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Articles in the entrevista Category

[24 ago 2009 | por Barbara Mattivy | 15 Comentários | 3.997 views]

Aconteceu mais ou menos assim: sexta-feira passada fomos pra Proud (eu e Migs), em Camden, curtir uma balada e a discotecagem da Lovefoxxx. Já estávamos meio obcecados com esse vídeo, onde ela ensina a fazer coxinha, metade light metade normal:

Lá pela uma da manhã ela assumiu os decks e começou a bombar a galera com um set fantástico. Foi então que, inspirados pelo vídeo, resolvemos mandar um bilhetinho:

Love, vai ter coxinha na saída da buatchy? Dá uma entrevista pra gente no final?

xoxo www.mycool.com.br

Ela disse que sim na hora, e depois de nos acabarmos na pista com músicas incríveis, que iam desde Phoenix e Gossip até Scatman John e Gipsy Kings, nós colamos ali pra fazer algumas perguteeenhas pra super fofa e simpática da Love. Confere aí, porque modéstia à parte, tá genial!

[4 ago 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 4.162 views]
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Maira Bittencourt

Little Joy chega ao Brasil em duas semanas pra uma segunda turnê pelo país. Dessa vez passam por Porto Alegre, Rio e Sampa, tocando nos dias 13, 14 e 15 de Agosto, respectivamente. My Cool bateu um papo com Rodrigo Amarante, que falou sobre a união da banda, planos pro futuro e Porto Alegre. Saca só:


mycool: Então, o nome Little Joy vem de um bar em Echo Park, LA, certo? O que tem de especial nele? Como foi o momento da decisão pelo nome?
Certo, esse é o nome do bar da esquina de onde a gente morava em LA, um bar fuleiríssimo mas com música boa e gente de todo tipo, os mexicanos, os hypsters, os punks, uma coisa linda. O letreiro do bar era lindo mas mudou de dono recentemente e infelizmente eles pintaram por cima.. A gente passando ali todo dia acabou ficando com aquele nome na cabeça, e o antigo dono deu permissão.


mycool: E o que vocês costumavam beber por lá?
Suco de cenoura é que não era..



mycool: O Los Hermanos já tinha certo reconhecimento internacional, mas como foi viver maior sucesso lá fora com o Little Joy? Dá pra comparar a histeria dos gringos com a nossa?
O que os fãs do Los Hermanos nos deram é incomparável, uma coisa com a qual eu nunca me acostumei e não é porque eu faço parte dos Hermanos que se possa comparar uma banda com a outra, é muito diferente.. Não faz muita diferença ser lá fora ou cá dentro, continua sendo gente ali pra ver a gente tocar.

mycool: Na hora da criação e composição, a química entre vocês funciona bem, já que o background de cada um é bem diverso e diferente de uma banda de amigos formada há mais tempo, por exemplo?
A gente se conheceu de verdade quando estávamos escrevendo as músicas, morando junto. O fato de a gente escrever bem junto se deve ao afeto, a admiração mútua, à sorte.


mycool: E o segundo disco, sai né? Vocês pretendem seguir a mesma linha do primeiro ou mudanças virão no direcionamento musical da banda?
Não existe direcionamento músical na banda, nós somos uma banda, não uma empresa. A gente reflete o que sente com as músicas, busca alegria, beleza… Como qualquer um que faz o mesmo. O que vai ser só vendo.


mycool: Lugar mais fantástico que Little Joy já tocou?
Não sei, tocar no Wiltern em LA com o Jarvis Cocker foi lindo, em NY no Bowery Ballroom lotado também… Mas o show que ninguém da banda esquece foi o do Circo Voador, no Rio. O do Opinião também foi inesquecível, o primeiro no Brasil, foi incrível! O resto da banda não acreditava que tinha tanta gente cantando as músicas!


mycool: Como está sendo essa segunda turnê?
Muito boa! Os shows tem sido muito bons, tem gente descobrindo o disco só agora. Por isso é tão importante viajar com o disco, mostrar como é ao vivo, continuar tocando. Boca a boca é o que mantem uma banda viva e tocar é o que faz isso acontecer.


mycool: O que vocês têm escutado de música?
Department of Eagles, Nina Simone, Les Paul, Ratatat, os discos novos do Adam Green e do Devendra (que vão sair esse ano), Julie London, France Galle, Música Nigeriana dos anos 70, Fela Kuti, Serge Gainsbourg… e Strokes!


mycool: No último show do Little Joy em Porto Alegre você disse que é sempre muito emocionante tocar em Porto Alegre. O que você vê de tão especial na cidade e seu público?
Porto Alegre é uma cidade cheia de gente que ama música, especialmente rock. E as pessoas são inteligentes mas relaxadas, gostam de bom cinema mas adoram A Pantera Cor-de-Rosa, são letrados de chinelo, gente simples, generosa, educada e cheia de assunto. Todo mundo em Porto Alegre sabe pelo menos uma música dos Kinks de cor! Pra não falar nas belezas naturais…


mycool: E qual o lugar que você não deixa de ir quando está em Porto Alegre?
Almoço no Ociente e sopa de madrugada no Van Gogh.
[29 jul 2009 | por Barbara Mattivy | 15 Comentários | 3.324 views]

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My Cool entrevistou os fofos e supertalentosos Copacabana Club, revelação nacional do ano! Eles falam sobre novas produções saindo do forno, seus estilos e background musical. Lê aí:

mycool: E aí, que vocês comeram no café da manhã?

Claudinha: Hahahaha, sou ruim de café da manhã. Geralmente só tomo café puro sem açúcar e minha primeira refeição acaba sendo o almoço mesmo.

Tile: Ainda não tomei café, acabei de chegar no trabalho e estou pensando em buscar um pão de queijo na panificadora, mas com essa chuva, não sei não…

Caca V: Hoje? Um hambúrguer.

mycool: Quais os planos pra semana?

Claudinha: Nesta semana estamos numa correria de ensaios. Queremos estar 100% para abrir os shows do Friendly Fires e se possível finalizar algumas músicas novas para o show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, dia 15 de agosto. Também estamos com alguns convites para gravar a banda ao vivo em alguns programas de televisão e outros veiculados na internet, então estamos preparando algumas versões acústicas do Copa.

Caca V: Tirar umas fotos para um concurso. Fiz umas máscaras incríveis. E posar minha bunda na cama, já que eu quebrei o pé e tenho que fazer absoluto repouso.

mycool: O que fizeram no findi?

Claudinha: Esse final de semana estivemos em São Paulo para um show no Centro Cultural São Paulo, organizado mais uma vez pela Agência Alavanca. Sexta fomos conferir a festa Party Íntima na Audio Delicatessen e os mais resistentes foram até o Gloria no sábado na festa Crew.

Caca V: Eu arrastei minhas muletas pela capital paulista. Levei elas até o Glória!

mycool: Muita gente (não nós!) anda por aí dizendo que o Copa é o novo CSS. O que vocês acham isso?

Claudinha: Eu gosto do CSS e acho que eles têm um mérito incrível por ter sido a primeira banda de indie rock do Brasil a atingir sucesso e reconhecimento tão grande lá fora. Musicalmente, não vejo relação entre o som feito pelo Copacabana Club e o CSS. Tenho a impressão que somos muito comparados a eles por aqui pela formação com vocal feminino e o uso de sintetizadores… Os blogs internacionais que fizeram resenhas do Copacabana sempre fizeram relação entre nós e outras bandas (como Ting Tings, New Young Pony Club), mas nunca CSS.

Tile: Discordo. Somos o Copa, não copiamos o CSS. Respeitamos o admiramos tudo o que eles conseguiram, mas musicalmente, nunca me influenciaram
em nada.

Caca V: Novo CSS? Quem disse? Bah! Besteira.

mycool: Vocês super estouraram pelo país todo e estão fazendo o maior sucesso. O que aconteceu de mais importante/surpreendente na carreira de vocês até agora?

Claudinha: Nossa matéria na capa da Ilustrada, caderno cultural da Folha de São Paulo foi um divisor de águas. A partir daí nossos convites para show e acessos no myspace aumentaram significativamente e não pararam de crescer. O patrocínio do projeto Levi´s Music, que possibilitou a realização do nosso clipe também foi importantíssimo. Com o clipe – dirigido pela Banzai Studio, aqui de Curitiba – tivemos divulgação em blogs internacionais (sim, inclusive no do Kanye West, por incrível que pareça, hahaha), atenção da mídia, mais shows, entrevistas, por aí vai. Atualmente o clipe está passando na MTV e FX. Nossas músicas tocam em diversas rádios do sul, São Paulo, Rio de Janeiro e “Just Do It” é trilha de uma vinheta do canal Fox veiculada em toda a América Latina. Estamos surpresos e empolgados com toda essa repercussão, por isso tentamos ensaiar cada vez mais pra aproveitar todas as oportunidades de shows que estão aparecendo.

Tile: Toda essa repercussão está sendo bem surpreendente já, não lembro de alguma coisa isolada que tenha me deixado surpreso, pra mim tá sendo tudo importante.

Caca V: Vai acontecer. Dia 15 de agosto agora, vamos abrir pro Friendly Fires no Circo Voador. Yay!

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mycool: Um álbum do Copa está planejado pro ano que vem, certo? E quanto a novos singles, tem algo saindo do forno? Tem como a gente dar uma escutada?

Claudinha: Temos mesmo planos de um álbum pro ano que vem. Temos duas faixas novas quaaase prontas, “Sex Sex Sex” e “Mrs. Melody”. Estamos terminando a mixagem… por enquanto não dá pra escutar porque queremos que a música esteja exatamente como queremos antes de divulgar. Mas logo logo lançaremos essas duas faixas… e por insistência do nosso produtor workaholic Rodrigo Stradiotto é possível que venha ainda uma terceira, mas essa por enquanto é surpresa.

mycool: O que vocês têm escutado de música?

Claudinha: Minha “banda favorita da semana” é Passion Pit. O album novo (já nem tão novo assim) do Phoenix também não sai do meu playlist. Como DJ aqui em Curitiba, tenho tocado muito Little Comets e Two Door Cinema Club. Minha banda favorita de todos os tempos foi durante anos e anos o Jesus & Mary Chain, mas infelizmente eles acabaram indo pro segundo lugar depois do show do Radiohead em São Paulo.

Tile: Adorei o último do Kasabian, escuto bastante também Midnight Juggernaughts e tenho ouvido bastante (de volta) o Achtung Baby do U2, esse disco é demais.

Caca V: Au Revoir Simone, Chairlift, Bon Iver, Little Dragon, Passion Pit, Bonobo, The Invisibles, Phoenix, Stray & Grass, …. so many!

mycool: O que já aconteceu de mais bizarro com o Copa depois da fama?

Claudinha: Me reconheceram no metro de São Paulo. Eu não acreditei.

Tile: Acho que esse lance de dar autógrafos e tirar fotos com fãs está sendo um tanto bizarro pra mim ainda, ser reconhecido por pessoas inusitadas e tal.

Caca V: Esse sábado no show uma garota pediu pra levar o meu copinho de plástico de conhaque – VAZIO!

mycool: Que vocês curtem fazer quando rola um tempo livre?

Claudinha: Gosto de viajar, adoro me trancar em casa e me atualizar nos meus seriados favoritos, ir ao cinema, cozinhar para os amigos…

Tile: Tento aproveitar o tempo com minha namorada, cachorro, vou no estádio ver o Coxa, essas coisas.

Caca V: Sair pra tomar um sgroppino bem gelado.

mycool: E o visual da banda, quem dá conta? Cada um monta seu look sozinho? Vocês dão bola pra moda?

Claudinha: Cada um monta seu look sozinho sim. Eu não sou muuuito ligada em moda, geralmente quando rola uma “fashion emergency” eu peço socorro pra Caca. No clipe “Just Do It” quem cuidou do figurino foi o pessoal do Coletivo AtAlho e eu achei o resultado incrível.

Tile: Uso as mesmas roupas que eu venho trabalhar ou que uso pra sair, pra tocar… não me preocupo muito com isso.

Caca V: Cada um se veste como quer. Às vezes rola umas amigas “fashion” com uns pitacos, mas pitacos com as minhas roupas mesmo. Quero montar um guarda roupa de show, porque estou destruindo meus vestidos.

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mycool: Na balada, drink que cada um geralmente pede?

Claudinha: Sou fã de gin tônica, mas estou na fase do mojito.

Tile: Mojito.

Caca V: Eu gosto do chá do pirata = rum “ouro” + chá de limão. Curto drinks docinhos, com cranberry. E se não rolar drink – às vezes não tem mesmo! – vodka mix ou whisky com gelo.

mycool: A parte mais irritante em “ser famoso”?

Claudinha: Até agora não achei nada muito irritante. Talvez ainda não seja famosa, hahaha.

Tile: Ainda não me considero famoso hehehe

Caca V: Não somos famosos. Ninguém me reconhece ainda. Tá tudo lindo!

mycool: E a melhor parte?

Claudinha: Até agora a parte mais incrível de ter uma banda é ouvir as pessoas cantando junto com a gente durante o show.

Tile: Continuo não me considerando famoso.

Caca V: Então, quando acontece de me reconhecerem eu ganho umas coisas. Ganhei algumas roupas legais.

mycool: Com quem vocês sonham tocar um dia?

Claudinha: Se eu tivesse que escolher uma única banda, seria o Radiohead.

Tile: Eu gostaria de abrir pros Stones ou Primal Scream, talvez não teria nada a ver, mas seria um sonho realizado.

Caca V: Eu era muito afim de tocar com o Soulwax. Vi o dvd deles esses dias, pirei. Acho que ia ser incrível. Ou não.

mycool: Planos de levar o Copa pra fora do país?

Claudinha: Ainda não rolou nenhum convite, mas se aparecer uma oportunidade com certeza adoraríamos tocar fora do país.

Tile: Planos concretos não, mas vontade é o que não falta… queremos antes ter o nome do Copa forte no Brasil, aí sim pensaremos em vôos mais longos.

Caca V: Não. Só se nos quiserem, ai a gente vai, bem tranquilos!

Pra quem não viu ainda o vídeo fantástico de Just Do It, taí embaixo:

[28 jul 2009 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 1.274 views]

Neon Marginal é um projeto fotográfico criado por Daniel Bernardinelli onde neons publicitários da cidade de São Paulo são clicados no intuito de mostrar uma visão diferenciada da cidade. O My Cool bateu um papo com o fotógrafo pra entender melhor quais foram as suas inspirações e conhecer um pouco mais do seu background e projetos futuros.

My Cool: então, me fala um pouco sobre como surgiu a ideia pro Neon Marginal?

Daniel: A ideia foi surgindo aos poucos, por influências, por referências, mas principalmente por conta da lei cidade limpa em São Paulo.

mycool: Porque? Os neons te chamaram mais atenção?

Daniel: É, o Tony de Marco fez um trabalho fotografando os outdoors vazios, aí passei a fotografar os neons, e os mais legais e maiores estavam sendo removidos por conta dalei, e os que mais me interessavam eram os decadentes, os diferentes, os enormes… Então desses registros fotográficos surgiu a ideia de levar isso adiante como projeto. Passei a anotar onde os neons estavam, fiz uma espécie de mapa ou roteiro e quando tô na rua, se estou com a camera já fotografo quando descubro um novo, ou anoto pra voltar e clicar depois.

mycool: Legal! E foi fácil de seguir o roteiro?

Daniel: mais ou menos… É bem complicado, na verdade é um processo em andamento; eu digo que o projeto ainda tá rolando porque eu continuo fotografando, e não tem muita ajuda. Um amigo ou outro me diz onde viu um novo, eu anoto o endereço e vou quando posso. E tem o lance de ser arriscado também porque é à noite, e às vezes sozinho.

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mycool: Imagino! Que câmera você usa?

Daniel: Eu comecei com uma Canon Powershot S5is que é uma câmera amadora com mais recursos. Agora uso uma Canon XTI com uma lente zoom 75-300, que é maior e chama mais atenção. E cada foto tem uma história, Barbara. O legal também é isso. Quase apanhei em Santo André quando fui fotografar um bingo, os ambulantes acharam que eu era fiscal da prefeitura, tomei uma intimada. Quando vou fazer os neons de puteiros, faço escondido, depois chego no segurança e peço pra fotografar mais de perto, sem dizer que já tinha fotografado.

mycool: Nossa! O que eles fizeram?

Daniel: Os ambulantes perguntaram quem eu era, pra onde estava fotografando, queriam ver as fotos pra ver se tinha algum deles na foto. Me rodearam, uns marmanjos, foi tenso!

mycool: E o que que aconteceu de mais bizarro no projeto até agora?
Daniel: Acho que esse foi um episódio… Outro bizarro foi fotografar a rua Augusta dos jardins ao centro, só eu e um amigo, tentando fazer escondido. Não sei se você sabe mas os seguranças dos puteiros são amigos da polícia, e se eles chamam a polícia sou eu que me dou mal, porque a polícia entra de graça nessas casas, entendeu? Então tinha que me esconder dos seguranças e dos malandros que perambulavam por lá. Bizarro também é convencer esses seguranças, conversar com eles com a câmera na mão, pedir pra fotografar e fazer os caras entenderem que é um trabalho de arte e tal; eles acham que é pro jornal, que é denúncia, tem medo. Porque provavelmente vivem “devendo”, ou você já ouviu alguma matéria falando bem de puteiro? Às vezes os próprios comerciantes não entendem, aí eu falo com o gerente ou o dono e geralmente rola, mas alguns não deixam não.
mycool: Tem que ter puta cara de pau então?
Daniel: Tem, total, e rola o maior chaveco. Às vezes se a marca é grande eu pego o contato do marketing pra ligar, tipo tô pra falar na Cavaleira e na Guaraná Brasil.
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mycool: Massa! E você disse que a ideia é levar o projeto pra outras cidades no futuro?
Daniel: Sim, a ideia inicial era montar um livro de cada cidade, ainda não descartei essa possobilidade, quero fazer por exemplo um Neon Marginal Buenos Aires, Neon Marginal Honk Kong, Neon Marginal Las Vegas. Espero que eu consiga! A ideia é não deixar o neon morrer!
mycool: Seria ótimo hein! E não tem mais ninguém fazendo isso?
Daniel: no Brasil não. No flickr você encontra outros grupos de gringos que registram em suas cidades, mas não com o mesmo peso de expor as fotos, com a pretenção de editar livros e seguir pra outras cidades. Eu pesquisei bastante pra ver se alguém já tinha feito isso, procurei pessoas, livros, etc e não encontrei nada além desses grupos no flickr.
mycool: E porque não fazer em mais cidades brasileiras também?
Daniel: eu faço quando posso por que eu trabalho com produção de vídeo e de evento corporativo, às vezes viajo, acho e clico, mas às vezes falta tempo. Tenho no álbum uns neons de Floripa, do ABC, mas a prioridade por enquanto é SP por que é a cara da cidade isso, é a cara de São Paulo, da noite paulista.
Acho que tem a ver com street art, mas eu prefiro não rotular.

mycool: Os neons você diz?
Daniel: Sim, no sentido de fazer parte da cidade, da cara da cidade. Não só os neons, mas olhar os neons de outra maneira, enxergar a cidade mais colorida. Os neons por enquanto não como arte, mas a tecnologia a favor da arte, a publicidade como forma artística por conta das cores, curvas, silhuetas e das diversas possibilidades. Esse é o comparativo, o neon traz muita possibilidade de criação, então vamos olhar a cidade de uma maneira possível.
mycool: E você sempre fotografou?
Daniel: Não. Eu digo que não sou artista nem fotógrafo, nunca fiz curso de fotografia, comprei a câmera anterior e fui aprendendo, fui treinando o olhar, e ainda continuo. Eu acredito que a técnica é importantíssima, mas não adianta muito ter técnica e não ter olhar. O olhar você desenvolve (ou nasce com ele) e a técnica a gente aprende. Gosto do Tomas Farkas quando ele dizia: “sou meio marginal pra essas coisas de cinema e fotografia, não sou amador e nem profissional”, e isso me inspirou muito, inclusive pro nome, neon marginal. Eu pensei: eu também não sou artista mas vivo respirando arte, então estou sempre à beira disso, à margem.
mycool: Nossa super concordo!
Daniel: Nao é só o marginal de fora da lei, é o marginal de margear a arte, a fotografia.
mycool: E o que que te inspira geralmente?
Daniel: Putz, tanta coisa. Eu acho que a cidade me inspira, não sei explicar como, mas esse lance da metrópole, das pessoas, de como o dia passa em São Paulo. Me inspiram os grafittis, os malabares, as poesias de concreto, o hip hop, a música, enfim, toda manifestação artística. Sabe aquela história do jornalista que é um músico frustrado e não consegue viver longe de música? Então, eu acho que é mais ou menos por aí, exceto pela frustração!!
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mycool: Que tipo de música você curte?
Daniel: Gosto muito, muito, muito das bandas de Pernambuco: Mombojó, Nação, Cordel, Otto, China. E de vez em quando ouço um hip hop e até um rap, e prefiro as músicas nacionais, não sei por que mas prefiro. Sou um pouco nacionalista, gosto das coisas do meu país, do meu povo. Claro, não me fecho nisso, não sou o Ariano Suassuna, mas gosto do Brasil!
mycool: Haha, ótimo! O que você acha que falta então pro Brasil dar certo?
Daniel: Pro Brasil dar certo primeiro é que cada um deve deixar de pensar no próprio umbigo, devemos ser mais flexíveis, e estudar, ter mais cultura, gostar e valorizar as coisas daqui, cagar pra esse papo de american lifestyle, tanta coisa maravilhosa aqui. Se a gente valorizasse e defendesse, se a gente se unisse mais, acho que seria ao menos um pouco melhor, mais agradável. Eu acho que o Brasil é possível, é viável, mas o povo precisa querer, abrir os olhos, erguer a cabeça ao invés de ficar de cabeça baixa olhando pro próprio umbigo e reclamando da vida…
mycool: É verdade! E qual foi o último filme que você viu?
Daniel: No cinema foi se não me engano Valsa com Bashir, mas vejo muito dvd em casa, amo os filmes nacionais!! Comecei a cursar Rádio e TV, tive que trancar e fiz um curso de produção cinematográfica; os últimos brasileiros que vi foram: “Noel, o poeta da Vila”, “Linha de Passe”e “Meu nome não é Johnny”

mycool: Ai nao vi Johnny ainda, que tal?
Daniel: Sensacional! O enredo, o roteiro adaptado, a atuação do Selton Melo, a direção mandou bem (se o filme é nacional eu faço questão de ver os extras!!). E eu fiz um evento que o João Guilherme era palestrante, conheci o cara e só depois vi o filme. Pra mim foi mais emocionante. Agora queria ver o do Jean Charles que também é com o Selton. Se puder, veja também “O cheiro do Ralo”.
mycool: Eu amo cheiro do ralo! Que ótimo Daniel! Tem mais alguma coisa que você queira dizer?
Daniel: Bom, acho que basicamente é isso. Eu fiz uma exposição no Museu de Santo André e uma no Jazz nos Fundos em SP.
mycool: Maravilha! Sucesso pra você!
Todas as fotografias do Neon Marginal estão no flickr do Daniel.
[11 jul 2009 | por Barbara Mattivy | 2 Comentários | 580 views]

Na melhor pegada DIY a gente fez essa entrevista com o Alexandre Soma, ilustrador do fanzine do mycool de Junho. Sim, pra quem não sabe agora a gente tem fanzine galere, e ele é lindo! Tá sendo distribuído nos lugares mais descolados de São Paulo, Curitiba, Floripa e Porto Alegre, então garanta o seu enquanto ainda tem. O babado é bimensal, e se você quer saber onde achar uma cópia, está interessado em levar o zine pra sua cidade ou ilustrar a próxima edição, já sabe né, manda um e-mail: marketing@mycool.com.br

O Ale é ilustrador, carioca e frito há muito tempo; faz um trabalho fantástico e nessa entrevista ele explica um pouco pra gente como funciona seu processo criativo e como está sendo seu caminho pelas artes. Mais sobre ele no site Cromossoma e no seu Flickr.

[28 mai 2009 | por Barbara Mattivy | Nenhum Comentário | 549 views]

Não só em música, mas imagino que em qualquer ramo cultural, é cada vez mais difícil criar algo que possa ser considerado distinto ou que simplesmente vá em direção oposta aos últimos movimentos em voga e que quase todos, conscientemente ou não, acabam fazendo parte.
Bom, isso porque você provavelmente ainda não conhece Hook and the Twin. Ao produzir música semiautomatizada e fazendo parte da compilação Brand Neu! eles estão conquistando o seu espaço no topo. Semana passada eu tive uma ótima conversa com eles tanto para entender melhor o som e o background dos caras, mas também para falar sobre Londres, Brasil e guias turísticos. Confere aí:

Eu não sei muito sobre vocês. Será que vocês poderiam contar um pouco sobre a dupla e a música de vocês?
Bom… A gente vive em Londres e faz música semiautomatizada com o nome Hook and The Twin. O que você já ouviu?

Eu gostei muito de de Race for The Bone e Bang Bang Cherry. Curti muito mesmo. E o vídeo do Race também. Realmente maravilhoso.
Ficamos contentes. Fizemos esse vídeo numa sala coberta de tinta branca e farinha.

E como funcionou? Aliás, eu também queria aprender a fazer oobleck! :)

Você não estaria fazendo essa cara se tivesse visto aquilo no prato.

Por quê? Muito nojento?
É um negócio muito estranho. A gente viu umas filmagens científicas que alguém tinha feito em que eles explodiam oobleck com som em alto volume e faziam ele se elevar e dançar daquele jeito. Acabam se criando essas formas incríveis que parecem umas figuras meio demoníacas se contorcendo e entrando em colapso. Se você bater nele parece um tijolo, só que dá para deslizar os dedos para dentro como se fosse água. Possibilidades de afogamento terríveis.

Parece incrível! Como vocês tiveram essa ideia?
Tem um vídeo ótimo no youtube de pessoas fazendo o oobleck dançar como a gente fez (claro que não tão bem) e também gente correndo através de uma piscina inteira cheia disso. O cara que dirigiu o clipe, Willian Hall, tinha visto um filme na internet.

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E quanto às suas influências musicais? O que vocês gostam de ouvir?

Nós ouvimos um monte de coisa. Recentemente muito David Bowie, muito música alemã dos anos 70 como Neu! e Harmonia – mais Eno e associados. Rádios ruins. Despertadores. Bandas novas como Ponytail, Post War years, Wooden Shjips… Que tipo de coisas você identifica na nossa música?

Não tem muito do que temos ouvidos ultimamente, mas pra mim tem muito de Foals; alguns dos sons me lembram eles. Mas fora isso soa super novo.
Interessante. Lamacq disse a mesma coisa! Estamos em uma compilação inspirado no Neu!. Chama-se Brand Neu!.

Então é assim que vocês gostariam de ser descritos?
“Novo” é bom. Eu acredito que como o Foals a gente tente misturar ritmos skittish, sons incomuns e letras com elementos melódicos bem “grudentos” – mas é claro que somos apenas dois e isso tem um impacto bem grande em como trabalhamos.

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Claro.
Usamos muitos loopings ao vivo, gravando nós mesmos no palco e então reagimos imediatamente e gravamos mais camadas por cima.

Muito bom!

Valeu! É bem empolgante pra gente que consigamos fazer tanto barulho como uma dupla e que consigamos usar computadores para improvisar e tocar ao vivo e continuar nos sentindo autênticos ao vivo. Tem sido trabalhoso – tivemos que criar e construir nosso sitema, o que tomou um certo tempo. Daí quando começamos a tocar era bem frenético e bagunçado, um monte de fios para todos os lados e correndo de máquina para máquina. Mas parecia que a gente tinha praticamente dominado a técnica. Fizemos uma trilha ao vivo para o Metropolis em janeiro – 2 horas, semi-improvisado – e isso realmente nos permitiu explorar o que o sistema podia fazer e como melhor utilizá-lo. Foi só então que aprendemos como fazer apropriadamente música ao vivo com ele.

Há quanto tempo vocês trabalham juntos?
A gente se conhece desde que tínhamos 10 anos e fazemos música junto há uns 12. Tem muita coisa que ambos gostaríamos que o outro não soubesse. Mas faz apenas 18 meses que estamos fazendo o Hook and the Twin. 72 semanas.

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O que vocês faziam antes? Como o som de você evoluiu nesses 12 anos?
A gente fez outras coisas – menos rítimicas. Nós vivíamos e morávamos no meio do nada, tocando em uma antiga base aérea abandonada em uma floresta. Um lugar incrível. A música refletia isso – mais fantasmagórica, mais suave. Para fones de ouvido ao invés de pista de dança. De onde você é?

Sou brasileira!
Acabei de ler um romance que se passa no Brasil. Fique super a fim de ir pra lá.

Onde exatemente se passava? Você lembra?

No livro chamava-se Heliopolis, mas eu acho que é pra ser em São Paulo.

São Paulo é enorme. Vocês definitivamente precisam ir!
Organiza um tour pra gente!

Adoraria!
Estamos bem livres depois do final de semana.

Tem um feriado chegando!
Vamos combinar.

Vocês conhecem alguma coisa de música brasileira?
Gostamos de Os Mutantes. Uma compilação da Tropicália de uns atrás. Eu gosto da trilha do Cidade de Deus. Gosto muito do funk brutal meio Morricone.

O que vocês curtem fazer em Londres quando não estão tocando? Eu adoraria umas dicas legais; cheguei há pouco tempo!
1. John Soane`s Museum – casa do século 18 do arquiteto/artista cheia de suas coleções – pinturas, sarcófagos, etc.
2. Caminhar ao longo da costa do Tâmisa na maré baixa – tem uma praia adequada no South Bank Centre. E centenas de cachimbos quebrados entre as pedras, cortesia dos fumantes vitorianos.
2. Lojas de discos no Soho – Phonica, Sounds of the Universe, Harry Moores.
4. Hampstead Heath. Lindo morro e lagos para nadar ao ar livre.
5. Barreia do Tâmisa à noite, do sul para o leste. Você precisa dirigir através do estado industrial no sul do Tâmisa e depois caminhar a última parte. Lindo.

Parece um ótimo Top 5!
Obrigado, é um prazer.

Muito obrigada!
Aproveite o verão.

Aproveitem o Brasil!
Vamos aproveitar. Você vai receber um cartão-postal.

Dá uma olhada nos ótimos vídeos, incluindo o Race for the Bone com seu oobleck!

[20 mai 2009 | por Barbara Mattivy | Nenhum Comentário | 685 views]

logoPhuong-Cac Nguyen deixou a América do Norte mais de dois anos atrás pra começar uma nova vida em São Paulo. Ela se jogou no intuito de enviar colaborações sobre a cidade para blogs e sites tipo coolhunting.com e joshspear.com. No entanto ela encontrou na nossa querida Sampa inúmeras opções de como aproveitar seu tempo livre e decidiu compilar suas dicas favoritas num guia fantástico. O livro tem sido um hit entre os locais, então pra descobrirmos mais sobre como ela teve a ideia pro projeto, nós batemos um papo quase que infinito não só sobre o livro – mas também sobre os problemas sociais da capital, o lifestyle dos paulistas e a política brasileira. Dá uma olhada:

Eu não entendi direito, você é Americana, Brasileira…?
Americana

Ah tá. Pode nos falar um pouco sobre o livro? Pareceu muito interessante. Amei o layout também.
Vem de anos morando lá. Enquanto eu escrevia pro coolhunting e joshspear, recolhi um monte de informação. Também várias vieram naturalmente – eu sou super curiosa, e pra me manter ocupada eu fui descobrindo a cidade e conversei com pessoas e fazendo tudo isso sobre a cidade eu tinha toda essa informação e eu não sabia o que fazer com ela. Sabendo que tinha uma falta de livros desse tipo em São Paulo, achei que seria uma boa ideia fazer um livro e dividir essas riquezas.

Que ótimo! Quero muito ler!
Obrigada. A maioria das pessoas que trabalhou nele são brasileiros que moram em São Paulo. Eu queria apresentar uma visão real de quem está dentro mesmo.

Então você foi pra São Paulo sozinha e começou de lá seus freelas?
Sim. I tinha economizado um pouco de dinheiro de alguns trampos anteriores. Trabalhos nos EUA.

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E o que fez você escolher São Paulo?
Foi umas das minhas paradas durante uma viagem à America do Sul que eu fiz em 2006, e quando eu cheguei lá me senti em casa – primeira vez na minha vida que eu tive esse sentimento sobre um lugar.

De onde você é nos EUA?
Sou de Los Angeles, Califórnia.

Nossa essa é uma mudança enorme! O que você mais ama e menos ama em São Paulo?
Mais: Não descobri totalmente ainda, mas eu acho que é a sensação de que tem sempre alguma coisa acontecendo, se movimentando, e eu gosto de fazer parte disso. Menos: a poluição – como resultado minha acne voltou com tudo.

Sim é horrível! Mas essa sensação de movimento não é uma coisa que toda cidade grande tem? Essa ideia de que tem sempre alguma coisa acontecendo?
Sim, acho que sim, mas eu já visitei vários lugares… tem algo diferente no movimento de São Paulo… talvez seja porque ainda está em desenvolvimento – mas eu também amo as pessoas de lá.

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O que você ama neles?
O pessoal é tão legal! E gente de outros estados brasileiros reclamam dizendo que paulistano é esnobe (de volta à questão da cidade grande), mas eu conheci tanta gente fantástica por lá, pessoas de todo o Brasil vêm pra SP.

Eu acho que os paulistas são os melhores!
hahah você é uma paulista?

Sim! Mas morei grande parte da minha vida em Porto Alegre.
Ah pessoas de lá são legais também! Muitos dos meus amigos são do sul.

Então você aprendeu um pouco de português?
Sim. Sou fluente.

Massa! Foi difícil?
Olha, depois de ter que lidar com a gráfica, eu sou definitivamente fluente! Mas sim, foi difícil, mas depois de 6 meses eu conseguia ser entendida.

Ah então foi rápido!
Eu sabia que tava mandando bem no português quando conseguia reclamar com todo mundo sobre trânsito e poluição. haha

Hahaha. E foi aí que você se tornou uma paulista!
Hahahah. Exatamente!

Genial! Então, você pretende traduzir o livro pro português?
Sim, isso está nos planos. O livro praticamente se extinguiu no Brasil já, mesmo sendo em inglês.

Nossa isso é fantástico! Parabéns!
Sim eu tô chocada, sério.

Onde você morava em SP?
Vila Madalena

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Então como você descreveria SP mais detalhadamente? Porque a ideia que as pessoas têm do Brasil é de ser um país com praias por todo lado, meninas de bíquini bebendo caipirinha e sambando o dia inteiro. Mas nós duas sabemos que não é verdade.
Definitivamente. Bom, SP é uma cidade moderna onde você compra azeitonas importadas da Itália e fica preso no trânsito assim como em NYC, mas combinando isso com uma cultura brasileira super forte você tem um lugar super único.

Daí no livro você descreve os bairros principais?
Sim.

E que tipos de dicas você dá exatamente?
Restaurantes, bares, boutiques, riquezas escondidas.

Então você diria que o público alvo é mais alta sociedade?
Nãooo! É pra pessoas que trabalham na indústria criativa, tipo artistas, designers, arquitetos, escritores.

Certo.
Então não alta sociedade – quando eu penso em alta sociedade eu penso em super rico e meus leitores não são super ricos. Mas também não são sem sucesso, se é que isso faz algum sentido.

Faz todo sentido. Você planeja escrever outro guia?
Escrever não sei mas produzir alguns mais dentro da série Total. Eu preciso de um descanso antes de considerar escrever outro livro. Eu gostaria de contratar alguém pra escrever o próximo!
Alguma ideia de cidades?
Sim – vou ficar pela America do Sul. Mas a próxima cidade vou ter que manter segredo por enquanto.

Você pode nos dizer quais são seus lugares favoritos em SP? Tipo um top 5 talvez?
Bar do museu, praça por do sol, filial, o centro histórico da cidade, a área árabe e o Bras. E claro que o meu bairro! Mas aí seriam 6 e você pediu 5.

Então você ainda está morando em SP? Pensei que tivesse de volta a LA.
Voltei pra LA pra lidar com compromissos do livro, mas volto pra SP esse ano. Todas as minhas coisas estão lá!

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Como os brasileiros reagem geralmente quando você diz que é americana? Uma pergunta meio idiota, mas fiquei curiosa.
Eles são super curiosos, amam americanos e ainda por cima sendo asiática, eu sou definitivamente uma espécie interessante. Eles se perguntam porque diabos eu me mudei pra SP quando todos eles querem se mudam pra América.

Exatamente! Você acompanhou nossa política? O que você pensa a respeito?
Sim um pouco e eu achei fascinante a burocracia absurda, a corrupção, mas eu vejo que tem algum corações bons no governo, tentando fazer a coisa dar certo, tentando lutar contra esses aspectos. E está funcionando, porque o Brasil está crescendo e sendo aceito no mercado mundial.

Sério? Você realmente acredita nisso?
Sim – dá pra ver mais num nível local. Eu não entendo muito da política nacional, meu português ainda é fraco nessa área, mas mesmo assim mesmo que brasileiros sejam obrigados a votar, e nós nos EUA não somos e ainda assim somos muito mais envolvidos quando o assunto é campanhas, eu acho que os brasileiros deveriam se interessar mais profundamente em ajudar a moldar a mudança. Mas é muito complicado porque a maioria deles não confia no governo. Esse é um sentimento que muitos brasileiro dividem comigo, que eles adorariam se envolver mais, mas que é tudo meio que sem esperança.

Sim é exatamente o que eu penso. E é a razão que me fez sair do país,  junto com a criminalidade, que é relacionada, claro.
Sim, definitivamente. O crime é uma loucura se comparado aos EUA. Eu acho que é por isso que paulistanos são tão especiais… eles têm que lidar com tudo isso e ainda assim conseguem manter uma visão feliz e positiva da vida. Isso é fantástico pra mim. Eu amo SP com todos seus defeitos, tive dias que eu quis juntar tudo e me mudar pra outro lugar porque eu ficava muito frustrada depois de ouvir que algúem foi assassinado no meu bairro, mas eu não fui porque a cidade e as pessoas nela têm muito a oferecer.

Sim. É por isso que eu sempre digo que brasileiros podem ser miseráveis, totalmente pobres, morar num lugar de merda, mas eles estão sempre ali com um sorisso no rosto, fazendo seus churrascos dominicais e bebendo cerveja.

Sim totalmente. Na verdade, o que você diz é o que os meus amigos dizem ser o problema do Brasil, porque as coisas no governo não mudam. Ao invés de levantar e fazer alguma coisa, as pessoas não querem lidar com o problema e preferem focar no churrasco. Eu até entendo por um lado.

Triste verdade, Phuong muito obrigada! Tem mais alguma que você gostaria de dizer?
Bom eu definitivamente não teria conseguido sem meu time de fotógrafos e ilustradores! Eles acreditaram no meu projeto e o resultado transparece no produto final! Isso é tudo!

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