Uma estreia com estilo
Ninguém esperaria menos do primeiro filme do estilista Tom Ford como diretor. E é com o filme Direito de amar (com o título original A Single Man, muito melhor), que Ford alcançou sucesso de público, crítica e vários prêmios.
O filme conta a história de um professor inglês gay (Colin Firth) na Los Angeles dos anos 60, que tenta lidar com a morte de seu parceiro de longa data (Matthew Goode). Pra isso, ele tem a ajuda de sua amiga doidinha, também de longa data, (Julianne Moore) e de um jovem aluno (Nicholas Hoult, da série Skins) com interesses além de acadêmicos em relação ao professor.
O roteiro, adaptado por Ford e David Scearce do livro A Single Man, de Christopher Isherwood, é inteligente e bastante melodramático, apesar da atuação contida de Firth. Porém, o que mais chama atenção no filme são os cenários, a direção de arte e, claro, o figurino (sem falar dos cigarros cor de rosa da Julianne Moore, um luxo!). A fotografia de Eduard Grau também é impecável.
As atuações foram muito elogiadas, sem exceções, mas com destaque, claro, pra Firth. Eu achei bastante interessante essa mudança de filmes pra ele. Estava acostumado com os filmes de comédia e comédia romântica que ele faz, e fiquei surpreso com a boa atuação dele nesse filme.
O filme estreou no Festival de Cinema de Veneza, onde foi indicado ao Leão de Ouro (de melhor filme) e ganhou o Coppa Volpi (de melhor ator, para Colin Firth). No BAFTA (a premiação da academia de cinema britânica), Firth também ganhou o prêmio de melhor ator, além de indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.
Sem dúvida, o filme é uma ótima estreia pra Tom Ford, que escolheu uma história super interessante e transformou o livro em um filme muito bonito e super stylish! Vale a pena ver!














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