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Klaxons e a vitória do rock esquizofrênico

30 agosto 2010 por 527 views One Comment

600px-Klaxons-surfing-the-voidCorta pra 2007, quando os Klaxons se tornaram uma das bandas mais quentuxas do rock britânico, com o estouro de Myths Of The Near Future, um disco absurdamente dançante, porém de certa forma indigesto de se aceitar de uma forma assim convencional. O rock histérico, futurista, porém irresistível dos rapazes era de tudo, menos normal, mas ainda assim assustadoramente acessível. Difícil era saber o que os caras viriam a fazer depois. Tão difícil saber que ainda vamos ficar na fissura pra saber qual foi o tal disco “experimental demais” que a gravadora recusou, o que seria o segundo álbum.

Mas Surfing The Void – já eleita por mim como a melhor capa de 2010 – está rolando por aí e qual é a sensação? Olha, as opiniões estão divididas, o que é natural para um disco complicado de ouvir na sua primeira sentada. Não pelo fato de ser cabeçudo demais – o que ele não é, na real o som está ainda bem perto da sonoridade que fez a banda ser tão boa no seu primeiro álbum. No entanto, é um disco de extremos, um disco onde o fator pop virou SUPER ao ponto do desconfortável (“Venusia” é um exemplo brilhantemente perturbador).

Por outro lado, a esquizofrenia dos Klaxons, que parecia ter sido superada pelo Late Of The Pier (outro grupo brilhante) foi amplificado em direções furiosas. A faixa-título é um espetáculo do caos sonoro, assim como a espiralada “Cypherspeed”, o som que basicamente define a banda esteticamente. O single “Echoes” é explosivo, assim como “Flashover”, faixa que vazou uns meses atrás e foi devidamente documentada por aqui. Tem “Extra Astronomical” também, algo realmente psicopata, mas curiosamente válido para uma pista de dança.

O fato é que, contrariando as apostas – inclusive a minha – o Klaxons saiu vitorioso no teste do segundo disco. Surfing The Void, é a afinação e a confirmação do estilo da banda não apenas como o ritmo de um momento e sim como um força talentosa que pode fazer bem mais. Vai que a gravadora libera eles para fazerem o tal “disco experimental” na próxima vez e daí o bicho pega pra valer. Ai meu céu.

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