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Dezembro é aquele mês de ganhar presentes, comer peru (só se for kasher) e pular ondinha relembrando com um sorrisinho maroto e uma barriga pesada todos os ~grandes marcos~ do ano que está acabando.
Lá naquela distante época, o pessoal da NPR teve uma sacada muito boa e, no meio de milhares e bilhares listas de fim de ano, bolou uma lista das 20 Unhappiest People You Meet in the Comments Sections Of Year-End Lists. Nossa equipe de tradução também andava muito ocupada comendo peru, mas agora selecionamos e traduzimos os 10 melhores itens pra sua diversão – destacando que esses itens não são apenas para listas de fim de ano, mas pra praticamente qualquer post de blog:
- A venenosa (ui!): “O fato de você ter incluído a Adele nessa lista de 100 coisas que você gostou faz dela uma grande piada.”
- A pessoa que tem bastante certeza: “Eu nunca vi Game Of Thrones, mas eu tenho bastante certeza que não é tão bom quanto Boardwalk Empire.”
- A mãe do Tim “Sardas” Matterley: “Tem um músico daqui que se chama Tim Matterley que é melhor que qualquer um desses! Você vai gostar do som dele. O site é sardasmatterley.com, e você pode baixar as músicas de graça. Por favor, confira o Tim Matterley, que AINDA não tem contrato com um grande selo, mas é muito muito bom!!!!” Dois comentários depois, ela normalmente retorna: “Aqui também tem um vídeo do Tim Matterley tocando Imagine no hospital infantil. Eu sou apenas um fã, mas acredito que ele é ótimo e vai longe!”
- O masoquista: “Eu odeio tudo o que você escreve, então eu sabia que essa seria uma lista desgraçada e inútil antes de ler tudo. Agora eu sei que estava certo.” [a/c comentários do blog do Lúcio Ribeiro]
- A pessoa com a incoerente noção de underground: “Esses nomes são completamente obscuros, ninguém nunca ouviu falar deles. The Girl With a Dragon Tatoo parece o nome de um livro do Dr. Seuss.”
- Harry, o hipsterfóbico, que realmente odeia muito os hipsters: “Isso é tudo música de hipster. Eu acho que deve ser ok pros hipsters, mas eu não sou hipster suficiente pra gostar de escolhas hipsters como essa. Pena que não sou hipster. Talvez eu gostaria se fosse mais hipster.”
- A pessoa que acha que você chegou tão perto: “Eu gostei de todas as suas escolhas, mas você colocou os Descendants em quarto lugar e Martha Marcy May Marlene como quinto, sendo que a ordem deveria ser o contrário. FAIL.”
- A pessoa que nunca está satisfeita: “Como Arrested Development não está na sua lista?!”
- O preocupado: “Qual o seu problema?! Não, sério, o que tem de errado com você?”
- O modesto: “Se você realmente quer saber quais são os melhores do ano, então veja minha lista em TricotandoComDagmareLaura.com – não é apenas sobre tricô!”
* Se você quiser ler a lista toda acesse aqui.
** Se você quiser relembrar nossas listas de final de ano e aplicar qualquer um dos 10 modelos acima, fique à vontade.

Tá, você já deve ter lido muito a respeito. Aqui mesmo no MyCool, há poucos horas, minha digníssima molher Luísa (que não está no Canadá) já introduziu o assunto. Só que hoje, exclusividade e originalidade não importam, mas sim repetição. Hoje não é dia de ser engraçadinho e mostrar o novo grupo de jovens hipsters sustentados pelos pais que fazem um som ousado e original. Isso porque, se as pessoas não se derem conta da bagunça assustadora que querem aprovar lá nos EUA, pode não haver mais nenhum tipo de novo “som ousado e original”.
Se você ainda não percebeu a importância de boicotar projetos como a SOPA e a PIPA – siglas tão ridículas quanto ameaçadoras – está na hora de ligar o alerta. Você pode pensar que não é problema seu, já que as leis estão sendo votadas lá nos USA, mas esse é o tiro que sai pela culatra: onde estão os principais portais e redes que você usa pra compartilhar e fazer download? Google, Facebook, Twitter, Youtube, Soundcloud, Tumblr, MySpace, WordPress e Wikipedia, podem, dentro de pouquíssimo tempo, sucumbir ao totalitarismo.
Resumo breve: se aprovadas, as leis simplesmente vão transformar a internet – o espaço mais democrático e livre do mundo – em uma ditadura.

Esse gif resume bem melhor do que eu
Baixar música? Cada vez mais impossível. Ler sobre artistas novos? Também será comprometido. Ver vídeos de programas de TV, trailers, clipes, ou ter acesso a qualquer criação artística, underground ou mainstream, que envolva direitos autorais (ou seja, tudo) se tornará uma tarefa ilegal. Quando você quiser subir na web aquele seu vídeo caseiro vestido de Beyoncé e rebolando essa buzanfa gorda, BANG BANG, você será vetado por violação de direitos autorais. Talvez, mais tarde, até condenado à prisão (não que uma cena dessas não seja um crime por si só. Enfim…).
A SOPA representa a morte da espontaneidade global, da livre criação, da paródia, do remix, do compartilhamento de conteúdo, da cultura independente. Estamos ameaçados de perder a cultura de nicho que conquistamos graças à web 2.0. A blogosfera vai morrer, ou, na melhor das hipóteses, se tornar engessada, zumbificada, obsoleta. Quer mais consequências trágicas? O streaming e o download vão morrer, condenado a existência de toda a cultura indie; o ato de compartilhar montagens irônicas com artistas famosos também vai morrer, O MYCOOL VAI MORRER (!!!) e, enfim, estaremos cada vez mais próximos do futuro apocalítico previsto na ficção do George Orwell.

Muitos dos principais sites a serem atingidos já estão fazendo sua parte. Hoje é o dia D do protesto virtual, e a gente não pode se dar ao luxo de nos alienarmos. Vizinhos como o Move That Jukebox, a Freak!, o Trabalho Sujo e tantos outros também estão colaborando. Resta a cada internauta ler, compartilhar e torcer para que a SOPA e a PIPA não transformem nossa querida e utópica viagem cibernética em uma Coréia do Norte virtual.
Enquanto apreciadora de um bom sci-fi, qualquer coisa que remeta a realidades paralelas, viagem no tempo, teletransporte (alou, JJ Abrams) e coisas do gênero já me chama atenção de primeira. E com essa série de pôsters de cinema foi o que aconteceu.
O que aconteceria com os filmes, diretores, produtores e atores que conhecemos e adoramos se eles tivessem se encontrado de outro jeito, em outra época e em outra realidade? Foi a ideia que inspirou Peter Stults, que depois de ver essa série de pôsters resolveu fazer uma para chamar de sua.
Imagine um mundo com James Dean em Drive, Faye Dunaway como Sarah Connor, Leonard Nimoy DURO DE MATAR e Fritz Lang dirigindo 2001 em alemão. ALOK






Interessante lembrar que essa ~brincadeira inocente~ não estaria aqui com a SOPA e a PIPA em vigor. Bora refletir.
Saiu a sequência inicial com os créditos de The Girl with the Dragon Tattoo. O filme estreia no Brasil dia 27 de janeiro e concorre a melhor filme no Sindicato dos Produtores, Steve Zallian concorre a melhor roteiro no Sindicato dos Roteiristas e David Fincher a melhor diretor no Sindicato dos Diretores (prévias do Oscar, onde Fincher tentará o bi, e os indicados saem dia 24, dois dias antes da estreia brasileira.)
Fincher obviamente se estabelece como gênio da geração. Muito foda, essa abertura serve pra três coisas:
1. Como um ótimo aperitivo/teaser pro filme, em si. Se você estava em dúvida em assitir, amigão, espero que tenha acabado.
2. Como uma espécie de vídeoclipe pra essa versão foderosa de Immigrant Song, a melhor música de abertura de um álbum da história, aqui na voz de Karen O e produção classe A de Trent Reznor e Atticus Ross.
3. Como uma polêmica vazia que farei agora mesmo. Essa abertura é melhor que a filmografia inteira do Tim Burtonzzzz.
É isso ae galere, começou 2012, cheio de novidades que ainda não chegaram na real. Mas o importante é começar cheio de disposição, com um sorriso no rosto pra ficar bonita a paradinha.
E falando em sorrisos, os sorrisos bobos especialmente, quem teve sua overdose de fofura vendo (500) Dias com Ela, vai ficar feliz em rever o não casal Zooey Deschanel e Joseph Gordon-Levitt em um novo vídeo, no qual eles se reuniram para desejar um feliz ano novo aos fãs. Via seu canal no Youtube, a cantora e atual protagonista da série The New Girl postou um vídeo dela e o bom amigo Joseph mandando ver uma belíssima cover de um sucesso dos anos 40, “What Are You Doing This New Year’s Eve?, de Frank Loessner.
Confere ae e tente resistir a essa avalanche de cuteness. Quem sabe faz ao vivo, né tchurma?
Feliz ano novo pra rapeize. Tamo na área.

Quando Ethan Hunt, o agente interpretado por Tom Cruise, depois de bater em um zilhão de brutamontes e fugir de uma prisão russa casca grossa, olha de relance pra câmera e diz “acenda o pavio”, anunciando os indefectíveis créditos iniciais de Missão:Impossível – Protocolo Fantasma, meu sangue ferveu. Seria esse o primeiro filme da série capaz de juntar o lado classudo e mirabolante da série com o senso de ação culhudo e frenético exibido com perfeição no terceiro filme da série – que é um ótimo filme, mas convenhamos, tá mais pra Identidade Bourne, do que M:I – seria?
Pula pro segundo ato do filme, quando os agentes da IMF, declarados terroristas por receberem a culpa por um ataque ao Kremlin e que agora tem a missão de limpar o nome, estão em Dubai, no famoso Burj Khalifa, um prédio que assusta de tão alto, para melar uma transação que possivelmente tem a ver o O INIMIGO. Enfim, somente estes 30 minutos em que o filme se passa em Dubai, o quarto capítulo da série já colocaria qualquer filme atual de ação no chinelo. Só que não fica só por aí.
Filmes de ação se apoiam basicalmente em suas setpieces, as cenas de ação na qual o filme se movimenta e o roteiro se desenvolve. E é com essa extrema criatividade, tanto com um roteiro redondinho e a direção espetacular de Brad Bird (que até então só tinha dirigido desenhos animados), que o filme casa seu lado de espionagem, high tech e até mesmo geeky (ancorado no charme irrefutável de Simon Pegg, o maior trunfo do filme) com e setpieces eletrizantes e originalíssimas.
Com personagens bem desenvolvidos (Jeremy Renner inicia sua participação na franquia com o pé direito, com uma presença que chega a ofuscar a de Tom Cruise), um roteiro mirabolante que não insulta a sua inteligência (parece contraditório, mas acredite em mim), e cenas de ação para assistir com os punhos fechados, Ghost Protocol não é apenas o melhor filme da série, como é possivelmente o melhor blockbuster de ação do ano, que até mesmo você que é nojento com ROLIÚDE pode curtir ein? Vai com fé.
E sim. A resposta é SIM.
Taí algo genial. No ultimo final de semana, a The New York Times Magazine lançou Touch Of Evil, uma série de vídeos especiais em homenagem aos grandes ícones da vilania cinematográfica. E para fazer esta homenagem, reuniram um elenco fodônico de treze estrelas hollywoodianas que se destacaram em 2011.
Estão ali: Brad Pitt, George Clooney, Gary Oldman (FUCK YEAH), Glenn Close, Ryan Gosling, Kirsten Dunst, Mia Wasikowska, Jessica Chastain (a da foto acima, que fez A Árvore da Vida), Rooney Mara (a estrela do novo filme de David Fincher, cujo nome é muito longo), Adepero Oduye (que arrebentou no indie-que-você-devia-ver Pariah), Viola Davis (cotada pro Oscar por sua atuação em The Help), Michael Shannon (da série Boardwalk Empire)e o galã francês Jean Dujardin (cujo longa The Artist é imensamente esperado por este que vos escreve).
Todos eles são esterótipos de grandes vilões, que atendem pelos nomes de Home wrecker, Madman, Sociopath, Menacing dummy, Vixen, Hothead, Tyrant, Vamp, Asylum nurse, Fire starter, Invisible man, Outlaw e Tycoon. Alguns vídeos são facilmente identificáves (fáceis pra ti né, indie pseudo-fã de David Lynch!), outros são interpretações livres de filmes menos conhecidos, ou de personas vilanescas de idos tempos. Nem eu, fanático por filmes, consegui descobrir todos só por olhar e tive que fazer alguma pesquisa pra sacar os mais obscuros.
Alguns são cômicos, outros insanos, alguns misteriosos e outros claramente ENCAGAÇANTES. Aí abaixo vão dois vídeozinhos (que nem de longe são os melhores) para você SENTIREM A MALDADE, mas vale a pena dar um conferes na galeria completa e depois comenta aí os que tu descobriu e o que achou mais massa, belê?
Sei que a diretoria do Mycool meio que me orientou a ficar focado mais nos assuntos musicais e afins, mas devo dizer que não consegui resistir. Quando isso caiu na minha tela, fiquei uns vinte minutos com um sorriso bobo no rosto e fiz questão de dividir isso com o máximo possível de pessoas.
Dogs In Cars é um projeto pessoal do artista Keith Hopkin, que pegou sua câmera de alta definição, acoplou no retrovisor do carro, e registrou estas incríveis reações deste que é um dos momentos chaves da vida de um cão: ANDAR DE CARRO E COLOCAR SEU FOCINHO AO VENTO. Ao som da fofíssima banda The Pains Of Being Pure At Heart (viu, tem música!), temos um vídeo ainda mais fofo. Então confira ae e tente evitar o OOOOOOOOOOOOOOUNNNNNNNNNNN se for capaz.
Dogs in Cars from keith on Vimeo.
É simples: Drive é um dos melhores filmes de 2011. O novo longa de Nicolas Winding Refn, cuja pedra eu já cantei em uma das edições do zine do mycool quando o diretor lançou o espetacular Bronson, arrancou elogios da crítica (Refn inclusive levou a Palma de Ouro de melhor diretor), suspiros das moçoilas com a presença mezzo galã, mezzo indie-freak Ryan Gosling e, what the hell, arrancou urros de excitação de mim, com sua mistura explosiva de carros, ultraviolência, roupas estilosas, música, romance, tragédia, tudo encapsulado em um clima oitentista dreamy totalmente inesperado para um filme atual. Algo realmente muito foda para caralho MESMO.
O longa é conduzido por um fiapo de história – Gosling é um piloto dublê que também é o bam-bam-bam serviços de motorista para criminosos que se envolve com uma jovem mãe de família (Carey Mulligan), e daí ELES VÃO APRONTAR UMA GRANDE CONFUSÃO. À parte da brincadeira, é importante dizer que Drive é um exercício em economia, por mais que sua premissa tenha a cara de um quase Velozes e Furiosos. Na verdade é o oposto disso tudo, que remete aos durões, porém introspectivos heróis masculinos dos anos 70, como Clint Eastwood, Steve McQueen e Lee Marvin. Todo gesto sutil, todo breve diálogo tem um signficado gigantesco. Não é tanto pelo que o espectador entende e sim o que se SENTE. Digamos que o filme opera num nível SUBCUTÂNEO, e quando irrompe em momentos mastodônticos, é como se o peso do mundo caísse sobre sua cabeça. E daí véio, é feia a pegada.
Boa parte do peso de Drive vem de sua trilha sonora sublime. Compostos por Cliff Martinez, os temas da película são peças de synthpop e ambient que fazem uma cama perfeita pro clima etéreo e quase sonho do longa de Refn, rendendo momentos da mais absoluta poesia em movimento (tem uma cena em particular em que o encantamento se torna o mais puro HORROR em questão de segundos). Mas o que rouba ainda mais a cena são seus temas principais: “Nightcall”, do francês Kavinsky, produzido por Guy Manuel de Homem-Christo (um dos Daft Punks), abre o filme com um suave COICE NOS OLHOS, com vocais da nossa brazuquíssima Lovefoxxx.
Kavinsky Ft. Lovefoxxx – Nightcall
Outro destaque é “A Real Hero”, do College, que dá um nó na garganta deste que voz escreve toda vez. TODA SANTA VEZ.
College Ft. Electric Youth – A Real Hero
É uma vergonha que este filme – que lá na gringa já estreou há meses – só deve chegar às telas brazucas em janeiro, mas já rolam cópias do filme na rede – na real é um corte preliminar do filme, levemente diferente da versão dos cinemas, mas não deixa de ser brilhante, com uma trilha sonora não-original de Angelo Badalamenti, um dos caras mais fodões das soundtracks oitentistas. Oficial ou não oficial, corra atrás deste filme, que já está se tornando o grande Cult movie de 2011, se é que já não virou. Só mesmo o nosso país pra ser atrasildo. BRASIL-SIL-SIL!
E abaixo, também do filme, uma bônus track, do genial Riz Ortolani, da cena de Drive que me assombra até agora:
Riz Ortolani Ft. Katrina Ranieri – Oh My Love

Tá, a gente já sabe muito bem que tudo é um remix e como os mashups funcionam. Dessa vez, a união de imagem, música, ruído e conceito se concentra na chamada “Tarantino Mixtape”.
O material é um must see porque, além de fazer uma compilação do universo do Quentin Tarantino, age literalmente como um mashup em diversos momentos, repicando os sons dos diálogos e os inserindo no tempo da música – parecido com o que a gente já mostrou aqui –, ou até mesmo combinando duas trilhas em uma só.
Infelizmente, a incorporação para blogs foi desativada, mas você pode assistir clicando >>> aqui <<<.
* A dica é mais uma vez do amigo Inconveniente.

















