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[26 Abr 2010 | por Angelo Hector | 7 Comentários | 638 views]

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A primeira edição oficial do podcast do mycool traz Barbara Mattivy, Leandro Vignoli e Hector Moraes tricotando sobre os álbuns que vazaram no dia 19 de abril (oficialmente conhecido como o dia do vaso): Foals, com Total Life Forever , The National, com High Violet, Band of Horses, com Infinite Arms, dentre outros são a base do programa. Pra que ainda não ouviu a anterior, que foi um projeto piloto, não vacila e clica aqui.
Essa edição conta com a participação especialíssima do Bolota, nosso enviado especial que conferiu a estreia de Alice no País das Maravilhas, e do radialista Jaiminho Guedes, que comenta sobre o novo trabalho do Band Of Horses.
Devido a vacinas contra gripe H1N1, o trio estava mais sóbrio (recomendações médicas) e consequentemente menos insano do que na edição piloto, mas não menos inspirado. Confere aí no player, ou pra baixar o mp3, é só clicar aqui.

[16 Abr 2010 | por Angelo Hector | Nenhum Comentário | 654 views]

Zé maria

Vestir gigantes da música como Stones, Dylan e Madonna não é pra qualquer um. Tem que ter muito COOL no DNA para conseguir bancar uma parada como essa. E a Levi’s entrega, super bem.
Pra nossa felicidade agora ela resolveu olhar também pra outra ponta da corda, nós mortais que vivemos de sonhos e música, e criou o Plataforma Levi’s Music, no intuito de apoiar novos talentos musicais.

Pra quem ainda não tá ligado, a versão desse ano traz cinco bandas concorrentes, indicadas por cinco curadores escolhidos a dedo – entre eles nossos amigos queridos do Move That Jukebox.

A vencedora será escolhida através de votação online e receberá como prêmio a produção de um videoclipe que será postado com destaque na home do youtube no dia 17 de julho. Lembra que ano passado quem ganhou foi o Copacabana Club, e o vídeo ficou incrível? Foi o que deu o start, inclusive, pro boom que a banda está passando agora.

Então, o trabalho dos cinco indicados está sendo amplamente divulgado Internet afora, já que a ideia é que cada um dos curadores utilize ferramentas como twitter e sites de relacionamentos para divulgar o trabalho da banda, carinhosamente apadrinhada.

A votação fica aberta até o dia 4 de junho no www.levismusic.com.br, onde você pode conhecer o trabalho de cada uma delas, escolher a sua preferida e votar. Até lá, os curadores Alexandre Youssef (proprietário do Studio SP), Pablo Miyazawa Rocha (editor chefe da revista Rolling Stone), Tico Santa Cruz (vocalista do Detonautas e Raimundos), e as equipes dos sites Move That Jukebox e Coquetel Molotov, vão divulgar amplamente o trabalho de STOP PLAY MOON, NEVILTON, STELLABELLA, ZÉMARIA E SWEET FANNY ADAMS, respectivamente.

Cola lá, não deixa de votar e de quebra já conhece um pouco do que tá sendo musicalmente produzido no nosso Braziu!

[8 Abr 2010 | por Angelo Hector | 5 Comentários | 515 views]

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Eis que numa bela e estrelada noite na minha, na sua, na nossa valorosa MARILUZ, o mycool  pariu um piloto: seu primeiríssimo podcast.

Pautado em uma piada já nem tão interna assim, Babi Mattivy, Leandro Vignoli e Ângelo Hector falam (ou tentam falar) sobre 10 músicas que tem como tema principal garotas de 17 anos. A piada virou pauta quando os três passaram a cantar trechos que citam garotas com a referida idade. Comparando a inocência de algumas, como I Saw Her Standing There, dos The Beatles, com a safadeza escancarada de Me lambe, dos Raimundos,  perceberam que não são poucas as canções que prestam homenagens, declarações, odes masturbatórias e afins para garotas que já fazem quase tudo (CNH só aos 18).

Nesta edição, as convidadas são Saraha Zupo e Arsha Zupo (maiores de idade+ mycoolerfriends + farofeiras assumidas), comentando uma canção do gênero oitentista. De ABBA a Winger, provamos por 16 + 1 que safadeza não tem época pra acontecer. Nem idade. Confere aí como a vista é linda da roda gigante, é! E pra baixar dá um clique aqui com o botão direito e escolha “salvar como…”

TRACK LIST

Beatles – I Saw Her Standing There

Raimundos – Me Lambe

Kings Of Leon – 17

Beck – Halo Of Gold

Ladytron – 17

Capital Inicial – Natasha

Franz Ferdinand – Jacqueline

Winger – Seventeen

Black Rebel Motorcycle Club – 666 Conducer

ABBA – Dancing Queen

[11 Mar 2010 | por Angelo Hector | Nenhum Comentário | 299 views]

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Além de oferecer os itinerários que você pode seguir a pé, de carro ou de transporte público, o google Maps agora disponibiliza também o trajeto para quem prefere pedalar.

Shannon Guymon, gerente de produto do Google Maps, disse que a intenção era incluir o máximo possível de rotas eficientes, auxiliando os bikers a planejarem melhor seu itinerário, evitando subidas íngremes, por exemplo. Além disso, o mapa foi customizado para incentivar os usuários a tirarem o pó de suas magrelas e voltarem a pedalar.

Claro que, por enquanto, a função rola só nos gringo. Mas assim como outros serviços do Google, deve acabar chegando por aqui.
[9 Mar 2010 | por Angelo Hector | 2 Comentários | 532 views]

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Caso Zooey Deschanel tivesse participado de algum daqueles programas de auditório dos anos 80, se apresentaria pros Gugus e pras Xuxas da vida exatamente assim: “Oi, meu nome é Zooey e eu canto, dança e represento.”

O primeiro clipe do novo trabalho do She & Him, intitulado Volume Two e com data de lançamento para o dia 23 de março, é da musica In The Sun. Num clima totalmente colegial, Zooey está mais linda do que em 500 Days Of Summer. No clipe, ela em nada lembra a tímida Summer cantando Sugar Town e dançando suavemente. Agora, atuando como ela mesma, passa o clipe inteiro entrando e saindo de salas de aula, corredores, biblioteca e ginásio, dançando o tempo todo e fazendo milhares de coreografias. Mas é na cena final, sem qualquer coreografia, que ela te faz ter vontade de mergulhar monitor a dentro.

Fato é que Zooey tem o rosto que todo guri SONHA que vai entrar na sala no primeiro dia de aula TODOS os anos, até o fim do colégio e, óbvio, NUNCA entra. Só nos resta babar no teclado.

[9 Mar 2010 | por Angelo Hector | Nenhum Comentário | 179 views]

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Em entrevista ao site musicOMH, o vocalista Tom Smith disse que a banda voltará ao estúdio assim que terminar a atual turnê, e que novamente vão trabalhar com o produtor Flood  (Depeche Mode, The Killers, Sigur Rós ),  que iniciou a parceria com o quarteto no trabalho mais recente, In This Light And On This Evening.

Ele revela o esquema de trabalho da banda: “Gosto de compor na estrada. Gravo idéias cruas na guitarra ou no piano e envio para os outros. Assim que temos 10 idéias fortes, vamos para o estúdio.” Como o Editors está atualmente em turnê, a possibilidade de material novo é forte.  Como Tom é o principal compositor, ele não descarta a possibilidade de gravar algo solo, mas deixa claro que o Editors é prioridade: “Tudo depende do que a banda estiver fazendo. Mas eu gostaria.”

E ao tentar se defender de quem critica a banda pelo som obscuro, acaba metendo o pau na Lady Gaga “Pra mim, a música da Lady Gaga me faz querer suicidar. A música que fazemos me faz feliz e não acho que nosso público saia triste do nosso show. Acho que nosso show os deixa melhor.”

E pra quem não gostou do novo disco, há certa esperança de que algo diferente venha a ser produzido, embora Flood esteja escalado novamente. Tom diz que a idéia de ter o Editors fazendo apenas um tipo de som o assusta. Resta esperar que produtor e banda encontrem um meio termo entre uma banda de post-punk e uma enxurrada de sintetizadores. Aguardemos.

[8 Mar 2010 | por Angelo Hector | 2 Comentários | 2,442 views]

Infinite_Arms

Quando a Band of Horses anunciou que o terceiro disco, Infinite Arms, já estava em trabalho de parto, animou muita gente por aí (inclusive nós, do mycool). Agora, pra alegria quase completa do povo, anunciaram que o disco sai dia 18 de Maio e que não será apenas uma, mas três gravadoras responsáveis pelo disco: Columbia, Brown Recors e Fat Possum.

Também divulgaram a capa do disco (nem preciso dizer que é um desbunde total), feita por Christopher Wilson, que já trabalhou com a banda anteriormente. Enquanto o disco não é lançado oficialmente ou vaza na net, a gente se segura com o que pode e conta os dias!

[17 Dez 2009 | por Angelo Hector | Nenhum Comentário | 514 views]

[mycool álbuns da década]

My Morning Jacket – Z [2005]

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Caso você não faça idéia pra que serve um produtor musical, e, principalmente, quel é a influência dele sobe uma banda, sugiro que ouça os dois primeiros discos do My Morning Jacket – produzidos pelo vocalista Jim James – e depois mergulhe de cabeça em Z  - produzido por John Leckie (Jonh Lennon/Pink Floyd/Stone Roses). O quarto disco da banda atinge outros níveis e consegue reunir leveza e densidade, alegria e tristeza e experimentalismo tudojuntonomesmolugar. O vocal agudo de Jim James, altamente influenciado por Neil Young,  permite que melodias  por vezes simplistas ganhem movimentos imprevisíveis e, consequentemente, acabem te captando na primeira audição.  Wordless Chorus traz exatamente o que o nome diz: um refrão sem letra, apenas com harmonias de vocais sobrepostos que, mesmo assim,  possivelmente vão colar na sua cabeça. My Heart Beats For You poderia ser mais uma música comum de amor, não fosse o clima denso, carregado pela cozinha exemplar. Com sobreposições de teclado e efeitos de guitarra no refrão, há aquela leve impressão de que cada um está tocando qualquer melodia que não a mesma música. Mas o núcleo se mantém, nessa que é uma das faixas mais experimentais do disco. Guideon é tesão puro. Te ganha de primeira num dedilhado que se repete ad infinitum (até virar um riff), enquanto baixo, guitarra e bateria se pegam num ménage à trois violento e vão num crescendo catártico e empolgante. What A Wonderful Man, Off The Record e Anytime são, de longe, as mais empolgantes do disco. E estas três são a prova que Z definitivamente expandiu as fronteiras musicais do MMJ,  já que nem de longe parecem algo feito pela banda até então. O gran finale fica a cargo de Dondante. Com instrumental hipnótico, a primeira estrofe abre com “in a dream i saw you walkin/like a kid alive and talkin/that was you (…) to the one i now know most/ i will tell them of your ghost like a thing/that never, ever was” E de forma surpreendente, mesmo que você ainda não saiba o que é perder definitivamente alguém, vai chegar bem perto de sentir toda a náusea quando James cantar/gritar insanamente “well, i knew, just how sweet it could’be/if you’d never left these streets/ you had me worried! So worried/  that  this would last…/but now i’m learning/learning that this will pass…” sustentado por um instrumental grandioso que vai morrer lentamente num sax chorado e tristemente suspirante. Exatamente como é.

[14 Dez 2009 | por Angelo Hector | 4 Comentários | 2,234 views]

[mycool álbuns da década]

The Strokes – Is This It [2001]

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Se você tem entre 12 e 20 anos e usa calças apertadas, camisetas apertadas, tênis apetados, cuecas apertadas e cabelos arrumadamente desarrumados, agradeça a este disco. Não fosse Is This It talvez você ainda estivesse ouvindo Creed (golfadas), por exemplo. O ciclo do róque nos 90 foi fechado prematuramente, já que Kurt Cobain colocou a indústria em modo de espera e com possíveis traumas naquele abril de 94. Para tentar oxigenar a cena, surgiram algumas tentativas como Limp Bizkit, mas era tudo tão ridiculamente pasteurizado e produzido que era visível que a onda new-metal (um nome horroroso, diga-se) morreria junto com aquela década. Com o início dos 2000, era perciso que uma nova banda aparecesse. E os Strokes estavam na hora e no lugar certo e, mesmo com um disco médio,  ganharam o mundo e mudaram o direcionamento da cena rock.  Se o Nirvana abriu as portas pra que o mainstream fosse seduzido pelo under,  o Strokes (e a internet, é claro) possibilitaram que esse movimento ganhasse continuidade. Novamente ser uma banda de garagem era legal; usar jeans rasgados e tênis sujos também.  Mas, como toda banda que surge como um novo salvador, a trupe do filho do tio Casablancas foi superestimada. Lembro do falatório quando do lançamento, era como o novo messias, a salvação do róque, o novo róque e isso e aquilo e mimimi. Consegui uma cópia emprestada (em 2001 a discada aqui era de 33kbps, e baixar discos era algo mei’ difícil, sabe?) e me toquei pra casa, esperando encontrar tudo o que haviam me contado. Só que conhecer uma banda é como conhecer uma pessoa: ou você gosta ou não gosta, independente da importância que ela possa ter. E quando o disquinho prateado parou de rodar, me perguntei: Is this it? Tarde demais. Last Nite já rodava direto na MTV e o mundo já estava dependente de 5 caras com roupas e cabelos desarrumadamente arrumados. E o róque estava no mainstream novamente.

[9 Dez 2009 | por Angelo Hector | 3 Comentários | 1,520 views]

[mycool álbuns da década]

Wilco – Yankee Hotel Foxtrot [2002]

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Antes de Yankee Hotel Foxtrot ser um disco, ele é um exemplo. Quando recebeu o álbum, a Reprise Records (Warner) não quis lançá-lo, alegando que não era comercial. Então o Wilco comprou as fitas da gravadora pela bagatela de $50,000 e caiu fora. Disponibilizou o disco na internet em formato stream e, quando lançado, Yankee Hotel Foxtrot vendeu. E vendeu bem.
O crítico musical Greg Kot abre o documentário I Am Trying To Break Your Heart, lançado em 2002, e que mostra Wilco em estúdio gravando Yankee Hotel Foxtrot:

“de certa forma, eles fizeram o disco mais ambicioso até hoje. E ambição não é sinônimo de recorde de vendas. Sabe? Quer dizer, isso não é… Isso é majestoso, denso, é obra prima.”

E ele não está exagerando. Com esse disco a banda criou melodias simples (Jeff Tweedy e o multi-instrumentista Jay Bennett, que deixou a banda, foram os principais compositores) e instrumentais que flertam com o experimental, ricos em detalhes e texturas. I Am Trying To Break Your Heart poderia ser gravada apenas com violão e voz, como aparece na abertura do documentário. Mas não. A profundidade criada pela colcha de retalhos que é a parte instrumental faz com que você escute um detalhe diferente a cada vez que ouve a música.  Em Radio Cure, por exemplo, há ruídos que, para os mais desavisados, poderiam ser uma falha na gravação.  Mas é apenas um dos detalhes que complementam o clima. Em seguida, tudo faz sentido quando você ouve Tweedy cantando “Oh, distance has no way of making love understandable”. E ele está mais do que certo. Na onda de músicas sobre os atentados de 11 de setembro, Ashes of American Flags é, sem dúvida, um dos melhores resultados, com frases como “I wonder why we listen to poets when nobody gives a fuck” e “I know I would die if I could come back new”. Heavy Metal Drummer (é a música mais pop da banda em seu disco mais experimental) tem uma das mais fodásticas letras dor-de-cotovelo da história: “Shiny shiny pants and bleached blond hair/ A double kick drum by the river in the summer/ She fell in love with the drummer” (…) “I miss the innocence I’ve known/ Playing Kiss covers/ beautiful and stoned“. Simples assim. Sem firulas, sem rodeios. Puro. E quem já perdeu a jogada pra alguém que usava calças brilhantes e/ou de couro e fazia covers de Hard Rock farofento sabe como isso é deprimente. E se o concorrente era feio, pior ainda. O curioso é que Heavy Metal Drummer inicia com uma bateria eletrônica ou algo que o valha. Vingancinha? Talvez. Fato é que se estivesse fazendo o review de um lançamento, ainda comentaria aqui mi-nu-ci-o-sa-men-te War on War, Jesus, Etc (excelente letra), Poor Places e Reservations. Yankee Hotel Foxtrot é um dos melhores álbuns da década, sem a menor dúvida. É um legítimo discão-conceito-exemplo a ser seguido.