The Pains of Being Pure at Heart – Belong
Como se o debut fosse uma tatuagem clássica no braço em black and grey e esse uma daquelas full sleeve contornada cheia de cores, é mais ou menos a imagem de Belong. Ao contrário do autoproduzido lo-fi disco de estreia, a parada aqui vem enselada em nomes fortes, como a mixagem do magnum opus do movimento shoegazer, Alan Moulder, e a produção de Flood, ganhador de Grammy com o U2. Mais “domesticada”, a banda mostra óbvia evolução no seu balanço entre a camada de distorções e os timbres em gracejos bastante pop. O conjunto mais distribuído, em Belong as guitarras não fazem o trabalho sozinho, aparecendo o baixo estalando no peito, como em “Girls of 1000 Dreams”, uma tecladeira voando solo em “The Body”, e aquela bateria nota dez de “Heavens Gonna Happen Now”. E as guitarreiras, claro, trabalhando nos altos decibéis. Ainda sobra espaço pras reminiscências da estreia, na Just Like Honey da vez em “Anne With Na E”, e na smithêra shoegaze pegando bonito em ”My Terrible Friend”. Daquelas comparações sem sentido que amamos, “Belong”, a faixa-título, brilha com o estandarte de ouro, soando como se o The Drums tocasse um Smashing Pumpkins bem de canto Longe do brilhantismo supremo, o The Pains of Being Pure at Heart começa a figurar no panteão de poucas bandas atuais, o de socar a mão nas seis cordas sem medo. Ainda arrancam aquele sorriso maroto da torcida. Aperta esse play que vale.
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