Home » Archive

Articles in the entrevista Category

[17 Ago 2010 | por Leandro Souza | 6 Comentários | 571 views]

abril
Texto cedido gentilmente pela garota prodígio Ana Termignoni, que lutou por meses, enchendo o saco e finalmente contribuindo para a vinda da festa Tranquera à província gaúcha. Se liga sebinho, que esta destruição massiva à base de graves abissais tá chegando este final de semana em Porto Alegre, e o mycool vai deixar você por dentro de tudo. Fica chill.

Um contrabaixo gordíssimo, pululante, incessante, uma batida irresistível. Um ambiente denso e quente, como se eu estivesse embrenhada numa floresta tropical, mas sem aquela alegria associada geralmente à musica dos trópicos: o som é sombrio, com muitos graves, se arrasta. Alguns poucos samples quase sempre de vozes masculinas, ecoando cheios de jamaicanidade.

Foi mais ou menos isso que senti quando, em meados de 2008, alguém colocou nos meus ouvidos uns fones que vibravam loucamente ao som de um podcast do coletivo Tranquera, comandado pelo DJ Bruno Belluomini, de São Paulo. Foi ouvindo o Tranquera que travei o meu primeiro encontro com o dubstep, gênero nascido no Reino Unido no final dos anos 90 e que evoluiu até se tornar um fenômeno das pistas de dança mundo afora. Esse estilo surge da fusão de influências jamaicanas com os ritmos dançantes de variações mais agressivas e rápidas do House, chamadas de UK Garage. A floresta que eu imaginava estava encravada numa metrópole.

Paralelamente ao seu trabalho como DJ e produtor, Bruno Belluomini também é o CEO de um projeto – eu diria quase BENEFICENTE – de divulgação do dubstep e da cultura “bass“ no Brasil. O Bruno vai ao ar todo domingo e mixa ao vivo desde seu QG virtual podcasts exclusivos. Os podcasts são gravados, catalogados e disponibilizados para download no tranquera.org. Uma iniciativa inédita, ainda mais se tratando de dubstep no Brasil. Esporadicamente artistas da cena mundial  e local são convidados a fazer um mix exclusivo pro site, ou a discotecar na festa do Tranquera, que acontece mensalmente no clube Vegas de São Paulo.

O  dubstep é um estilo que preza muito as sonoridades graves do espectro. Não é à toa que a maioria dos produtores e DJs preferem gravar e tocar suas faixas em vinil, e não em formatos digitais. Ouvir dubstep em um bom sound system, com um subwoofer poderoso é parte fundamental da experiência de se ouvir um som desses.

Segue abaixo uma entrevista exclusiva com o Bruno Belluomini, que prometeu trazer pra Porto Alegre uma boa dose dessa experiência. Aguardemos.

bruno

1. Conta pra gente, resumidamente, o que é Dubstep e qual é a origem do estilo (contexto social/raíz musical).

O Dubstep é um gênero eletrônico dançante que surgiu do House inglês – o Garage britânico, também conhecido como UK Garage. O som nasceu por volta de 1999 mas só foi batizado com esse nome algum tempo depois. No início, as produções tinham uma delicadeza muito sutil: o Jazz, o Soul e os ritmos caribenhos influenciavam bastante pioneiros como MJ Cole, El-B e Zed Bias. A música passou a ficar mais pesada, grave e agressiva a medida que a molecada mais nova tomou gosto pela coisa. Hoje a sonoridade do Dubstep é muito ampla e pode somar desde os timbres do Techno germânico aos pianos oldschool do Jungle, Hardcore, etc.

2. Como e quando foi que tu conheceu o Dubstep? Como foi essa experiência?

É uma história curiosa. Toco desde o final dos 90 e em 2004 estava vasculhando uma pilha de whitelabels. Sem querer encontrei as partes separadas daquele triple packGrime da Rephlex. Dali em diante fiquei apaixonado pela música e comecei a trocar idéia com os caras: Kode 9, Skream, Benga, Mala, Mark One, Plasticman, Scuba, etc. A atitude daquele som foi o que mais chamou minha atenção. Naquela época o Caspa estava louco para tocar no Brasil mas não havia público para aquele som no momento.

3. Além do Dubstep que outros sons tu costuma tocar nas tuas festas?

UK Funky? WonkyBass? Dubstep Techno? É difícil definir ou classificar. Os sons são muito recentes e transitam num horizonte musical pouco explorado ainda.

4. Qual a importância do sound system em uma festa do Tranquera?

É fundamental! No sub no dub! O Dubstep é um som para ser sentido com a pele e com o corpo. Não faz sentido usar CD, laptop ou Serato. Só o vinil tem a masterização que faz o grave bombar de verdade no sound system.

5. Que sons tu recomendaria pro pessoal que nunca ouviu Dubstep debutar no estilo?

Os podcasts do Tranquera. Sempre tem novidade em cada episódio.

negraburaco

6. O pessoal aqui tá curioso pra saber como é que se dança Dubstep, e como é a vibe de uma festa do estilo.

Tem alguns vídeos da festa do Tranquera no Youtube. É uma coisa muito loca. Parece mais um show Punk Rock do que qualquer outra coisa! Só descendo numa festa para saber como é na real! Hahahaha!

7. Quem é o artista que tá te deixando mais empolgado atualmente?

Vários. Scuba, Geiom, Martyn, 2562, TRG e Ramadanman são os caras que estão levando o som para frente. Joker, Rustie e FlyingLotus também. Skream e Benga sempre entregam discos que arrasam na pista. Não dá para deixar de citar Kode 9 e Mala; eles têm lançado muita coisa legal em seus selos.

8. Quando tu tá em casa tu costuma ouvir as mesmas coisas que tu toca ou tu gosta de outros estilos também? Quais?

No momento tenho ouvido muitas bandas que curto bastante: MinorThreat, Black Flag, Gorilla Biscuits, Seaweed, Oasis, etc. É a pegada da festa, né? Bem visceral. Esse é meu momento sonoro como residente da Tranquera.

9. Vi que tu é o cara que faz o webdesign do Tranquera.org, os flyers e toda a parte da identidade. Da onde tu tirou inspiração pra criar a estética Tranquera?

É muito grave na cabeça, né? Hahahahahahaha! Gosto de desenhar e essas coisas que surgem no papel são minha visão sobre o que é a festa, o som, as pessoas. Tudo no Tranquera é feito para o público: camisetas, stickers, flyers, etc.

10. Qual a origem do nome “Tranquera”?

Ah! Isso a gente não pode contar! Hahahahaha!

negao

Pure Bass Tour 2010: Tranquera em Porto Alegre

Quando: Sábado, 21/08/10
Quem toca: Bruno Belluomini, Dani e Pedro Damasio
Onde rola: Casa do Lado, Rua da República 546, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Lista desconto R$12,00: Casa do Lado

[29 Abr 2010 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 575 views]

3084728589_95e29470a9_o

O blog das meninas do Oficina de Estilo é leitura obrigatória e diária aqui na redação do mycool. Somos tão fãs da Fê e da Cris que resolvemos bater um papo com elas pra entender melhor como funciona o trabalho de consultoria da dupla, assim como o blog. E foi tudo possível depois que a Lóris virou BFF delas no eventinho da Renner. Então confere aí, e se tiver mais perguntas, pode deixar nos comentários!

mycool: Como surgiu a Oficina de Estilo (Consultoria de imagem) e como ela acabou virando o blog tão famoso que é hoje em dia?

A Cris fez Engenharia e eu fiz Direito, nenhuma das duas era super feliz. A gente encontrou o curso de Consultoria de Imagem no Senac-SP e estudou com a Ilana Berenholc, top consultora que dá cursos particulares agora (a gente recomenda!). E daí a gente começou a estudar sem parar e fez Análise de Cores, História da Moda, Tecnologia Têxtil, História da Moda, Produção e Jornalismo de Moda, Etiqueta Empresarial, História da Arte, Fotografia de Moda, Cinema, Arquitetura e mais. Tudo em escolas/lugares tipo a Universidade Anhembi Morumbi, ECA/USP, Faap, MAM, FGV, Escola SP, Casa do Saber e em versões particulares desses cursos: não tem graduação em Consultoria de Imagem no BR, então a gente teve que ‘construir’ nossa formação com cursos livres e interessantes – tudo que recheia nosso repertório estético e trata de imagem tá valendo. E a gente estuda muito até hoje.
Um dia disseram pra gente que a gente tinha que ter um blog, que todo mundo no futuro ia ter e que a gente tinha que começar já – isso era fevereiro de 2006. A gente não achou que era pra gente, mas… era! No começo a gente postava as mesmas coisas que iam por email pras nossas clientes, tipo toda semana: liquidações, dicas de peças legais pra comprar, tendencinhas, filmes e coisas que a gente via e relacionava com moda, fotos das clientes e tals. Logo a gente viu que tinha beeeem mais gente visitando o blog do que só as nossas clientes, e que dava pra ajudar a desmistificar e consolidar a nossa profissão, pouco conhecidda e pouco comentada, falando do nosso dia-a-dia, das nossas clientes (gente como a gente!), da gente e da nossa relação prática com a moda. Hoje a gente é viciada na troca de experiências que o formato blog proporciona, com comentários e discussões e posts construídos por todo mundo ao mesmo tempo. Por causa do blog a gente se interessa por mais coisas que antes, estuda mais que antes, conhece mais gente que antes, tem mais oportunidades que antes e é mais feliz que antes. De verdade.
mycool: E os primeiros trabalhos de personal stylist, como foram? Difíceis?

Os primeiros trabalhos que a gente fez pra família e pra amigas, então foi mais fácil do que clientes que a gente conhecia bem menos – e que vieram depois pelo boca-a-boca que as primeiras geraram!
mycool: Existe alguma “manha” que vocês tenham aprendido ao longo do tempo para lidar melhor com clientes teimosas?

A manha é trabalhar em parceria o tempo todo com cada cliente. A gente não faz nada sozinha e entrega pronto, a cliente participa ativamente de tudo e se dedica tanto quanto a gente. Então não tem teimosia, tem compreensão e comum acordo!

mycool: Como ser personal stylist e não deixar o gosto e estilo pessoal influenciar na produção e consultoria às clientes?

Essencial pra esse trabalho é não se deixar influenciar, num por um instante, por gosto pessoal. Pouco importa o que a gente acha (e isso a gente comenta entre a gente, parte boa de trabalhar em dupla!), importa se é significativo/importante pra cada cliente.
Tudo em moda é subjetivo. Não dá pra provar por A + B que um look é bom ou ruim. Existe gostar ou não gostar, existe conversar e discutir prós e contras, elementos visuais, cores, proporções e tals  – e toda conversa rende aprendizado, todo argumento vira referência (o que é super bom).
mycool: O sucesso do blog abriu muitas portas para vocês? Como vocês dividem o tempo de trabalho hoje em dia, tendo que postar sempre e continuar com a consultoria?
O blog abriu uma nova frente de trabalho – antes a gente prestava consultoria pessoa a pessoa, ou pra grupos em empresas; hoje a gente entende que presta essa mesma consultoria pra cada leitora que clica todo dia no blog! E por conta desse novo jeito de trabalhar como persobal stylists – pra leitoras! – a gente tem hoje outros trabalhos de geração e manutenção de conteúdo relacionado ao que a gente faz. Legal, né? ;-)
O tempo e o trabalho são divididos de modo que essas duas frentes se abasteçam e se sustentem: a Cris tá no comando da consultoria que a gente faz juntas, eu to no comando do conteúdo que a gente também faz juntas. O que a gente vive/aprende com clientes de vida real é o que rende conteúdo pra “consultoria virtual”, e o que a gente tem de troca e de comentário no blog acaba rendendo um monte de experiências na vida real. Uma coisa depende da outra pro trabalho todo ter coerência e consistência! Aqui nesse vídeo explicamos direitinho:
mycool: Nós conhecemos vocês e sabemos que são pessoas profissionais, super gentis e queridas no meio da moda. Como vocês lidam com o povo deslumbrado e wannabe que todos nós sabemos que tem (e muito) na cena?

A gente tá prestando atenção no trabalho e no que pode ser feito de melhor, sempre. É o nosso meio profissional, espaço de realização de expertise e de construção de portfólio/personalidade como empresa. Então todo mundo tem que ser tratado com atenção e respeito – é o trabalho que importa, parte pessoal não pega tanto a gente! ;-)
mycool: Na opinião de vocês, qual o futuro da moda? E a moda Brasileira, mais especificamente?

Estamos na esperança de que a moda brasileira tenha um futuro de aprendizado, de aperfeiçoamento, de gente interesada em trabalhar mais e melhor e de se profissionalizar de verdade. Né?

[6 Abr 2010 | por Barbara Mattivy | 4 Comentários | 741 views]

Tá no ar a terceira edição do nosso fanzine, gurizadinha! Modéstia à parte, ele tá lindão, principalmente o verso, com a ilustra do amilgo Romano Corá.

Tem os já clássicos 5 melhores álbuns do período pra você conferir (e escutar), na entrevista da Rolling Stone a pinta da vez é o Axl Rose, tem também matéria sobre a decadência do made in Italy, celular de Je$u$, cachorro hipster, Secret Wall Tattoos, entrevista com o fundador da revista Zupi, resenha de Bronson, e mutcho mais (não, na verdade é só isso que coube num A2!).

Confere tutto logo abaixo ou baixa o pdf delícia que tá nesse link aqui.

Para uma lista com todos os pontos de distribuição, escreve pro speak[@]mycool.com.br. Caso você queira ilustrar nossa próxima edição, ou não é de Porto Alegre e quer receber uma cópia na sua casa, mesma coisa: speak[@]mycool.com.br.

Vamocolaborá!

[8 Jan 2010 | por Fran Piovesan | Um Comentário | 711 views]

izzy1Izzy Tuason tem 23 anos, nasceu e cresceu em Manila, nas Filipinas, é aficionado por sapatos, e possui um dos guardarroupas mais bacanas do mundinho que os fashion blogs virou. É dono do blog The Dandy Project, aonde ensina a fazer e customizar algumas peças, fala de suas viagens, e mostra suas roupas novas para o mundo inteiro. Atualmente Izzy estuda Publicidade nos Estados Unidos, e viaja pelo mundo. É extremamente criativo e consegue fazer combinações que ficam perfeitas. O mycool fez 10 perguntas ao blogger, que respondeu rapidamente e diz ter ficado surpreso por ser procurado por um site brasileiro. Olha só:

mycool: Explique o que é Dandy para você.
Izzy: Dandy é alguém completamente decidido na hora de se vestir, que aprecia uma boa costura e presta muita atenção nos detalhes. Um dandy gosta de representar diferentes personalidades com as suas roupas, e é alguém que não tem medo de errar.

mycool: Qual foi o seu primeiro contato com a moda?
Izzy: Eu sempre gostei muito de comprar e me vestir bem, mas realmente entrei na moda com M maiúsculo quando virei amigo da Michelle que comanda o blog Chic Clinic, isso foi no colégio.

mycool: Aonde você encontra inspiração para os DIY?
Izzy: Nas passarelas, revistas, filmes, rua, ou apenas em coisas aleatórias que passam pela minha cabeça.

mycool: Qual é a peça preferida do seu guarda-roupa?
Izzy: Minha jaqueta de inverno Comme des Garçons, ela é quente e de um azul incrível. Perfeita para combater o inverno rigoroso.

mycool: Você viaja muito? Qual seu lugar preferido para fazer compras?
Izzy: Sim, atualmente estudo na Universidade de Boston nos Estados Unidos. Amo fazer compras no bairro Harajuku no Japão, Le Marais em Paris, Oxford Street e Savile Row em Londres, e em qualquer lugar de Hong Kong.

mycool: Qual foi a coisa mais importante que aconteceu com você desde que começou o blog?
izzy2
Izzy: Fizeram uma matéria sobre mim no mais importante jornal das Filipinas, o The Philippine Star, me indicando como alguém para se prestar atenção. Ter meus amigos e minha família me parabenizando pela matéria significou muito.

mycool: Você pode nos contar como é a moda nas Filipinas?
Izzy: Ela é fortemente influenciada pelo que acontece nos Estados Unidos e na Europa, existem novos designers que estão fazendo coisas fantásticas. Meus preferidos são: Melissa Dizon for Eairth, Bleach Catastrophe, e Ziggy Savella.

mycool: Quantos pares de sapato você possui?
Izzy: Eu tenho muitos sapatos, mas eu acredito que nunca é o suficiente. Podemos dizer que tenho uma grande coleção no meu apartamento em Boston, e outra grande na minha casa em Manila.

mycool: Quem é seu ícone da moda?
Izzy: Minha mãe, que costuma dizer: “É sempre melhor estar bem vestido”.

mycool: Quem é seu fashion blogger preferido?
Izzy: Não posso dizer que só tem um, mas Style Salvage, The Sartorialist, Robbie Spencer’s blog, e Sea of Shoes, são alguns dos quais não fico sem ler.
[16 Nov 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 886 views]

marcio

Marcio Madeira é o nome por trás das lentes que clicam todos os looks em todos os desfiles que você vê no site style.com. Ele trabalha com moda há anos, é uma figuraça e topou dar uma breve entrevista pra gente. Confere aí!

mycool: Oi Márcio! Tudo bom? Tá por onde hoje?

Marcio: opa, tô em Paris!dol_s92_072

mycool: Que ótimo! Quer contar pra gente então como funciona seu trabalho? A gente conhece você pelas fotos do style.com.

Marcio: Começou como um trabalho free lance; é simples eu vou nos desfiles e fotografo. Hoje em dia eu tenho 3 empresas:uma em Paris que é a agência Zeppelin, duas em NY que são MCVphoto e firstview.com. Todas distribuem o meu trabalho. E novas empresas estão surgindo.
mycool: E daí você vende suas fotos pro style.com, é isso?

Marcio: sim a minha empresa firstview.com tem um contrato com a Condé Net que é a empresa internet da Condé Nast, a quem vendemos o direito de publicar nossas imagens no style.com e outros sites e revistas do grupo Condé Nast, inclusive a Vogue US. São 15 países no total.

mycool: E há quanto tempo você fotografa?

Marcio: Sou fotógrafo profissional há apenas 37 anos, uns 34 fazendo desfile e comecei minha carreira internacional em outubro de 1978, ou seja mais de 30 anos…
mycool: Você começou fazendo o que exatamente?
dio058Marcio: comecei em Paris fotografando crianças para pôsters, o que era uma novidade na época. Aliás, pensando bem agora, são 39 anos de profissão. Comecei em 1970.

mycool: E você acompanha moda? Presta atenção nas tendências? Você acha que muita coisa mudou dos anos 70 pra cá ou é tudo uma revisitação do que já foi criado antes?

Marcio: O tempo passa rápido. É claro que estou vendo o que fotografo. Nestes anos todos vi muito estilista subir, chegar no topo e depois cair como uma pedra, modelos também. A moda muda, revisita o passado e avança, ainda bem, senão não vendo mais foto.

mycool: Além de desfiles, você fotografa editorial ou alguma coisa pras revistas?
Marcio: Já fiz, hoje só faço desfile que é mais divertido e paga bem.

mycool: Mais divertido?
Marcio: Sim porque vejo os amigos, conheço lugares novos, muita gente nova, eu tenho as maiores top models do mundo à minha disposiçao. Editorial é chato, você nunca tem a modelo quer, quando tem, chove. Tem que ficar fazendo RP com as editoras o tempo todo, é um saco. No desfile eu tenho as fotos, se o cliente quiser comprar e eu for com a cara dele, vendo, se não dane-se…Não preciso puxar o saco de ninguém, ao contrário, puxam o meu.

mycool: E qual o momento mais bizarro que você já presenciou no mundo da moda nestes 38 anos de trabalho?mughcf97_149_2
Marcio: O dia em que fui preso no fim do desfile Chanel.

mycool: Preso??
Marcio: É, fui em cana.

mycool: Como aconteceu?
Marcio: Xiiiiii, é uma longa história. Foi em 2003 e até hoje está rolando processo em Bruxellas, na corte dos direitos humanos. Foi eu e meu sócio na firstview.com Don Ashby, e o Olivier Claisse meu assistente.

mycool: Não pode nos contar nem o que desencadeou toda a confusão?
Marcio: Sim. Os franceses estavam putos que eu e o Don tínhamos lançado a firstview antes de todo mundo e tentaram nos pegar de qualquer jeito, aproveitaram que um fotógrafo francês nos denunciou e armaram esta prisão espetacular para nos desacreditar junto a imprensa mundial. A inveja é uma merda. Ainda bem que não sou judeu e nem estamo nos anos quarenta, senão já estaria num cinzeiro. Na ocupação alemã na França os nazistas receberam 50.0000.000 cartas de delação, ou seja, um francês delatou um outro. Aqui a coisa não é mole.

mycool: E por que você escolheu Paris pra morar?
Marcio: Era a capital da moda, na época ainda não tinha nem Milão.

mycool: E qual a sua cidade preferida no mundo?
Marcio: Toda cidade tem o seu charme; como estou sempre viajando aproveito o melhor de cada uma. Gosto do Rio, de Paris, de Londres e sobretudo, NY. Não gosto de Moscou, de Havana. Não tem nem táxi pra começo de conversa, ou seja, pra circular fica difícil. Você tem que negociar com passantes, é muito estranho. Adorei Hong-Kong….

mycool: E você estava naquele desfile da westwood quando a Naomi caiu bonito do salto alto?!
Marcio: Sim! Fomos os únicos a fazer a foto, já vendi ela um milhão de vezes.

viv104_1low

mycool: E você acompanha os fotógrafos de moda atuais? Quais nomes você mais gosta?

Marcio: Não tenho tempo de ler as revistas para quem eu trabalho. Quando tenho tempo leio outra coisa, outras revistas como dtvic092The Economist, e os balanços das minhas empresas. Quando se está envolvido com a produção o tempo é pouco e não dá pra ficar “curtindo” outras coisas, sobretudo no meio da moda, eu quero ver outra coisa…
mycool: O que você gosta de fazer então quando tem algum tempo livre?
Marcio: bem… sexo e nada!

mycool: E você curte fotografar outras coisas além de moda?
Marcio: sim, sempre levo a minha snapshot comigo. Fotografo paisagens, pessoas, objetos…

mycool: Qual foi o primeiro desfile que você fotografou, você lembra?
Marcio: Em Paris foi France Andrevie, estilista genial. Foi um choque pra mim que vinha do Brasil Tupiniquim dos anos 70. Mas meu primeiro desfile no Rio foi um desfile coletivo de um evento no Hotel Nacional, que não existe mais.

mycool: E o que você comeu no café da manhã?

Marcio: Pão torrado com café preto.

mycool: Baguette francesa?
Marcio: claro!

mycool: Tá certo! Brigadão pela entrevista, Marcio!!

Marcio: Imagina! Nos vemos no SPFW!

[26 Out 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 1,767 views]

l_f85539e033e44e6c82fd224907b7427d

Two Door Cinema Club é um trio Irlandês com uma pegada electro pop super contagiante. Sua música tem sido comparada com tipos como Death Cab For Cutie e Broken Social Scene, e eu não entendi como esses caras ainda não estouraram mundo afora. A gente bateu um papo com Alex Trimble, Kev Baird
e Sam Halliday pra saber mais sobre o lançamento do novo álbum e algumas novidades da banda:

mycool: Eu fiquei sabendo recentemente que vocês assinaram com a Kitsune. Tem um álbum chegando?

Two Door Cinema Club: Com certeza tem! Nós recém terminamos os mixes com Eliot James e Philipe Zdar (Cassius), então estamos super prontos pro lançamento no início de 2010.

mycool: Vocês podem nos contar mais a respeito? Como está sendo a preparação?

TDCC: Nós gravamos no west side de Londres com Eliot em Julho e Agosto. Ele mixou as faixas do álbum também. Depois fomos pra Paris para mixar os singles com Philipe Zdar do Cassius.

mycool: Então devemos esperar por algo na vibe de  “I Can Talk” e “Something Good Can Work?”

TDCC: Têm um monte de sons diferentes por todo o álbum e eu acho que esse dois singles são bem diferentes entre si, de qualquer forma. No final vai ser um álbum ligeiro, bem electro pop.

mycool: Onde vocês se conheceram?

TDCC: Alex e Kev se conheceram nos escoteiros, mas eles não eram amigos. Alex e Sam se conheceram no colégio e Kev apareceu depois, querendo fazer amizade com todas nossas amigAs (!).

mycool: Vocês ainda moram na Irlanda?

TDCC: Nós viemos pra Londres em Junho para acabar o disco e acabamos ficando desde então. A gente basicamente divide nosso tempo entre Londres, tournês na van e albergues. Sam ainda consegue dividir o tempo dele (quando não estamos em tournê) entre Londres e Irlanda.

mycool: Que música vocês estão curtindo ultimamente?

TDCC: A gente tem ouvido muito Phoenix recentemente, desde que tivemos uma chance de fazer um cover de uma das faixas deles para o repackage do álbum. Outras bandas que nunca saem da nossa playlist: Mew, Mumford & Sons, The Decemberists, Bon Iver e The National.

l_b834a77fe4feee0306e5f0e18d18bcf5

mycool: O que vocês acham dessa onda de bandas synth-pop que tá rolando?

TDCC: Eu acho que já tá um pouco saturado no momento. Na essência o estilo é ótimo, mas como todo gênero, tem o lado bom e o ruim. A gente tenta ficar longe e categorizar nosso som de outra forma, pra não acabar caindo na tendência.

mycool: E o que vocês fazem quando rola um tempo livre?

TDCC: A gente não tem tido muito tempo livre, mas qualquer tempo que sobra a gente tenta encontrar os amigos e namoradas, que são pessoas que a gente não vê tanto quanto gostaria. Sam sai paquerando umas garotinhas de vez em quando.

mycool: Com quem vocês morreriam pra tocar junto?

TDCC: Não morreríamos por ninguém, mas… Beatles?

mycool: Qual o último show que vocês foram?

TDCC: Golden Silvers no tour da NME Radar

mycool: E quais são suas aspirações como banda?

TDCC: Se divertir, tocar música e torcer para que as pessoas gostem. E ser capaz de sobreviver apenas por tocar em uma banda.

[26 Out 2009 | por Barbara Mattivy | 7 Comentários | 964 views]

Além da decaDANCE, rolou também na última sexta-feira o lançamento do nosso fanzine! Ele é uma publicação bimestral, gratuita e colecionável, em formato de pôster. De um lado publicamos matérias na pegada do site (moda, música, cinema, artes, meio ambiente) e no verso uma ilustração de um artista diferente a cada edição! Quem cedeu gentilmente a arte dessa vez foi o super talentoso Renato Lopes, que de quebra ainda nos deu uma entrevista.

Clica aqui pra fazer o download do zine, ou leia tudo aí embaixo:

O fanzine é distribuído pelos pontos mais descolados de Porto Alegre. Nosso projeto é aumentar a tiragem e levar o projeto também para Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, porém infelizmente ainda nos falta um patrocinador ($$$$$$). Então, se você é uma marca moderneenha e quer investir na nossa ideia e promover seu nome, entra em contato: marketing[at]mycool.com.br.

E você aRRRRthistha, quer ter sua ilustra publicada na próxima edição? Manda e-mail também pra speak[@]mycool.com.br

beijosvamosinvestir!

[24 Ago 2009 | por Barbara Mattivy | 10 Comentários | 2,840 views]

Aconteceu mais ou menos assim: sexta-feira passada fomos pra Proud (eu e Migs), em Camden, curtir uma balada e a discotecagem da Lovefoxxx. Já estávamos meio obcecados com esse vídeo, onde ela ensina a fazer coxinha, metade light metade normal:

Lá pela uma da manhã ela assumiu os decks e começou a bombar a galera com um set fantástico. Foi então que, inspirados pelo vídeo, resolvemos mandar um bilhetinho:

Love, vai ter coxinha na saída da buatchy? Dá uma entrevista pra gente no final?

xoxo www.mycool.com.br

Ela disse que sim na hora, e depois de nos acabarmos na pista com músicas incríveis, que iam desde Phoenix e Gossip até Scatman John e Gipsy Kings, nós colamos ali pra fazer algumas perguteeenhas pra super fofa e simpática da Love. Confere aí, porque modéstia à parte, tá genial!

[4 Ago 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 2,628 views]
little-joy
Maira Bittencourt

Little Joy chega ao Brasil em duas semanas pra uma segunda turnê pelo país. Dessa vez passam por Porto Alegre, Rio e Sampa, tocando nos dias 13, 14 e 15 de Agosto, respectivamente. My Cool bateu um papo com Rodrigo Amarante, que falou sobre a união da banda, planos pro futuro e Porto Alegre. Saca só:


mycool: Então, o nome Little Joy vem de um bar em Echo Park, LA, certo? O que tem de especial nele? Como foi o momento da decisão pelo nome?
Certo, esse é o nome do bar da esquina de onde a gente morava em LA, um bar fuleiríssimo mas com música boa e gente de todo tipo, os mexicanos, os hypsters, os punks, uma coisa linda. O letreiro do bar era lindo mas mudou de dono recentemente e infelizmente eles pintaram por cima.. A gente passando ali todo dia acabou ficando com aquele nome na cabeça, e o antigo dono deu permissão.


mycool: E o que vocês costumavam beber por lá?
Suco de cenoura é que não era..



mycool: O Los Hermanos já tinha certo reconhecimento internacional, mas como foi viver maior sucesso lá fora com o Little Joy? Dá pra comparar a histeria dos gringos com a nossa?
O que os fãs do Los Hermanos nos deram é incomparável, uma coisa com a qual eu nunca me acostumei e não é porque eu faço parte dos Hermanos que se possa comparar uma banda com a outra, é muito diferente.. Não faz muita diferença ser lá fora ou cá dentro, continua sendo gente ali pra ver a gente tocar.

mycool: Na hora da criação e composição, a química entre vocês funciona bem, já que o background de cada um é bem diverso e diferente de uma banda de amigos formada há mais tempo, por exemplo?
A gente se conheceu de verdade quando estávamos escrevendo as músicas, morando junto. O fato de a gente escrever bem junto se deve ao afeto, a admiração mútua, à sorte.


mycool: E o segundo disco, sai né? Vocês pretendem seguir a mesma linha do primeiro ou mudanças virão no direcionamento musical da banda?
Não existe direcionamento músical na banda, nós somos uma banda, não uma empresa. A gente reflete o que sente com as músicas, busca alegria, beleza… Como qualquer um que faz o mesmo. O que vai ser só vendo.


mycool: Lugar mais fantástico que Little Joy já tocou?
Não sei, tocar no Wiltern em LA com o Jarvis Cocker foi lindo, em NY no Bowery Ballroom lotado também… Mas o show que ninguém da banda esquece foi o do Circo Voador, no Rio. O do Opinião também foi inesquecível, o primeiro no Brasil, foi incrível! O resto da banda não acreditava que tinha tanta gente cantando as músicas!


mycool: Como está sendo essa segunda turnê?
Muito boa! Os shows tem sido muito bons, tem gente descobrindo o disco só agora. Por isso é tão importante viajar com o disco, mostrar como é ao vivo, continuar tocando. Boca a boca é o que mantem uma banda viva e tocar é o que faz isso acontecer.


mycool: O que vocês têm escutado de música?
Department of Eagles, Nina Simone, Les Paul, Ratatat, os discos novos do Adam Green e do Devendra (que vão sair esse ano), Julie London, France Galle, Música Nigeriana dos anos 70, Fela Kuti, Serge Gainsbourg… e Strokes!


mycool: No último show do Little Joy em Porto Alegre você disse que é sempre muito emocionante tocar em Porto Alegre. O que você vê de tão especial na cidade e seu público?
Porto Alegre é uma cidade cheia de gente que ama música, especialmente rock. E as pessoas são inteligentes mas relaxadas, gostam de bom cinema mas adoram A Pantera Cor-de-Rosa, são letrados de chinelo, gente simples, generosa, educada e cheia de assunto. Todo mundo em Porto Alegre sabe pelo menos uma música dos Kinks de cor! Pra não falar nas belezas naturais…


mycool: E qual o lugar que você não deixa de ir quando está em Porto Alegre?
Almoço no Ociente e sopa de madrugada no Van Gogh.
[29 Jul 2009 | por Barbara Mattivy | 15 Comentários | 2,377 views]

3396567151_0c8ee5f7833396557605_1b648c2aeb3396556987_9c9568ac523397363328_617db85ab3

My Cool entrevistou os fofos e supertalentosos Copacabana Club, revelação nacional do ano! Eles falam sobre novas produções saindo do forno, seus estilos e background musical. Lê aí:

mycool: E aí, que vocês comeram no café da manhã?

Claudinha: Hahahaha, sou ruim de café da manhã. Geralmente só tomo café puro sem açúcar e minha primeira refeição acaba sendo o almoço mesmo.

Tile: Ainda não tomei café, acabei de chegar no trabalho e estou pensando em buscar um pão de queijo na panificadora, mas com essa chuva, não sei não…

Caca V: Hoje? Um hambúrguer.

mycool: Quais os planos pra semana?

Claudinha: Nesta semana estamos numa correria de ensaios. Queremos estar 100% para abrir os shows do Friendly Fires e se possível finalizar algumas músicas novas para o show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto. Também estamos com alguns convites para gravar a banda ao vivo em alguns programas de televisão e outros veiculados na internet, então estamos preparando algumas versões acústicas do Copa.

Caca V: Tirar umas fotos para um concurso. Fiz umas máscaras incríveis. E posar minha bunda na cama, já que eu quebrei o pé e tenho que fazer absoluto repouso.

mycool: O que fizeram no findi?

Claudinha: Esse final de semana estivemos em São Paulo para um show no Centro Cultural São Paulo, organizado mais uma vez pela Agência Alavanca. Sexta fomos conferir a festa Party Íntima na Audio Delicatessen e os mais resistentes foram até o Gloria no sábado na festa Crew.

Caca V: Eu arrastei minhas muletas pela capital paulista. Levei elas até o Glória!

mycool: Muita gente (não nós!) anda por aí dizendo que o Copa é o novo CSS. O que vocês acham isso?

Claudinha: Eu gosto do CSS e acho que eles têm um mérito incrível por ter sido a primeira banda de indie rock do Brasil a atingir sucesso e reconhecimento tão grande lá fora. Musicalmente, não vejo relação entre o som feito pelo Copacabana Club e o CSS. Tenho a impressão que somos muito comparados a eles por aqui pela formação com vocal feminino e o uso de sintetizadores… Os blogs internacionais que fizeram resenhas do Copacabana sempre fizeram relação entre nós e outras bandas (como Ting Tings, New Young Pony Club), mas nunca CSS.

Tile: Discordo. Somos o Copa, não copiamos o CSS. Respeitamos o admiramos tudo o que eles conseguiram, mas musicalmente, nunca me influenciaram
em nada.

Caca V: Novo CSS? Quem disse? Bah! Besteira.

mycool: Vocês super estouraram pelo país todo e estão fazendo o maior sucesso. O que aconteceu de mais importante/surpreendente na carreira de vocês até agora?

Claudinha: Nossa matéria na capa da Ilustrada, caderno cultural da Folha de São Paulo foi um divisor de águas. A partir daí nossos convites para show e acessos no myspace aumentaram significativamente e não pararam de crescer. O patrocínio do projeto Levi´s Music, que possibilitou a realização do nosso clipe também foi importantíssimo. Com o clipe – dirigido pela Banzai Studio, aqui de Curitiba – tivemos divulgação em blogs internacionais (sim, inclusive no do Kanye West, por incrível que pareça, hahaha), atenção da mídia, mais shows, entrevistas, por aí vai. Atualmente o clipe está passando na MTV e FX. Nossas músicas tocam em diversas rádios do sul, São Paulo, Rio de Janeiro e “Just Do It” é trilha de uma vinheta do canal Fox veiculada em toda a América Latina. Estamos surpresos e empolgados com toda essa repercussão, por isso tentamos ensaiar cada vez mais pra aproveitar todas as oportunidades de shows que estão aparecendo.

Tile: Toda essa repercussão está sendo bem surpreendente já, não lembro de alguma coisa isolada que tenha me deixado surpreso, pra mim tá sendo tudo importante.

Caca V: Vai acontecer. Dia 15 de agosto agora, vamos abrir pro Friendly Fires no Circo Voador. Yay!

3633844134_cff12c08aa

mycool: Um álbum do Copa está planejado pro ano que vem, certo? E quanto a novos singles, tem algo saindo do forno? Tem como a gente dar uma escutada?

Claudinha: Temos mesmo planos de um álbum pro ano que vem. Temos duas faixas novas quaaase prontas, “Sex Sex Sex” e “Mrs. Melody”. Estamos terminando a mixagem… por enquanto não dá pra escutar porque queremos que a música esteja exatamente como queremos antes de divulgar. Mas logo logo lançaremos essas duas faixas… e por insistência do nosso produtor workaholic Rodrigo Stradiotto é possível que venha ainda uma terceira, mas essa por enquanto é surpresa.

mycool: O que vocês têm escutado de música?

Claudinha: Minha “banda favorita da semana” é Passion Pit. O album novo (já nem tão novo assim) do Phoenix também não sai do meu playlist. Como DJ aqui em Curitiba, tenho tocado muito Little Comets e Two Door Cinema Club. Minha banda favorita de todos os tempos foi durante anos e anos o Jesus & Mary Chain, mas infelizmente eles acabaram indo pro segundo lugar depois do show do Radiohead em São Paulo.

Tile: Adorei o último do Kasabian, escuto bastante também Midnight Juggernaughts e tenho ouvido bastante (de volta) o Achtung Baby do U2, esse disco é demais.

Caca V: Au Revoir Simone, Chairlift, Bon Iver, Little Dragon, Passion Pit, Bonobo, The Invisibles, Phoenix, Stray & Grass, …. so many!

mycool: O que já aconteceu de mais bizarro com o Copa depois da fama?

Claudinha: Me reconheceram no metro de São Paulo. Eu não acreditei.

Tile: Acho que esse lance de dar autógrafos e tirar fotos com fãs está sendo um tanto bizarro pra mim ainda, ser reconhecido por pessoas inusitadas e tal.

Caca V: Esse sábado no show uma garota pediu pra levar o meu copinho de plástico de conhaque – VAZIO!

mycool: Que vocês curtem fazer quando rola um tempo livre?

Claudinha: Gosto de viajar, adoro me trancar em casa e me atualizar nos meus seriados favoritos, ir ao cinema, cozinhar para os amigos…

Tile: Tento aproveitar o tempo com minha namorada, cachorro, vou no estádio ver o Coxa, essas coisas.

Caca V: Sair pra tomar um sgroppino bem gelado.

mycool: E o visual da banda, quem dá conta? Cada um monta seu look sozinho? Vocês dão bola pra moda?

Claudinha: Cada um monta seu look sozinho sim. Eu não sou muuuito ligada em moda, geralmente quando rola uma “fashion emergency” eu peço socorro pra Caca. No clipe “Just Do It” quem cuidou do figurino foi o pessoal do Coletivo AtAlho e eu achei o resultado incrível.

Tile: Uso as mesmas roupas que eu venho trabalhar ou que uso pra sair, pra tocar… não me preocupo muito com isso.

Caca V: Cada um se veste como quer. Às vezes rola umas amigas “fashion” com uns pitacos, mas pitacos com as minhas roupas mesmo. Quero montar um guarda roupa de show, porque estou destruindo meus vestidos.

l_8c3512c283f1428bbfc3996d38a717cb

mycool: Na balada, drink que cada um geralmente pede?

Claudinha: Sou fã de gin tônica, mas estou na fase do mojito.

Tile: Mojito.

Caca V: Eu gosto do chá do pirata = rum “ouro” + chá de limão. Curto drinks docinhos, com cranberry. E se não rolar drink – às vezes não tem mesmo! – vodka mix ou whisky com gelo.

mycool: A parte mais irritante em “ser famoso”?

Claudinha: Até agora não achei nada muito irritante. Talvez ainda não seja famosa, hahaha.

Tile: Ainda não me considero famoso hehehe

Caca V: Não somos famosos. Ninguém me reconhece ainda. Tá tudo lindo!

mycool: E a melhor parte?

Claudinha: Até agora a parte mais incrível de ter uma banda é ouvir as pessoas cantando junto com a gente durante o show.

Tile: Continuo não me considerando famoso.

Caca V: Então, quando acontece de me reconhecerem eu ganho umas coisas. Ganhei algumas roupas legais.

mycool: Com quem vocês sonham tocar um dia?

Claudinha: Se eu tivesse que escolher uma única banda, seria o Radiohead.

Tile: Eu gostaria de abrir pros Stones ou Primal Scream, talvez não teria nada a ver, mas seria um sonho realizado.

Caca V: Eu era muito afim de tocar com o Soulwax. Vi o dvd deles esses dias, pirei. Acho que ia ser incrível. Ou não.

mycool: Planos de levar o Copa pra fora do país?

Claudinha: Ainda não rolou nenhum convite, mas se aparecer uma oportunidade com certeza adoraríamos tocar fora do país.

Tile: Planos concretos não, mas vontade é o que não falta… queremos antes ter o nome do Copa forte no Brasil, aí sim pensaremos em vôos mais longos.

Caca V: Não. Só se nos quiserem, ai a gente vai, bem tranquilos!

Pra quem não viu ainda o vídeo fantástico de Just Do It, taí embaixo: