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[28 jul 2011 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 1.068 views]

Provavelmente a melhor banda que o Brasil exportou na última década, o CSS está voltando com tudo: lançaram músicas novas, remixes e, aos poucos, vão reconquistando todo aquele espaço na mídia que já pertenceu ao grupo.

Pensando nisso, a chefe Babi Mattivy descolou uma entrevista com a guitarrista Luiza Sá a respeito do terceiro disco, shows, bandas, política e um pouquinho assim de carimbó. Confere aí:

mycool: O que vocês comeram no café da manhã?

Luiza: A gente ainda não mora todos juntos, então não sei o que eles comeram. Eu comi blueberries e uma torrada com manteiga e chá e um pouco de suco de pera. BORING.

mycool: Já estamos amando Hits Me Like A Rock! O terceiro álbum sai nessa mesma pegada ou poderemos encontrar de tudo por ali?

Luiza: Não sei. Acho que tem um pouco de tudo sim, mas é definitivamente um álbum feliz.

mycool: Vocês têm planos de fazer uma tour pelo Brasil?

Luiza: HA! A gente quer muito fazer tour no Brasil, é que as coisas por aí às vezes são mais difíceis. Estamos há muito tempo tentando organizar de uma forma boa e acho que vai rolar.

mycool: Onde e como foi o show mais incrível que vocês já fizeram?

Luiza: Não existe isso de show mais incrível, mesmo. Posso fazer força pra pensar, mas sempre fico “aquele, aquele, aquele”. Acho que cada show é especial de uma maneira diferente. Nossos shows são sempre muito cheios de energia. Tem uns maiores em festival que foram lindos, shows pequenos bem perto das pessoas. O que a gente fez em São Paulo recentemente foi incrível porque tocamos 24 músicas! Foi o show mais longo da nossa carreira, mas foi tão legal que passou rápido.

mycool: Quais sons vocês tem escutado? Alguma revelação incrível pra nos indicar?

Luiza: Hummm. Não sei. A gente tem ouvido Light Asylum, Starfucker, SSION, MEN, Lykke Li, Robyn, The Kills, o último da Pj Harvey

mycool: Qual o lugar preferido de vocês no Brasil ou SP? Onde vocês não deixam de ir de jeito nenhum quando voltam?

Luiza: Hummm. Comida. Tem vários lugares, padaria Barcelona, estrogonofe do Frevo, suco natural… a gente adora comer e são Paulo tem mil coisas boas pra comer.

mycool: COMOLIDAR com esse país?

Luiza: Boa pergunta. Brasil é lindo e maravilhoso e difícil e injusto e abençoado, tudo ao mesmo tempo. É difícil lidar. Acho que a gente tem que fazer o máximo que pode pra mudar as coisas que ainda estão tão fora do lugar, começando pela gente e pelas pessoas próximas (relações de trabalho, de vizinho, de comunidade mesmo) e levando isso até o presidente. Essa situação de governo é triste porque fica essa coisa do menos pior, e é muito difícil até votar. Eu sei que o Brasil tá bem economicamente, mas essas mudanças não são acompanhadas pela justiça para todos. É complexo e difícil de resolver. Eu sempre acabo achando que tem que suprir a dignidade das pessoas (casa, comida, saúde) e uma coisa que demora, mas vale a pena: EDUCAÇÃO. Ser brasileiro é meio um carma, uma coisa maravilhosa e difícil.

Curte aí a novíssima do CSS:

CSS – La Liberación by capv86

[8 jul 2011 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 660 views]

Nessa quarta-feira a Volantes, a banda de axé-indie mais querida dos pampas, soltou um vídeo bonitaço pra canção No Corredor Ali, que foi lançada em conjunto com o single Maçã ano passado. Em virtude disso, bati um papo com o baixista e brother Bernard Simon sobre a vida em São Paulo, nova formação e como Cid Moreira, nos anos 60, foi referência pro clipe.

mycool: E aí Berd, tudo bem? O que você tomou no café da manhã?

Bernard: Hmm, leite com pó de cappuccino, junto com uma dor imensa de cabeça por não ter dormido durante a noite.

mycool: Não dormiu por que?

Bernard: Ansiedade… Tinha que subir o vídeo e demorava horas. Quando subiu, fiquei na tensão pensando em todas as coisas que ia ter que fazer no dia e não podia esquecer… Coisas pra divulgação do mesmo.

mycool: Ou seja, vocês na banda fazem muito mais do que tocar e compor…

Bernard: Tocar e compor é a coisa que menos fazemos. Até porque hoje as coisas precisam muito da gente. Precisamos colocar a mão na massa. Na divulgação, nas mídias sociais, na geração de conteúdo… Somos apenas nós.

mycool: Mas vocês assinaram com o Vigilante. Anteontem mesmo subimos um post sobre eles. Como é a relação com o selo?

Bernard: Assinamos sim! Mas a gente parte do princípio que as coisas só dependem de nós. Não é mais como final dos anos 80, início dos anos 90, quando bandas assinavam com gravadoras e era só alegria. Mas obviamente eles ajudam, conseguem abordar meios de divulgação que uma banda por si só não consegue.

mycool: Vocês saíram de Porto Alegre em uma época de franca ascensão. Assinaram com gravadora, foram pra São Paulo e, em pouco tempo, mudaram radicalmente de formação. Só você e o Arthur (Teixeira, vocalista) permaneceram. O que aconteceu ali? Tempos difíceis? Rola algum arrependimento ou aquela sensação de “fomos precoces”?

Bernard: Não acho que rola essa sensação de termos mudado muito cedo, precisávamos sair da “zona de conforto”! Obviamente a gente sentiu com as mudanças, mudanças imprevistas que a gente não queria. Mas foram opções pessoais. Morar em SP realmente não é fácil, custo de vida aqui é muito maior do que em Porto Alegre, sendo que aqui não moramos nas casas dos nossos pais e não temos mais nossos empregos que até então nos sustentavam. Foi uma perda que eu não consigo mensurar de tão difícil (a saída dos ex-integrantes Jojô, Rodrigo e Ota), mas tivemos a grande felicidade de encontrar pessoas como o Fabrício (Lunardi, Bateria) e o Filipe (Consoline, Guitarra), que muito além de músicos fantásticos, são ótimas pessoas, ótimos amigos.

mycool: E você acha que com essa nova formação a essência da banda muda em alguma forma? Você acha que – pegando uma referência bem recente – assim como surgiu esse ano um Metronomy 2.0, estaria nascendo uma nova Volantes?

Bernard: Não que irá surgir uma versão 2.0, mas acho super natural a música ter algumas mutações a partir de que a gente começa a viver num meio com novas pessoas, novos pensamentos. Acho super isso!

mycool: Me fala do clipe agora. Vocês pegaram carona na tendência de fazer clipes com takes de fita-cassete antigos. Como foi a produção e quais as referências?

Bernard: Hmmm, na real nem sei que tendência é essa com takes de fita-cassete… ahahahahaha!

mycool: Pô, não viu o último clipe do Friendly Fires?

Bernard: Na real, aquelas imagens antigas que usamos no clipe são imagens de arquivos pessoais da banda. Tem um vídeo que eu consegui que é um documentário feito sobre a minha cidade (Tapera-RS) em 1966, narrado nada mais nada menos pelo Cid Moreira! Mas basicamente a gente quis pegar imagens que nos passassem sensações boas.

mycool: Mas foi mais tranquilo de fazer esse vídeo? Lembro que com Maçã rolaram vários stress.

Bernard: Bah, tranquilo nunca é, até porque a gente mesmo se cobra muito! Ainda mais que foi um clipe com orçamento R$ ZERO. Então a gente precisava de uma ideia boa e pessoas melhores ainda que topassem essa encrenca para nos ajudar. Felizmente, encontramos ótimas pessoas.

mycool: E o lançamento rolou em Porto Alegre, o primeiro show por aqui depois de praticamente um ano longe. Como foi voltar pra cá depois desse tempo? Vou falar que foi um dos shows mais nostálgicos que já vi.

Bernard: Foi ótimo! Muitos amigos e fãs nos prestigiando, foi o máximo mesmo!! Mas também estávamos morrendo de medo, pra falar a verdade. Medo das projeções não funcionarem, expectativa da recepção com os novos integrantes… E OBVIAMENTE rolou essa vibe de nostalgia.

mycool: E agora, o que esperar da banda nos próximos meses?

Bernard: Em menos de um mês embarcamos para o nordeste. Oito shows marcados, muita tensão e calor, literalmente. Tocar num lugar totalmente desconhecido dá um frio na barriga gigante. A gente não faz ideia de como é a popularidade da banda por lá, se é que existe alguma, hahahahaha!

mycool: Mas vai ser sucesso certo, axé-indie…

Bernard: Ahahahahahaha, axé-indie universitário!

mycool: E disco de estreia ou algum EP novo, já podemos esperar algo?

Bernard: A nossa ideia é terminar um álbum até o final do ano, pra lançar até o primeiro trimestre de 2012. Mas isso não depende apenas de nós…

Pra quem ainda não viu, taí o belíssimo clipe dirigido por Rafael Kent:

[23 set 2010 | por Pedro Antunes | Um Comentário | 1.129 views]

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Eles são de Chicago, nos Estados Unidos. Tocam juntos desde 1998. Já lançaram três álbuns. Os clipes dos caras são estourados na internet e parodiados por seriados como Os Simpsons. E no último sábado (18), eles fizeram o primeiro show em Porto Alegre – depois de passarem por São Paulo e pelo Video Music Brasil (o VMB, da MTV).

Formada por Damian Kulash (vocal e guitarra), Tim Nordwind (baixo e vocal), Dan Konopka (bateria e percussão) e Andy Ross (guitarra, teclado e vocal), a Ok Go animou a galera na Sociedade Hebraica, com o show de divulgação do seu disco mais recente, chamado Of the Blue Color of the Sky, lançado esse ano.

O show de quase duas horas empolgou o público ao som das músicas do último disco, como White Knuckles, WTF? e This too shall pass. Porém, o ponto alto da noite foi, claro, com a música Here it goes again – aquela, no clipe com a banda dançando em cima de esteiras de ginástica – e contou com convidados no palco. O vocalista chamou um trio de meninas pra dançar com eles, e depois um menino pra fazer as vezes de guitarrista. Também houve o momento ritual de limpeza, com a música What to do cantada ao som de sinos tocados por todos os membros da banda.

Antes do show e em meio a vários jornalistas, a gente conseguiu conversar com Tim Nordwind, o baixista da banda. Abaixo a entrevista com o cara:

Essa é a primeira vez da banda no Brasil. Como tem sido a estada de vocês por aqui?

- É a primeira vez pra mim, pessoalmente, e pra banda e está sendo ótima. Queria poder ter mais tempo pra conhecer as cidades. Em São Paulo só dormimos e ensaiamos, porém fui a uma pizzaria lá e comi a melhor pizza do mundo! Achei estranho ter que vir até o Brasil pra comer a melhor pizza do mundo, mas a comida aqui é ótima e eu notei que os brasileiros comem muita carne. Além disso, as pessoas aqui nos tem nos tratado muito bem.

Como foi a apresentação e a passagem de vocês pelo VMB?

- Foi legal! É engraçado estar no meio de um monte de gente famosa, mesmo sem conhecer ninguém. Só sabia que eram famosos pelo jeito que as outras pessoas as tratavam. Mas foi legal, as pessoas são muito amigáveis e a gente notou que os brasileiros tem uma ligação muito forte com a música.

E depois de passar por uma premiação da música brasileira, o que tu conhece e ouve de músicas daqui?

- Eu conheço pouco, e conheço coisas mais antigas. Gosto muito de Os Mutantes e de Bossa Nova. Eu vi um show do CSS ano passado, no Japão e gosto muito do som deles também.

E essas bandas influenciam o som de vocês de alguma maneira?

- Com certeza! Nesse disco mais recente, a gente buscou referências de um rock mais amplo e psicodélico, então acho que Os Mutantes acabam sendo uma influência, sim. E também o electro pop do CSS, porque a gente tentou fazer um rock mais dançante.

Os clipes de vocês são super conhecidos na internet, principalmente o da música Here it goes again. Vocês apresentaram a coreografia das esteiras no VMA (Video Music Awards) em 2006. Foi muito difícil?

- Foi bem complicado. Nós ensaiamos pro clipe e gravamos em uma semana, depois disso a gente esqueceu tudo. Então, tivemos que chamar a irmã do Damian (vocalista), que nos ajudou com a coreografia, ensaiamos um tempão e depois teve toda a questão de carregar oito esteiras e o nervosismo de fazer tudo certo na frente de milhares de pessoas e vários colegas de outras bandas. A apresentação foi ótima, mas ficamos bem nervosos mesmo.

Os Simpsons fizeram uma versão do vídeo, vocês assistiram? Gostaram?

- Eu gosto muito da versão deles, e acho que se alguma banda ou alguma pessoa famosa aparece nesse seriado, é porque teve algum impacto cultural. Mas, pra mim, o próximo passo é nos colocarem no programa!

Os clipes da banda são vistos por milhares de pessoas pela internet. Como vocês trabalham com a internet e com redes sociais?

- A gente tem Twitter (@okgo), página no Facebook (www.facebook.com/okgo) e no MySpace (www.myspace.com/okgo) e eu acho super importante o contato que podemos ter com os fãs através desses sites. Aquela figura intermediária entre público e banda não existe mais, porque agora a gente mesmo pode entrar em contato com os fãs. E é também uma maneira de compartilhar nosso trabalho. Se alguma coisa faz sucesso na internet é porque você teve uma boa ideia e está trabalhando bem. Quando chegamos ao Brasil, a melhor coisa foi ver que tem internet wireless na maioria dos lugares.

Qual a previsão de duração dessa turnê?

- Com o álbum Oh No (lançado em 2005), a gente ficou em turnê por dois anos e meio, e eu acho isso muito! Ainda mais pra uma banda indie, e depois da turnê a gente começou a escrever o material pro próximo disco. Mas eu acho que a turnê desse disco vai durar uns dois anos e meio também!

E vocês já estão prontos pra mais um álbum, depois que a turnê acabar?

- Eu estou super pronto! Pra esse último disco a gente escreveu muita coisa, acho que umas 100 músicas, então a gente já tem material pra começar a pensar no próximo álbum. Mas antes temos que terminar a turnê, ano que vem vamos viajar com o show pelos Estados Unidos, e quem sabe depois já entramos em estúdio pra gravar material pro próximo disco.

[17 ago 2010 | por Leandro Souza | 7 Comentários | 1.756 views]

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Texto cedido gentilmente pela garota prodígio Ana Termignoni, que lutou por meses, enchendo o saco e finalmente contribuindo para a vinda da festa Tranquera à província gaúcha. Se liga sebinho, que esta destruição massiva à base de graves abissais tá chegando este final de semana em Porto Alegre, e o mycool vai deixar você por dentro de tudo. Fica chill.

Um contrabaixo gordíssimo, pululante, incessante, uma batida irresistível. Um ambiente denso e quente, como se eu estivesse embrenhada numa floresta tropical, mas sem aquela alegria associada geralmente à musica dos trópicos: o som é sombrio, com muitos graves, se arrasta. Alguns poucos samples quase sempre de vozes masculinas, ecoando cheios de jamaicanidade.

Foi mais ou menos isso que senti quando, em meados de 2008, alguém colocou nos meus ouvidos uns fones que vibravam loucamente ao som de um podcast do coletivo Tranquera, comandado pelo DJ Bruno Belluomini, de São Paulo. Foi ouvindo o Tranquera que travei o meu primeiro encontro com o dubstep, gênero nascido no Reino Unido no final dos anos 90 e que evoluiu até se tornar um fenômeno das pistas de dança mundo afora. Esse estilo surge da fusão de influências jamaicanas com os ritmos dançantes de variações mais agressivas e rápidas do House, chamadas de UK Garage. A floresta que eu imaginava estava encravada numa metrópole.

Paralelamente ao seu trabalho como DJ e produtor, Bruno Belluomini também é o CEO de um projeto – eu diria quase BENEFICENTE – de divulgação do dubstep e da cultura “bass“ no Brasil. O Bruno vai ao ar todo domingo e mixa ao vivo desde seu QG virtual podcasts exclusivos. Os podcasts são gravados, catalogados e disponibilizados para download no tranquera.org. Uma iniciativa inédita, ainda mais se tratando de dubstep no Brasil. Esporadicamente artistas da cena mundial  e local são convidados a fazer um mix exclusivo pro site, ou a discotecar na festa do Tranquera, que acontece mensalmente no clube Vegas de São Paulo.

O  dubstep é um estilo que preza muito as sonoridades graves do espectro. Não é à toa que a maioria dos produtores e DJs preferem gravar e tocar suas faixas em vinil, e não em formatos digitais. Ouvir dubstep em um bom sound system, com um subwoofer poderoso é parte fundamental da experiência de se ouvir um som desses.

Segue abaixo uma entrevista exclusiva com o Bruno Belluomini, que prometeu trazer pra Porto Alegre uma boa dose dessa experiência. Aguardemos.

bruno

1. Conta pra gente, resumidamente, o que é Dubstep e qual é a origem do estilo (contexto social/raíz musical).

O Dubstep é um gênero eletrônico dançante que surgiu do House inglês – o Garage britânico, também conhecido como UK Garage. O som nasceu por volta de 1999 mas só foi batizado com esse nome algum tempo depois. No início, as produções tinham uma delicadeza muito sutil: o Jazz, o Soul e os ritmos caribenhos influenciavam bastante pioneiros como MJ Cole, El-B e Zed Bias. A música passou a ficar mais pesada, grave e agressiva a medida que a molecada mais nova tomou gosto pela coisa. Hoje a sonoridade do Dubstep é muito ampla e pode somar desde os timbres do Techno germânico aos pianos oldschool do Jungle, Hardcore, etc.

2. Como e quando foi que tu conheceu o Dubstep? Como foi essa experiência?

É uma história curiosa. Toco desde o final dos 90 e em 2004 estava vasculhando uma pilha de whitelabels. Sem querer encontrei as partes separadas daquele triple packGrime da Rephlex. Dali em diante fiquei apaixonado pela música e comecei a trocar idéia com os caras: Kode 9, Skream, Benga, Mala, Mark One, Plasticman, Scuba, etc. A atitude daquele som foi o que mais chamou minha atenção. Naquela época o Caspa estava louco para tocar no Brasil mas não havia público para aquele som no momento.

3. Além do Dubstep que outros sons tu costuma tocar nas tuas festas?

UK Funky? WonkyBass? Dubstep Techno? É difícil definir ou classificar. Os sons são muito recentes e transitam num horizonte musical pouco explorado ainda.

4. Qual a importância do sound system em uma festa do Tranquera?

É fundamental! No sub no dub! O Dubstep é um som para ser sentido com a pele e com o corpo. Não faz sentido usar CD, laptop ou Serato. Só o vinil tem a masterização que faz o grave bombar de verdade no sound system.

5. Que sons tu recomendaria pro pessoal que nunca ouviu Dubstep debutar no estilo?

Os podcasts do Tranquera. Sempre tem novidade em cada episódio.

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6. O pessoal aqui tá curioso pra saber como é que se dança Dubstep, e como é a vibe de uma festa do estilo.

Tem alguns vídeos da festa do Tranquera no Youtube. É uma coisa muito loca. Parece mais um show Punk Rock do que qualquer outra coisa! Só descendo numa festa para saber como é na real! Hahahaha!

7. Quem é o artista que tá te deixando mais empolgado atualmente?

Vários. Scuba, Geiom, Martyn, 2562, TRG e Ramadanman são os caras que estão levando o som para frente. Joker, Rustie e FlyingLotus também. Skream e Benga sempre entregam discos que arrasam na pista. Não dá para deixar de citar Kode 9 e Mala; eles têm lançado muita coisa legal em seus selos.

8. Quando tu tá em casa tu costuma ouvir as mesmas coisas que tu toca ou tu gosta de outros estilos também? Quais?

No momento tenho ouvido muitas bandas que curto bastante: MinorThreat, Black Flag, Gorilla Biscuits, Seaweed, Oasis, etc. É a pegada da festa, né? Bem visceral. Esse é meu momento sonoro como residente da Tranquera.

9. Vi que tu é o cara que faz o webdesign do Tranquera.org, os flyers e toda a parte da identidade. Da onde tu tirou inspiração pra criar a estética Tranquera?

É muito grave na cabeça, né? Hahahahahahaha! Gosto de desenhar e essas coisas que surgem no papel são minha visão sobre o que é a festa, o som, as pessoas. Tudo no Tranquera é feito para o público: camisetas, stickers, flyers, etc.

10. Qual a origem do nome “Tranquera”?

Ah! Isso a gente não pode contar! Hahahahaha!

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Pure Bass Tour 2010: Tranquera em Porto Alegre

Quando: Sábado, 21/08/10
Quem toca: Bruno Belluomini, Dani e Pedro Damasio
Onde rola: Casa do Lado, Rua da República 546, Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Lista desconto R$12,00: Casa do Lado

[29 abr 2010 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 1.371 views]

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O blog das meninas do Oficina de Estilo é leitura obrigatória e diária aqui na redação do mycool. Somos tão fãs da Fê e da Cris que resolvemos bater um papo com elas pra entender melhor como funciona o trabalho de consultoria da dupla, assim como o blog. E foi tudo possível depois que a Lóris virou BFF delas no eventinho da Renner. Então confere aí, e se tiver mais perguntas, pode deixar nos comentários!

mycool: Como surgiu a Oficina de Estilo (Consultoria de imagem) e como ela acabou virando o blog tão famoso que é hoje em dia?

A Cris fez Engenharia e eu fiz Direito, nenhuma das duas era super feliz. A gente encontrou o curso de Consultoria de Imagem no Senac-SP e estudou com a Ilana Berenholc, top consultora que dá cursos particulares agora (a gente recomenda!). E daí a gente começou a estudar sem parar e fez Análise de Cores, História da Moda, Tecnologia Têxtil, História da Moda, Produção e Jornalismo de Moda, Etiqueta Empresarial, História da Arte, Fotografia de Moda, Cinema, Arquitetura e mais. Tudo em escolas/lugares tipo a Universidade Anhembi Morumbi, ECA/USP, Faap, MAM, FGV, Escola SP, Casa do Saber e em versões particulares desses cursos: não tem graduação em Consultoria de Imagem no BR, então a gente teve que ‘construir’ nossa formação com cursos livres e interessantes – tudo que recheia nosso repertório estético e trata de imagem tá valendo. E a gente estuda muito até hoje.
Um dia disseram pra gente que a gente tinha que ter um blog, que todo mundo no futuro ia ter e que a gente tinha que começar já – isso era fevereiro de 2006. A gente não achou que era pra gente, mas… era! No começo a gente postava as mesmas coisas que iam por email pras nossas clientes, tipo toda semana: liquidações, dicas de peças legais pra comprar, tendencinhas, filmes e coisas que a gente via e relacionava com moda, fotos das clientes e tals. Logo a gente viu que tinha beeeem mais gente visitando o blog do que só as nossas clientes, e que dava pra ajudar a desmistificar e consolidar a nossa profissão, pouco conhecidda e pouco comentada, falando do nosso dia-a-dia, das nossas clientes (gente como a gente!), da gente e da nossa relação prática com a moda. Hoje a gente é viciada na troca de experiências que o formato blog proporciona, com comentários e discussões e posts construídos por todo mundo ao mesmo tempo. Por causa do blog a gente se interessa por mais coisas que antes, estuda mais que antes, conhece mais gente que antes, tem mais oportunidades que antes e é mais feliz que antes. De verdade.
mycool: E os primeiros trabalhos de personal stylist, como foram? Difíceis?

Os primeiros trabalhos que a gente fez pra família e pra amigas, então foi mais fácil do que clientes que a gente conhecia bem menos – e que vieram depois pelo boca-a-boca que as primeiras geraram!
mycool: Existe alguma “manha” que vocês tenham aprendido ao longo do tempo para lidar melhor com clientes teimosas?

A manha é trabalhar em parceria o tempo todo com cada cliente. A gente não faz nada sozinha e entrega pronto, a cliente participa ativamente de tudo e se dedica tanto quanto a gente. Então não tem teimosia, tem compreensão e comum acordo!

mycool: Como ser personal stylist e não deixar o gosto e estilo pessoal influenciar na produção e consultoria às clientes?

Essencial pra esse trabalho é não se deixar influenciar, num por um instante, por gosto pessoal. Pouco importa o que a gente acha (e isso a gente comenta entre a gente, parte boa de trabalhar em dupla!), importa se é significativo/importante pra cada cliente.
Tudo em moda é subjetivo. Não dá pra provar por A + B que um look é bom ou ruim. Existe gostar ou não gostar, existe conversar e discutir prós e contras, elementos visuais, cores, proporções e tals  – e toda conversa rende aprendizado, todo argumento vira referência (o que é super bom).
mycool: O sucesso do blog abriu muitas portas para vocês? Como vocês dividem o tempo de trabalho hoje em dia, tendo que postar sempre e continuar com a consultoria?
O blog abriu uma nova frente de trabalho – antes a gente prestava consultoria pessoa a pessoa, ou pra grupos em empresas; hoje a gente entende que presta essa mesma consultoria pra cada leitora que clica todo dia no blog! E por conta desse novo jeito de trabalhar como persobal stylists – pra leitoras! – a gente tem hoje outros trabalhos de geração e manutenção de conteúdo relacionado ao que a gente faz. Legal, né? ;-)
O tempo e o trabalho são divididos de modo que essas duas frentes se abasteçam e se sustentem: a Cris tá no comando da consultoria que a gente faz juntas, eu to no comando do conteúdo que a gente também faz juntas. O que a gente vive/aprende com clientes de vida real é o que rende conteúdo pra “consultoria virtual”, e o que a gente tem de troca e de comentário no blog acaba rendendo um monte de experiências na vida real. Uma coisa depende da outra pro trabalho todo ter coerência e consistência! Aqui nesse vídeo explicamos direitinho:
mycool: Nós conhecemos vocês e sabemos que são pessoas profissionais, super gentis e queridas no meio da moda. Como vocês lidam com o povo deslumbrado e wannabe que todos nós sabemos que tem (e muito) na cena?

A gente tá prestando atenção no trabalho e no que pode ser feito de melhor, sempre. É o nosso meio profissional, espaço de realização de expertise e de construção de portfólio/personalidade como empresa. Então todo mundo tem que ser tratado com atenção e respeito – é o trabalho que importa, parte pessoal não pega tanto a gente! ;-)
mycool: Na opinião de vocês, qual o futuro da moda? E a moda Brasileira, mais especificamente?

Estamos na esperança de que a moda brasileira tenha um futuro de aprendizado, de aperfeiçoamento, de gente interesada em trabalhar mais e melhor e de se profissionalizar de verdade. Né?

[6 abr 2010 | por Barbara Mattivy | 4 Comentários | 1.554 views]

Tá no ar a terceira edição do nosso fanzine, gurizadinha! Modéstia à parte, ele tá lindão, principalmente o verso, com a ilustra do amilgo Romano Corá.

Tem os já clássicos 5 melhores álbuns do período pra você conferir (e escutar), na entrevista da Rolling Stone a pinta da vez é o Axl Rose, tem também matéria sobre a decadência do made in Italy, celular de Je$u$, cachorro hipster, Secret Wall Tattoos, entrevista com o fundador da revista Zupi, resenha de Bronson, e mutcho mais (não, na verdade é só isso que coube num A2!).

Confere tutto logo abaixo ou baixa o pdf delícia que tá nesse link aqui.

Para uma lista com todos os pontos de distribuição, escreve pro speak[@]mycool.com.br. Caso você queira ilustrar nossa próxima edição, ou não é de Porto Alegre e quer receber uma cópia na sua casa, mesma coisa: speak[@]mycool.com.br.

Vamocolaborá!

[8 jan 2010 | por Fran Piovesan | Um Comentário | 2.570 views]

izzy1Izzy Tuason tem 23 anos, nasceu e cresceu em Manila, nas Filipinas, é aficionado por sapatos, e possui um dos guardarroupas mais bacanas do mundinho que os fashion blogs virou. É dono do blog The Dandy Project, aonde ensina a fazer e customizar algumas peças, fala de suas viagens, e mostra suas roupas novas para o mundo inteiro. Atualmente Izzy estuda Publicidade nos Estados Unidos, e viaja pelo mundo. É extremamente criativo e consegue fazer combinações que ficam perfeitas. O mycool fez 10 perguntas ao blogger, que respondeu rapidamente e diz ter ficado surpreso por ser procurado por um site brasileiro. Olha só:

mycool: Explique o que é Dandy para você.
Izzy: Dandy é alguém completamente decidido na hora de se vestir, que aprecia uma boa costura e presta muita atenção nos detalhes. Um dandy gosta de representar diferentes personalidades com as suas roupas, e é alguém que não tem medo de errar.

mycool: Qual foi o seu primeiro contato com a moda?
Izzy: Eu sempre gostei muito de comprar e me vestir bem, mas realmente entrei na moda com M maiúsculo quando virei amigo da Michelle que comanda o blog Chic Clinic, isso foi no colégio.

mycool: Aonde você encontra inspiração para os DIY?
Izzy: Nas passarelas, revistas, filmes, rua, ou apenas em coisas aleatórias que passam pela minha cabeça.

mycool: Qual é a peça preferida do seu guarda-roupa?
Izzy: Minha jaqueta de inverno Comme des Garçons, ela é quente e de um azul incrível. Perfeita para combater o inverno rigoroso.

mycool: Você viaja muito? Qual seu lugar preferido para fazer compras?
Izzy: Sim, atualmente estudo na Universidade de Boston nos Estados Unidos. Amo fazer compras no bairro Harajuku no Japão, Le Marais em Paris, Oxford Street e Savile Row em Londres, e em qualquer lugar de Hong Kong.

mycool: Qual foi a coisa mais importante que aconteceu com você desde que começou o blog?
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Izzy: Fizeram uma matéria sobre mim no mais importante jornal das Filipinas, o The Philippine Star, me indicando como alguém para se prestar atenção. Ter meus amigos e minha família me parabenizando pela matéria significou muito.

mycool: Você pode nos contar como é a moda nas Filipinas?
Izzy: Ela é fortemente influenciada pelo que acontece nos Estados Unidos e na Europa, existem novos designers que estão fazendo coisas fantásticas. Meus preferidos são: Melissa Dizon for Eairth, Bleach Catastrophe, e Ziggy Savella.

mycool: Quantos pares de sapato você possui?
Izzy: Eu tenho muitos sapatos, mas eu acredito que nunca é o suficiente. Podemos dizer que tenho uma grande coleção no meu apartamento em Boston, e outra grande na minha casa em Manila.

mycool: Quem é seu ícone da moda?
Izzy: Minha mãe, que costuma dizer: “É sempre melhor estar bem vestido”.

mycool: Quem é seu fashion blogger preferido?
Izzy: Não posso dizer que só tem um, mas Style Salvage, The Sartorialist, Robbie Spencer’s blog, e Sea of Shoes, são alguns dos quais não fico sem ler.
[16 nov 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 2.389 views]

marcio

Marcio Madeira é o nome por trás das lentes que clicam todos os looks em todos os desfiles que você vê no site style.com. Ele trabalha com moda há anos, é uma figuraça e topou dar uma breve entrevista pra gente. Confere aí!

mycool: Oi Márcio! Tudo bom? Tá por onde hoje?

Marcio: opa, tô em Paris!dol_s92_072

mycool: Que ótimo! Quer contar pra gente então como funciona seu trabalho? A gente conhece você pelas fotos do style.com.

Marcio: Começou como um trabalho free lance; é simples eu vou nos desfiles e fotografo. Hoje em dia eu tenho 3 empresas:uma em Paris que é a agência Zeppelin, duas em NY que são MCVphoto e firstview.com. Todas distribuem o meu trabalho. E novas empresas estão surgindo.
mycool: E daí você vende suas fotos pro style.com, é isso?

Marcio: sim a minha empresa firstview.com tem um contrato com a Condé Net que é a empresa internet da Condé Nast, a quem vendemos o direito de publicar nossas imagens no style.com e outros sites e revistas do grupo Condé Nast, inclusive a Vogue US. São 15 países no total.

mycool: E há quanto tempo você fotografa?

Marcio: Sou fotógrafo profissional há apenas 37 anos, uns 34 fazendo desfile e comecei minha carreira internacional em outubro de 1978, ou seja mais de 30 anos…
mycool: Você começou fazendo o que exatamente?
dio058Marcio: comecei em Paris fotografando crianças para pôsters, o que era uma novidade na época. Aliás, pensando bem agora, são 39 anos de profissão. Comecei em 1970.

mycool: E você acompanha moda? Presta atenção nas tendências? Você acha que muita coisa mudou dos anos 70 pra cá ou é tudo uma revisitação do que já foi criado antes?

Marcio: O tempo passa rápido. É claro que estou vendo o que fotografo. Nestes anos todos vi muito estilista subir, chegar no topo e depois cair como uma pedra, modelos também. A moda muda, revisita o passado e avança, ainda bem, senão não vendo mais foto.

mycool: Além de desfiles, você fotografa editorial ou alguma coisa pras revistas?
Marcio: Já fiz, hoje só faço desfile que é mais divertido e paga bem.

mycool: Mais divertido?
Marcio: Sim porque vejo os amigos, conheço lugares novos, muita gente nova, eu tenho as maiores top models do mundo à minha disposiçao. Editorial é chato, você nunca tem a modelo quer, quando tem, chove. Tem que ficar fazendo RP com as editoras o tempo todo, é um saco. No desfile eu tenho as fotos, se o cliente quiser comprar e eu for com a cara dele, vendo, se não dane-se…Não preciso puxar o saco de ninguém, ao contrário, puxam o meu.

mycool: E qual o momento mais bizarro que você já presenciou no mundo da moda nestes 38 anos de trabalho?mughcf97_149_2
Marcio: O dia em que fui preso no fim do desfile Chanel.

mycool: Preso??
Marcio: É, fui em cana.

mycool: Como aconteceu?
Marcio: Xiiiiii, é uma longa história. Foi em 2003 e até hoje está rolando processo em Bruxellas, na corte dos direitos humanos. Foi eu e meu sócio na firstview.com Don Ashby, e o Olivier Claisse meu assistente.

mycool: Não pode nos contar nem o que desencadeou toda a confusão?
Marcio: Sim. Os franceses estavam putos que eu e o Don tínhamos lançado a firstview antes de todo mundo e tentaram nos pegar de qualquer jeito, aproveitaram que um fotógrafo francês nos denunciou e armaram esta prisão espetacular para nos desacreditar junto a imprensa mundial. A inveja é uma merda. Ainda bem que não sou judeu e nem estamo nos anos quarenta, senão já estaria num cinzeiro. Na ocupação alemã na França os nazistas receberam 50.0000.000 cartas de delação, ou seja, um francês delatou um outro. Aqui a coisa não é mole.

mycool: E por que você escolheu Paris pra morar?
Marcio: Era a capital da moda, na época ainda não tinha nem Milão.

mycool: E qual a sua cidade preferida no mundo?
Marcio: Toda cidade tem o seu charme; como estou sempre viajando aproveito o melhor de cada uma. Gosto do Rio, de Paris, de Londres e sobretudo, NY. Não gosto de Moscou, de Havana. Não tem nem táxi pra começo de conversa, ou seja, pra circular fica difícil. Você tem que negociar com passantes, é muito estranho. Adorei Hong-Kong….

mycool: E você estava naquele desfile da westwood quando a Naomi caiu bonito do salto alto?!
Marcio: Sim! Fomos os únicos a fazer a foto, já vendi ela um milhão de vezes.

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mycool: E você acompanha os fotógrafos de moda atuais? Quais nomes você mais gosta?

Marcio: Não tenho tempo de ler as revistas para quem eu trabalho. Quando tenho tempo leio outra coisa, outras revistas como dtvic092The Economist, e os balanços das minhas empresas. Quando se está envolvido com a produção o tempo é pouco e não dá pra ficar “curtindo” outras coisas, sobretudo no meio da moda, eu quero ver outra coisa…
mycool: O que você gosta de fazer então quando tem algum tempo livre?
Marcio: bem… sexo e nada!

mycool: E você curte fotografar outras coisas além de moda?
Marcio: sim, sempre levo a minha snapshot comigo. Fotografo paisagens, pessoas, objetos…

mycool: Qual foi o primeiro desfile que você fotografou, você lembra?
Marcio: Em Paris foi France Andrevie, estilista genial. Foi um choque pra mim que vinha do Brasil Tupiniquim dos anos 70. Mas meu primeiro desfile no Rio foi um desfile coletivo de um evento no Hotel Nacional, que não existe mais.

mycool: E o que você comeu no café da manhã?

Marcio: Pão torrado com café preto.

mycool: Baguette francesa?
Marcio: claro!

mycool: Tá certo! Brigadão pela entrevista, Marcio!!

Marcio: Imagina! Nos vemos no SPFW!

[26 out 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 2.787 views]

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Two Door Cinema Club é um trio Irlandês com uma pegada electro pop super contagiante. Sua música tem sido comparada com tipos como Death Cab For Cutie e Broken Social Scene, e eu não entendi como esses caras ainda não estouraram mundo afora. A gente bateu um papo com Alex Trimble, Kev Baird
e Sam Halliday pra saber mais sobre o lançamento do novo álbum e algumas novidades da banda:

mycool: Eu fiquei sabendo recentemente que vocês assinaram com a Kitsune. Tem um álbum chegando?

Two Door Cinema Club: Com certeza tem! Nós recém terminamos os mixes com Eliot James e Philipe Zdar (Cassius), então estamos super prontos pro lançamento no início de 2010.

mycool: Vocês podem nos contar mais a respeito? Como está sendo a preparação?

TDCC: Nós gravamos no west side de Londres com Eliot em Julho e Agosto. Ele mixou as faixas do álbum também. Depois fomos pra Paris para mixar os singles com Philipe Zdar do Cassius.

mycool: Então devemos esperar por algo na vibe de  “I Can Talk” e “Something Good Can Work?”

TDCC: Têm um monte de sons diferentes por todo o álbum e eu acho que esse dois singles são bem diferentes entre si, de qualquer forma. No final vai ser um álbum ligeiro, bem electro pop.

mycool: Onde vocês se conheceram?

TDCC: Alex e Kev se conheceram nos escoteiros, mas eles não eram amigos. Alex e Sam se conheceram no colégio e Kev apareceu depois, querendo fazer amizade com todas nossas amigAs (!).

mycool: Vocês ainda moram na Irlanda?

TDCC: Nós viemos pra Londres em Junho para acabar o disco e acabamos ficando desde então. A gente basicamente divide nosso tempo entre Londres, tournês na van e albergues. Sam ainda consegue dividir o tempo dele (quando não estamos em tournê) entre Londres e Irlanda.

mycool: Que música vocês estão curtindo ultimamente?

TDCC: A gente tem ouvido muito Phoenix recentemente, desde que tivemos uma chance de fazer um cover de uma das faixas deles para o repackage do álbum. Outras bandas que nunca saem da nossa playlist: Mew, Mumford & Sons, The Decemberists, Bon Iver e The National.

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mycool: O que vocês acham dessa onda de bandas synth-pop que tá rolando?

TDCC: Eu acho que já tá um pouco saturado no momento. Na essência o estilo é ótimo, mas como todo gênero, tem o lado bom e o ruim. A gente tenta ficar longe e categorizar nosso som de outra forma, pra não acabar caindo na tendência.

mycool: E o que vocês fazem quando rola um tempo livre?

TDCC: A gente não tem tido muito tempo livre, mas qualquer tempo que sobra a gente tenta encontrar os amigos e namoradas, que são pessoas que a gente não vê tanto quanto gostaria. Sam sai paquerando umas garotinhas de vez em quando.

mycool: Com quem vocês morreriam pra tocar junto?

TDCC: Não morreríamos por ninguém, mas… Beatles?

mycool: Qual o último show que vocês foram?

TDCC: Golden Silvers no tour da NME Radar

mycool: E quais são suas aspirações como banda?

TDCC: Se divertir, tocar música e torcer para que as pessoas gostem. E ser capaz de sobreviver apenas por tocar em uma banda.

[26 out 2009 | por Barbara Mattivy | 7 Comentários | 1.739 views]

Além da decaDANCE, rolou também na última sexta-feira o lançamento do nosso fanzine! Ele é uma publicação bimestral, gratuita e colecionável, em formato de pôster. De um lado publicamos matérias na pegada do site (moda, música, cinema, artes, meio ambiente) e no verso uma ilustração de um artista diferente a cada edição! Quem cedeu gentilmente a arte dessa vez foi o super talentoso Renato Lopes, que de quebra ainda nos deu uma entrevista.

Clica aqui pra fazer o download do zine, ou leia tudo aí embaixo:

O fanzine é distribuído pelos pontos mais descolados de Porto Alegre. Nosso projeto é aumentar a tiragem e levar o projeto também para Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, porém infelizmente ainda nos falta um patrocinador ($$$$$$). Então, se você é uma marca moderneenha e quer investir na nossa ideia e promover seu nome, entra em contato: marketing[at]mycool.com.br.

E você aRRRRthistha, quer ter sua ilustra publicada na próxima edição? Manda e-mail também pra speak[@]mycool.com.br

beijosvamosinvestir!

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