Alguns filmes são tão complexos, e seus diretores tão mais inteligentes que nós, que somente nos resta especular sobre o real significado/mensagem de suas obras. O tio Stanley Kubrick é um dos que parece gostar de colocar pulgas atrás da nossa orelha, tanto que 42 anos depois do lançamento de 2001 – Uma Odisséia no Espaço pipocam por aí teorias conspiratórias e análises semióticas envolvendo o tal do monolith, aquele retângulo preto que faz os macaquinhos atinarem de usar marretas de osso e transforma o astronauta viajante no guri interestelar.
Viagens excessivas à parte, essa é uma das melhores dissecadas que eu já vi sobre esse crássico atemporal:
2001: A Space Odyssey – Meaning of the Monolith Revealed – parte 1
2001: A Space Odyssey – Meaning of the Monolith Revealed – parte 2
Pra quem gosta de cinema é um prato cheio. Veja todos os filmes do Kubrick.
O que esperar do autor de Fritz The Cat, Mr. Natural e American Splendor, todos ícones da era hippie-deprê-fim-dos-anos-dourados-american-way-of-life-fail quando ele resolve desenhar Gênesis? Sim, da Bíblia.
Um dos heróis eternos da contracultura, Robert Crumb fez sua fama pelo talento em colocar a paranóia americana no papel como ninguém, não por ser um acadêmico objetivo, mas por ser parte dela. Um perfeito desajustado-depravado-ondrugs, tinha tudo pra ser mais um american loser, e foi. Aliás, continua sendo. Isso tudo quando ser geek não era legalzinho.
Em Gênesis, 224 páginas, que demorou quatro anos pra ficar pronto, Crumb não coloca sexo, drogas nem rock and roll (fora o que já esteja lá). É fiel ao texto. Baita cara de pau.
Aqui um trecho do documentário Confessions of Robert Crumb, de 1987:
E do filme genial American Splendor, baseado no seu trabalho com Harvey Pekar.
And let there be Crumb.












