O país das maravilhas de Phoebe
A obra “Alice no País das Maravilhas”, como bem sabemos, já rendeu muitas adaptações para cinema e TV. Por sinal, a estreia da versão de Tim Burton está prevista para março. Porém, obras nas quais Alice não é a personagem principal existem. É o caso de “A Menina no País das Maravilhas” (Phoebe in Wonderland, no título original).
O filme conta a história de Phoebe, uma menina de 9 anos (Elle Fanning, irmã mais nova da Dakota) que, aparentemente, tem transtorno obsessivo compulsivo. Os sintomas estão em lavar as mãos até que sangrem, não pisar nas linhas do chão e falar o que pensa sem pensar. A mãe de Phoebe (Felicity Huffman) trabalha em sua dissertação que, não por acaso, é sobre o famoso livro de Lewis Carroll.
Alice tem um papel importante na vida de Phoebe, e quando a professora de teatro (Patricia Clarkson, excelente no papel) decide fazer uma montagem teatral de Alice, a menina resolve fazer um teste para o papel principal, conquistando-o. No palco, os sintomas da doença de Phoebe desaparecem, e ela se mostra uma ótima atriz.
No entanto, o seu comportamento fora do palco não é dos melhores, e depois de alguns incidentes, o diretor da escola resolve tirar Phoebe da peça. O que só piora a situação. A mãe dela fala com o diretor e a professora e consegue que ela volte ao papel de Alice, mas outro incidente faz com que a professora seja demitida. Phoebe toma o controle da peça e encoraja os coleguinhas a seguirem ensaiando.
O filme acaba com a descoberta da real doença de Phoebe, chamada Síndrome de Tourette. A peça é encenada com sucesso e a menina aparece explicando para a turma sobre sua doença, que não tem cura, e pedindo que todos compreendam o seu comportamento.
O filme, dirigido por Daniel Barnz e com Bill Pullman no elenco foi apresentado na competição dramática do festival de Sundance, em 2008. É uma história engraçada e emocionante, com cenas de fantasia, com vários personagens de Alice. Ótimas atuações de todo o elenco, com destaque para a pequena Elle Fanning que, como a irmã mais velha, já se prova uma talentosa atriz, e para Patricia Clarkson, que está memorável no papel da professora de teatro. A primeira cena de Patricia é ótima. Ela entra na sala de aula de Phoebe e recita um trecho do poema Jabberwocky, de Lewis Carroll, e deixa os alunos boquiabertos com a interrupção. Vale muito a pena entrar no país de maravilhas de Phoebe. Abaixo, o trailer pra quem ainda não conferiu.



Caralho!
O imbecil que escreveu esta resenha me fez o favor de não só contar todo o filme, mas também escrever sobre o final e sobre todos os problemas do filme! E a surpresa? E a minha opinião? E as minhas descobertas sobre o filme?
Isso não é crítica ou recomendação, é resenha completa!
Obrigado por me fazer não precisar mais ver o filme!
Jonas, acho que o Pedro explicou bem o roteiro do filme, mas não contou nenhuma cena chave, não. Eu fiquei super a fim de assistir, e só você assistindo também pra dar sua opinião. Impossível formar uma só pelo comentário dele, né não?
Óh, Pedro, seu maldito
Vc acabou com meus sonhos, cara!
Snif
:\
Bom, como tu mesmo disse, Jonas, não é uma recomendação, nem uma crítica, é uma resenha completa.
E era essa a intenção quando eu escrevi o texto.
E concordo com a Babi que, mesmo contando a história do filme, só é possível gostar, ou não, e formar uma opinião depois de assistir.
Se quem leu o texto vai desistir de assistir, vai perder um filme muito bem feito e com uma ótima história.
O filme é maravilhoso e super merecia uma resenha.
Vale a pena assistir por inúmeros motivos, e saber como é a história só faz aumentar a vontade de vê-lo.
É um drama e não um suspense, onde perde a graça saber o próximo passo do personagem.
Jonas, tu não vai assistir o Alice do Tim Burton, porque já sabe como é
a história?
Ao contrário do Jonas, ler a resenha só me deixou com mais vontade ainda de assistir o filme, parece super interessante!
E, pelo trailler, Elle Fanning parece tão talentosa quanto a irmã.
Comentaí!
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