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Retrospectiva 2011 – ato IV: os discos favoritos da casa

29 dezembro 2011 por 357 views One Comment

A gente já trouxe o ranking oficial de melhores discos do ano – baseado na somatória de pontos de toda a crítica especializada mundo afora. Agora, é a vez do MyCool eleger os discos favoritos de 2011, um ano muito mais fraco do que seus anteriores em termos de novas produções. Foi mais comum do que nunca ver gente produzindo entre duas a cinco faixas espetaculares em um álbum, enquanto o seu restante se fazia descartável (Bombay Bicycle Club, The Drums, Yuksek, Neon Indian…). Além disso, muitos favoritos que prometiam muito ficaram aquém do que esperávamos, produzindo obras que não passavam de serem ‘ok’ (Radiohead e Strokes, né?), o que deu a chance de quem corria por fora se destacar mais.

Esclareço que a escolha e o ranking a seguir são baseados em percepção e gosto pessoal do autor que vos escreve. Em seguida, outros colegas também postarão seus respectivos favoritos.

Sem mais delongas, os [onze] melhores discos de 2011:

10.Clams Casino – “Instrumentals”

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O produtor norte-americano Mike Volpe, de alcunha Clams Casino, é o responsável por criar as batidas de nomes como Lil B e Soulja Boy. Lançada despretensiosamente por download no primeiro semestre, “Instrumentals”, ou “Instrumental Mixtape”, é um apanhado de tracks criadas por Volpe para os artistas que produz. Baseado no hip hop instrumental e em música ambiente, o resultado final acabou ganhando vida própria através de uma repercussão muito maior do que se esperava. [escute aqui]

9.tUnE-yArDs – ‘‘w h o k i l l’’

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A britânica Merril Garbus teve suas obras comparadas à produção do Sonic Youth, no sentido de que “w h o k i l l” está para seu antecessor “BiRd-BrAiNs” assim como “Sister” está para “EVOL”; ambos abraçam as ideias experimentais dos discos anteriores, mas às convertendo para um formato pop. Podemos também comparar o tUnE-yArDs ao Everything Everything como sendo dois atos britânicos que desconstroem a música popular (e com vocais, no mínimo, interessantes). [escute aqui]

8.Justice – “Audio, Video, Disco”

Vocês vão me xingar, mas foda-se, achei “Audio, Video, Disco” melhor que o “†”.Uma obra de música eletrônica que se baseia no rock progressivo (ou seria o contrário?) e soa extremamente agradável, bem diferente do Justice maximalista de 2007. [escute aqui]

7.Foster the People – “Torches”

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Sim, é um disco fácil, acessível, sem grandes experimentos ou inovações. Mas e daí? Se houvesse mais Fosters e menos Katy Perrys no mundo pop, estaríamos muito melhor servidos (mas com menos seios à mostra). Repleto de hits da primeira à última faixa, pouco é o material em “Torches” que não empolgue. Amados pelo público, desconsiderados pela crítica. O Two Door Cinema Club de 2011. [escute aqui]

6.Criolo – “Nó Na Orelha”

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O rapper Criolo foi o maior vencedor nacional no mundo da música neste ano. Ao produzir um disco espetacular que mistura à batida do hip hop elementos de soul, reggae e samba, o nego conseguiu algo único: coletar fãs do mainstream ao underground, do ‘mano’ ao hipster e ao coxinha. Com um caráter fenomenal, pregando valores de amor e harmonia, Criolo foi o CARA por aqui. Tá perdoado por ser corinthiano. [leia mais aqui] [escute aqui]

5.Friendly Fires – “Pala”

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Eles preferem a alegria pop de Justin Timberlake à melancolia de Morrissey e, em Pala, isso fica mais evidente que nunca. Uma obra pop como tem que ser feita; um prato cheio para as pistas de dança ou para noites de festas tropicais. Um dos raros grupos que, em 2011, conseguiu dar uma sequência feliz ao seu ótimo debut. [leia mais aqui] [escute aqui]

4.Washed Out – “Within and Without”

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Pouco se tinha noção do que era a Chillwave ou se até mesmo essa tag tinha qualquer validade antes de 2011. Ao lado de Toro y Moi e Neon Indian, o Washed Out, do americano Ernest Greene, consolidou a identidade do polêmico gênero com o disco mais forte entre os três. [leia mais aqui] [escute aqui]

3.Wild Beasts – “Smother”

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Depois de um debut que se revelou um erro, o Wild Beasts conseguiu se redimir com um segundo disco espetacular. A prova de fogo viria com o terceiro e Smother superou as expectativas, consagrando os rapazes como um dos melhores grupos britânicos contemporâneos. [leia mais aqui] [escute aqui]

2.Destroyer – “Kaputt”

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A veterana banda canadense liderada por Dan Bejar (colaborador de outros projetos como New Pornographers e Bonaparte) chega a seu nono álbum de estudo com brilhantismo. [escute aqui]

1.Metronomy – “The English Rivieira”

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Quem acompanha o blog já deve estar saturado de tanto que falei neles por aqui, mas é tudo de coração. Merecido.[escute aqui]

Menção honrosa: Aeroplane – “In Flight Entertainment”

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“In Flight Entertainment” não é um álbum de estúdio, mas sim uma compilação de faixas exclusivas cedidas ao produtor fora de série Aeroplane. Contando com apenas uma produção autoral, a coletânea não poderia ser comparada aos outros discos do ano, mas merece estar aqui pelo simples fato de que é A MAIS PURA DILIÇA. [escute aqui]

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