Foram 2 dias, 8 palestrantes, um pouco de calor + aperto e alguns Redbulls pra conseguir aguentar a maratona.
A primeira edição do Pixel Show que aconteceu em Porto Alegre nesse final de semana moveu muita gente até a Usina do Gasômetro não só pro “domingo com chimarrão”, mas também pra conhecer o trabalho de designers, como do colombiano Jorge Restrepo e do gaúcho já hypado Rafael Grampá.
Restrepo se auto denomina um incansável colecionador. Com uma bela apresentação, deixou claro que não caiu ali de pára quedas e mostrou um trabalho muito conciso com um ar vintage (ele curte uma colagem na mão mesmo) e um equilíbrio super interessante entre a saturação de elementros e a limpeza, além do belo uso da tipografia.
Já Grampá mostrou que passou pelo o que muitos jovens designers sofrem: a crise de falta ou encontro da identidade. Não desistiu na primeira, tentou – quase – tudo, teve coragem pra jogar uma pseudo carreira pro ar e acabou voltando pro que sempre achou legal: os quadrinhos. Eu não tenho cacife pra falar de quadrinhos, mas reconheço que ele tem um puta trabalho, um estilo bem consolidado e foi, junto ao Restrepo, um dos melhores palestrantes no evento.
O mycool também esteve presente fazendo um som irado no lounge e distribuindo o zine loucamente entre o pessoal com fome de cultura, assim como postais e até flyers da próxima decaDANCE.
Legal foi ver tanta gente aqui da província interessada em design, mesmo que talvez tenha se falado pouco de design e mais de ilustração e street art. Ano que vem graças ao bom deus Zupi tem mais…e quem sabe ainda melhor!
Pelo jeito os designers Fabian Nehne e Martin Meier não faltaram a nenhuma aula de Teoria da Cor. Atualmente eles trabalham como designer sênior da Deutsche Telekom e da IDEA Munique, respectivamente. Mesmo tendo esse invejável cargo, eles não se deram por vencidos e criaram a luminária “mischlichtRGB”, uma tradução literal do mistura das cores luz (Red, Green, Blue).
Repare no detalhe das hastes que prendem ao teto: cada uma delas tem a cor respectiva a que aparece na luminária em si.

Num primeiro momento pode-se achar que se trata apenas de um projeto conceito que não funcionaria na realidade, mas eles conseguiram provar o contrário. É um objeto de desejo para casa de qualquer um de nós, não? Ideias super simples que dão um lindo resultado.
Vi no Daily Tonic.
E se você é um daqueles que se deslumbra com as obras de Escher ou com os efeitinhos 3D em fotos, que tal essa escultura de Neil Dawson chamada Horizons?

Atualmente está localizada na Nova Zelândia e é de propriedade privada de Alan Gibbs, um empresário rico, patrocinador de arte, poderoso, lindo, loiro e tô inventando.
Pode parecer um efeitinho fake de Photoshop ou uma cena de Uma Cilada para Roger Rabbit, mas ela é feita de aço soldado e tem medidas grandiosas: 15m de altura por 36m de largura.
Ai uma dessas ilusões no meu jardim…
Quote: Se você não consegue ver a ilusão de ótica, pode estar pegando uma esquizofrenia ein!
vi no The Grip.
Cores: nós vemos, nós usamos, nós sentimos, nós vivemos. Elas estão diariamente presentes nas nossas vidas, e possuem um poder inexplicável de transformação. Todo mundo consegue descrever uma grande paleta de vermelhos, azuis e amarelos, suas variações e combinações. No entanto, existem aquelas cores que dão um gostinho estranho, rola um “não é bem isso nem bem aquilo”. Se Flicts não achava seu lugar no mundo, agora já pode ficar tranquilo. O site Top Tenz listou as 10 cores mais estranhas – ou mais sem nome – ever, ó:
É incrível como a onda vintage não pára de bater! E não é só no vestuário e na cena músical revival anos 80, os objetos de desejo da época têm sido frequentemente revisitados por designers, artistas ou nostálgicos de plantão.
Ao contrário da sorte que os discos de vinil tiveram – porque ainda tem muita gente que garimpa e curte um sonzinho chiado – as fitas cassete caíram no completo desuso.
No entanto, dentro desse conceito retrô, muita gente tem desconstruído a sua função em forma conceitual e mega divertida.
Eu vinha raparando, quando adquiri uma bolsa via carteirinhas no formato de cassete, que havia algo no ar…



Achei muito massa essa releitura que o pessoal da Ooomydesign fez para as queridas, reestruturando tudo junto e transformando em simpáticas luminárias.
Eles ulitizam tanto as fitas convencionais como também as obsoletas fitas de videocassete, prendem tudo com tiras plásticas e o resultado são luminárias de diversas cores e tamanhos que também proporcionam um ar divertido no ambiente.
Sinto um cheiro de Chanel até nesse post retrô, com cheiro de naftalina, sabe.
Prativê.
Quem nunca sonhou em (conseguir e poder) fazer as próprias roupas? Principalmente naqueles dias em que nenhuma estampa agrada ou nenhuma combinação de cor é convincente…
Foi então que em os designers Berber Soepboer e Michiel Schuurman criaram esses vestidos mega criativos e divertidos.

Na coleção “Color-in Dress”, a brincadeira é pintar os vestidos que possuem uma estampa super personalizada.


Já na “Assembly Dress” você pode montar e desmontar – através de botões – as três peças e formar seu look. (alguém lembrou do Lego?)


Não encontrar |querer morrer| mais estampa repetida na rua?
Não repetir o mesmo vestido em festa?
Atóron!


































