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The Crazies não é só mais um filme de terror

20 agosto 2010 por 423 views No Comment

Crazies_1-sheetmech_121509.inddGeorge A. Romero não é um mero diretor de filmes de terror. Durante toda a sua vida como cineasta, desde os anos 70, o americano se dedicou ao gênero, deixando para sempre alguns de seus maiores clássicos, como a famosa trilogia dos mortos – A Noite dos Mortos Vivos, Madrugada dos Mortos e O Dia Dos Mortos. Não demorou muito para que estes clássicos ganhassem dignas refilmagens, e o cineasta inclusive voltou para revisitar suas criações em longas como Terra dos Mortos.

Romero sempre foi um crítico do mal que povoa a alma do ser humano. Suas alegorias aparentemente absurdas envolvendo epidemias, zumbis e assassinos cruéis guardavam uma perturbadora proximidade com as atrocidades do mundo real. Traumatizada pela guerra do Vietnã e ondas de assassinos seriais, os EUA dos anos 70 viu na tela o seu pânico ser materializado por Romero e outros mestres como Wes Craven (Quadrilha de Sádicos) e Tobe Hooper (O Massacre da Serra Elétrica).

Depois da trilogia dos mortos, The Crazies é o filme mais cultuado de Romero, que está ganhando também a sua releitura, que chega aos cinemas. Como a maioria de seus roteiros, The Crazies um conto de terror encapsulando uma aterradora e SINCERA parábola sobre a intolerância humana, narrando a jornada dos habitantes de uma pequena cidade no interior dos EUA e a histeria coletiva que se instala a partir de uma epidemia de uma misteriosa doença onde todos viram maníacos assassinos, tipo uma RAIVA MASTER. É daí mesmo que sai o título do filme e português: A EPIDEMIA.

A nova versão do longa conta com a direção competente de Breck Eisner, que teve a manha de não querer atualizar demais o já enxuto roteiro de Romero. O filme, protagonizado por Timothy Olyphant e Radha Mitchell, não comete o pecado de querer ser mais do que é, um agoniante filme de terror que carrega consigo idéias que são mais agoniantes ainda. O longa não apresenta soluções fáceis, foge dos sustos óbvios e principalmente, carrega consigo o espírito de George A. Romero: A Epidemia é daqueles filmes que estraçalham teus nervos e ainda te fazem sentir recompensado depois de uma hora e meia. É um filme que te dá algo pra pensar, coisa que pouco filme de terror americano anda fazendo hoje em dia.

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