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Articles in the cinema Category

[19 Jul 2010 | por Luísa Fedrizzi | Nenhum Comentário | 154 views]

Rock-TarantinoÀ Prova de Morte, novo-velho filme de Quentin Tarantino, finalmente estreou no Brasil. Mas se você mora em São Paulo e tem mais filmes do que este faltando em seu currículo, dá uma olhada na mostra Rock Tarantino, promovida pela Secretaria de Cultura da capital paulista.

Tem clássicos do diretor, como Cães de Aluguel, Pulp Fiction, Jackie Brown, Kill Bill vol. 1 e 2 (até em película!), Bastardos Inglórios e, claro, À Prova de Morte, além de diversos filmes que influenciaram seu processo criativo – como o cinema oriental de Kinji Fukasaku, Woo-ping Yuen e Chang-hwa Jeong, entre outros. Alguns tem, inclusive, entrada franca.

A mostra acontece em vários cinemas da cidade. Para saber onde assistir, cola lá no blog e se organiza.

Via.

[13 Jul 2010 | por Leandro Souza | Nenhum Comentário | 285 views]

cinema-martyrsGostar de filmes de horror gore (ou extremo) é sempre um assunto complicado. Claro que o cara pode se sentir um sádico da porra ao admitir ter um gosto por ver sangue e vísceras em abundância na tela. Mesmo assim, é preciso ter um critério, saber reconhecer os filmes que sabem usar esta violência excessiva e ainda assim conter um valor cinematográfico junto ali. Até porque se não souber, tu pode te afundar em produções semi-snuff japonesas e daí danificar a tua mente pra sempre. Melhor não fazer isso, né rapeize?

Com a vinda de filmes como “O Albergue” e “Jogos Mortais”, o cinemão americano começou a caminhar uma linha fina entre o bom cinema e a pura exploração da violência em celulóide. Por algum tempo (o primeiro “Albergue” e os, vai lá, TRÊS primeiros “Jogos Mortais”) a fórmula até deu certo, resultando nuns filmes bem bacanas pra quem gosta duma sangreira. Claro que teve muita gente que se revoltou, começou a repudiar os que ficaram conhecidos como “torture porn movies”, mas não dá nada. Mesmo com toda aquela barbárie, estes longas continham uma certa carga temática (“O Albergue”) ou roteiros (“Jogos Mortais”), que justificavam as suas existências. Depois disso, bem, daí o bagulho começou a degringolar geral.

O que poucos além dos amantes do cinema de horror sabem, é que a terra que melhor conseguiu aliar violência gráfica extrema com roteiros realmente inteligentes, foi a França. Nos últimos anos, o país do croissant enfileirou ano após ano obras seminais do terror moderno: “Haute Tension”, de Alexandre Aja, em 2004; “Ils”, de Xavier Palud, em 2006; “Frontiére(s)”, de Xavier Gens, e “A L’Interieur”, de Julien Maury, em 2007. Todos eles, FILMAÇOS ultraviolentos com – o principal – uma tensão constante e quase insuportável, que partia do talento de diretores que sacam que não adianta ter carnificina sem um roteiro bem feito, e sobretudo, um domínio de ambientação – QUE É TUDO num filme de terror. Além disso, os diretores se lembraram de algo fundamental: de que o cinema de horror extremo se criou de uma imensa raiva e insatisfação com o mundo, lá nos EUA, nos anos 70. Este caos cinematográfico é principalmente um comentário social gritante sobre algo que há de muito errado com nós mesmos.

Agora, ninguém estava preparado para “Martyrs”. Eu, pelo menos não estava. O prólogo do filme se apresenta como um simples thriller de mistério e vingança, sobre uma garota raptada quando criança e submetida a torturas que sabe-se lá quais são. Nada é revelado assim de largada. Ok, até aí tudo normal. Mas daí é que tu te engana e esquece que o diretor Pascal Laugier é um tremendo dum filho da puta. Quando o filme engata a segunda, tu já está rendido, nocauteado e praticamente imobilizado pelas imagens implacáveis apresentadas em seu 1º ato. E isso é só a cabecinha. Com uma reviravolta fodástica, a película vira um monstro, um espetáculo de rara originalidade e, sobretudo, CORAGEM do diretor Laugier. Melhor não contar mais nada.

Para todos os detratores do horror extremo, recomendo fortemente que assistam (baixem, se necessário) este filme. Não para uma possível mudança de idéia, muito menos para que reforcem este ódio. Mas acredito fortemente que Laugier, em sua distorcida porém genial visão, conseguiu transformar o que poderia ser um gorefest sem limites em uma obra de arte, que move o espectador emocionalmente em níveis poucas vezes visto. É um filme que te deixa tenso, te deixa triste, te deixa exausto, te deixa PARALISADO. É um filme que mexe com suas crenças mais profundas sobre o ser humano, religião, etc, etc, etc. É um filme que surpreende ao transcender o mero rótulo do horror. É realmente uma experiência inesquecível.

Já estava há mais de um ano querendo escrever sobre este longa, e como nenhuma produtora ainda teve a DECÊNCIA de distribuí-lo por aqui, e poucas pessoas chegaram a comentar esta pequena obra-prima, não me importo em fazer isso só agora. Afinal, chegar atrasado numa festa que a maioria dos convidados nem apareceram ainda não é chegar atrasado, correto? Enfim, sempre se pode esperar pelo remake amaciado americano, que parece que vai ser com a *humpf* Kristen Stewart. Ai meu céu.

[8 Jul 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 142 views]

persepolis2

É o filme que recomendo dessa vez. A animação francesa baseada na obra autobiográfica da iraniana Marjane Satrapi e dirigida por ela e Vincent Paronnaud foi lançada em 2007 e conta, paralelamente, a vida de Marjane – dos 9 aos 24 anos – e a história do Irã, e sua turbulência política.

A animação é trabalho de Marjane, que é formada em Comunicação Visual, e produziu o filme a partir de livros autobiográficos. A maior parte dele é em preto e branco, exceto pelas cenas no presente. Os desenhos são simples, mas bastante marcantes e lindos. A narrativa, por ser real e mostrar um longo período da história iraniana é super interessante, e o filme conta com as vozes de Chiara Mastroianni, Catherine Deneuve e Danielle Darrieux. Quem não conhece a história do Irã (como é meu caso), esquece que o filme é uma animação e é possível acreditar em tudo o que é dito na história.
Persépolis provocou polêmica no país de origem, recebendo reclamações do governo e sendo exibido por pouco tempo nos cinemas, e com seis cenas censuradas pelo conteúdo sexual. Ainda assim, o filme foi muito bem recebido pela crítica e pelo público, além de ter sido premiado em festivais e recebido várias indicações a outros prêmios. Foi indicado ao Oscar de Melhor Animação, ganhou os prêmios de roteiro adaptado e melhor primeiro trabalho no César Awards (o Oscar francês), e empatou com Silent Light no Prêmio do Júri no Festival de Cannes. Confere o trailer e não perde esse ótimo filme:

[5 Jul 2010 | por Leandro Souza | Nenhum Comentário | 120 views]

GhostwriterlargeRoman Polanski é um mestre do suspense. É um pedófilo também, mas isso não vem ao caso. O que importa é que o cara tem talento às pencas caminhando lado a lado com sua mente perversa. Poucos diretores tem o talento de produzir situações tensas como este polaco faz. Filmes como “Faca Na Água”, “Chinatown”, “O Inquilino” e “O Bebê de Rosemary” são clássicos do suspense, o que já rendeu ao diretor diversas comparações ao supremo Alfred Hitchcock.

Depois de produções mais dramáticas, como o magnífico “O Pianista” e “Oliver Twist”, Polanski retorna ao suspense com “O Escritor Fantasma”, com resultados espetaculares. Carregando no teor político, o filme acompanha a história de um escritor (Ewan McGregor) encarregado de ser o ghost writer da biografia de um ex-primeiro-ministro britânico (Pierce Brosnan). O que seria um trabalho simples degringola a partir um escândalo envolvendo espionagem e estratégias ilegais de contra-terrorismo.

Assim como é um retorno às suas raízes no suspense, o longa marca o momento consistente do diretor em sua carreira. Mesmo sofrendo com problemas na produção do longa, que foi finalizado com o diretor em prisão domiciliar (quem mandou pegar uma menina de 12 anos, né Roman?), o filme tem o carimbo de qualidade estampado do começo ao fim. A dupla de protagonistas (McGregor e Brosnan) está perfeita, e o elenco coadjuvante não fica por menos.

Contudo, o show mesmo é do diretor. A partir de um roteiro genial porém extremamente complexo (escrito pelo próprio Polanski), que poderia virar uma bagunça na mão de um condutor menos talentoso, o cineasta brilha ao manobrar cada virada da trama com uma maestria invejável. Nada é escancarado na cara do espectador. Tudo é acompanhado de uma sutileza desconcertante, o suspense é dado de forma silenciosa, deixando o espectador num desconforto implacável. Não há clímax, não há alívio. E ah, nem vou entrar muito no assunto, mas a história guarda um tapa fodido na cara de Tony Blair que é indefensável.

Filmes como “O Escritor Fantasma” são um alívio em meio às produções cada vez mais pasteurizadas dos grandes estúdios. Um filme que é focado ao entretenimento, mas que não insulta a inteligência do espectador, guarda ponderações importantes sobre a realidade e também te deixam triste de certa forma. Uma hora dessas Polanski não estará mais por aí. E por mais que as garotinhas fiquem mais tranqüilas, daí, como fica o cinema, meu Brasil?

[30 Jun 2010 | por Leandro Souza | 4 Comentários | 230 views]

moovee

Taí uma idéia interessante. Geralmente quando tu recomenda um filme pra alguém, te pedem pra explicar sobre o filme e também dizer porque tu gostou dele, não é? E tu adora fazer isso, seu crítico de cinema de araque? Então que tal já fazer isso de uma maneira bem mais cool e dividir suas opiniões com seus amigos e conhecidos.

Este é o moovee.me, uma rede social cinematográfica. No site, você pode listar todos os filmes que você conferiu, dar sua avaliação e postar mini reviews – em até 140 caracteres – ou seja, um exercício em microresenhismo de cinema. O site tem um vasto banco de dados com fichas técnicas de filmes e tudo o mais, basta digitar o título original da bagaça e postar sua sucinta opinião. E ah, tem integração com o twitter, o que torna tudo bem mais maneiro. Confere aí. E se quiserem seguir meus reviews, colem aqui. ;) .

[17 Jun 2010 | por Luísa Fedrizzi | Nenhum Comentário | 130 views]

O filme Acossado (À bout de souffle), de Jean-Luc Godard está comemorando 50 anos desde seu lançamento, em 16 de março de 1960. E como o filme é um marco da Nouvelle Vague, este aniversário não poderia passar em branco nem no mundo do cinema, nem no da moda.

À bout de souffle

Em primeiro lugar, de acordo com o IMDB, Acossado será trazido de novo aos cinemas em versão restaurada. O trabalho está sendo feito pela produtora e distribuidora francesa Studio Canal em conjunto com o diretor de fotografia do filme, Raoul Coutard.

Já no mundjinho fashion, as irmãs Kate e Laura Mulleavy, da Rodarte, ao lado do designer Patrick Lee, criaram uma linha de pôsteres e camisetas do filme. É tudo incrível – pena que só está à venda na Collete, em Paris, e na Barneys, em Nova York. A nós, mortais brasileiros, só resta babar (ou encomendar prazamiga).

À bout de souffle

À bout de souffle

À bout de souffle

[16 Jun 2010 | por Barbara Mattivy | Nenhum Comentário | 187 views]

Pra quem é cinéfilo convicto ou wannabe, o mycool tá apoiando uma iniciativa bem bacana: é o encontro Cinema & Literatura, uma das ações que fazem parte da Mostra Cine-NH, promovida pela Freak! Produtora, que ocorre no dia 17 de junho, na FNAC do BarraShoppingSul, a partir das 19h30.

Por lá Roger Lerina mediará um bate papo que contará com a participação de escritores, roteiristas e diretores de renome nacional. Além de abordar o processo de transformação de uma obra literária em filme, o bate papo incluirá as dificuldades de se fazer cinema no Brasil. Entre os convidados estão Ana Luiza Azevedo e Giba Assis Brasil, e mais um povo que participa via skype.

Pra mais infos dá uma olhada no flyer, e segue o evento no Tumblr e no Twitter.

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[9 Jun 2010 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 210 views]

cinema-Accidents-HappenNão, apesar do título, eu não vou falar sobre aquele filme de 2004, estrelado pelo Jim Carrey. Mas esse título serviria muito bem pra o filme que eu vou recomendar aqui. Accidents Happen é um longa de 2009, escrito pelo americano Brian Carbee e dirigido pelo australiano Andrew Lancaster.

Sabe aqueles filmes difíceis de classificar em algum gênero? Esse é um deles. Por vezes comédia (com muito humor negro), por vezes drama, passando por melodrama, o filme conta a história da família Conway. O filho mais novo da família – comandada pela mãe, Gloria (Geena Davis) – se chama Billy (Harrison Gilbertson), e podemos dizer que ele é um pouco azarado. Ok, um pouco é eufemismo. Ele tem uma grande tendência a causar acidentes (e durante pouco mais de uma hora e meia de filme, são muitos).

É praticamente impossível acreditar que um menino de 15 anos tenha tanto azar. Mas, ainda assim, o filme funciona. E muito bem. Os créditos vão para o roteiro, claro, que é afiado e bem escrito, e para as grandes atuações, principalmente de Geena Davis (numa volta quase triunfal ao cinema, depois de 7 anos sem aparecer na telona), e do novato Gilbertson, no papel principal.

Além das atuações, o filme merece destaque pela fotografia, cenografia e direção de arte. A história se passa nos anos 80 e a ambientação é ótima, sem falar da fotografia que, apesar de colorida, parece ter uma camada sépia, que deixa as cores mais frias. Ah! Também vale a pena prestar atenção na trilha sonora, que conta com músicas da banda Empire of the Sun e outras do vocalista da banda, Luke Steele.

O filme percorreu o circuito de festivais americanos, foi bem recebido pela crítica e estreou em abril desse ano na Austrália. Por aqui, ainda não deu as caras. Vamos torcer pra que nossos cinemas recebam esse ótimo filme.

Pra ter uma idéia do que acontece, dá uma olhada no trailer abaixo:


[9 Jun 2010 | por Leandro Souza | Nenhum Comentário | 426 views]

flashforwardlogo

Em maio foi o fim de uma das séries de tv mais promissoras dos últimos tempos. A primeira temporada de Flash Forward, da ABC, falhou em atrair o grande público e ser o novo Lost pelos próximos anos. O altíssimo investimento (produção requintada, enorme elenco, inclusive com nomes de peso como Joseph Fiennes) e o baixo retorno (números abissais de audiência, sabe-se lá por quê) enterraram a série, que ficou apenas nos 22 episódios. E QUE EPISÓDIOS!

A série narra a jornada de várias pessoas frente a um acontecimento extraordinário: um apagão mundial faz o mundo inteiro desmaiar por 2 minutos e 17 segundos e ver o seu futuro por este breve momento. E a partir daí joga todos aqueles elementos clássicos (conspirações governamentais, conflito destino x livre arbítrio, fé x ceticismo) e amarra tudo com uma narrativa fodidona. Só JEHOVAH sabe porque não deu certo.

No entanto, como já aconteceu com outras séries (Jericho é um exemplo), o fim nem sempre significa o fim. Milhares de fãs estão se mobilizando para sensibilizar a emissora a retomar Flash Forward. O site Save Flash Forward está programando para esta quinta (10/06) às 13 horas (horário de Brasília) um desmaio coletivo em diversas partes do mundo. O flashmob consiste em juntar o público para simular um desmaio por 2 minutos e 17 segundos – o mesmo tempo do seriado – e ver se os cabeçudos das emissoras se tocam. No Brasil, poucos, porém fiéis fãs no Rio e São Paulo estão se mexendo pra realizar a ação.

Mesmo assim, se você é fã e quer dar a sua contribuição, pode ter um apagão onde quer que você esteja e postar um vídeo na rede. To pensando em fazer o meu na hora do almoço, caindo de cara no purê. Até porque, porra, uma série com um bom roteiro, que cita Feist, My Morning Jacket, usa Rolling Stones com sabedoria e tasca um BAND OF HORSES BOLADO num momento chave da temporada não merece acabar antes de mostrar todo o seu potencial.

[8 Jun 2010 | por Rafael Jardim | Nenhum Comentário | 325 views]

O maior concorrente do todo poderoso Youtube está comemorando o seu quinto aniversário e para celebrar, além do bolinho e das velas (que rola certo) acontecerá o primeiro Vimeo Festival + Awards, repleto de workshops e sessões bacanérrimas. E não termina por aí, além do projeto já ser mais do que legal haverá também uma super premiação para o melhor vídeo inscrito e outros divididos em dez categorias.

Tudo isso irá rolar nos dias 8 e 9 de outubro em Nova York. E as inscrições ainda estão rolando. Mas é melhor correr, pois elas irão até 31 de julho.

E para o júri, nada menos que David Lynch, DJ Spooky, Doug Pray, Morgan Spurlock, Nick Campbell, Roman Coppola e mais uma galera que está sendo anunciada aos poucos.

Desde o dia 3 de junho estão rolando uns vídeos virais para promover o evento. Saca Só:

Vimeo Festival + Awards — Nick Campbell from Nick Campbell on Vimeo.

The Vimeo Festival + Awards — Chris Crutchfield from Chris Crutchfield on Vimeo.

The Vimeo Festival + Awards — Glenn Marshall from Glenn Marshall on Vimeo.

The Vimeo Festival + Awards — Malcolm Sutherland from Malcolm Sutherland on Vimeo.