Esqueça Interpol. Esqueça Editors. Esqueça White Lies.
O The National está de volta pra zoar a banca. A primeira aparição foi no programa Late Night With Jimmy Fallon, da NBC, onde tocaram Terrible Love, faixa de abertura de seu novo disco, High Violet, esperado pra maio.
Amigos, a faixa é simplesmente SENSACIONAL: três guitarras, baixo, bateria, piano, xilofone e naipe de sopros, arquitetando passo-a-passo uma canção que começa calma, com letra em repeat o tal do amor terrível, vai crescendo e crescendo e crescendo até EXPLODIR num final absurdo de tanto barulho. Matt Berringer, irmãos Dessner e irmãos Devenfort botaram pra fude. Qualquer COMPULSÃO DE CHORO não será culpa nossa. #ficadica
Ouve aí embaixo se não, mermão.
Tinha que ser japa – é o que sempre dizemos quando alguma genialidade da terrinha aparece. A bola da vez é o Kotori’s designer in-ear phones, que podem ser customizados com infinitas combinações de cores, indo desde dos plugues de orelha feitos de silicone até o próprio fone e fios de borracha. E, caso a pinta não esteja num dia muito criativo, pode escolher uma das linhas já pré-concebidas que levam o nome de: Pop, Sweet, Cool, Vivid, Natural, Animal, e Delicious.
Lindimais! Pena que só vende online e a entrega é feita somente entre os olhinhos puxados.
Dica da querida Lóris.
Além de oferecer os itinerários que você pode seguir a pé, de carro ou de transporte público, o google Maps agora disponibiliza também o trajeto para quem prefere pedalar.
Shannon Guymon, gerente de produto do Google Maps, disse que a intenção era incluir o máximo possível de rotas eficientes, auxiliando os bikers a planejarem melhor seu itinerário, evitando subidas íngremes, por exemplo. Além disso, o mapa foi customizado para incentivar os usuários a tirarem o pó de suas magrelas e voltarem a pedalar.
A mendigo trend já foi assunto de post aqui pelo mycool, e tendência que se reforça cada dia mais pelas passarelas e, consequentemente, ruas afora. O melhor exemplo literal e ambulante da tendência é um morador de rua da cidade de Ningbo, na China, que começou a chamar toda atenção dos blogs nacionais por causa da criatividade investida em cada um de seus looks, sendo eleito como ícone fashion entre os entendidos do local. Daí então foi um pulo até ele aparecer no The Independent e ganhar uma página no Facebook com mais de 1500 fãs. Apelidado de Brother Sharp, ele vagas as ruas numa pegada über boêmia, algumas vezes até mesmo misturando peças do vestuário feminino.
Não dá pra negar que o cara é ao menos original. Agora vá saber se é com algum propósito. Hipocrisia da nossa parte pensar que sim.
Via.
Essa é pra quem sempre sonhou em brilhar nos reality shows de moda e nunca tirou o planejamento do papel. O Atari lançou um jogo do Project Runway pra Wii. A apresentação do programa fica por conta de Tim Gunn e Heidi Klum, e cada jogador recebe desafios para criar diferentes designs em um estúdio interativo, sempre com a ajuda de um mentor, dublado com as vozes dos competidores da sexta temporada do seriado. Depois é a vez de vestir e maquiar a sua modelo no estúdio de beleza. Quem preferir pode também fazer as vezes de fotógrafo nos shootings ou de modelo na passarela.
Me diz, quem vai brincar de boneca depois dessa?

A banda se estabelece entre o que há de mais cru do folk, country, blues, e entre o que há de mais barulhento do shoegazer. Beat the Devil’s Tattoo é como um misturão disso, e do que a banda fez nos últimos dois discos, nunca chegando a nostalgia fundo-do-poço de Howl, e tão pouco no formato hitmaker de Baby 81. O que não desqualifica o álbum de forma alguma. Talvez ele seja, até mesmo, o ponto exato do tempero do Black Rebel Motorcycle Club.
A faixa-título é como se fosse uma Ain’t that Easy Way em estado de sono, mais lenta, viajante, uma simbiose acústico/distorção de folk/shoegazer. Refrão em mantra aaah aaah aaah. Das letras, tudo parece um caso mal resolvido, ninguém nunca parece se amar nem se odiar de fato: apenas se desentender o tempo todo. “I could see it in your eyes and now it’s gone / With bad blood fellings, just bad blood feelings”, cantam na ruidosa Bad Blood (leve parentesco a Heart + Soul), para logo a seguir na BALADINHA FOFA Sweet Feeling mandarem a real que “the sweet feeling is gone, it’s just moving, no I can’t see it all” (prima em menor grau de Promise). Robert Levon Been e Peter Hayes combinam timbres de vozes e personas como pouca gente. Não dá exatamente nunca pra saber quem faz o quê, toca o quê, canta o quê ou veste o quê, denotando um senso de unidade fantástico.
Beat the Devil’s Tattoo é bastante longo pros tempos modernos, em algum ponto, modorrento de se chegar até o fim. Mas é na exata distribuição das músicas, na sua uniformidade, nos seus up’s e down’s constantes que ele se fortalece. Então, não desista.
Faça uma tattoo mais preza que a do demo.
Caso Zooey Deschanel tivesse participado de algum daqueles programas de auditório dos anos 80, se apresentaria pros Gugus e pras Xuxas da vida exatamente assim: “Oi, meu nome é Zooey e eu canto, dança e represento.”
O primeiro clipe do novo trabalho do She & Him, intitulado Volume Two e com data de lançamento para o dia 23 de março, é da musica In The Sun. Num clima totalmente colegial, Zooey está mais linda do que em 500 Days Of Summer. No clipe, ela em nada lembra a tímida Summer cantando Sugar Town e dançando suavemente. Agora, atuando como ela mesma, passa o clipe inteiro entrando e saindo de salas de aula, corredores, biblioteca e ginásio, dançando o tempo todo e fazendo milhares de coreografias. Mas é na cena final, sem qualquer coreografia, que ela te faz ter vontade de mergulhar monitor a dentro.
Fato é que Zooey tem o rosto que todo guri SONHA que vai entrar na sala no primeiro dia de aula TODOS os anos, até o fim do colégio e, óbvio, NUNCA entra. Só nos resta babar no teclado.
E para quem acredita e torce que os brooklynianos do Yeasayer ainda terão o que merecem (se bem que analisando bem, não é exatemente algo muito legal de se merecer), um mega sucesso em meio ao povo descolê-carregado-de-neon-wave-fã-de-EME-GÊ-EME-TÊ, talvez agora seja a chance para isso.
Mas não dá pra negar que eles estão pedindo por isso. O clipe de O.N.E, novo single do esperto álbum Odd Blood, lançado no comecinho de 2010, tá repleto de referências bizarras e multicoloridas, bem ao gosto dos freakazóides dançantes por aí. Um alienígena transmorfo, uma festa em galpão abandonado e muita riponguice new age em roupagem século 21 fazem o visual para o suingue estilo Michael Jackson da faixa.
Pretensioso pra caralho, mas aprovado com distinção para as pistas mais antenadas por aí.
Em entrevista ao site musicOMH, o vocalista Tom Smith disse que a banda voltará ao estúdio assim que terminar a atual turnê, e que novamente vão trabalhar com o produtor Flood (Depeche Mode, The Killers, Sigur Rós ), que iniciou a parceria com o quarteto no trabalho mais recente, In This Light And On This Evening.
Ele revela o esquema de trabalho da banda: “Gosto de compor na estrada. Gravo idéias cruas na guitarra ou no piano e envio para os outros. Assim que temos 10 idéias fortes, vamos para o estúdio.” Como o Editors está atualmente em turnê, a possibilidade de material novo é forte. Como Tom é o principal compositor, ele não descarta a possibilidade de gravar algo solo, mas deixa claro que o Editors é prioridade: “Tudo depende do que a banda estiver fazendo. Mas eu gostaria.”
E ao tentar se defender de quem critica a banda pelo som obscuro, acaba metendo o pau na Lady Gaga “Pra mim, a música da Lady Gaga me faz querer suicidar. A música que fazemos me faz feliz e não acho que nosso público saia triste do nosso show. Acho que nosso show os deixa melhor.”
E pra quem não gostou do novo disco, há certa esperança de que algo diferente venha a ser produzido, embora Flood esteja escalado novamente. Tom diz que a idéia de ter o Editors fazendo apenas um tipo de som o assusta. Resta esperar que produtor e banda encontrem um meio termo entre uma banda de post-punk e uma enxurrada de sintetizadores. Aguardemos.