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[8 jun 2010 | por Miguel Schertel | 9 Comentários | 586 views]

The+Strokes

Segundo o last.fm, o último show da banda que liderou o revival do rock de garagem (dez anos depois ainda acham isso?) foi no distante outubro de 2006.

Nesse intervalo, Julian Casablancas lançou seu álbum solo, Phrazes for the Young, e o resto do pessoal da banda eu não sei o que fizeram, por que nem sei os nomes deles.

Mas tudo indica que eles vão fazer um show secreto nem-mais-tão-secreto-assim em Londres, amanhã.
Seguem as pistas:
- a banda toca no fim de semana no Isle of Wight Festival, em Newport, mas está em Londres há 3 dias
- no twitter da banda, um link sem nenhum texto para o logo da Venison, que seja lá o que for, é totalmente inspirado no logo dos Strokes
- o mesmo logo está na página oficial dos americanos
- nos listings da Dingwalls – CASA DE SHOW em Camden Town – a banda Venison toca amanhã, mas os ingressos só serão vendidos hoje a noite a partir das 21h. Claro, vender ingresso de banda que ninguém conhece um dia antes? Necas.
- também diz no site da Dingwalls que a Venison era antes conhecida como… The Shitty Beatles
- e a tuitada de hoje da banda, “Why won’t you come over here..?”, com uma foto do canal de Camden entrega tudo.

SÓ PODE SER NÉ.

Ou seja, já coloquei o despertador do celular para próximo das nove e vou comprar esse ingresso.

Se tudo der certo, logo mais conto para vocês se ouvi isso… ou isso.

[10 mai 2010 | por Miguel Schertel | Nenhum Comentário | 717 views]

sheandhim1

Uma boa parte da experiência de um show ao vivo vem do público. Tem que rolar aquela conexão com a banda para que a coisa fique bonita.

E o povo que lotou a Koko para ver She & Him era, na grande maioria, uns bunda-moles.

O que não afetou a performance da banda, eles pareciam estar curtindo tocar ali. Mas, também, foi o primeiro show em Londres e com casa cheia, isso já contribui para uns sorrisos.

Mas afetou a minha noite, porra. Tipo em “In the Sun” é ÓBVIO que a galera tem que cantar junto, jogar as mãos pro alto, dar um ou outro pulinho e achar a vida uma beleza.

Me espantei quando dei uma olhada para a multidão atrás de mim e para a galera lá do alto (a Koko tem uns 4 quatro andares de galerias) e o pessoal tava que nem estátua.

A Zooey deixou passar no primeiro refrão, mas no segundo arriscou um “You know… you can sing together if you want”. Não funcionou e deu pra sentir um olhar de decepção.

Minha teoria é que a platéia tinha mais fãs da Zooey do que da banda e imagino que a maioria só conheceu ela em “500 Days of Summer”. Tanto que a cada intervalo entre as músicas era uma puxa-saquice de gritinhos de “I LOVE YOU, ZOOEY”, sendo a maioria de garotas.

O que é compreensível, pois ela é uma gracinha. Tão pequenina e com aqueles olhos azuis gigantes. Mas ela tava ali para cantar, posha.

E se há dúvida da sua capacidade como música, esquece gente. Ela canta bem, toca teclado e BANJO e ainda escreveu a maioria das canções.

Sente a voz no cover de “I Put a Spell on You”:

Já M. Ward, que supostamente deveria ser um dos protagonistas, ao vivo parece mais ainda apenas um dos integrantes da banda de apoio. Ele só vira Him mesmo quando o resto dos músicos deixa o palco só para a dupla, e foram esses os pontos altos do show, como em “You Really got a Hold on Me”.

Não sou nenhum mega-fã da banda, acho os dois álbuns bem eficientes, bons pra assobiar e achar tudo bonito. É uma daquelas bandas queridinhas.

Talvez no segundo show em Londres, com carreira mais estabilizada, o pessoal presente já ache o mesmo e cante comigo.

De qualquer forma, eu iria de novo. Afinal, é uma gracinha essa Zooey, né?

[18 jul 2009 | por Miguel Schertel | Um Comentário | 616 views]

Em julho de 1969, o homem pisou na lua pela primeira vez. Quarenta anos depois, temos algumas pedras lunares, uma frase de efeito, velcro, canetas que escrevem de cabeca para baixo e uma estréia no cinema.
Com um enredo inteligente, algo de filosofia e um pouco de suspense, MOON resgata a atmosfera de filmes clássicos de ficção científica.
Sam Bell, interpretado pelo competente Sam Rockwell, cumpre uma missão solitária na Lua, coletando Helium-3, única fonte de energia da Terra. Quando o fim do contrato de 3 anos com a Lunar Industries está próximo e Bell poderá retornar para sua família, o astronauta encontra uma versão mais jovem de si mesmo. Isolamento, alienação, paranóia. Sam tem que correr contra o tempo para entender o que está acontecendo.
O flme é dirigido por Duncan Jones, filho do David “Ziggy Stardust” Bowie e teve um orçamento de U$ 5 milhões, limitado para os padrões americanos.

[14 mai 2009 | por Miguel Schertel | Um Comentário | 573 views]

Charlie Kaufman nos colocou na mente de John Malkovich, satirizou a sociedade civilizada, satirizou a si mesmo, adaptou a biografia de um apresentador de TV e assassino da CIA e apagou algumas lembrancas. Para criar o visual de seus roteiros, manteve parcerias com alguns diretores. Dois deles foram dirigidos por Spike Jonze, outros dois por Michel Gondry e um por George Clooney. A lógica poderia dizer que era novamente a vez do galã, mas Kaufman não segue a lógica. Resolveu ele mesmo comandar as câmeras de seu último roteiro, Synecdoche, New York. Pode o roteirista mais criativo dos últimos anos se dar bem na direção?
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Ainda não sabemos. Não fomos convidados para nenhuma premiere, talvez até tenhamos baixado algum DVDrip nos torrents, mas não tivemos tempo para assistir. Então o que você lê a seguir foi extraído de sinopses e algumas críticas.

Philip Seymour Hoffman, que parece ter deixado de ser o eterno coadjuvante de talento para ser um dos grandes atores da atualidade, é Caden Cotard, diretor de teatro, que começa a construir uma réplica de Nova Iorque para refazer seu próprio mundo e entender a si próprio.

O filme contém alguns dos temas recorrentes de Kaufman: surrealismo, processo criativo, confusão entre o real e o imaginário e algumas crises amorosas.

Synecdoche, New York foi exibido pela primeira vez no festival de Cannes de 2008, sendo incluído nas Top 10 de muitos críticos, e teve estreias irregulares pelo mundo. Em Londres, chega nas telas somente nessa sexta, 15 de maio. No Brasil, esteve em cartaz em alguns cinemas por abril, além de ter sido exibido no festival de cinema do Rio de Janeiro, também em 2008.

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