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[8 Jul 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 165 views]

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É o filme que recomendo dessa vez. A animação francesa baseada na obra autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi e dirigida por ela e Vincent Paronnaud foi lançada em 2007 e conta, paralelamente, a vida de Marjane – dos 9 aos 24 anos – e a história do Irã, e sua turbulência política.

A animação é trabalho de Marjane, que é formada em Comunicação Visual, e produziu o filme a partir de livros autobiográficos. A maior parte dele é em preto e branco, exceto pelas cenas no presente. Os desenhos são simples, mas bastante marcantes e lindos. A narrativa, por ser real e mostrar um longo período da história iraniana é super interessante, e o filme conta com as vozes de Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve e Danielle Darrieux. Quem não conhece a história do Irã (como é meu caso), esquece que o filme é uma animação e é possível acreditar em tudo o que é dito na história.
Persépolis provocou polêmica no país de origem, recebendo reclamações do governo e sendo exibido por pouco tempo nos cinemas, e com seis cenas censuradas pelo conteúdo sexual. Ainda assim, o filme foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, além de ter sido premiado em festivais e recebido várias indicações a outros prêmios. Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação, ganhou os prêmios de roteiro adaptado e melhor primeiro trabalho no César Awards (o Oscar francês), e empatou com Silent Light no Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Confere o trailer e não perde esse ótimo filme:

[9 Jun 2010 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 283 views]

cinema-Accidents-HappenNão, apesar do título, eu não vou falar sobre aquele filme de 2004, estrelado pelo Jim Carrey. Mas esse título serviria muito bem pra o filme que eu vou recomendar aqui. Accidents Happen é um longa de 2009, escrito pelo americano Brian Carbee e dirigido pelo australiano Andrew Lancaster.

Sabe aqueles filmes difíceis de classificar em algum gênero? Esse é um deles. Por vezes comédia (com muito humor negro), por vezes drama, passando por melodrama, o filme conta a história da família Conway. O filho mais novo da família – comandada pela mãe, Gloria (Geena Davis) – se chama Billy (Harrison Gilbertson), e podemos dizer que ele é um pouco azarado. Ok, um pouco é eufemismo. Ele tem uma grande tendência a causar acidentes (e durante pouco mais de uma hora e meia de filme, são muitos).

É praticamente impossível acreditar que um menino de 15 anos tenha tanto azar. Mas, ainda assim, o filme funciona. E muito bem. Os créditos vão para o roteiro, claro, que é afiado e bem escrito, e para as grandes atuações, principalmente de Geena Davis (numa volta quase triunfal ao cinema, depois de 7 anos sem aparecer na telona), e do novato Gilbertson, no papel principal.

Além das atuações, o filme merece destaque pela fotografia, cenografia e direção de arte. A história se passa nos anos 80 e a ambientação é ótima, sem falar da fotografia que, apesar de colorida, parece ter uma camada sépia, que deixa as cores mais frias. Ah! Também vale a pena prestar atenção na trilha sonora, que conta com músicas da banda Empire of the Sun e outras do vocalista da banda, Luke Steele.

O filme percorreu o circuito de festivais americanos, foi bem recebido pela crítica e estreou em abril desse ano na Austrália. Por aqui, ainda não deu as caras. Vamos torcer pra que nossos cinemas recebam esse ótimo filme.

Pra ter uma idéia do que acontece, dá uma olhada no trailer abaixo:


[17 Mai 2010 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 362 views]

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Já ouviram o álbum novo da inglesinha Kate Nash? Lançado em abril e intitulado My Best friend Is You, o disco conta com 13 faixas que variam mais em estilo do que o disco anterior. No seu segundo trabalho Nash pende um pouco mais pro rock, dando uma folguinha para o piano – claro, ainda tem bastante piano nas músicas – e abrindo espaço pra guitarras.

Os críticos acreditam que a variação no estilo musical da moça se deve ao namoro com Ryan Jarman, vocalista da banda The Cribs. E, apesar das diferenças, os mesmo ingredientes do disco anterior aparecem nesse trabalho, como disse antes, o piano está lá, e as letras sobre meninos, a maioria engraçadinhas e fofas, também. Mas, no lado rocker de Nash, surgem, além das guitarras, letras mais rebeldes e, eu diria, um pouco chocantes, como em Mansion Song, em que Nash canta “I wanna be fucked and rolled over” e “I take cocaine” (bapho!)!

Ela também varia nos vocais, como na música I Just Love You More, em que ela apela pra gritinhos enlouquecidos. Ainda assim, a fofinha que conhecemos em Made Of Bricks também dá as caras, como no primeiro single Do-Wah-Doo e na engraçadinha Kiss That Grrrl. Como o anterior, o disco foi bem recebido pela crítica, ainda que o comentário da influência do namorado de Nash não tenha sido muito positivo. O disco super vale a pena pra quem gostou do trabalho anterior, apesar das diferenças.

Pra dar um gostinho pra quem ainda não ouvi, abaixo o clipe de Do-Wah-Doo:

[7 Abr 2010 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 443 views]

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Ninguém esperaria menos do primeiro filme do estilista Tom Ford como diretor. E é  com o filme Direito de amar (com o título original A Single Man, muito melhor), que Ford alcançou sucesso de público, crítica e vários prêmios.

O filme conta a história de um professor inglês gay (Colin Firth) na Los Angeles dos anos 60, que tenta lidar com a morte de seu parceiro de longa data (Matthew Goode). Pra isso, ele tem a ajuda de sua amiga doidinha, também de longa data, (Julianne Moore) e de um jovem aluno (Nicholas Hoult, da série Skins) com interesses além de acadêmicos em relação ao professor.

O roteiro, adaptado por Ford e David Scearce do livro A Single Man, de Christopher Isherwood, é inteligente e bastante melodramático, apesar da atuação contida de Firth. Porém, o que mais chama atenção no filme são os cenários, a direção de arte e, claro, o figurino (sem falar dos cigarros cor de rosa da Julianne Moore, um luxo!). A fotografia de Eduard Grau também é impecável.

As atuações foram muito elogiadas, sem exceções, mas com destaque, claro, pra Firth. Eu achei bastante interessante essa mudança de filmes pra ele. Estava acostumado com os filmes de comédia e comédia romântica que ele faz, e fiquei surpreso com a boa atuação dele nesse filme.

O filme estreou no Festival de Cinema de Veneza, onde foi indicado ao Leão de Ouro (de melhor filme) e ganhou o Coppa Volpi (de melhor ator, para Colin Firth). No BAFTA (a premiação da academia de cinema britânica), Firth também ganhou o prêmio de melhor ator, além de indicações ao Globo de Ouro e ao Oscar.

Sem dúvida, o filme é uma ótima estreia pra Tom Ford, que escolheu uma história super interessante e transformou o livro em um filme muito bonito e super stylish! Vale a pena ver!


[19 Mar 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 381 views]

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Aconteceu nessa quinta, dia 18, o show da banda escocesa Franz Ferdinand aqui no Brasil. De volta com a turnê do seu disco mais recente, Tonight: Franz Ferdinand, lançado em 2009, a banda escolheu Porto Alegre para abrir os trabalhos na terrinha. E quem abriu o show dos caras foi a banda portoalegrense Pública, escolhida através de votação pelo Twitter.

Marcado para às 22h, o show começou com poucos minutos de atraso, e desde a primeira música já empolgou a galera, que pulou e cantou os sucessos mais conhecidos da banda, como Take Me Out e Walk Away. Mas, claro, o objetivo do tour é divulgar o álbum mais recente, portanto, os sucessos recentes como  No You Girls e Can’t Stop Feeling também estavam no setlist, e empolgaram igualmente o público.

O show aconteceu no Pepsi on Stage, e reuniu pessoas de várias idades e estilos, inclusive gente que encarou fila desde cedo na tarde, o que foi desnecessário. As portas foram abertas por volta das 20h, e mesmo quem ficou no finalzinho da fila conseguiu entrar e pegar um lugar legal para ver o Franz. Apesar de estar lotada, era possível transitar pela casa e achar o melhor ponto para curtir o som.

Com vários pontos altos, o destaque vai, claro, para a banda em si, que executou as músicas ao vivo de forma impecável, e para o vocalista, Alex Kapranos, que além de soltar a voz nas canções da banda, ainda conseguiu praticar seu português, com vários “Muito obrigado!” e, o mais surpreendente, apresentou a banda em português, terminando com “E eu sou Alex Kapranos”. Quem estava lá, sem dúvida, curtiu e se divertiu muito. Quem não foi, perdeu um ótimo show. Quem sabe na próxima visita dos caras por aqui, rola uma música em português, hein?

Foto do Flickr do Codevilla

[28 Jan 2010 | por Pedro Antunes | 2 Comentários | 367 views]

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Eu já tinha falado aqui sobre o filme Nova Iorque, eu te amo, mas isso foi ano passado, antes do filme ser lançado. Agora, escrevo sobre o filme, depois de assisti-lo. E posso começar dizendo que gostei muito.

Vamos recapitular: Nova Iorque, eu te amo é o segundo filme de uma série que conta histórias de amor nas cidades mais belas do mundo. O primeiro foi Paris, eu te amo, que tem 18 curtas dirigidos por 22 renomados diretores de diferentes nacionalidades, incluindo Walter Salles e Daniela Thomas. De acordo com o site IMDB (The Internet Movie Database), em 2011 serão lançados Shanghai, I Love you e Rio, eu te amo.

Agora, voltemos a Nova Iorque. O filme compreende 11 curtas de 11 diretores, como Mira Nair, Brett Ratner, Shekhar Kapur e Natalie Portman, só pra citar os mais conhecidos. E o elenco é forte, com nomes como: Natalie Portman, Orlando Bloom, Christina Ricci, Andy Garcia, Ethan Hawke, entre outros.

Ao contrário de Paris, as histórias são um pouco mais interligadas, e fluem de uma pra outra com uma narrativa mais convencional. Ainda assim, é possível notar as separações entre uma e outra. A estrela do filme, claro, é a cidade de Nova Iorque, que tem atores, diretores e técnicos trabalhando a seu favor. A fotografia privilegia muito o lugar, e as histórias passam pelo drama e pela comédia sem perder o foco principal que é o romance.

Pra quem conhece Nova Iorque, certamente é ótimo ver tudo isso acontecendo na cidade. Pra quem não conhece, garanto que dá vontade de conhecer. Mas, acredito que isso se deva mais as histórias de amor dos personagens do que pela cidade, propriamente.

Trailer pra quem ainda não assistiu:


[25 Jan 2010 | por Pedro Antunes | 6 Comentários | 770 views]

A obra “Alice no País das Maravilhas”, como bem sabemos, já rendeu muitas adaptações para cinema e TV. Por sinal, a estreia da versão de Tim Burton está prevista para março. Porém, obras nas quais Alice não é a personagem principal existem. É o caso de “A Menina no País das Maravilhas” (Phoebe in Wonderland, no título original).

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O filme conta a história de Phoebe, uma menina de 9 anos (Elle Fanning, irmã mais nova da Dakota) que, aparentemente, tem transtorno obsessivo compulsivo. Os sintomas estão em lavar as mãos até que sangrem, não pisar nas linhas do chão e falar o que pensa sem pensar. A mãe de Phoebe (Felicity Huffman) trabalha em sua dissertação que, não por acaso, é sobre o famoso livro de Lewis Carroll.

Alice tem um papel importante na vida de Phoebe, e quando a professora de teatro (Patricia Clarkson, excelente no papel) decide fazer uma montagem teatral de Alice, a menina resolve fazer um teste para o papel principal, conquistando-o. No palco, os sintomas da doença de Phoebe desaparecem, e ela se mostra uma ótima atriz.

No entanto, o seu comportamento fora do palco não é dos melhores, e depois de alguns incidentes, o diretor da escola resolve tirar Phoebe da peça. O que só piora a situação. A mãe dela fala com o diretor e a professora e consegue que ela volte ao papel de Alice, mas outro incidente faz com que a professora seja demitida. Phoebe toma o controle da peça e encoraja os coleguinhas a seguirem ensaiando.

O filme acaba com a descoberta da real doença de Phoebe, chamada Síndrome de Tourette. A peça é encenada com sucesso e a menina aparece explicando para a turma sobre sua doença, que não tem cura, e pedindo que todos compreendam o seu comportamento.

O filme, dirigido por Daniel Barnz e com Bill Pullman no elenco foi apresentado na competição dramática do festival de Sundance, em 2008. É uma história engraçada e emocionante, com cenas de fantasia, com vários personagens de Alice. Ótimas atuações de todo o elenco, com destaque para a pequena Elle Fanning que, como a irmã mais velha, já se prova uma talentosa atriz, e para Patricia Clarkson, que está memorável no papel da professora de teatro. A primeira cena de Patricia é ótima. Ela entra na sala de aula de Phoebe e recita um trecho do poema Jabberwocky, de Lewis Carroll, e deixa os alunos boquiabertos com a interrupção. Vale muito a pena entrar no país de maravilhas de Phoebe. Abaixo, o trailer pra quem ainda não conferiu.

[11 Jan 2010 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 449 views]

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Faz um tempinho que fui, com amigos, assistir ao filme brasileiro Do Começo ao Fim. O filme de Aluisio Abranches conta a história de amor gay entre dois irmãos. Quando soube do filme, fiquei curioso e achei que poderia ser ótimo. Infelizmente, me enganei. A ideia me pareceu interessante, e certamente renderia um bom filme.

Ok, nem tudo é tão ruim. A fotografia da obra, que se passa no Rio de Janeiro, com algumas cenas em Buenos Aires, é de fato bonita. A atuação de Julia Lemmertz, como a mãe dos meninos, me pareceu honesta. Outra atuação que me agradou foi a de Louise Cardoso, como a melhor amiga da mãe dos meninos, e uma espécie de babá deles. Porém, o resto do elenco, que inclui Fábio Assunção e os novatos Rafael Cardoso e João Gabriel Vasconcellos, está um pouco insosso em suas perfomances.

Mas, pra mim, a principal falha do filme está num roteiro fraco, simples demais, e sem inspiração. Os diálogos são previsíveis e, muitas vezes, provocam risos quando deveriam emocionar. Outra característica fraca do filme é a trilha sonora, que parace imperceptível ao longo do filme.
Acredito que tais falhas possam ser atribuídas ao roteirista e ao diretor, que nesse caso, são a mesma pessoa. Não tenho dúvidas que a premissa poderia render uma obra muito melhor, mas, infelizmente, falta emoção e conflito no filme de Abranches.

Quem, ainda assim, estiver curioso, pode conferir o trailer abaixo:

[11 Dez 2009 | por Pedro Antunes | 3 Comentários | 664 views]

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Nos últimos dias, mais precisamente, nas últimas duas semanas, tenho feito algo que me agrada muito: ir ao cinema. Se pudesse, iria todos os dias, mas essas semanas tiveram motivos especiais, estreias especiais. Então, resolvi falar um pouco dos filmes que vi. E não poderia começar com um filme melhor do que Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar.

Los Abrazos Rotos (título original) marca a quarta colaboração entre o diretor e a atriz Penélope Cruz. O filme se passa em Madrid, e gira em torno de Mateo Blanco (Lluís Homar) – ou Harry Caine – um roteirista e ex-diretor de cinema que fica cego num acidente de carro. A história é contada através de flashbacks, então, acompanhamos os anos 1992, 1994 e 2008.

Além da história de Mateo, ficamos sabendo de um caso que ele teve com Magdalena (Penélope Cruz). Entre um flashback e outro, descobrimos armações, intrigas e romances que aconteceram durante a filmagem do filme (dentro do próprio filme) Chicas y Maletas, que por sua vez, é Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos com algumas alterações.

Parece confuso, mas ao assistir o filme, só o que se pode pensar é que Almodóvar é um gênio. A história é divertida, emocionante e conta com pitadas de cinema noir. Uma das cenas mais comentadas é o processo de criação de um roteiro sobre vampiros, escrito por Mateo e Diego (Tamar Novas), o filho da agente de Mateo, Judi (Blanca Portillo). Há quem diga que é uma alfinetada na febre Crepúsculo, True Blood e derivados.

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A trilha sonora não  é tão expressiva quanto eu esperava, porém, conta com músicas de Cat Power e Uffie, entre outros. No entanto, as cores de Almodóvar ainda estão presentes, e quem melhor do que mostrar tais cores do que Penélope Cruz? Como em Volver e Vicky Cristina Barcelona, Penélope está deslumbrante e perfeita no papel, forte, triste e engraçada na medida certa. Uma coisa que gosto nos filmes do Almodóvar é a presença das figurinhas carimbadas, como Penélope, Blanca Portillo, Rossy de Palma e Lola Dueñas, como uma hilária leitora de lábios.

Eu senti falda da musa principal, Carmen Maura, ele deveria ter achado um lugar pra ela, mas, mesmo sem ela, o filme é perfeito! Vale muito a pena! Abaixo, o trailer pra quem ainda não conhece:

[17 Nov 2009 | por Pedro Antunes | 3 Comentários | 1,556 views]

Esses dias vi dois filmes com temática homossexual. Acredito que 99,9% das pessoas que lerem esse post não sabe que meu trabalho final de graduação foi uma análise da representação de homossexuais no cinema (quando eu falava isso pra alguém, a reação era: AHHHHH!). Então, é claro o meu interesse por esses filmes.

Os filmes em questão são muito diferentes um do outro. O primeiro é de 2007 e, acho, não tem título em português. Se chama Wild tigers I have known, escrito e dirigido pelo estreante Cam Archer e tem como produtor executivo ninguém menos que Gus Van Sant. O filme narra as aventuras e descobertas de um menino de 13 anos, Logan. Ele é um menino solitário, que só tem um amigo e gosta de se maquiar as vezes. Ao longo do filme, Logan se torna amigo de Rodeo, um garoto mais velho por quem Logan, claramente, se sente atraído. O filme é cheio de cortes, jump cuts e flashbacks, e parece meio confuso no início. Porém, depois de se acostumar com seu ritmo e sua estética, o filme acaba sendo muito bom. O melhor, na minha opinião, é que o diretor nunca mostra cenas de sexo, apenas sugere tais situações, deixando um mistério no ar.

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O outro é um made for TV lançado esse ano, chamado Orações para Bobby, e conta a história de um jovem gay que comete suicídio por não ser aceito pela mãe, interpretada por Sigourney Weaver. A atuação dela foi muito elogiada, e ela ganhou um Emmy de melhor atriz em filme para TV. Na minha opinião, tanto o roteiro, baseado em história real, e a interpretação de Weaver são um pouco exagerados. Mas é interessante ver o contraste entre os dois filmes, que tratam de um mesmo tema, de maneiras completamente diferentes.

prayers for bobbysigourney

Eu poderia ficar eternamente falando sobre filmes com essa temática, mas por enquanto, deixo vocês com os trailers dos dois filmes, e recomendo que assistam, vale a pena!