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Articles in the cinema Category

[9 mai 2013 | por Larissa Gargaro | Nenhum Comentário | 113 views]

“Êêêêêêê!” você deve pensar.
Acaba de sair mais um curta do Karl Lagerfeld para a Chanel, dessa vez com Keira Knightley interpretando Mademoiselle Chanel.

Reza a lenda que uncle Karl passou o script para os atores apenas alguns minutos antes das filmagens. Isso fará bastante sentido quando você assistir.

Os diálogos às vezes são parados e aleatórios, mas estamos falando de Karl Lagerfeld, e ele não faz nada sem um propósito – a ideia era dar um “efeito natural” nos diálogos. Ou então foi amadorismo dos atores memo, rs. Digamos apenas que a Lindsey Wixson, que já se aventurou no cinema anteriormente, não invista na carreira porque né.

Fora isso, dã – é um curta da CHANEL, então obviamente é lindo, elegante e um colírio para os olhos. Ele se passa na primeira loja da marca, em Deauville, lá pelo ano de 1913. Ele mostra Coco Chanel interagindo com as fAsHiOnIsTaS da época na cidade, além de desvendar a inspiração de alguns dos designs mais icônicos da marca.

Como sempre, ao ver o vídeo, você se tornará 30% mais chic.

Via.

[2 mai 2013 | por Larissa Gargaro | Nenhum Comentário | 144 views]

O lançamento do filme The Great Gatsby tem rendido muito assunto não só pela história em si, mas também pelo visual e o figurino do filme. Pra quem não sabe, as roupas usadas pelos personagens foram criadas *apenas* pela Miuccia Prada, em parceria com a figurinista Catherine Martin.

Entre os vestidos, saias, casacos, chapéus, joias e sapatos que EXPLODEM de riqueza, estão criações atuais e peças vintage do acervo (e que acervo) da Prada e da Miu Miu. Para a alegria da rapaziada, ontem inaugurou uma exposição com todas essas iguarias -incluindo croquis, fotos e making of – na flagship da Prada em Nova York.

A expo fica por lá até o dia 12/05, e depois parte para as lojas de Tóquio e Xangai.

Se você não está de viagem marcada pra nenhum desses lugares, confere aí as fotos da inauguração:

Enquanto o filme não estreia no Brasil, e ninguém ganha na mega-sena pra comprar os figurinos, a gente se contenta com o trailer.

 

[11 abr 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 361 views]

Quantos filmes de ficção científica você já viu tendo o planeta Terra destruído como cenário? Quantas invasões alienígenas você já presenciou sentado confortavelmente em frente à telona? Quantos longas sobre um futuro distópico já foram exibidos? A resposta para todas as perguntas é a mesma: vários! O curioso é que Oblivion, o novo sci-fi de Joseph Kosinski, com Tom Cruise e Morgan Freeman no elenco, reúne todas estas situações e, mesmo assim, consegue ser minimamente original.

Como? Bem, não posso dizer com todos os detalhes. Estragaria a experiência do filme. No entanto, é possível afirmar que Kosinski, em seu primeiro roteiro assinado, e após ter realizado o visualmente espetacular Tron: O Legado, mistura uma série de conceitos caros à ficção científica, reformulando-os e dando a eles um novo sentido a partir de uma visão muito particular sobre um possível ataque extraterrestre.


Na trama, a Terra é destruída por uma invasão alien ocorrida em nosso tempo. O conflito provocou a destruição da Lua, cataclismos, e uma guerra nuclear contra os invasores. Com o planeta imerso em caos e a subsequente migração de parte da população humana para a lua Titã, de Saturno, a Terra ficou praticamente vazia – a não ser pela presença de alienígenas sobreviventes.


Sessenta anos depois do conflito, Jack Harper (Cruise) e sua colega/amante Victoria (Andrea Riseborough, ótima!) têm como missão resguardar a prospecção de recursos terráqueos vitais e fazer a manutenção de drones, robôs vigilantes voadores que os auxiliam na segurança do sistema – e que são uma espécie de híbrido estético e sonoro renovado de HAL 9000 (de 2001) e R2-D2 (de Star Wars). Para atingir suas metas de forma eficiente, ambos sabem que tiveram suas memórias apagadas anteriormente (“oblivion”, em inglês, significa esquecimento).


A vida segue tranquila até que o último homem da Terra resgata a Julia (Olga Kurylenko) dos escombros de um acidente de uma nave espacial. Com isso, tudo o que Jack tinha como certo acaba virando de cabeça para baixo. Julia desestabiliza a relação entre o protagonista e a enigmática Victoria, e torna-se o ponto de partida para Jack perceber o que realmente está acontecendo a sua volta.

Não há exatamente grandes surpresas no filme. Provavelmente a que seria a maior delas, que diz respeito diretamente ao personagem de Cruise, você adivinhará antes mesmo de ser revelada – especialmente se for um amante de sci-fi. No entanto, o pouco impacto disso no filme não chega a ser um problema, mesmo que seja a partir deste novo fato que Oblivion obtenha uma outra dimensão.

É justamente na concepção que Jack tem sobre sua própria vida que recai o principal argumento do filme. Se ele teve suas memórias apagadas (e sabe disso), por que é assombrado por lembranças do passado? Mesmo não entendendo o que elas querem dizer, percebe que, de alguma forma, são importantes.

Nesse sentido, podemos questionar: o que são memórias? Como conseguimos acessá-las? De que forma podemos ter este acesso privado de nós mesmos? Elas poderiam hibernar em arquivos mentais herméticos? Podem mesmo ser deletadas de nossa mente? Se sim, poderiam ressurgir em nosso cérebro? Seria possível subtraí-las, reinseri-las ou ressignificá-las? Memórias são mesmo nossas, fruto de experiências reais e pessoais? Ou seriam implantes?


Este tipo de questionamento não é novo. Diversos filmes já trataram sobre isso, debatendo não só memórias, mas também sonhos e realidades artificiais de forma mais ou menos ampla. O Vingador do Futuro (1990), Johnny Mnemonic (1995), Matrix (1999), Solaris (1972/2002), O Pagamento (2003), Brilho eterno de uma mente sem lembranças (2004), Violação de Privacidade (2004), Moon (2009) e A Origem (2010) são alguns exemplos.

De qualquer forma, isso não impede Kosinski de fazer suas próprias considerações existencialistas. A partir delas, e aliando-as a um roteiro bem elaborado (e pouco compreendido pela crítica gringa), o diretor monta um quebra-cabeças interessante e bem orquestrado especialmente na última parte do longa, remetendo diretamente ao passado dos personagens. Com isso, fecha um ciclo que começou no início do filme.


Abaixo de poderosas camadas visuais com boa direção de arte, e apesar de algumas cenas frenéticas bem alinhadas, Oblivion é menos um filme de ação sci-fi e mais um drama de análise da subjetividade.

A fraqueza do enredo centra-se mesmo no final-feliz-bobo-alegre, típico da máquina hollywoodiana, que insiste em que tudo acabe incondicionalmente bem. Fora isso, Joseph Kosinski apresenta um primeiro filme autoral convincente.

O filme estreia no dia 12 de abril.

[5 abr 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 244 views]

Quando o trailer de Mama foi liberado, o material não dava bons indicativos. Duas meninas perdidas por anos em uma floresta são reencontradas em condições precárias e voltam para a família na tentativa de reatar laços. Mas não retornam sozinhas… A impressão que se tinha era basicamente única: lá vem bomba!

Além disso, não estava claro até que ponto o novato diretor argentino Andrés Muschietti teria condições de transformar em (um bom) longa-metragem sua única obra, o curta de mesmo nome Mamá (2008). A boa notícia? Guillermo Del Toro, o celebrado realizador mexicano, estava por trás do projeto assinando a produção executiva.

O fato é que, com o longa finalmente lançado, os aficionados por suspense já podem relaxar – pelo menos enquanto ainda não sentaram na cadeira do cinema. Mama revelou-se um bom filme de horror, mas que na verdade aposta muito mais no drama psicológico e no thriller sobrenatural do que no terror escancarado. Mesmo assim, garante boas doses de tensão e alguns arrepios.

No filme, as meninas Victoria (Megan Charpentier) e Lilly (Isabelle Nélisse) tornam-se órfãs e, após um acidente de carro, refugiam-se em uma cabana na floresta. Por cinco anos, recebem ajuda para sobreviver. Resgatadas, passam a viver com o tio Lucas (Nikolaj Coster-Waldau) e sua mulher, Annabel (Jessica Chastain).

Longe da civilização desde a primeira infância, as garotas apresentam traços selvagens, pouca sociabilidade e até mesmo dificuldade de fala, especialmente a menorzinha, Lilly. O convívio com os parentes é difícil, especialmente porque ambas estão profundamente conectadas a uma entidade que as acompanha desde a cabana. Lucas e Annabel mal sabem com o que estão lidando.

O filme de Muschietti segue uma linha dramática e estética recorrente na cinematografia de Guillermo Del Toro, como A Espinha do Diabo (2001), O Labirinto do Fauno (2006), O Orfanato (2007) e Não Tenha Medo do Escuro (2010), em que crianças se encontram em meio a tramas fantasmagóricas, fantásticas ou de suspense. A predileção de Del Toro por pequenos passando por maus bocados é eficiente e causa identificação imediata com a audiência. É praticamente impossível não se envolver com histórias deste tipo.

Jessica Chastain está ok em seu papel de roqueira que, mesmo sem querer, torna-se mãe de meninas que não são suas filhas. Porém o destaque fica mesmo com as garotas. Megan Charpentier, a mais velha, apresenta domínio total de sua personagem, mas é Isabelle Nélisse quem se revela uma boa atriz. Lilly é realmente perturbada e, como mal consegue articular palavras, exigiu que a menina interpretasse seu papel basicamente com gestos, expressões faciais e olhares quase malignos.

O fim é melodramático, porém convincente. Não faz concessões fáceis para um final feliz, como geralmente ocorre no cinemão mainstream. No fim das contas, Mama não é o melhor filme do mundo, mas também não é tão ruim quanto parecia.

[3 abr 2013 | por Danilo Fantinel | Um Comentário | 265 views]

A mais nova animação brasileira tem traço de desenho da Disney, aura de superprodução, apelo sexual e romântico, destemido recorte histórico-político e blockbuster approach. Uma História de Amor e Fúria, de Luiz Bolognesi, apresenta o amor secular vivido por um índio tupinambá e Janaína, sua amante idealizada, que atravessa gerações até chegar ao ano de 2096. No entanto, patina ao valorizar o passado da trama em detrimento ao futuro, justamente seu segmento mais interessante. O texto repleto de clichês não ajuda no resultado final.

O tupinambá dublado por Selton Mello é um guerreiro imortal divinamente escolhido para liderar seu povo no combate aos invasores europeus em 1566, na região conhecida hoje como Rio de Janeiro. Derrotado em sua tarefa e desiludido pela morte de Janaína (Camila Pitanga), o índio assume a forma de um pássaro e voa para o Maranhão, para esquecer seu amor.

Porém, o herói desacreditado assume novamente a forma humana ao reencontrar sua amada no corpo de outra mulher por volta de 1800. Os encontros e desencontros do casal ultrapassam gerações, acompanhando alguns dos principais momentos históricos do Brasil, como a colonização por portugueses, a revolta popular da Balaidada no século 19, o regime militar e os movimentos revolucionários dos anos 1960, e a consolidação das favelas e da criminalidade nos anos 80.




Com quase 600 anos de idade e após ter vivido como um índio, um rebelde maranhense e um guerrilheiro contra a ditadura, adotando assim diversos nomes, nosso herói chega a 2096 como jornalista em um Rio de Janeiro que desponta como uma megalópole tecnológica global, socialmente desigual e erguida sobre uma cidade antiga praticamente abandonada, inserida em um cenário mundial de crise provocada pela falta de água potável.

Apesar do interessante posicionamento político, que situa o protagonista ao lado das urgências sociais dos oprimidos, proporcionando um resgate moral contra a regular faceta histórica e política dominante, Uma História de Amor e Fúria perde um pouco do foco de atenção ao se prolongar demasiadamente no passado, quando justamente a parte mais interessante do filme é seu momento futuro.

A história do amor pregresso dos protagonistas poderia muito bem ser contada em um ritmo mais acelerado, em um formato mais condensado, ainda assim sem perder o poder de identificação dos protagonistas com o público. Dessa forma, a parte da animação que se passa em 2096 poderia ser mais explorada pelos realizadores. O visual do Rio futurista é ótimo, apesar de ser megalomaníaco em se tratando da época proposta. Mesmo assim, indica o poder imaginativo dos criadores do longa sobre este período. Mais uma prova de que a parte final da animação poderia ser melhor aproveitada.

Apesar disso, uma das boas definições propostas pelo filme é sua visão adulta ao tratar sobre temas controversos, seguindo uma cartilha livre em termos discursivos, algo muito comum em animações estrangeiras. Bolognesi não faz rodeios para exibir cenas de nudez e sexo, tampouco abaixa o tom ao tocar em violência, estupro, assassinato, canibalismo, máfia corporativa, assédio moral e abuso de menores. Tendo em vista o teor histórico e político da obra, o cineasta mostra-se firme ao analisar temáticas que são tradicionalmente manipuladas de forma branda ou omissa por parte do cinema e da TV no Brasil.

Por outro lado, não há desculpa para as toneladas de clichês que são despejadas sobre o público constantemente. Frases estilo “minuto de sabedoria” não tem sentido em uma obra que ousou revisar o Brasil histórica e politicamente. “Viver sem conhecer o passado é andar no escuro”, “Mesmo sem perceber, todo dia estamos lutando por alguma coisa”, “Cada segundo ao seu lado é uma eternidade” ou “A cada dia escrevemos uma nova página da história” causam profundo mal estar.



Interpretação e dublagem

Além disso, algo que pessoalmente não me agrada é a participação de atores conhecidos para dar voz aos personagens principais. Claro, a opção de convidar estrelas para interpretar animações é recorrente no cinema internacional, e por uma série de motivos, sendo a necessidade de alavancar bilheterias provavelmente a principal delas.

No entanto, para brasileiros, a barreira de línguas estrangeiras como o inglês atenua a sensação de ouvir pesos-pesados do star system gringo dublando desenhos. Já no caso do português, torna-se muito mais difícil se distanciar da imagem dos atores enquanto os mesmos interpretam falas que são exprimidas por personagens animados. Os rostos de Selton Mello e de Camila Pitanga não estão na tela, mas não é difícil “vê-los” em cena. O mesmo ocorre com Rodrigo Santoro, que dubla o cacique antropófago Piatã.

Imagino que atores desconhecidos (ou não tão populares) possam cumprir melhor a meta de dar credibilidade e teor dramático a uma animação nacional, para que ela seja realmente desvinculada da “realidade material” em que vivemos. Considero prejudicial ao filme ouvir (“ver”) Selton sobreposto à figura do protagonista, assim como ocorre com Camila. São bons atores (que em Uma História de Amor e Fúria nem foram tão bem assim, é verdade), mas suas personas jogam invariavelmente uma sombra sobre seus personagens.

O uso de atores menos bombados em animações nacionais poderia impactar negativamente a arrecadação da bilheteria? Tirar o glamour de ter nomes de peso no elenco? Tornar o processo de divulgação da obra mais trabalhoso? Provavelmente sim. Mas a obra em si sairia ganhando.

Uma História de Amor e Fúria estreia no dia 05/04.

[28 mar 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 256 views]

Bryan Singer, responsável pelos filmes X-Men 1 e 2, foi o escolhido para dirigir Jack: o caçador de gigantes, a nova versão cinematográfica do clássico conto João e o Pé de Feijão. Ao lado do roteirista Christopher McQuarrie, com quem realizou Os Suspeitos e Operação Valquíria, o cineasta merece elogios ao destacar na trama a recorrência das lendas dentro das culturas.

Porém, se por um lado Singer exibiu inteligência ao ressaltar a importância da transferência da herança mitológica entre gerações e questionar até que ponto as lendas têm raízes na realidade, por outro o diretor mostrou fraqueza ao não conseguir se desvencilhar das armadilhas do cinema industrial, realizando apenas mais um raquítico filme de aventura juvenil.


Em Jack: o caçador de gigantes, o personagem principal, ainda criança, pede ao pai para que conte novamente a história do rei britânico Erick, que por volta do século XIV venceu uma guerra devastadora contra uma raça de gigantes no reino de Albion. A narrativa preferida de Jack (Nicholas Hoult) era regulamente contada pela sua mãe, já morta. Ao mesmo tempo, a mãe da princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) retoma o mito do monarca para fazer a menina dormir em um castelo distante.

O artifício de “contação de histórias” percorre o filme até o seu momento final, que posiciona a própria lenda da guerra entre humanos e gigantes na Londres atual. Apesar da boa dimensão metalinguística proposta pelo longa, Jack: o caçador de gigantes mostra-se tímido ao apenas expor uma trama quadrada e maniqueísta, em que os mocinhos são bons e os vilões, maus. Se mesmo adolescentes percebem as tonalidades que ultrapassam essa dualidade, por que se ater a ela?

Em um enredo sem surpresas, em que todos os pressupostos são estabelecidos já no início (o herói atrapalhado que mal tem noção das suas capacidades; a princesa aventureira, o rei protetor, o nobre malvado, o amigável capitão da guarda real…), os pontos altos ficam com os efeitos gráficos que dão vida a gigantes computadorizados e emoção aos momentos de batalha.



Mesmo assim, os pontos fracos pesam mais, como o fato destes mesmos gigantes “selvagens” falarem um inglês perfeito, tendo até mesmo um líder com arroubos eruditos, e a aplicação sem sentido de um 3D que não acrescenta em nada ao filme. Já a falta de química entre o casal composto por Hoult e Tomlinson chega a dar pena. Mas vergonha alheia maior fica por conta de Ewan McGregor (o capitão Elmont), que se vê obrigado a participar de cenas vexatórias e interpretar falas bobas.

Jack: o caçador de gigantes estreia no dia 29 de março.

[11 mar 2013 | por Larissa Gargaro | 2 Comentários | 716 views]

Ah, os anos de ouro da época de colégio. Quando nossas únicas preocupações eram colar  estudar para provas e jogar Stop nas aulas de religião, nos sobrava tempo para assistir seriados e sofrer lavagens cerebrais pela mídia – e como era bom.

Como bons adolescentes e pré-adolescentes, os seriados que se passaram nos anos 90 e 2000 serviam de guias espirituais de modas  para a piazada ao redor do mundo. Tamancos com meia? Lenço (~headband~) na cabeça? Tudo é culpa de alguém. E hoje vamos fazer um pequeno flahsback a estes anos dourados da Geração Y pra você se animar um pouco nessa segunda-feira.

1. As Patricinhas de Beverly Hills (filme e seriado)

O grande legado: minissaias xadrez, microssaias com meias 7/8, sapatos brancos, lipgloss, mini bolsinhas, canetas de plumas, caderno de plumas, enfim, TUDO QUE ENVOLVESSE PLUMAS. Sem contar no computador-armário, que todo mundo queria ter (ainda quero – alô glr da TI).

2.Todo e Qualquer Filme das Gêmeas Olsen (porque na época elas eram apns as “Gêmeas Olsen”) 

Fica difícil enumerar o legado dessas duas porque, srlsy, tudo que elas tocavam se transformava em ouro (e ainda é assim). Todos eram obcecados por elas. Mas se é pra escolher uma tendência, dá pra dizer que elas sempre foram as rainhas das tamancas. rs

3.Bring it on – AS APIMENTADAS.

O grande legado: milhares de brasileiras querendo ser líderes de torcida em um País onde não existem líderes de torcida. Frustração. Sem contar que ver a Kirsten Dunst fazendo o papel de alguém genuinamente feliz é uma raridade

4. Mean Girls (o primeiro e único)

O grande legado: GET IN BITCH, WE’RE GOING SHOPPING. Já falei sobre isso aqui.

5. The O.C.

O grande legado: pessoas se arrepiando ao ouvir Imogen Heap (“mmmm watcha say” ad infinitum); o boom das sapatilhas graças à Marissa Cooper.

6.Laguna Beach

Na verdade esse seriado nem foi tão influenciador assim, mas eu precisava de uma desculpa pra mostrar essa paródia engraçadíssima do Mad TV heh.

Também teve Sex and The City, Gossip Girl, Legally Blonde, Fresh Prince Of Bel-Air… a lista é grande. Que outros títulos vocês adicionariam?

 

 

[8 mar 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 460 views]


Quem não gostaria de ver um filme com Al Pacino, Christopher Walken e Alan Arkin juntos? Pois este é o maior motivo para você pagar o ingresso de Amigos Inseparáveis, espécie de mob movie da terceira idade com roteiro limitado assinado por Noah Haidle e direção de Fisher Stevens.

Se por um lado o longa mostra que é possível realizar uma película de máfia sem cair na perigosa cópia de clássicos do gênero travestida de homenagem, como no recente caso de Caça aos Gângsteres, por outro a obra peca por não ter estofo suficiente para superar a perigosa dependência exclusiva da performance de seus atores.

Tendo como líder de casting o antes-imbatível-e-agora-quase-genérico Al Pacino, na pele do inconsequente Val, Amigos Inseparáveis se debruça sobre uma duradoura relação de parceiros de crime e seus tradicionais códigos de conduta. Tentando desesperadamente não ser ingênuo, exageradamente sentimental ou autoindulgente em demasia, o filme corre riscos ao imprimir algumas situações improváveis e forjar um humor forçado.

A partir do momento em que deixou a prisão após cumprir 28 anos de pena, Val vive seu primeiro dia de liberdade em ebulição constante. Reencontra seu grande amigo Doc (Walken) com certo desconforto, mas mesmo assim parte com ele para uma maratona de farra regada a sexo, álcool e medicamentos – da qual Hirsch (Arkin) também fará parte.

Val não quer perder um minuto sequer, pois sabe que sua vida corre perigo fora da cadeia. Seu antigo chefe de crime, o esquentado Claphands (Mark Margolis), está no seu encalço. Obrigou Doc a dar cabo do companheiro no dia em que foi liberto, sob pena dele mesmo ser executado caso não cumpra com o plano. Isso é explicado nos primeiros momentos do longa, assim como o motivo do ódio do chefão pelo personagem de Pacino.

As surpresas do filme surgem no decorrer da trama, que aos poucos toma proporções inesperadas e um tanto quanto postiças. Sem reviravoltas mirabolantes (o que é bom), mas com curvas bastante frágeis (no que diz respeito ao drama e à comédia) e desprovidas de vigor (nas cenas de ação), o roteiro desenrola-se manso sobre o resgate da amizade entre Val e Doc, soterrada sobre espessas camadas protetoras de seus perfis de gângsteres durões.

Essa dimensão humana das duas figuras principais, deve-se admitir, é interessante. Nesse sentido, o longa enfoca o dilema pesado de um homem dividido entre a obrigação de matar seu melhor amigo ou correr o risco de enfrentar consequências possivelmente piores se recusar o serviço. Apesar desse fator positivo, no geral o roteiro é frouxo.

O final, como o filme em sua essência, especialmente com relação a enquadramentos e trilha sonora soul, é um belo tributo aos intensos anos 1970. Com altos e baixos bem presentes, Amigos Inseparáveis deve agradecer cada minuto de sua existência ao seu elenco central.

[6 mar 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 399 views]

Se a Disney deixou a desejar no visualmente exuberante Alice no País das Maravilhas, dirigido por Tim Burton e lançado em 2010 com um roteiro arriscado que mesclou dois clássicos de Lewis Carroll, o estúdio acertou em cheio neste Oz: Mágico e Poderoso, de Sam Raimi. Prelúdio do superclássico O Mágico de Oz (1939), de Victor Fleming, o novo longa cumpre com folga o objetivo de contar a história ocorrida antes de Dorothy (Judy Garland) caminhar com seus sapatinhos vermelhos naquele mundo encantado com estradas de tijolos amarelos.

O filme dirigido por Raimi é uma deliciosa comédia infantojuvenil, especialmente em sua primeira parte, em preto e branco, lembrando a sépia do filme de Fleming. Nesta etapa inicial, em que a trama se desenrola à moda antiga do cinemão americano, com uma certa ingenuidade e em tributo à fase de ouro de Hollywood, entramos em contato com a vida besta do medíocre ilusionista Oscar Diggs (James Franco).

Oz, como é conhecido, não passa de um farsante que faz shows simplórios em um circo mambembe no Kansas. Apesar de saber de suas limitações, ambiciona ser um grande mágico, um grande homem, mas é avarento, egoísta e galanteador barato. Não respeita seu único amigo, e não perde a chance de seduzir qualquer mocinha indefesa que cruze seu caminho.

Para fugir do marido de uma de suas conquistas, escapa do circo em um balão a gás, mas acaba sendo pego por um furacão, que o leva até um mundo mágico, colorido e ameaçado pelo mal. Nele, o mágico terá que lidar com as bruxas Theodora (Mila Kunis), Evanora (Rachel Weisz) e Glenda (Michelle Williams), ajudar o povo local e salvar o lugar da dominação malévola. O desafio certamente não teria atraído Oz não fosse o incalculável tesouro prometido a ele caso obtivesse sucesso em sua jornada.

Como qualquer conto de fadas (e neste, as fadas não são boas), o personagem central fará tanto amigos quanto inimigos, será responsável por um levante redentor e descobrirá que debaixo de suas piores características existe um cara legal, capaz de fazer o bem. O final piegas, você sabe, faz parte do pacote.

Em uma época em que prelúdios se firmam como uma alternativa fácil frente à falta de bons roteiros na indústria cinematográfica gringa, Oz: Mágico e Poderoso surpreende pelo bom desempenho. Pegue seus filhos ou sobrinhos pela mão e renda-se a um filme leve, engraçado e bem bolado.

A estreia rola dia 08 de março no Brasil.

[1 mar 2013 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 415 views]

Como fazer um trailer hipster? COM GIFS, CLARO NÉ?

Para o longa Stoker, que vem por aí, a Fox Searchlight criou um trailer feito inteiro de GIFs, retirados do microsite do filme: Letters To India. Esse site é, segundo contam no release, uma visão do lado perverso e muito loko das mentes dos personagens principais do filme.

O resultado:

via.

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