Articles Archive for Year 2009
Franz Ferdinand – Franz Ferdinand [2004]
Caso você trace um perfil do que foi essa década, vai perceber facilmente que nas estreias as bandas mostravam um vigor que dificilmente igualariam. Os argumentos estão aí para serem colocados à mesa, e você pode sugerir que Arctic Monkeys, Interpol, The Killers, Strokes e, nesse caso aqui, o Franz Ferdinand, de fato evoluíram. Agora, o que não se pode (e não se deve) é confundir evolução natural com evolução qualitativa (e é bem fácil o fazer). Daqui um tempo, quando tudo isso for tratado como história, o que ficará mesmo dos 00’s é o vigor juvenil como principal trademark. O Franz Ferdinand melhorou muito como banda, mas jamais mudará de forma tão evidente a ponto de você se surpreender: e esse álbum de estreia, é uma puta surpresa. Não bastasse toda a estética de “rock pra dançar feito um fiodaputa” há tempos esquecida, ele é também feito em grande estilo. Um vocalista que sabe cantar, um guitarrista que faz um monte de riffs (se simples, nevermind), uma cozinha seca e crua. Alguém pode citar os timbres chupados de Gang of Four, o que a banda jamais negou, e com tremenda ousadia, aprimorou: não esperneie, o Franz é muito mais relevante. Aquele tipo de álbum mais fácil de enumerar as desconhecidas: Auf Achse, Cheating on You, 11 40 ft. Todas as outras se ouviu de uma forma ou de outra, um compêndio de hits que nenhum outro disco da banda chegou perto. Franz Ferdinand não é o tipo de coisa feita pra caras como eu, mas atire a primeira pedra aquele que nunca, bêbado numa festa, saiu berrando “so if you’re lonely, you know i’m here waiting for you”.
Pogo é um artista emergente de Perth, Austrália Ocidental. Ele é conhecido por seu trabalho utilizando pequenos pedaços de algumas falas retiradas de filmes e transformando isso em músicas completamente inovadoras e inesperadas.
Homenageando a contagem regressiva para o Alice in the Wonderland, de Tim Burton, deixo para vocês essa bela música criada através de falas do filme original da Disney:
Pra quem ainda não ouviu falar, a turquesa foi eleita a cor do ano pela PANTONE.
Quem não baba pelo esmalte jade da Chanel, que atire o primeiro alicate.
É, esse é um post assim, sem muitos links entre um assunto e outro.
Mas aí que a designer industrial Renata Veiga foi lá e criou uma série de esmaltes PANTONE:
E sombras também:
E como, pelo visto, os tons ainda estão um pouco escuros, bem que ela podia fazer um copycat do esmalte Chanel e vender pra gente, né? Um turquesa seria igualmente chic.
#ficadica, Renata
Colando na Casa do Lado mais próxima, mais uma edição da mycool decaDANCE, e a ÚLTIMA do ano.
A festa mais fodástica da cidade não poderia escolher data melhor pra fazer o povo todo ir muito além do bate cabelo habitual. E pra isso, a edição natalina chega com vários novos baphos.
A CLOTHING SWAP PARTY faz o seu retorno, só que dessa vez em edição especial, a do CUBO MÁGICO DE RUBIK. Funciona assim:
* toda vez que a buzina (e a Britney) tocar, você tem de trocar uma peça de roupa com a pessoa ao seu lado;
* o primeiro que montar o look todo de uma cor só corre até o DJ pra receber o presente inusitado do saco do Papai Noel.
E pra ajudar todo mundo a entrar na vibe e trocar todo o guardarroupa com o colhegas, teremos:
- varal com roupas bizarras
- decaDRINKS a R$ 5,00
- jelloshots (gelatina + vodca) à la vontê, até às 2h
Nos decks, discotecagem de Babi Mattivy (mycool), Leandro Vignoli (Unisinos FM) e os queridos londoners Rafael Honesto e Lucia Baltar, colocando todo mundo pra rebolar muito. Os tunes vão desde indie rock dos clássicos, electro, synth pop até confirmadas dos anos 90, sempre com pitadas de trash pop.
Tudo isso sai pela bagatela de R$ 20,00, e nós super aconselhamos você a comprar antecipado, pois na última edição muita gente ficou de fora (#ficadica). Já tem pra vender lá na Vulgo Store (Padre Chagas, 318) e no Aquavit Bar (Rua da República, 552). Não vacila, meooo! Comprando antecipado você concorre a 1 pack de vodca + redbulls!
Tá esperando o quê, hein? Bora lá trocáasrôpatudo!
mycool decaDANCE
24 de Dezembro, quinta-feira, a partir da 1h. Casa do Lado – Rua da República, 546
R$ 20,00
Ingressos antecipados na Vulgo Store (Padre Chagas, 318) e no Aquavit Bar (Rua da República, 552)
Comprando antecipado concorre a 1 pack de vodca + redbull
Mais uma promo bombástica no ar aqui pelo mycool. Dessa vez vamos sortear uma bolsa feminina e uma camiseta masculina lindonas da MCD, baita presentão de Natal!
Quer concorrer?
Então, se você ainda não nos segue, comece a nos seguir no twitter e retuite a seguinte mensagem:
o @mycool e a @mcdbrasil vão me dar um super presentão de Natal, e não é um peru http://migre.me/eglF
Não esqueça de destrancar a sua conta e tenha certeza que o link do migre.me está na sua tuitada. Valendo pra todo Brasil!
O resultado sai segunda que vem, dia 21/12, e entraremos em contato com o vencedor por Direct Message.
The Walkmen – Bows + Arrows [2004]
Caso você não tenha sequer ouvido falar de The Walkmen, não foi pela postura outsider ou pela música hermética demais, porque na verdade eles são caras bem estéticos-fashion e a música super palatável. Ao menos, se você tratar música naquele sentido bem de arte mesmo, sem que isso pareça um pedantismo cult. Cada pedacinho de Bows + Arrows é arte pura: entalhada, pensada, trabalhada, exaurida, pintada. Principalmente vivida, suponho. A carga da desgracêra emocional é latente, jogada na tua cara sem medo, de maneira muito próxima, como um desabafo, como se a banda precisasse de um bilhete com um ‘agüenta firme aí, brou’ de consolo. Um disco pra fazer os ouvidos sangrarem em Little House of Savages e The Rat, um dos coices mais passionais e também sonoros do período: épica distorção de guitarra mandando ver em cima da (provável) linha de bateria mais esmagadora ever, tudo sob gritos de “Can’t you hear me, I’m bleeding on the wall? Can’t you see me, I’m pounding on your door?” e uma sensação de que a pessoa em questão não ouve, não vê e na real tá se lixando pro lance. Bows + Arrows também troca desespero por conformismo (a sort of), sem barulho, com o piano aparecendo de forma massiva, as melodias encharcadas em detalhezinhos, uma trilha bem melancólica, mas de absoluta lindeza. Algo que não faz deprimir: faz refletir. E bastante. No fim, nunca consigo deixar de pensar no álbum como metáfora da vida e um alvo. Você pode ser o arco, que usa uma porção de flechas pra atingí-lo, mas sempre dependente. Ou você pode ser a flecha, lançada de cabeça sem saber onde, livre, mas com a chance de se quebrar todo. Bows + Arrows não esclarece qual a melhor opção.
Então dando continuidade a série especial retrospectivas com listinhas, eis que surge mais uma. Dessa vez é sobre uma das ferramentas de marketing e mídia social que eu mais gosto e acredito ( quando bem executados, claro). Há alguns poucos anos os flashmobs aconteciam de outra maneira e tinham características, digamos, menos publicitárias.
O primeiro:
O primeiro flash mob, segundo a nossa deusa Wiki, foi organizado via e-mail (com o endereço themobproject@yahoo.com, criado para este fim), pelo jornalista Bill Wasik em Manhattan.
Mandando o e-mail para 40 ou 50 amigos (de maneira que eles não soubessem que o evento fora planejado pelo próprio jornalista), Bill convidou as pessoas a aparecerem em frente à loja de acessórios femininos Claire’s Acessories. Segundo ele, “A ideia era de que as próprias pessoas se tornassem o show e que, apenas respondendo a este e-mail aleatório, essas pessoas criassem algo” em um mob anônimo e sem liderança. No entanto, a loja foi avisada antes do acontecimento e a polícia foi acionada, evitando que as pessoas ficassem na frente da loja.
Na publicidade:
Eis que o poder das mobilizações populares se tornou uma grande oportunidade publicitária e uma das maneiras mais legais de divulgar sua marca através da viralização pelas redes sociais.
Em 2009 tivemos uma grande quantidade de flash e smarts mobs super criativos e que com certeza podem se tornar referência de ações realizadas daqui pra frente.
Cito algumas das mais legais, por ordem cronológica:
Liverpool Street Station T-Mobile Ad / janeiro de 2009
Sound of Music in Belgium / março de 2009
The Accidental Flash Mob / maio de 2009
The Hammer Pants Flash Mob Dance / junho de 2009
Sweden’s Tribute To Michael Jackson / julho de 2009
Towel Surfing Flash Mob / outubro de 2009
Oprah’s Season Opener / outubro de 2009
Elf Yourself Christmas Flash Mob / novembro de 2009
Lloyd Doblers Invade New York / novembro de 2009
2009’s Gayest Flash Mob / novembro de 2009
The First Days of Spring é o nome do último álbum da banda Noah And The Whale (muito bom, por sinal), mas é o nome também do filme que foi feito junto com o lançamendo do disco.
O filme, filmado com um orçamento minúsculo em um calendário super apertado – um processo que os produtores descrevem como “fazer um longa-metragem, com o budget de um curta, em oito dias” – e dirigido por Charlie Fink, líder da banda, pode ser visto como um complemento para o álbum, como uma versão visual do mesmo.
O filme acabou com 45 minutos e, assim como o CD, é lindo, lindo, lindo, de chorar no cantinho! Confere aí:
SWEATSHOPPE é a colaboração feita entre os nova iorquinos Bruno Levy e Blake Shaw, responsável por performances multimídia pelas ruas americanas. Com o objetivo de cruzar arte, música e tecnologia pra dar um resultado pop, os caras basicamente pintam vídeo por aí. Nessa filmagem abaixo dá pra ter uma ideia melhor do trabalho deles:
“Começamos fazendo isso nas ruas“, explicam. “Encontrávamos um edifício do nosso agrado, com as condições adequadas de luz, encaixávamos tudo em algumas baterias de carro, e começavamos a fazer a nossa coisa.“
Saca o estilo lúdico e com leves toques de nonsense da artista norte americana Jennifer Davis:
Lindão, né? Tem mais em jenniferdavisart.com



























