Retrospectiva 2011 – ato IV e 1/2 – os discos preferidos da casa pt. 2

Semana final do ano e o Mycool está na área fazendo aquele apanhado do que prestou neste 2011 e que merece sua honesta conferida. Aqui estão dois pitacos meus sobre os mais quentuxos LONG PLAYS que apareceram na área. Estes dois álbuns vem à tona na listagem de melhores do ano por serem os dois discos que melhor encapsularam a essência rock neste 2011 onde o estilo sofreu uma dose assustadora de assepssia, ou pior, onde pareceu estacionado numa vala de apatia aparentemente sem fundo.
David Comes To Life – Fucked Up
David Comes To Life, como eu já citei em outra ocasião, é uma injeção cavalar de pura energia, movida a refrões que mais parecem gritos de guerra, guitarraços cortantes, letras crípticas porém extremamente fortes e um convite praticamente irrecusável de sair pogando e socando o ar.
New Brigade – Iceage
Também nesta mesma vertente, porém de formas inusitadas, os punks suecos do Iceage (foto) cometeram New Brigade, um imundo e sedutor amálgama de timbres ruidosos, vocais grudentos a la The Cure e levadas vertiginosas. Hardcore, shoegazer, post-punk, POP, triturado e acelerado de forma brilhante. Parabéns pra gurizada do norte europeu.
Let England Shake – PJ Harvey
Da sempre brilhante Polly Jean Harvey, Let England Shake mostrou a compositora no auge de sua classe e também na ponta dos cascos, envolta em revolta. Para cada melodia linda – e acredite, o disco é repleto delas – o disco guarda uma saraivada de versos destruidores. Em sua deliciosa dicotomia do belo e do terrível, Let England Shake é um dos grandes discos do ano. E não estou sozinho nesta opinião.
Kaputt – Destroyer
Também laureado, mas ignorado por muitos – o que é um crime – Dan Bejar, o cérebro pensante que responde pelo codinome Destroyer, fez juz à sua alcunha: Kaputt dói de tão belo. Resgatando influências setentistas e transbordando de melodia, Bejar criou uma pintura sonora, um disco que é um mundo onde é possível se perder, ser feliz e também sofrer. 50 minutos depois, tu pode voltar pro mundo real. Caso gostar de lá, é só apertar play de novo.
Stone Rollin’ – Raphael Saadiq
Um bônus album do lado mais dançante, possivelmente de uma máquina do tempo remetendo aos idos mais sacolejantes e soulful dos anos 70, Motown-style, Stone Rollin’, de Raphael Saadiq, retoma a inspiração que o cantor esbanjou no fantástico The Way I See It, de 2008. Começando com o ribombaço nas cadeiras Heart Attack, o disco segue delicioso por 40 minutos, fazendo o ouvinte dançar, se emocionar e também curtir uma safadeza esperta, como só o bom R&B consegue fazer.









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