mixed media mais incríveis por aí. Ele é londrino e já trabalhou com tipos como Basement Jaxx, Goldfrapp, Michael Jackson, Simian, entre outros. Sua estética mistura referências musicais, de moda, fotografia, etc que resultam em uma colagem caótica organizada e super colorida, que no fim funciona muito bem.
Vi lá no Cyana.
mycoolmix #8 na área. Se joga! Pra baixar, já sabe: clica na seta preta aprontada pra baixo ali no canto direito.
TRACK LIST:
Good Shoes – Photos
Freelance Whales – Starring
Franz Ferdinand – Can’t Stop Feeling (Emperor Machine remix)
Pogo – Explalidocious
Pony Pony Run Run – Hey You
Edward Sharpe & The Magnetic Zeros – Home
Doves – There Goes The Fear
Ellie Goulding – Under The Sheets
Phoenix – Consolation Prizes
Micachu – Calculator
Bon Iver – For Emma, Forever Ago [2007]
Num lancinante pé-na-bunda, Justin Vernon se tocou pros confins do Wisconsin e de lá pariu um punhado de canções sobre amor: algum que de fato importou. E onde álbuns lançados sob esta ótica são intermináveis e clichês, a maneira que esse cara encontrou pra falar disso tem uma força, uma verdade, uma tristeza ou seja o que for tão pungente, que não duvidaria cair em lágrimas em alguma audição no momento errado (a abrangência das letras pode muito bem transformar o “amor não-correspondido” em, por exemplo, saudade de alguém próximo que morreu, a dor mais terrível das dores). Aliado importante, seu vocal exótico e ímpar, e há quase mais nada além dele e de violões nesse disco. Porém, outra escolha na mosca de Vernon, ele quadruplicou (ou octuplicou) tudo com overdubs, e a sonoridade lo-fi ganha imagem de dúzias de gente cantando e tocando (evitando assim aproximações com o chamado neo-folk). Blindsided concorre fácil a melhor canção da década, e pra mais exagero, diria que se há alguma melhor, ela se encontra nesse mesmo disco: For Emma, Skinny Love, The Wolves? Trilha de imaginação e pensamentos vagos, não foi à toa que músicas popularam em cenas-chave de seriados como House, Chuck, One Tree Hill e Grey’s Anatomy. Embora funcione pra todo mundo, a real é que seja lá quem for essa Emma, ela deve ter tido um puta nó na garganta quando ouviu. Ou sorriu irônica, por destruir a vida desse cara.
Quer coisa mais atemporal que um globo espelhado? Desde os clássicos tempos de disco até hoje, ele tem presença garantida nas festas e já virou e revirou tendência. Tanto que o Trend Hunter fez um apanhado das referências que foram claramente inspiradas pela ball, pra provar que o babado é forte mesmo. Confere aí na galeria:












































