Retrospectiva 2011 – ato I: os melhores discos do ano

PJ Harvey coleciona canecos e medalhas em 2011
Alô amigos! Retornei do meu retiro judaico-espiritual e volto a escrever no MyCool para a infelicidade de alguns e indiferença de muitos.
O Natal/Chanukká/Festivus já passou e, se você não chegou a acompanhar com tanto afinco as polêmicas listas de fim de ano que amamos odiar, o MyCool traça o panorama enquanto você ainda digere aquela ave gorda que foi assada com muito amor pela sua Tia Berta, porém brutalmente assassinada por uma enfermeira fria e calculista.
É claro que essas listas da crítica são muito subjetivas e não conseguem escapar ao perfil do veículo, gosto pessoal dos críticos ou jabá dos empre$ários, mas analisando diversas fontes, podemos solidificar um padrão.
O Metronomy, que lançou o melhor disco e foi a banda do ano na opinião do que vos escreve, dividiu opiniões; The English Riviera foi ovacionado pelos ingleses e esnobado pelos americanos. Ficou em primeiro lugar no Gigwise, em segundo na NME, no The Fly e na MusicOMH, e em terceiro na Uncut e no DIY – todos canais britânicos. Além disso, conseguiu ficar entre os dez melhores discos em mais seis listas.
O ano, porém, foi da PJ Harvey. Além de faturar o Mercury Prize, o Let England Shake da moça agradou NMEistas e pitchforkeanos, coletando TREZE medalhas de ouro (NME, Uncut, Mojo, Boston Globe, The Guardian, Los Angeles Times, Washington Post, MusicOMH, No Ripcord, The Quietus, Slant, BBC Music e – ufa! –NPR), quatro de prata (Spin, The Observer, DIY e Q) e quatro de bronze (Exclaim!, The Telegraph, Drowned in Sound e Gigwise). Além disso, figura em 95% das listas e está no top 10 da maioria (mas ficou em 47º lugar na Rolling Stone. Tu vê). O curioso é que a recordista do ano foi bem menos hypada que a Lana Del Rey por aí.
Outro grande destaque foi o Bon Iver, que além de ser nomeado a uma penca de coisas no Grammy, conquistou seis ouros (Pitchfork, Exclaim, Paste, Star Tribute, Epitonic e The Owl Mag), sete pratas (Billboard, Filter, Consequence of Sound, PopMatters, NPR, Amazon e The Record Exchange) e quatro bronzes (Under the Radar, A.V. Club, Stereogum e Rhapsody) com seu segundo e auto-intitulado álbum.
O Jayza e o Kanye West avisaram pra “cuidar o trono”, e acabaram figurando em uma penca de listas também. Não conseguiram nenhum primeiro lugar, mas tiveram quatro medalhas de prata (Rolling Stone, Washington Post, Complex e Slate) e três de bronze (Billboard, New York Times, Time) com o Watch The Throne.
Já o Fucked Up fez um indie-punk barulhento que não me pegou, mas agradou bastante o colega Leandro Souza. Além dele, a Spin também elegeu o disco David Comes to Life como o melhor de 2011, enquanto o A.V Club deu a segunda posição e o PopMatters e a Spinner, a terceira.
Nosso outro colega Leandro, o Vignoli, curtiu demais o Hurry Up, We’re Dreaming, do M83 (que, segundo o Pitchfork, é o responsável pela música do ano). Os franceses também se deram bem pra caramba nas listas, conseguindo ficar entre os dez primeiros em treze delas, com uma taça de campeão na Filter, um vice na Under The Radar e na Owl Mag e cinco vagas diretas pra Libertadores no Pitchfork, Washington Post, Treble, XLR8R e Pinpoint Music.
2011 também foi o ano da popularização do dubstep, culminando no mainstream americano em uma nova roupagem bastante controversa. Mas a turma do Skrillex só fez sucesso mesmo com o público, porque para a crítica (e para o bom senso), o dubstep britânico é o que segue valendo. James Blake levou um ouro (The Telegraph), duas pratas, um bronze e doze top10, enquanto o SBTRKT conquistou uma aparição no Top10 da Drowned in Sound e mais figuração em seis outras listas.
A Adele, que fez um disco bem zZzzZZz, foi a artista que mais equilibrou o sucesso no mainstream e na crítica especializada, contando com oito primeiros lugares (Rolling Stone, Time, Amazon, Rhapsody, Billboard, Associated Press, Entertainment Weekly e Star Tribune), três segundas posições (HitFix, MTV e Boston Globe) e mais onze top tens para o seu sonolento 21.
Outros discos que falamos ao longo do ano por aqui e que merecem menções honrosas são o Skying, dos The Horrors (três medalhas de prata), Smother, dos Wild Beasts (uma prata e um bronze), Within and Without, do Washed Out (cinco top10), além de Kaputt, do Destroyer (um ouro e três pratas) e w h o k i l l, do tUne-yArDs (um ouro e quatro pratas), que ainda não falamos a respeito, mas que deveríamos ter falado (hehe).
* Pra fazer esse post foram analisadas mais de onze listas completas e o site Metacritic, que faz uma somatória de pontos de todas as listas oficiais que saíram em revistas e sites, ranqueando, então, os melhores do ano. A classificação final ficou assim:
1. PJ Harvey – Let England Shake
2. Bon Iver – Bon Iver
3. Adele – 21
4. tUnE-yArDs – w h o k i l l
5. St. Vincent – Strange Mercy
6. The Weeknd – House of Balloons
7. Shabazz Places – Black Up
8. Fleet Foxes – Helplessness Blues
8. Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne
10. James Blake – James Blake
11. Kurt Vile – Smoke Ring for Halo
11. Girls – Father, Son, Holy Ghost
11. M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
14. Drake – Take Care
14. The Antlers – Bust Apart
14. Metronomy – The English Riviera
17. Fucked Up – David Comes to Life
18. The Horrors – Skying
18. Wilco – The Whole Love
20. Destroyer – Kaputt
20. Tom Waits – Bad As Me
Se você ficou de cara com todas as listas dos sites e com o ranking final, então essa lista aqui deve te agradar mais.


[...] gente já trouxe o ranking oficial de melhores discos do ano – baseado na somatória de pontos de toda a crítica especializada mundo afora. Agora, é a vez [...]
[...] Da sempre brilhante Polly Jean Harvey, Let England Shake mostrou a compositora no auge de sua classe e também na ponta dos cascos, envolta em revolta. Para cada melodia linda – e acredite, o disco é repleto delas – o disco guarda uma saraivada de versos destruidores. Em sua deliciosa dicotomia do belo e do terrível, Let England Shake é um dos grandes discos do ano. E não estou sozinho nesta opinião. [...]
[...] Os melhores discos do ano segundo a crítica [...]
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