
À parte de PIPAS e SOPAS que andam rolando por aí, achei justo dar uma parada e lançar aquela CANJA (rá) para a galera. Até porque, aproveitemos todos os downloads enquanto é possível, né gents? E aproveito esse ano novo para celebrar e recomendar uma banda que não é nova – na real ela já tem 25 anos de carreira – mas que bota quase tudo o que há de corrente no chinelo.
Let’s Go Eat The Factory é o mais novo disco dos americanos do Guided By Voices, UMA DAS MAIORES BANDAS DA HISTÓRIA DO INDIE ROCK EM TODOS OS TEMPOS. O novo álbum, lançado esta semana, marca o retorno ao estúdio da formação original da banda, que marcou época nos anos 90 e voltou à ativa em 2010. E mesmo com seus integrantes na casa dos 50 anos, o quinteto provou que ainda chuta traseiros, inclusive de muitos menininhos que acham que sabem segurar guitarras e fazer rock. Nigga, please…
Com um tracklist imenso – 19 musicas – em magavilhosos 42 minutos, Robert Pollard (O LÍDER), Tobin Sprout (O GÊNIO), Mitch Mitchell (O MAIOR GUITAR HERO ESQUECIDO DO MUNDO), Greg Demos e Kevin Fennell mostram porque já foram considerados os Beatles do Lo-Fi. Melodias certeiras, guitarras sujas que parecem bênçãos, vocais pândegos e assobiáveis, além de títulos de músicas inacreditáveis. Apenas rock, sem maiores definiçoes ou ambições. Alegria pura.
E uma das melhores músicas do disco se chama “Hang Mr. Kite”. Sacaram? KITE? PIPA? AHN? HAN?
*Ah, e não percam o tombo legal do Greg Demos aos 47 segundos do vídeo. Priceless.
O produtor musical portoalegrense Claus Pupp é o MashmyA$$, outro nome extremamente de responsa que vai tocar o terror no Cabaret neste sábado, integrando o lineup de DJs da Mycool Mashup Bingo Party.
Claus, que como músico já se aventurou em diversas porém não muito respeitáveis – nem exatamente mencionáveis – VENTURES pela cena independente de Porto Alegre, assumiu há pouco mais de um ano como missão de vida propagar a felicidade e a paz mundial através dos mashups, com resultados altamente cremosos, figurando em festas do gênero país afora. E com essa intenção nobre, o MashmyA$$ cometeu gloriosíssimas injúrias musicais, como misturar Terra Samba com Beatles, Blur com Bonde do Tigrão, Red Hot Chili Peppers com Roberto Leal, entre outros impensáveis desacatos dançantes. Rock, funk, pop, samba, Renato Gaúcho: nada é sagrado para os mashups deste cara, que sábado vai botar todo mundo para perder a linha na pista.
Como ato de boa fé para celebrar a comunhão entre os povos, o DJ divulgou em primeira mão para o Mycool um de seus novos mashups. Curte ae:
MashmyAs$ – As Beautiful Meninas by MashmyAs$
Ainda não tá convencido? Então confere as evidências logo abaixo e tente manter a sua dignidade. E não tenha vergonha de dançar caso perdê-la.
I CAN´T GET SATISFAÇÃO – MASHMYA$$ – #FOLKATRUAVJs/BOOTIE RIO from bootie rio on Vimeo.
DJ JAK: guarde este nome, pois é ao som deste cara que você vai remexer as cadeiras e rir alucinadamente no próximo sábado, na cremosa Mycool Mashup Bingo Party.
JAK é um dos nomes que vão sacudir o Cabaret com misturas improváveis, blásfemas e absolutamente dançantes, que o renderam reconhecimento dentro e fora do país, com participação em edições da conceituada festa Bootie Rio, especializada em mashups. Juntamente com o produtor Claus Pupp, o Mashmya$$ – que também será um dos DJs quentuxos da Mashup Bingo Party – ele é um dos destaques gaúchos no gênero.
- Mas o nome dele não tá no flyer?
Não, não tá. Mas EU SOU O BOLOTAH QUE TÁ ALI NO FLYER e se eu to dizendo que esse cara que vai detonar tua cachola com os mais malucos mashups, é melhor acreditar.
DJ JAK, que adota o nome João Alberto Kolling e a profissão de sociólogo – isso é profissão? – para interações formais, é paulista de Novo Hamburgo, tem 27 anos, 1,93 de altura, possui cabelos castanhos claros e olhos verdes, pesa 112 quilos, gosta de xis filé com bacon e passeios ao ar livre. Produz cerveja artesanal nos horários de lazer e torce para o São Paulo Futebol Clube. “Eu gosto de fazer mashups porque é legal”, explica o produtor ao falar de seu trabalho, despistando rumores de seu possível envolvimento com a comunidade ursolina.
Ouça os sons abaixo e tente ter fôlego para dançar e rir ao mesmo tempo.
DJ JAK Lady Leitte – Quero beijar Judas na Boca by codinometaturana
DJ JAK Os Avassaladores vs Death from Above 1979 – Romantic Foda by codinometaturana
Créditos da foto: ihateflash.net
É isso ae galere, começou 2012, cheio de novidades que ainda não chegaram na real. Mas o importante é começar cheio de disposição, com um sorriso no rosto pra ficar bonita a paradinha.
E falando em sorrisos, os sorrisos bobos especialmente, quem teve sua overdose de fofura vendo (500) Dias com Ela, vai ficar feliz em rever o não casal Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt em um novo vídeo, no qual eles se reuniram para desejar um feliz ano novo aos fãs. Via seu canal no Youtube, a cantora e atual protagonista da série The New Girl postou um vídeo dela e o bom amigo Joseph mandando ver uma belíssima cover de um sucesso dos anos 40, “What Are You Doing This New Year’s Eve?, de Frank Loessner.
Confere ae e tente resistir a essa avalanche de cuteness. Quem sabe faz ao vivo, né tchurma?
Feliz ano novo pra rapeize. Tamo na área.

Confesso que não cheguei a ver muitas séries em 2011, o que talvez não me credencie para avaliar precisamente o que foi O MELHOR. Teve muita coisa fodástica (a sexta temporada de Dexter, Game of Thrones, a segunda temporada de Boardwalk Empire, a estréia de Homeland), coisas cool (a hypada The New Girl, a sempre ótima The Big Bang Theory) e outras bem decepcionantes (néam, Ashton Kutcher?)
Mas posso apontar duas – uma dramática e outra cômica – que simplesmente me arrebentaram. Em sua quarta temporada, Breaking Bad, o drama de um professor de química (Bryan Cranston) que simplesmente joga tudo pro ar e resolve virar um TRAFICA FUDIDO NA LANÇA extrapolou limites inimagináveis, mantendo sempre um cuidado absoluto no tratamento de seus personagens. Nada do roteiro é gratuito, mesmo que indigesto, e cada reviravolta, cada elemento colocado em cena é pivotal no desenrolar desta que é sem dúvida a série mais bem escrita da TV desde Família Soprano. E o ultrajante season finale é só a cereja no topo do bolo.

Já do lado completamente avacalhante da força, Children’s Hospital, exibido no já sensacional Adult Swim, nas madrugadas do Cartoon Network gringo, entrou em 2011 com sua segunda temporada depois de três anos de espera. A websérie curta e cult criada pelo humorista Rob Corddry teve o tratamento que merecia e recebeu 12 episódios. Se a primeira temporada era nada mais que um hilarante trem desgovernado de DEMOLIÇÃO a todos os clichês e não clichês dos dramas médicos (Grey’s Anatomy, House), os novos episódios expandiram com maestria esse universo, desta vez com plots consturando coerentemente a avalanche de gags alucinadas. Nenhuma série conseguiu ser tão inteligente em seu humor ao mesmo tempo que foi EXTREMAMENTE ESTÚPIDA. Ah, e quem descobrir onde está Michael Cera nesta série, ganha meus parabéns.

Semana final do ano e o Mycool está na área fazendo aquele apanhado do que prestou neste 2011 e que merece sua honesta conferida. Aqui estão dois pitacos meus sobre os mais quentuxos LONG PLAYS que apareceram na área. Estes dois álbuns vem à tona na listagem de melhores do ano por serem os dois discos que melhor encapsularam a essência rock neste 2011 onde o estilo sofreu uma dose assustadora de assepssia, ou pior, onde pareceu estacionado numa vala de apatia aparentemente sem fundo.
David Comes To Life – Fucked Up
David Comes To Life, como eu já citei em outra ocasião, é uma injeção cavalar de pura energia, movida a refrões que mais parecem gritos de guerra, guitarraços cortantes, letras crípticas porém extremamente fortes e um convite praticamente irrecusável de sair pogando e socando o ar.
New Brigade – Iceage
Também nesta mesma vertente, porém de formas inusitadas, os punks suecos do Iceage (foto) cometeram New Brigade, um imundo e sedutor amálgama de timbres ruidosos, vocais grudentos a la The Cure e levadas vertiginosas. Hardcore, shoegazer, post-punk, POP, triturado e acelerado de forma brilhante. Parabéns pra gurizada do norte europeu.
Let England Shake – PJ Harvey
Da sempre brilhante Polly Jean Harvey, Let England Shake mostrou a compositora no auge de sua classe e também na ponta dos cascos, envolta em revolta. Para cada melodia linda – e acredite, o disco é repleto delas – o disco guarda uma saraivada de versos destruidores. Em sua deliciosa dicotomia do belo e do terrível, Let England Shake é um dos grandes discos do ano. E não estou sozinho nesta opinião.
Kaputt – Destroyer
Também laureado, mas ignorado por muitos – o que é um crime – Dan Bejar, o cérebro pensante que responde pelo codinome Destroyer, fez juz à sua alcunha: Kaputt dói de tão belo. Resgatando influências setentistas e transbordando de melodia, Bejar criou uma pintura sonora, um disco que é um mundo onde é possível se perder, ser feliz e também sofrer. 50 minutos depois, tu pode voltar pro mundo real. Caso gostar de lá, é só apertar play de novo.
Stone Rollin’ – Raphael Saadiq
Um bônus album do lado mais dançante, possivelmente de uma máquina do tempo remetendo aos idos mais sacolejantes e soulful dos anos 70, Motown-style, Stone Rollin’, de Raphael Saadiq, retoma a inspiração que o cantor esbanjou no fantástico The Way I See It, de 2008. Começando com o ribombaço nas cadeiras Heart Attack, o disco segue delicioso por 40 minutos, fazendo o ouvinte dançar, se emocionar e também curtir uma safadeza esperta, como só o bom R&B consegue fazer.

Quando Ethan Hunt, o agente interpretado por Tom Cruise, depois de bater em um zilhão de brutamontes e fugir de uma prisão russa casca grossa, olha de relance pra câmera e diz “acenda o pavio”, anunciando os indefectíveis créditos iniciais de Missão:Impossível – Protocolo Fantasma, meu sangue ferveu. Seria esse o primeiro filme da série capaz de juntar o lado classudo e mirabolante da série com o senso de ação culhudo e frenético exibido com perfeição no terceiro filme da série – que é um ótimo filme, mas convenhamos, tá mais pra Identidade Bourne, do que M:I – seria?
Pula pro segundo ato do filme, quando os agentes da IMF, declarados terroristas por receberem a culpa por um ataque ao Kremlin e que agora tem a missão de limpar o nome, estão em Dubai, no famoso Burj Khalifa, um prédio que assusta de tão alto, para melar uma transação que possivelmente tem a ver o O INIMIGO. Enfim, somente estes 30 minutos em que o filme se passa em Dubai, o quarto capítulo da série já colocaria qualquer filme atual de ação no chinelo. Só que não fica só por aí.
Filmes de ação se apoiam basicalmente em suas setpieces, as cenas de ação na qual o filme se movimenta e o roteiro se desenvolve. E é com essa extrema criatividade, tanto com um roteiro redondinho e a direção espetacular de Brad Bird (que até então só tinha dirigido desenhos animados), que o filme casa seu lado de espionagem, high tech e até mesmo geeky (ancorado no charme irrefutável de Simon Pegg, o maior trunfo do filme) com e setpieces eletrizantes e originalíssimas.
Com personagens bem desenvolvidos (Jeremy Renner inicia sua participação na franquia com o pé direito, com uma presença que chega a ofuscar a de Tom Cruise), um roteiro mirabolante que não insulta a sua inteligência (parece contraditório, mas acredite em mim), e cenas de ação para assistir com os punhos fechados, Ghost Protocol não é apenas o melhor filme da série, como é possivelmente o melhor blockbuster de ação do ano, que até mesmo você que é nojento com ROLIÚDE pode curtir ein? Vai com fé.
E sim. A resposta é SIM.

Radiohead, a melhor banda de rock do mundo até que o contrário seja provado, em seu método errático e absolutamente foda de lançar novo material, está com novidades nas ruas. Extraídas diretamente do projeto From The Basement – no qual a banda já fez uma rendição sensacional de In Rainbows -, produzido pelo produtor-slash-mago sonoro Nigel Godrich, que captou os ingleses tocando o seu último disco The King Of Limbs na íntegra e sem interrupções, saem duas tracks inéditas, que foram lançadas em um single digital quentuxo ontem, assim como o vídeo completo da função.
As duas faixas, “The Daily Mail” e “Staircase”, são exclusivas do DVD From The Basement, e as únicas músicas não pertencentes ao ultimo álbum do quinteto de Oxford. E a distinção entre as duas faixas é evidente: “Staircase”, com sua levada altamente jazzy, com teclados fazendo as vezes de um imponente arranjo de metais, é uma continuação dos arranjos polirrítmicos e altamente intricados the The King Of Limbs, um disco desafiador para os não iniciados aos experimentalismos de Thom Yorke e companhia.
Radiohead – Staircase
Já “The Daily Mail” é um monstro completamente diferente, apoiado completamente na energia de ser executado ao vivo. Começando com um piano inocente, Thom Yorke dispara versos ferinos, numa mistura de balada deprê e rock político, ancorada em uma melodia lindíssima, lembrando alguns dos momentos de Amnesiac. No entanto, quando a bateria de Phil Selway entra comendo acompanhada de uma distorção animalesca de baixo por conta de Colin Greenwood, o inferno vem a galope. E joga aí junto as guitarras de Jonny Greenwood e Ed O’Brien e a raiva de Yorke, vociferando como o profeta do fim dos tempos. The Bends ainda existe.
Radiohead – The Daily Mail
Sexta-feira, 16 de dezembro de 2011. Um monte de gente saindo de férias hoje – I KNOW I AM – e outras já se preparando para aproveitar um merecido descanso de final de ano. Hora de ficar na maciota, esquecer qualquer estresse e simplesmente saborear aqueles bons drink debaixo do sol e em boa companhia. Então aqui vai uma dica quentuxa para ser a trilha sonora destes momentos de REGOZIJO.
Lançado em outubro, Life In The Trenches é o terceiro disco do The Embassy, projeto dos produtores suecos Fredrik Lindson e Torbjörn Håkansson, contém treze faixas que são quase massagens auriculares. Especialistas em fazer atmosferas pop, a dupla usou a sua experiência adquirida na produção dos discos de artistas como jj, Jens Lekman e Tough Alliance, criando um álbum que passeia por baladas (o single “You Tend To Forget”), soft rock (a ótima “Flipside Of A Memory”) e números dançantes pra curtir de olhos fechados (“St8” e “New Plans”), tudo com um toque retrô que é sempre bem vindo.
Mesmo com toda a versatilidade, o forte mesmo de Life In The Trenches é o seu climão totalmente laid back, pra abrir aquela gelada, ou se for mais grauzento, fazer aquela margarita bem DELISHAS. Alinhando timbres eletrônicos house-new-orderianos com toques orgânicos como percussão, uma profusão de violões e guitarrinhas surf, o disco tem uma vibe muito praiana (ou beira da piscina pra você, GURI DE APÊ), o que pra essa época, não poderia ser menos adequado. Recomendadíssimo para curtir momentos de ócio, ou pra sonhar como seria ter férias, caso tu seja estagiário.
The Embassy – Flipside Of A Memory
The Embassy – You Tend To Forget
Taí algo genial. No ultimo final de semana, a The New York Times Magazine lançou Touch Of Evil, uma série de vídeos especiais em homenagem aos grandes ícones da vilania cinematográfica. E para fazer esta homenagem, reuniram um elenco fodônico de treze estrelas hollywoodianas que se destacaram em 2011.
Estão ali: Brad Pitt, George Clooney, Gary Oldman (FUCK YEAH), Glenn Close, Ryan Gosling, Kirsten Dunst, Mia Wasikowska, Jessica Chastain (a da foto acima, que fez A Árvore da Vida), Rooney Mara (a estrela do novo filme de David Fincher, cujo nome é muito longo), Adepero Oduye (que arrebentou no indie-que-você-devia-ver Pariah), Viola Davis (cotada pro Oscar por sua atuação em The Help), Michael Shannon (da série Boardwalk Empire)e o galã francês Jean Dujardin (cujo longa The Artist é imensamente esperado por este que vos escreve).
Todos eles são esterótipos de grandes vilões, que atendem pelos nomes de Home wrecker, Madman, Sociopath, Menacing dummy, Vixen, Hothead, Tyrant, Vamp, Asylum nurse, Fire starter, Invisible man, Outlaw e Tycoon. Alguns vídeos são facilmente identificáves (fáceis pra ti né, indie pseudo-fã de David Lynch!), outros são interpretações livres de filmes menos conhecidos, ou de personas vilanescas de idos tempos. Nem eu, fanático por filmes, consegui descobrir todos só por olhar e tive que fazer alguma pesquisa pra sacar os mais obscuros.
Alguns são cômicos, outros insanos, alguns misteriosos e outros claramente ENCAGAÇANTES. Aí abaixo vão dois vídeozinhos (que nem de longe são os melhores) para você SENTIREM A MALDADE, mas vale a pena dar um conferes na galeria completa e depois comenta aí os que tu descobriu e o que achou mais massa, belê?

















