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[24 out 2011 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 301 views]

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Esse é, possivelmente, o filme mais difícil de comentar/criticar/resenhar, whatever… Com estreia marcada para o próximo dia 6, no Festival do Rio, A pele que habito é o 19º longa-metragem do diretor espanhol Pedro Almodóvar.

Tive a ótima chance de assistir o filme logo depois da estreia em Madri, no início do mês passado, e vou tentar falar sobre o filme sem dar muitas pistas. Baseado no livro Tarântula, de Thierry Jonquet, o filme conta a história de Robert Ledgard (vivido por Antonio Banderas). Robert é um renomado cirurgião plástico, viúvo e que tem trabalhado numa pele artificial, muito mais forte que a humana. O médico vive numa mansão, onde também tem seu laboratório, com a filha (interpretada por Blanca Suárez) e a empregada (Marisa Paredes, ótima no papel). Os experimentos de Robert tomam um novo rumo quando sua filha é estuprada, e Robert começa a planejar sua vingança contra o estuprador. O filme conta ainda com os atores Jan Cornet e Elena Anaya (que pode ser considerada a nova musa de Almodóvar).

O filme tem sido classificado com horror, mas, na verdade, é um suspense/drama que deve deixar os espectadores bastante surpresos. A vontade de Robert de se vingar faz com que ele cometa atos extremos, e o desfecho do filme é uma mistura de chocante com engraçado.

Tudo o que esperamos de Almodóvar está lá, as cores, o drama (ou melodrama), as fortes personagens femininas. Mas, dessa vez, o diretor nos surpreende com algo inesperado e, muitas vezes, assustador, principalmente pra quem não conhece o livro.

O filme foi um dos mais falados no Festival de Cannes esse ano, apesar de não ter levado nenhum prêmio. Não preciso dizer que eu acho que deveria, e que fiquei surpreso por não ter sido o filme escolhido para uma das vagas de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar… De qualquer maneira, é um belo filme, ao mesmo tempo diferente pra Almodóvar e, ainda assim, típico do diretor. Super recomendo! Trailer abaixo:

[15 ago 2011 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 483 views]

Aviso de SPOILER! Se você, leitor, se quer leu a sinopse do filme, é melhor não ler! (É bom avisar, não quero ser xingado de novo)

Depois de muita espera (pra que chegasse aos cinemas brasileiros), prêmios e polêmica em Cannes, assisti o último trabalho do Lars Von Trier, Melancolia. Começo dizendo que saí do cinema um pouco tenso, transtornado e bastante satisfeito.

melancholia

O filme, estrelado por Kirsten Dunst (que ganhou o prêmio de melhor atriz no festival francês), Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland, gira em torno de duas irmãs (Dunst e Gainsbourg) e suas reações a um planeta que se aproxima da Terra, ameaçando a existência humana.

O objetivo de Trier com o filme é bastante claro. É um estudo sobre a reação das pessoas ao apocalipse ou a catástrofes de grande escala. Dunst interpreta Justine que, depois de um casamento que acaba na noite da cerimônia, entra em profunda depressão. Gainsbourg é Claire, casada com o personagem de Sutherland. É ela quem organiza a festa de casamento e que, como diz a mãe das duas, aparenta ser mais centrada e equilibrada. Isso até que a possibilidade do fim do mundo se torne mais palpável.

Além dos personagens principais, o filme conta com participações fortes de atores como John Hurt, Charlotte Rampling e Alexander Skarsgard. Porém, na minha humilde opinião, quem rouba a cena é Charlotte Gainsbourg, que apesar de parecer em controle de toda a situação, é quem mais se abala com o que está por vir.

Trier falou em entrevistas em Cannes que a intenção dele com o filme era mostrar como uma pessoa depressiva (Dunst) reage com mais calma a acontecimentos ruins. Outro mérito do filme (e do diretor) é a bela fotografia e o trabalho de câmera, que como disse o próprio, tenta misturar o romanticismo alemão com um toque de realidade, que é quando ele resolve trabalhar com câmera na mão. Alguns críticos acharam o filme arrastado e cansativo, mas com 2 horas e 10 minutos divididas em duas partes – com o nome de cada uma das irmãs – a história se desenvolve muito bem, com direito a uma abertura que, de cara, conta em algumas imagens estilizadas o que vai acontecer no filme. Por causa dessa abertura, a narrativa não revela grandes surpresas, já que Trier não queria que isso distraísse o público, que deve prestar atenção nos personagens. A trilha sonora também merece atenção. O tema principal é a abertura de Tristan und Isolde, de Richard Wagner, assombrosa e obscura, o que só ajuda na tensão que o espectador sente.

Abaixo o trailer de Melancolia, e uma dica: assista ao filme no cinema! É uma experiência que vale a pena!

[6 jun 2011 | por Pedro Antunes | 2 Comentários | 452 views]

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E não é que a NME divulgou a listinha dos 50 melhores álbuns do semestre? A indie-ada toda se alegrou, né? Eu curti uns e, claro, não curti outros. Mas o que eu achei mais estranho foi a ausência do liiindo segundo disco da Adele, o 21. Afinal, Lady Gaga e seu Born this way (eww) estão na lista.

Pra quem ainda não sabe (tipo, quem vive numa caverna), a inglesa Adele lançou o álbum em 21 em janeiro, e desde então, tem feito um sucesso absurdo! Os críticos elogiaram bastante o disco, falando principalmente do vozeirão da moçoila. Sites e publicações falaram o seguinte: Entertainment Weekly: “21 tem o valor mais raro no pop: é atemporal”; New York Times: “Adele pode dobrar as palavras em novas formas, sem perder seu significado”; e Rolling Stone Magazine (a mais difícil de traduzir): “quando o groove é feroz, Adele dá o seu melhor”, tá bom pra você??

Nas paradas britânicas, Adele conseguiu um feito histórico: foi a primeira cantora desde os Beatles (em 1964) a ter 2 singles e 2 discos (o primeiro, 19 começou a vender mais com o lançamento do seu sucessor) no top 5 ao mesmo tempo. Além disso, com 11 semanas seguidas em primeiro lugar, Adele ultrapassou o que Madonna tinha conseguido com The Immaculate Collection, em 1990. No total, foram 16 semanas nas paradas britânicas!

Fora do Reino Unido, o segundo trabalho da cantora alcançou o primeiro lugar em mais 15 países, incluindo Brasil e Estados Unidos. Em maio, as vendas do álbum no mundo todo totalizavam 6 milhões de cópias, o que não é pouca coisa na era do download, certo?

Então, NME, o disco 21 da Adele pode não ter entrado pra lista dos 50 melhores do semestre, mas na minha lista, ele ganhou o 1º lugar! Abaixo, Adele cantando Set fire to the rain, ao vivo no programa do Graham Norton:

[10 mai 2011 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 527 views]

potiche

Adoro filmes franceses porque todo mundo fuma muito e fazem parecer que é algo elegante e saudável. Sem fazer apologia ao cigarro, um desses filmes é Potiche (que significa jarro, mas também é gíria pra esposa troféu).

O filme, lançado no ano passado no Festival Internacional de Veneza, conta a história de Suzanne (interpretada pela sempre diva Catherine Deneuve), uma dona de casa com dois filhos e um marido dono de uma fábrica de guarda-chuvas. Dirigida por François Ozon (de 8 mulheres), a história se passa no interior da França, em 1977 e é uma comédia sobre a troca de poderes de homens e mulheres.

Durante uma greve na fábrica, os operários fazem de Robert (o marido, interpretado por Fabrice Luchini) um refém e cabe a Suzanne assumir o controle da fábrica e tentar resolver o problema. Além da questão trabalhista, Suzanne reencontra um ex-affair, um deputado interpretado pelo grande (literalmente) Gérard Depardieu, e a partir daí a história ganha um ar mais político.

Apesar dos temas um tanto sérios, o filme é muito divertido. Deneuve está linda e perfeita no papel, com um penteado enorme e roupas dignas dos anos 70. A cenografia e o figurino são incríveis, e Ozon aproveitou o tratamento de época para deixar o filme bem colorido.

Catherine Deneuve chegou num nível onde vale a pena assistir os filmes que ela faz pelo simples fato de que ela está neles. Com mais de 50 anos de carreira, e mais de 100 filmes no currículo, parece que Deneuve pode interpretar qualquer papel, e sua naturalidade é impressionante.

No Brasil, o filme participou do Festival Internacional de São Paulo, mas ainda não foi lançado no país todo. De qualquer maneira, abaixo segue o trailer pra quem ficou curioso:

[4 abr 2011 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 635 views]

john-e-tim

O novo filme de Tim Burton, Dark Shadows, que vai na onda dos filmes de vampiros, tá numa vibe sem limites de atores e atrizes high profile. As primeiras informações sobre o filme foram o tema, claro, e o ator principal. Alguma ideia de quem seria? Johnny Depp, claro.

Aos poucos, mais informações sobre o elenco foram surgindo. Tim não deixaria sua mulher, Helena Bonham Carter sem emprego, né? Além da dupla dinâmica de Burton, o filme vai contar também com Eva Green (de Os sonhadores), Michelle Pfeiffer, Jackie Earle Haley (o Freddy Krueger de A hora do pesadelo) e Chloë Moretz (de Kick-ass).

O elenco, encabeçado pelos coringas do diretor, é de primeira linha e não há dúvidas de que Tim Burton é a pessoa mais indicada pra fazer um filme de vampiros. É bem claro que Twilight e cia. serão filmecos perto de Dark Shadows. Pelo menos é o que a gente espera… O filme ainda não tem data oficial de lançamento, mas deve chegar aos cinemas ainda esse ano.

Todos espera ansioso!

[10 jan 2011 | por Pedro Antunes | 6 Comentários | 619 views]

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Quem disse que os problemas da adolescência só servem pra fazer filmes babacas, ou comédias de highschool? Eu matei a minha mãe (ou J’ai tué ma mère, no original) é um filme que prova, muito bem, o contrário.

O histórico da produção já é um diferencial. O canadense Xavier Dolan escreveu o roteiro do filme aos 16 anos. Aos 20, dirigiu e produziu o filme – seu primeiro – e, além disso, atua no papel principal. Em entrevista ao jornal The Vancouver Sun, Dolan disse que seu sonho, ao fazer o filme, era ir a Cannes. Isso aconteceu, e o cara ainda levou três dos quatro prêmios da Quinzaine des Réalisateurs, um programa paralelo de um dos maiores festivais de cinema do mundo.

A história do filme é bem simples. Dolan interpreta Hubert, um menino de 16 anos que passa o tempo todo brigando com a mãe, interpretada por Anne Dorval. Hubert é gay e tem um namorado, mas a mãe não sabe. As brigas acontecem pelos mais diversos motivos, atrasos na vídeo locadora, ou a má vontade da mãe em levar o filho à escola. Na verdade, o motivo não importa. O que importa é que as brigas são a melhor parte do filme, pois os diálogos são muito inteligentes e as interpretações de mãe e filho são sensacionais. Pra aliviar a tensão, Hubert conta com a ajuda do namorado e de uma professora, com quem o personagem também tem cenas ótimas e até engraçadas.

A fotografia é uma atração a parte. Junto com Stéphanie Anne Weber Biron (diretora de fotografia), Dolan cria quadros perfeitos, dignos de filmes de arte. E essa é também a força do filme, a mistura entre filme narrativo e arte conceitual. Ah, não podemos deixar de lado a trilha sonora, que conta com bandas como Vive La Fête e Crystal Castles. O filme foi uma ótima surpresa nesse começo de ano, vale muito a pena ver o trabalho de Dolan, que já está planejando seu terceiro longa. Abaixo o trailer de J’ai tué ma mère:

[18 nov 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 420 views]

vocevaiconhecerohomemdosseusonhosMais uma vez Woody Allen conseguiu fazer um filme genial. Você vai conhecer o homem dos seus sonhos é o filme mais recente do diretor.

A história se passa em Londres, e tem como personagens principais Helena e Sally, mãe e filha interpretadas por Gemma Jones e Naomi Watts. Helena é divorciada do pai de Sally (interpretado pelo ótimo Anthony Hopkins), e Sally está com problemas no casamento com Roy (Josh Brolin).
Allen consegue, de novo, criar uma trama que envolve os personagens principais de maneira engraçada e inesperada. Na verdade, o filme começa meio boring, mas melhora e tem um final digno do diretor.

Ainda conta com Antonio Banderas como chefe de Sally, Freida Pinto (de Quem quer ser um milionário?) como a linda vizinha
do casal e Lucy Punch como uma prostitua que casa com o personagem de Hopkins. Apesar de trabalhar com vários personagens, a trama não é confusa, e os diálogos característicos de Allen estão lá.

De maneira geral, a obra foi bem recebida pelos críticos, mas dividiu algumas opiniões. Uns consideram o melhor filme londrino de Allen, outros consideram o pior. Mas o filme é típico Allen, humor e drama misturados, ótimas atuações, principalmente de Gemma Jones e Anthony Hopkins. Vale a pena
assistir e tirar suas próprias conclusões. Dá uma olhada no trailer:

[16 nov 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 406 views]

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Colaborações músicais são ótimas oportunidades de ver gente talentosa fazendo coisas legais. Um ótimo exemplo disso é o disco Here Lies Love, lançado em abril desse ano, que surgiu de uma parceria entre David Byrne e Fatboy Slim. A ideia do disco é contar a vida da ex-primeira dama das Filipinas, Imelda Marcos, e da mulher que a criou, Estrella Cumpas.
Pra isso, os caras chamaram 22 cantores que interpretam Imelda, Estrella, Remedios (a mãe de Imelda), Ferdinand Marcos (o marido) ao longo das 22 faixas divididas em 2 CDs. O disco segue Imelda e sua família até o ano em que foram exilados no Havaí, por razões políticas, claro. No grupo de cantores tem nomes fodásticos como Florence Welch (sim, a da máquina), Cyndi Lauper, Tori Amos, Camille, Santigold, entre outros.
A vibe do disco é ótima, tem baladinhas animadas e músicas dignas de dancefloor, como Eleven days, cantada por Cyndi Lauper. O disco – ou a história – foi apresentado ao vivo no Carnegie Hall em 2007, bem antes do lançamento em cd.
Além do formato de CD convencional, também foi lançado um DVD com clipes de 6 músicas do disco, entre elas Please Don’t, com vocais da hype Santigold. Os dois, e os cantores convidados fizeram um ótimo trabalho, as músicas são ótimas de ouvir. Vale muito a pena! Dá uma olhada no vídeo:

[23 set 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 751 views]

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Eles são de Chicago, nos Estados Unidos. Tocam juntos desde 1998. Já lançaram três álbuns. Os clipes dos caras são estourados na internet e parodiados por seriados como Os Simpsons. E no último sábado (18), eles fizeram o primeiro show em Porto Alegre – depois de passarem por São Paulo e pelo Video Music Brasil (o VMB, da MTV).

Formada por Damian Kulash (vocal e guitarra), Tim Nordwind (baixo e vocal), Dan Konopka (bateria e percussão) e Andy Ross (guitarra, teclado e vocal), a Ok Go animou a galera na Sociedade Hebraica, com o show de divulgação do seu disco mais recente, chamado Of the Blue Color of the Sky, lançado esse ano.

O show de quase duas horas empolgou o público ao som das músicas do último disco, como White Knuckles, WTF? e This too shall pass. Porém, o ponto alto da noite foi, claro, com a música Here it goes again – aquela, no clipe com a banda dançando em cima de esteiras de ginástica – e contou com convidados no palco. O vocalista chamou um trio de meninas pra dançar com eles, e depois um menino pra fazer as vezes de guitarrista. Também houve o momento ritual de limpeza, com a música What to do cantada ao som de sinos tocados por todos os membros da banda.

Antes do show e em meio a vários jornalistas, a gente conseguiu conversar com Tim Nordwind, o baixista da banda. Abaixo a entrevista com o cara:

Essa é a primeira vez da banda no Brasil. Como tem sido a estada de vocês por aqui?

- É a primeira vez pra mim, pessoalmente, e pra banda e está sendo ótima. Queria poder ter mais tempo pra conhecer as cidades. Em São Paulo só dormimos e ensaiamos, porém fui a uma pizzaria lá e comi a melhor pizza do mundo! Achei estranho ter que vir até o Brasil pra comer a melhor pizza do mundo, mas a comida aqui é ótima e eu notei que os brasileiros comem muita carne. Além disso, as pessoas aqui nos tem nos tratado muito bem.

Como foi a apresentação e a passagem de vocês pelo VMB?

- Foi legal! É engraçado estar no meio de um monte de gente famosa, mesmo sem conhecer ninguém. Só sabia que eram famosos pelo jeito que as outras pessoas as tratavam. Mas foi legal, as pessoas são muito amigáveis e a gente notou que os brasileiros tem uma ligação muito forte com a música.

E depois de passar por uma premiação da música brasileira, o que tu conhece e ouve de músicas daqui?

- Eu conheço pouco, e conheço coisas mais antigas. Gosto muito de Os Mutantes e de Bossa Nova. Eu vi um show do CSS ano passado, no Japão e gosto muito do som deles também.

E essas bandas influenciam o som de vocês de alguma maneira?

- Com certeza! Nesse disco mais recente, a gente buscou referências de um rock mais amplo e psicodélico, então acho que Os Mutantes acabam sendo uma influência, sim. E também o electro pop do CSS, porque a gente tentou fazer um rock mais dançante.

Os clipes de vocês são super conhecidos na internet, principalmente o da música Here it goes again. Vocês apresentaram a coreografia das esteiras no VMA (Video Music Awards) em 2006. Foi muito difícil?

- Foi bem complicado. Nós ensaiamos pro clipe e gravamos em uma semana, depois disso a gente esqueceu tudo. Então, tivemos que chamar a irmã do Damian (vocalista), que nos ajudou com a coreografia, ensaiamos um tempão e depois teve toda a questão de carregar oito esteiras e o nervosismo de fazer tudo certo na frente de milhares de pessoas e vários colegas de outras bandas. A apresentação foi ótima, mas ficamos bem nervosos mesmo.

Os Simpsons fizeram uma versão do vídeo, vocês assistiram? Gostaram?

- Eu gosto muito da versão deles, e acho que se alguma banda ou alguma pessoa famosa aparece nesse seriado, é porque teve algum impacto cultural. Mas, pra mim, o próximo passo é nos colocarem no programa!

Os clipes da banda são vistos por milhares de pessoas pela internet. Como vocês trabalham com a internet e com redes sociais?

- A gente tem Twitter (@okgo), página no Facebook (www.facebook.com/okgo) e no MySpace (www.myspace.com/okgo) e eu acho super importante o contato que podemos ter com os fãs através desses sites. Aquela figura intermediária entre público e banda não existe mais, porque agora a gente mesmo pode entrar em contato com os fãs. E é também uma maneira de compartilhar nosso trabalho. Se alguma coisa faz sucesso na internet é porque você teve uma boa ideia e está trabalhando bem. Quando chegamos ao Brasil, a melhor coisa foi ver que tem internet wireless na maioria dos lugares.

Qual a previsão de duração dessa turnê?

- Com o álbum Oh No (lançado em 2005), a gente ficou em turnê por dois anos e meio, e eu acho isso muito! Ainda mais pra uma banda indie, e depois da turnê a gente começou a escrever o material pro próximo disco. Mas eu acho que a turnê desse disco vai durar uns dois anos e meio também!

E vocês já estão prontos pra mais um álbum, depois que a turnê acabar?

- Eu estou super pronto! Pra esse último disco a gente escreveu muita coisa, acho que umas 100 músicas, então a gente já tem material pra começar a pensar no próximo álbum. Mas antes temos que terminar a turnê, ano que vem vamos viajar com o show pelos Estados Unidos, e quem sabe depois já entramos em estúdio pra gravar material pro próximo disco.

[8 jul 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 488 views]

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É o filme que recomendo dessa vez. A animação francesa baseada na obra autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi e dirigida por ela e Vincent Paronnaud foi lançada em 2007 e conta, paralelamente, a vida de Marjane – dos 9 aos 24 anos – e a história do Irã, e sua turbulência política.

A animação é trabalho de Marjane, que é formada em Comunicação Visual, e produziu o filme a partir de livros autobiográficos. A maior parte dele é em preto e branco, exceto pelas cenas no presente. Os desenhos são simples, mas bastante marcantes e lindos. A narrativa, por ser real e mostrar um longo período da história iraniana é super interessante, e o filme conta com as vozes de Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve e Danielle Darrieux. Quem não conhece a história do Irã (como é meu caso), esquece que o filme é uma animação e é possível acreditar em tudo o que é dito na história.
Persépolis provocou polêmica no país de origem, recebendo reclamações do governo e sendo exibido por pouco tempo nos cinemas, e com seis cenas censuradas pelo conteúdo sexual. Ainda assim, o filme foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, além de ter sido premiado em festivais e recebido várias indicações a outros prêmios. Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação, ganhou os prêmios de roteiro adaptado e melhor primeiro trabalho no César Awards (o Oscar francês), e empatou com Silent Light no Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Confere o trailer e não perde esse ótimo filme:

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