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Articles in the cinema Category

[1 dez 2011 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 238 views]

Tá, a gente já sabe muito bem que tudo é um remix e como os mashups funcionam. Dessa vez, a união de imagem, música, ruído e conceito se concentra na chamada “Tarantino Mixtape”.

O material é um must see porque, além de fazer uma compilação do universo do Quentin Tarantino, age literalmente como um mashup em diversos momentos, repicando os  sons dos diálogos e os inserindo no tempo da música – parecido com o que a gente já mostrou aqui –, ou até mesmo combinando duas trilhas em uma só.

Infelizmente, a incorporação para blogs foi desativada, mas você pode assistir clicando >>> aqui <<<.

* A dica é mais uma vez do amigo Inconveniente.

[23 nov 2011 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 232 views]

Não seria empolgação demais dizer que isso é uma das coisas mais legais que apareceram ultimamente: o Timebox é um calendário online que mostra os eventos mais interessantes que estão para acontecer em todo o mundo. O projeto é da Box1824 e é totalmente gratuito, ou seja, só chegar chegando.

Agora você, pessoa antenada e moderna porém ocupada poderá estar ~conectada~ com os acontecimentos de maior impacto em arte, design, moda, comunicação, tecnologia, cinema, música, gastronomia e outros assuntos bacaninhas. O calendário global de eventos ainda permite filtrar por país e categoria, pra direcionar o seu agito.

Chega+ agora mesmo pra ficar por dentro de tudo: confira o Timebox, siga e curta.

[17 nov 2011 | por Luísa Fedrizzi | Nenhum Comentário | 514 views]

Diquinha cultural-modística pra quem mora em Porto Alegre.

De 28 de novembro a 12 de dezembro, o IndepIN (Instituto Educacional e Profissional Integrado) vai promover o curso “Moda e Cinema – Interpretando filmes com o olhar da moda”, ministrado pela figurinista, pesquisadora e consultora de moda e semiótica das vestimentas Ana Carolina Acom, do site www.modamanifesto.com.

Os objetivos do curso são estudar, do ponto de vista da moda, as possibilidades de análises críticas no cinema, destacando filmes, diretores e atores relevantes para a pesquisa de moda e figurino, e interpretar a relação semiótica do figurino como instrumento indispensável de narrativa em filmes importantes para história do cinema e para a pesquisa de moda – tipo Qui êtes-vous, Polly Maggoo?, Blow Up – Depois Daquele Beijo, O Diabo veste Prada, Prêt-à-Porter, Zoolander, Annie Hall, Maria Antonieta, os filmes de Audrey Hepburn entre outros.

Annie Hall

Annie Hall

Qui êtes-vous, Polly Maggoo?

Qui êtes-vous, Polly Maggoo?

Maria Antonieta

Maria Antonieta

Serão 6 encontros nas segundas, quartas e sextas-feiras à tarde, das 14h às 17h10. Para saber mais informações sobre o programa, valores e inscrições, acesse o site.

#Ficadica

[11 nov 2011 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 203 views]

woodkid

Cantora, modelo e atriz? DJ, jornalista e escritor? Fotografo, jogador de futebol e… ok, ok, já chega. A questão é que, por mais que alguns casos sejam uma piada, ser multiprofissional realmente parece ser um dos caminhos do futuro.

Yoann Lemoine, o diretor de cinema, fez clipes pra gente como Mystery Jets, Yelle, The Shoes e Katy Perry. Também fez campanhas publicitárias premiadíssimas em Cannes. Não satisfeito, o francês adotou o pseudônimo de Woodkid e começou a fazer música. Música que soa como trilha de filme épico, mas boa, ótima música!

Por ser um “pluri-artista” profissional e talentoso em todas as diferentes áreas em que se propõe a atuar, nosso follow vai pra ele.

Detalhe que o cara já aproveita pra dirigir o próprio clipe. Eita gente hiperativa!

[26 out 2011 | por Leandro Vignoli | 10 Comentários | 541 views]

WALKIND DEAD POSTER

Walking Dead estreou a segunda temporada batendo o recorde de audiência nos EUA pra um seriado de TV a cabo – a pequena e garbosa AMC, que por certo já deixou seus acionários abilhonardados, após também emplacarem Mad Men e, um pouco menos, Breaking Bad.

E apesar de todo um esforço pra realmente gostar, a grande verdade…

Walking Dead é PALHA.

Sem citar uma interminável lista de argumentos punheteiros – aposto que quem conhece a fundo o gênerio horror possa sapatear em cima da trama –, apresento apenas meia dúzia de coisas que saltam aos olhos de tão ridículas, e fazem de WALKING DEAD O NOVO LOST.

Seguinte, amiguinhos -- SPOILERS aos milhões

Não bastasse o nosso pequeno conjunto de heróis mambembes ficar saracoteando pelas ruas rumo ao nada – como oras, se tivessem presos numa ilha – a primeira temporada termina com eles dentro dum prédio todo high-tech e cheio de protocolos – escotilha, alguém?

Não tendo o que fazer, apenas ficar por aí saracoteando, a segunda temporada criou até agora apenas momentos de sub-tensão, como a guriazinha desaparecida, depois o filho do xerife que leva um tiro. Zumbis que é bom, necas.

Não fazendo nada de envolvente no presente, agora resolveram fazer REGRESSÃO AO PASSADO DOS PERSONAGENS. Hmmm, será que alguém ganha na loteria?

Coé, Hurley, mandou teu primo pra matar uns zumbis?

Na primeira temporada, um dos capítulos mostra nossos heróis esparramando tripas e outras coisas de zumbi pelo corpo, porque eles supostamente sentem o cheiro dos vivos. Não fui eu que inventei essa bobajada, foram os roteiristas. Então porque na segunda temporada os heróis se escondem embaixo de carros sem disfarce algum e a zumbizada toda nem sente o cheiro?

Nosso herói principal é um caso perdido. Puta merda, o que é a atuação melodramática do cara que era pra ser o grande mocinho? – eu sei, você deve tá pensando no Jack Shepard. Que faniquito aquele pra contar pra mulher que o filho tomou um balaço? Ele tava mais preocupado que ela “não sabia o que tava acontecendo” do que o guri soltando as tripas.

Nosso herói principal again. Alguém manda o cara tirar aquela ROUPA DE XERIFE, please? E aquele CHAPÉU é pra quê?

vou sair por aí e descolar uns trocados com os zumbis no meu chapéu

Vou sair por aí descolar uns trocados com os zumbis no meu chapéu

E isso é só o começo. Daqui a pouco, além de todos ficarem por aí só saracoteando, ainda paira no ar aquele TRIÂNGULO AMOROSO FAJUTO com o amigo fura-olho do Xerife – se envolver o redneck, perfeito: é a versão Sawyer que caça zumbis com um arco.

Ah, desculpe falar zumbis. São “walkers”. RISOS.

[24 out 2011 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 307 views]

la-piel-que-habito

Esse é, possivelmente, o filme mais difícil de comentar/criticar/resenhar, whatever… Com estreia marcada para o próximo dia 6, no Festival do Rio, A pele que habito é o 19º longa-metragem do diretor espanhol Pedro Almodóvar.

Tive a ótima chance de assistir o filme logo depois da estreia em Madri, no início do mês passado, e vou tentar falar sobre o filme sem dar muitas pistas. Baseado no livro Tarântula, de Thierry Jonquet, o filme conta a história de Robert Ledgard (vivido por Antonio Banderas). Robert é um renomado cirurgião plástico, viúvo e que tem trabalhado numa pele artificial, muito mais forte que a humana. O médico vive numa mansão, onde também tem seu laboratório, com a filha (interpretada por Blanca Suárez) e a empregada (Marisa Paredes, ótima no papel). Os experimentos de Robert tomam um novo rumo quando sua filha é estuprada, e Robert começa a planejar sua vingança contra o estuprador. O filme conta ainda com os atores Jan Cornet e Elena Anaya (que pode ser considerada a nova musa de Almodóvar).

O filme tem sido classificado com horror, mas, na verdade, é um suspense/drama que deve deixar os espectadores bastante surpresos. A vontade de Robert de se vingar faz com que ele cometa atos extremos, e o desfecho do filme é uma mistura de chocante com engraçado.

Tudo o que esperamos de Almodóvar está lá, as cores, o drama (ou melodrama), as fortes personagens femininas. Mas, dessa vez, o diretor nos surpreende com algo inesperado e, muitas vezes, assustador, principalmente pra quem não conhece o livro.

O filme foi um dos mais falados no Festival de Cannes esse ano, apesar de não ter levado nenhum prêmio. Não preciso dizer que eu acho que deveria, e que fiquei surpreso por não ter sido o filme escolhido para uma das vagas de Melhor Filme Estrangeiro do Oscar… De qualquer maneira, é um belo filme, ao mesmo tempo diferente pra Almodóvar e, ainda assim, típico do diretor. Super recomendo! Trailer abaixo:

[14 out 2011 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 211 views]

Com a proximidade da estréia do novo filme de Spielberg nos cinemas – The Adventures of Tintin, previsto pra 21 de dezembro, pessoal já entrou no clima e está revivendo a infância, produzindo coisas legais e bonitas inspiradas nas famosas histórias do personagem que tem um topetinho de gosto duvidoso.

Um deles foi o ilustrador Murray Groat, que reproduziu capas de livros misturando os personagens criados pelo belga Hervé com as histórias de H.P. Lovecraft. Novamente, fãs de ficção científica e fantasia agradecem (os mais chatos se ofendem, azar o deles). As capas são bonitonas e enganam direitinho, fiquei bem afim de saber como termina a histíria de Tintin em R’leyh encontrando Cthulhu. :~

Outro foi James Curran, que produziu uma abertura “não oficial” para o filme/desenho relacionando elementos dos 24 livros de Tintin. Já que a gente já tava meio de saco cheio de cartazes minimalistas de filmes, taí a novidade: agora em movimento (mas é bem bonitinho uiui).

Obg pela dica Flávio querido.

[5 out 2011 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 274 views]

Será o skate a nova bicicleta?

Pra reforçar certas teorias de que o malandro do skate é o novo hipster, vem aí uma série limitada de decks feita por ninguém menos que Harmony Korine. O diretor, autor, cineasta e artista vai ser sempre lembrado por filmes como Kids e Gummo, que chocaram geral lá na década de 90 e ajudaram a dar destaque pra cena do skate em NY na época. A estética mei loucona associada a cultura xóvem, disfuncionalidade, problemas mentais (olok) e outras questões um tanto obscuras exploradas nas suas obras cinematográficas aparece também nos decks, fazendo uma “ponte” entre cultura, cinema e arte. Profundo o negócio.

A parceria com a Supreme tem o lançamento previsto para amanhã (6.10) nas lojas em NY, Londres e Los Angeles e também online lá no site.

Via.

[31 ago 2011 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 635 views]

Vem aí mais um projeto bacana pra provar que tem gente querendo botar Porto Alegre pra funcionar: o PEK é uma publicação de distribuição gratuita, com foco na programação cultural da capital e conta com parcerias como a Möve, a Mundo Arte Global, OiFm, Vulgo e a Donuts Shop.

A cada edição o PEK traz, além da agenda cultural da cidade, colunas falando assuntos variados como cinema, literatura, música, moda e tecnologia. Dentro de um pacote bonitão, isso tudo vem com um pôster e um paper toy colecionáveis. Os colunistas não são fixos, assim como os artistas responsáveis pelos pôsters e pelos paper toys. Ou seja, a cada edição uma nova emoção. Tá bom ou quer mais, galerinha xóvem?

Para a primeira edição, o artista responsável pelo pôster é o americano Joshua M. Smith a.k.a. Hydro74 e o artista convidado para customizar o primeiro PEKER é o Fernando Togni, ilustrador e designer gráfico (com passagens pela Super Interessante, Computer Arts, BE-U, TED Brazil e The Cool Hunter). Além disso, a coisa já começa agitada: tem promoção para ganhar ingresso para o show do Cut Copy no Opinião e uma camiseta da Vulgo, com sorteio dia 5/10. CORRE, GENT!

E aím, bora prestigiar mais uma iniciativa bonitona da capital gaúcha? Então vem curtir, seguir e garantir o seu exemplar a partir de amanhã em bares, lojas e espaços culturais do Bom Fim, Cidade Baixa e Moinhos de Vento.

Alexandre Cravo a.k.a. Cusco Rebel, da Mundo Arte Global, customizando um PEKER.

[15 ago 2011 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 486 views]

Aviso de SPOILER! Se você, leitor, se quer leu a sinopse do filme, é melhor não ler! (É bom avisar, não quero ser xingado de novo)

Depois de muita espera (pra que chegasse aos cinemas brasileiros), prêmios e polêmica em Cannes, assisti o último trabalho do Lars Von Trier, Melancolia. Começo dizendo que saí do cinema um pouco tenso, transtornado e bastante satisfeito.

melancholia

O filme, estrelado por Kirsten Dunst (que ganhou o prêmio de melhor atriz no festival francês), Charlotte Gainsbourg e Kiefer Sutherland, gira em torno de duas irmãs (Dunst e Gainsbourg) e suas reações a um planeta que se aproxima da Terra, ameaçando a existência humana.

O objetivo de Trier com o filme é bastante claro. É um estudo sobre a reação das pessoas ao apocalipse ou a catástrofes de grande escala. Dunst interpreta Justine que, depois de um casamento que acaba na noite da cerimônia, entra em profunda depressão. Gainsbourg é Claire, casada com o personagem de Sutherland. É ela quem organiza a festa de casamento e que, como diz a mãe das duas, aparenta ser mais centrada e equilibrada. Isso até que a possibilidade do fim do mundo se torne mais palpável.

Além dos personagens principais, o filme conta com participações fortes de atores como John Hurt, Charlotte Rampling e Alexander Skarsgard. Porém, na minha humilde opinião, quem rouba a cena é Charlotte Gainsbourg, que apesar de parecer em controle de toda a situação, é quem mais se abala com o que está por vir.

Trier falou em entrevistas em Cannes que a intenção dele com o filme era mostrar como uma pessoa depressiva (Dunst) reage com mais calma a acontecimentos ruins. Outro mérito do filme (e do diretor) é a bela fotografia e o trabalho de câmera, que como disse o próprio, tenta misturar o romanticismo alemão com um toque de realidade, que é quando ele resolve trabalhar com câmera na mão. Alguns críticos acharam o filme arrastado e cansativo, mas com 2 horas e 10 minutos divididas em duas partes – com o nome de cada uma das irmãs – a história se desenvolve muito bem, com direito a uma abertura que, de cara, conta em algumas imagens estilizadas o que vai acontecer no filme. Por causa dessa abertura, a narrativa não revela grandes surpresas, já que Trier não queria que isso distraísse o público, que deve prestar atenção nos personagens. A trilha sonora também merece atenção. O tema principal é a abertura de Tristan und Isolde, de Richard Wagner, assombrosa e obscura, o que só ajuda na tensão que o espectador sente.

Abaixo o trailer de Melancolia, e uma dica: assista ao filme no cinema! É uma experiência que vale a pena!

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