
Estreou no Brasil nesse final de semana o novo seriado da HBO, LUCK, que promete mesmo ser sensacional.
O elenco é fodaço, um aglomerado de eternos coadjuvantes classe A (como Dennis Farina), mais as óbvias presenças do underdog mais querido Nick Nolte (como um treinador de cavalos old-school) e Dustin Hoffman, que já soltou um dos quotes do ano, aos berros de ’you gay fuckin prick’.
TURFE é uma coisa linda na vida real (quem nunca), e em filmes rende uma fotografia não menos que esplêndida (Seabiscuit e CORCEL NEGRO provam isso a eternidade). Turfe combinado com jogatina, tramoias e thrillers, então fica especial.
E a trilha sonora esbugalhou o melão. Os créditos de abertura é duma pérola do Massive Attack, e o CLÍMAX do episódio de estreia foi uma dose dupla de Sigur Rós protagonizando um dos momentos de mais TENSOS/CATÁRTICOS/REDENTORES dos seriadinhos ever. Alegria e tragédia no mesmo plano. O segundo epi já meteu um The XX na bagaça. A trilha sonora completa do primeiro episódio está aqui.
Aqui o opening com a musiqueta classe do Massive Attack/Horace Andy
E aqui a música do Sigur Rós (infelizmente não tem disponível a cena utilizada em Luck)
Saiu a sequência inicial com os créditos de The Girl with the Dragon Tattoo. O filme estreia no Brasil dia 27 de janeiro e concorre a melhor filme no Sindicato dos Produtores, Steve Zallian concorre a melhor roteiro no Sindicato dos Roteiristas e David Fincher a melhor diretor no Sindicato dos Diretores (prévias do Oscar, onde Fincher tentará o bi, e os indicados saem dia 24, dois dias antes da estreia brasileira.)
Fincher obviamente se estabelece como gênio da geração. Muito foda, essa abertura serve pra três coisas:
1. Como um ótimo aperitivo/teaser pro filme, em si. Se você estava em dúvida em assitir, amigão, espero que tenha acabado.
2. Como uma espécie de vídeoclipe pra essa versão foderosa de Immigrant Song, a melhor música de abertura de um álbum da história, aqui na voz de Karen O e produção classe A de Trent Reznor e Atticus Ross.
3. Como uma polêmica vazia que farei agora mesmo. Essa abertura é melhor que a filmografia inteira do Tim Burtonzzzz.
O novo disco do M83 é do tipo que você espera o tempo todo que apareça uma música mediana pra não correr o risco de exagerar: o álbum é perfeito. Hurry Up We’re Dreamin e suas 22 músicas do CD duplo traz o melhor que Anthony Gonzalez sempre indicou, com shoegazer dançante atochado de sintetizadores encorpados por white noise de guitarras. Ainda mais urgente agora, o francês ignora o conceito de música “difícil” e distribui uma overdose de riff sintéticos que grudam na primeira ouvida e que – utopicamente – podem ser reproduzidas em coro por um Wembley lotado. Noutro viés, lança mão de alguns pares de canções épicas, aqueles registros de crescendo amparados em orquestra de cordas, que iniciam timidamente a seco em vocal e timbres semi-acústicos e despencam num encerramento ensurdecedor – o costumeiro white noise sobre synths-gazer. Ademais, cada peça se encaixa como um lego de psicodelia, a estrutura do álbum é mestre em nunca deixar a peteca cair, com “interludes” propositais pra mudar de clima.
Extremo bem colocado pelo Pitchfork, esse “shoegazer moderno” de Gonzalez que já rendeu muitas comparações My Bloody Valentine não tenta transformar tudo numa experiência de sangrar ouvidos para aficionados (como eu), mas efetivamente fazer da audição algo penetrável, e voltado para melhorar mesmo a experiência de quem ouve. A satisfação em sentir ARREPIO quando começa uma música é a cartada do M83. O tipo de coisa que caso fosse uma banda mainstream diriam FICOU MAIS POP.
Um disco que dá pra incendiar geral na pista e a seguir se trancar num quarto escuro em posição fetal.
A edição 2011 do Planeta Terra vendeu os ingressos rapidamente e pode ser resumido como “show dos Strokes e alguns special guests”. A estrutura toda estava foda como sempre, nada a comentar/reclamar.
Sobre o PERFORMANCE do line up todo, seguem aí algumas impressões das apresentações gringas do festival. Boa noite, boa sorte.
White Lies
É uma banda bastante fácil de se atirar pedras pelo status-quo sub-Interpol, mas a verdade é que ao vivo os White Lies fazem melhor. O baixista é um demônio, levando a banda nas costas todo o tempo. O vocalista, e sua imposição de barítono, não erra jamais. Ninguém estava ali pra ver a banda, ainda batia sol, e os caras não souberam lidar com o fato de serem inexpressivos no Brasil – muito fail pedir pra galera cantar e ouvir silêncio. Mas foram a grande surpresa musicalmente da coisa toda. Gostei, azar.
Broken Social Scene
Ainda menos empolgante, a banda estava evidentemente no palco errado – sendo o show que eu mais queria assistir significa que eles eram indies pra caralho. A imensidão de músicos e instrumentos funciona em alguns momentos (com os sopros, por exemplo), mas na maioria ficou bem confuso, mal se ouvia a voz DOCINHA de Lisa Lobsinger em “All to All”. Três guitarras no palco apenas pessoas com super-audição conseguem distinguir. Poderia ter sido brilhante, mas foi apenas um bom show, esquecível.
Interpol
Foi o segundo festival que vejo o Interpol em Main Stage e o resultado disso é amador. A banda simplesmente não consegue lidar, nem pra interagir com o público, muito menos pra acertar de forma adequada o volume do som. Não poucas às vezes em que a guitarrinha tcha-tcha simplesmente sumia em meio ao nada, e o baixista, bem…contrataram ele do Megadeth e ainda não aprendeu as músicas direito. Mas se alguém não viu a coisa da mesma forma, sugiro catar o vídeo de “Barricade”, e o quanto constrangedor é Paul Banks saindo do microfone pra não cantar o agudinho que não tem capacidade de fazer ao vivo.
Liam Gallagher Band
A Liam Gallagher Band – ou o nome que vocês prefiram – lembra aquelas bandas de tiozões que tocam na noite, animando bar que vende Guinnes fazendo cover de Oasis (percebam que vantagem eles teriam). Nunca empolgam, repetem a mesma música nonstop e se escoram no curriculum vitae de terem tocado na principal banda inglesa dos anos 90. Fossem ali outros caras, até os fãs dementes de Oasis (que vão me xingar nos comentários com alguma baboseira qualquer) tripudiariam e comparariam a Cachorro Grande.
The Strokes
Nem os Strokes ainda aguenta os Strokes. Como um peão duma metalúrgica, batem o cartão-ponto não vendo a hora daquilo acabar e ir logo pra casa. O que, claro, não os impede de fazer o trabalho bem feito, com cara de cu e tudo fizeram o melhor show do festival (ao contrário da outra passagem, dessa vez não trouxeram banda melhor pra roubar a cena). Tocaram tudo o que as pessoas queriam e deixaram as meninas de calcinha molhada, a combinação minimamente aceitável num show de rock. Noves fora Julian Casablancas disfarçado de rapper pra esconder o chamativo INCHAÇO DE GORDURA, toda a apresentação pareceu o Brasileirão de 2006, onde o Romário foi o artilheiro com 40 anos, e logo depois disso se aposentou. Não duvido que aconteça o mesmo com a banda.
INDIE STAGE – Vamos andar de montanha-russa?
Não assisti a um único show na íntegra, sempre meia hora no máximo, e pela quantidade de pessoas que ali também estavam, imagino que a maioria resolveu brincar no playcenter. Ao que vou resumir tudo em forma de tweets, caracteres compatível ao que consegui ver.
Toro y Moi: O som é todo cool e bem produzido nos discos, mas no show a coisa não flui delícia. Ruídos demais, balanço de menos, faltou um smooth gostoso ali.
Gang Gang Dance: MÚSICA INDIANA SHOEGAZER DOIDERA EXTREMA O QUE ERA AQUELE JAPA COM REDE DE COLHER PEIXE EM NAGOYA SURREAL EIN @FRANSUEL?
Goldfrapp: Tem alguém aí que viu esse show? Você é uma pessoa especial.
Bombay Bycicle Club: Até sabia que eram garotos criados a leite-com-pera, mas fiquei apavorado com o quanto púbere era o baixista. Gostei do que vi, então deixo você livre pra gozar da minha cara.
As fotos são de Ricardo Matsukawa/Terra, Fernando Borges/Terra e Reinaldo Marques/Terra
20 ANOS DO LOVELESS.
20 ANOS DO BANDWAGONESQUE.
Não sei vocês, mas isso me faz velho pra caralho. Um abraço.
Walking Dead estreou a segunda temporada batendo o recorde de audiência nos EUA pra um seriado de TV a cabo – a pequena e garbosa AMC, que por certo já deixou seus acionários abilhonardados, após também emplacarem Mad Men e, um pouco menos, Breaking Bad.
E apesar de todo um esforço pra realmente gostar, a grande verdade…
Walking Dead é PALHA.
Sem citar uma interminável lista de argumentos punheteiros – aposto que quem conhece a fundo o gênerio horror possa sapatear em cima da trama –, apresento apenas meia dúzia de coisas que saltam aos olhos de tão ridículas, e fazem de WALKING DEAD O NOVO LOST.
Seguinte, amiguinhos -- SPOILERS aos milhões
Não bastasse o nosso pequeno conjunto de heróis mambembes ficar saracoteando pelas ruas rumo ao nada – como oras, se tivessem presos numa ilha – a primeira temporada termina com eles dentro dum prédio todo high-tech e cheio de protocolos – escotilha, alguém?
Não tendo o que fazer, apenas ficar por aí saracoteando, a segunda temporada criou até agora apenas momentos de sub-tensão, como a guriazinha desaparecida, depois o filho do xerife que leva um tiro. Zumbis que é bom, necas.
Não fazendo nada de envolvente no presente, agora resolveram fazer REGRESSÃO AO PASSADO DOS PERSONAGENS. Hmmm, será que alguém ganha na loteria?
Na primeira temporada, um dos capítulos mostra nossos heróis esparramando tripas e outras coisas de zumbi pelo corpo, porque eles supostamente sentem o cheiro dos vivos. Não fui eu que inventei essa bobajada, foram os roteiristas. Então porque na segunda temporada os heróis se escondem embaixo de carros sem disfarce algum e a zumbizada toda nem sente o cheiro?
Nosso herói principal é um caso perdido. Puta merda, o que é a atuação melodramática do cara que era pra ser o grande mocinho? – eu sei, você deve tá pensando no Jack Shepard. Que faniquito aquele pra contar pra mulher que o filho tomou um balaço? Ele tava mais preocupado que ela “não sabia o que tava acontecendo” do que o guri soltando as tripas.
Nosso herói principal again. Alguém manda o cara tirar aquela ROUPA DE XERIFE, please? E aquele CHAPÉU é pra quê?
E isso é só o começo. Daqui a pouco, além de todos ficarem por aí só saracoteando, ainda paira no ar aquele TRIÂNGULO AMOROSO FAJUTO com o amigo fura-olho do Xerife – se envolver o redneck, perfeito: é a versão Sawyer que caça zumbis com um arco.
Ah, desculpe falar zumbis. São “walkers”. RISOS.
Detectamos por aqui que tênis é esporte de indie, aparentemente. Confere então uma sucessão de acontecimentos com ligação ao esporte dos backhands e forehands.
Novo vídeo do The Vaccines:
Um antiguinho do Vampire Weekend:
Esse do Martin Solveig, que havíamos comentado:
Sweet Apple, um projetinho paralelo de J.Mascis, do Dinosaur Jr:
Tennis, o casal indie fofura:
McEnroe, banda que acaba de tocar no festival de Benicàssim:
James Blake você pode até achar que é um electro-indie. Pra mim segue sendo um tenista.
Se ontem era o Dia Mundial do Rock, hoje seria o que? Dia do pós-rock. Vamos comemorar!
Amigos nossos, o Mogwai lançou há tempinhos um vídeo fabuloso pro instrumental mais foda do ano.
Os Explosions in the Sky acabam de lançar um disquinho que também é um petardo.
Pra fechar essa pepita do Godspeed You! Black Emperor, que voltou a ativa. Disco em breve.
Uma rápida e rasteira pra começar a semana na loucurinha. Addicts favoritos da casa, o The Horrors colocou pra streaming o novo álbum, Skying, um vale encantado de escuridão joydivisionesca, prog-electro-minimal (ui), e shoegazer maroto. Nas lojas, o disco sai dia 11 de julho. “Skying” é o nome duma técnica de gravação em fitas, dos anos 60.
Está ducaralho. Me mijei de emoção.
Update: no dia seguinte, os carapálidas lançaram o vídeo de “Still Life”.
A parada é a seguinte. Amanhã é véspera de feriado, começou o inverno, então se joga nas lã da vó e cai no bingo! Porque tem mycool decaDANCE – The Indie Bingo Party, a festa mais criativa e dinâmica da capital. E pra quem nunca sentiu a gloriosa sensação de vencer uma partida de bingo de toda parentada naquele verão em Tramandaí, segue a nossa tradicional FAQ. Qualquer dúvida remanescente, prende o grito nos comentários.
1. Como vai funcionar o bingo?
Passo 1: Logo na entrada a nossa hostess vai distribuir as cartelas pra gurizada. Caso por algum problema você não ganhar, PEÇA pra ela, pra gente, pros DJ’s. Tudo de graça, logicamente.
Passo 2: cada cartela tem QUATRO linhas com o nome de CINCO artistas/bandas em cada. Ou seja, no lugar de NÚMEROS GRITADOS em que se coloca o feijão em cima pra marcar, você tem de acertar o nome da banda/artista QUANDO ELA FOR TOCADA PELO DJ. Teremos canetas pra ajudar a marcação. Caso você não saiba o que estiver tocando, pergunte ao amigo ou peguete. Se ele for esperto, não vai dizer pra GANHAR DE VOCÊ. Ah, os DJS não dirão.
Passo 3: quem marcar as CINCO bandas/artistas da mesma linha primeiro, corre até o DJ e grita BINGO. Não fica envergonhadinha, só ganha quem fizer isso.
DETALHE: Só ganha o prêmio as TRÊS PRIMEIRAS pessoas que se identificarem ganhadoras. Isso, é claro, caso mais de uma tenha a cartela premiada. Caso apenas um vencer, it’s over! Não tem 2°s e 3°s colocados.
2. São quantas as rodadas de bingo?
São QUATRO rodadas de bingo, uma para cada linha da cartela, sacou? Cada linha é correspondente ao DJ que toca no momento. São eles nessa ordem:
Crayons Sisterhood
Babi Mattivy
Juli Baldi
Bê Alencastro
Está super identificado na cartela. Mas se você tiver bebs, não conhece a carinha dos DEJOTAS e ainda quiser participar da coisa toda, pergunte o nome dele a alguém.
3. Quando começa o bingo? Como vou saber que começou?
A primeira rodada inicia às 00:30. Avisaremos quando cada rodada for iniciada, seja através de sinais luminosos, cartazes, ou POMBOS FALANTES. Apenas uma certeza: você vai saber!
Aliás, quando alguém vencer e gritar BINGO, também avisaremos. De novo, você vai saber!
4. E quais são os prêmios?
Tem de tudo, amizade: Estilo Exclusivo, Bornee, Júlia Camargo Acessórios, Red Bull, Converse, Heineken, Budha Ke Ri, Levi’s, Reverbcity, Aerial 7, Free Surf. Confere a lista completa.
5. E os decaDRINKS?
Rola decaDRINK sim, mermão! Em algum momento da noite vai rolar o combo duplo de vódega com Red Bull. Avisaremos isso também através do nosso POMBO FALANTE.
6. E fora isso, o que mais acontece?
Além da interação doida, de jogar um bingo esperto, do tragoléu, você ainda ainda curte aquelas musiquinhas gostosas pra dançar, e aquele CLIMA DE AZARAÇÃO.
7. E vai estar muito cheio impossível de transitar?
Não, não se preocupe que tomaremos as devidas providências. Se lotar demais, já estipulamos um limite de pessoas, onde só entra alguém novo se sair alguém.
Tá esperando o que pra colocar o teu nome na lista? www.cabaretpoa.com.br
beijosnãomeligatôjogandobingo!
mycool decaDANCE
The Indie Bingo Party
jogue bingo na buat.
ganhe prêmios massa.
22 de junho – quarta, véspera de feriado
Cabaret – Independência 590
R$ 15,00 na lista – www.cabaretpoa.com.br
R$ 20,00 na hora
*as cartelas do bingo serão distribuídas gratuitamente.
nos decks
Babi Mattivy (mycool)
Juli Baldi (popismo)
Bê Alencastro
Pedro Antunes
The Crayons Sisterhood
mais?
decadance@mycool.com.br






















