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Enquanto o Indie Rock que conhecemos vai dando suas últimas cartadas, aproveitamos um pouco do gás que resta antes de tudo ficar com gosto de xarope de groselha e a gente jogar na pia.
O New Navy é isso aí. Nada de novo, nada demais; nada que você nunca tenha ouvido antes. Vibe tropical meio Two Door Cinema Club, meio Vampire Weekend, às vezes lembrando Friendly Fires e o Foals – aquela velha história de sempre. Por que ouvir? Porque as poucas músicas lançadas até agora se destacaram por serem boas e divertidas. Certeiro pra quem procura hits upbeat, dançantes e saltitantes, bem faceizinhos.
Ganha uma barra de KitKat quem adivinhar o selo e o país dos rapazinhos.
Eu já vi passarinhos cantando pra seduzir as fêmeas. Eles ficam competindo entre si numa vibe George Michael hetero pra ver quem consegue faturar a passaroa. Também já vi flores que dançam e tocam instrumentos. Elas usam óculos escuros marotos, gostam de ser aplaudidas e têm a verdadeira pose de rock stars. Nessas horas também lembro do meu amigo Robinson, que colocava sempre um disco com sons de cascatas, golfinhos e pássaros pra estudar matemática e pra dormir. Mas uma árvore que toca piano é nova pra mim.
Só me admira que em pleno século XXI ninguém nunca tinha pego um tronco de árvore cerrado e colocado em uma vitrola pra ver o que acontecia. É tão óbvio! Acho que é porque as pessoas estão preocupadas demais com quem vai ser o líder da semana do BBB e em ir na próxima festa da Luiza ex-Canadá. Nós já fomos mais inteligentes [via @carlos_nascimen].
YEARS from Bartholomäus Traubeck on Vimeo.
* Na verdade esse experimento é de um cara chamado Bartholomaus Traubeck. Ele que construiu um toca-discos com adaptadores pra árvores, que tem uma câmera especial no lugar da agulha, que se conecta ao som do Ableton Live no computador e interpreta os sons dos ~veios~ da madeira. A música está em todos os lugares, haters gonna hate.
Aqui tem outro vídeo de um adebol hippie que usa as árvores como instrumentos musicais que talvez interesse os estudantes vegetarianos de letras e sociais.
Dezembro é aquele mês de ganhar presentes, comer peru (só se for kasher) e pular ondinha relembrando com um sorrisinho maroto e uma barriga pesada todos os ~grandes marcos~ do ano que está acabando.
Lá naquela distante época, o pessoal da NPR teve uma sacada muito boa e, no meio de milhares e bilhares listas de fim de ano, bolou uma lista das 20 Unhappiest People You Meet in the Comments Sections Of Year-End Lists. Nossa equipe de tradução também andava muito ocupada comendo peru, mas agora selecionamos e traduzimos os 10 melhores itens pra sua diversão – destacando que esses itens não são apenas para listas de fim de ano, mas pra praticamente qualquer post de blog:
- A venenosa (ui!): “O fato de você ter incluído a Adele nessa lista de 100 coisas que você gostou faz dela uma grande piada.”
- A pessoa que tem bastante certeza: “Eu nunca vi Game Of Thrones, mas eu tenho bastante certeza que não é tão bom quanto Boardwalk Empire.”
- A mãe do Tim “Sardas” Matterley: “Tem um músico daqui que se chama Tim Matterley que é melhor que qualquer um desses! Você vai gostar do som dele. O site é sardasmatterley.com, e você pode baixar as músicas de graça. Por favor, confira o Tim Matterley, que AINDA não tem contrato com um grande selo, mas é muito muito bom!!!!” Dois comentários depois, ela normalmente retorna: “Aqui também tem um vídeo do Tim Matterley tocando Imagine no hospital infantil. Eu sou apenas um fã, mas acredito que ele é ótimo e vai longe!”
- O masoquista: “Eu odeio tudo o que você escreve, então eu sabia que essa seria uma lista desgraçada e inútil antes de ler tudo. Agora eu sei que estava certo.” [a/c comentários do blog do Lúcio Ribeiro]
- A pessoa com a incoerente noção de underground: “Esses nomes são completamente obscuros, ninguém nunca ouviu falar deles. The Girl With a Dragon Tatoo parece o nome de um livro do Dr. Seuss.”
- Harry, o hipsterfóbico, que realmente odeia muito os hipsters: “Isso é tudo música de hipster. Eu acho que deve ser ok pros hipsters, mas eu não sou hipster suficiente pra gostar de escolhas hipsters como essa. Pena que não sou hipster. Talvez eu gostaria se fosse mais hipster.”
- A pessoa que acha que você chegou tão perto: “Eu gostei de todas as suas escolhas, mas você colocou os Descendants em quarto lugar e Martha Marcy May Marlene como quinto, sendo que a ordem deveria ser o contrário. FAIL.”
- A pessoa que nunca está satisfeita: “Como Arrested Development não está na sua lista?!”
- O preocupado: “Qual o seu problema?! Não, sério, o que tem de errado com você?”
- O modesto: “Se você realmente quer saber quais são os melhores do ano, então veja minha lista em TricotandoComDagmareLaura.com – não é apenas sobre tricô!”
* Se você quiser ler a lista toda acesse aqui.
** Se você quiser relembrar nossas listas de final de ano e aplicar qualquer um dos 10 modelos acima, fique à vontade.
Se algum dia eu tiver que assumir a paternidade e cuidar e educar criaturinhas irritantes e barulhentas, espero ser um pai tão fodelozo quanto Dicken Schrader — o colombiano de sotaque italiano que faz covers de Depeche Mode com garrafas de Coca-Cola e crianças.
Que bonito ver um ser humano viralizando na web por fazer algo produtivo e bacana, pra variar um pouco. Até vou conferir quando ele atacar de DJ e virar blogueira de moda.
(via @bibonunesshow)
Fazenda grande, sol, brisa do mar, um palco, lounges, alto astral, estrelas, lua, animaizinhos simpáticos e DJs e bandas escolhidos sob medida por uma produção muito bem feita comandando os bastidores. Essa é a fórmula do sucesso encontrada pelo pessoal da // (Slash Slash) pro festival mais tranzudo do litoral gaúcho, que teve o mérito de atrair desde os maiores hipsters das redondezas até a galera mais coxinha que frequenta sua faculdade.
O resultado não podia ser outro: diversão, clima sensacional e música de qualidade, em um evento que reuniu cerca de 5 mil pessoas na Fazenda Pontal, aqui no Rio Grande do Sul Céu Sol Sul Terra e Cor. No ano passado, se você lembra bem, o lance todo já tinha sido fantástico, mas dessa vez vimos uma evolução muito grande: “casa” cheia, mais ambientes — como tenda de casamento e espaço pra cortar cabelo — e mais atrações, além da conquista de um título improvável, a taça “Poucos Gaúchos Reclamando”.
Como a equipe do mycool esteve diretamente envolvida com o festival (discotecagem, produções, entrevistas…), não deu pra se concentrar tanto em fazer uma análise crítica dos shows, então pra disfarçar a falta de onipresença vou resumir as impressões sobre o que vi – que também não foi pouco.
Wannabe Jalva: Os caras são bons, e é por isso que pintam toda hora abrindo pros shows gringos por aqui. Os poucos que viram confirmaram isso. Destaque: O vocalista guerreiro, que estava lá se esfafelando de febre por causa do lanche contaminado do Pampa Burger (via @boatosurbanos), mas não pipocou.
Penguin Prison: Um show razoável de um artista que tem potencial, produziu dois singles bons, mas ainda é muito pouco conhecido pra atrair tanto público e cativar as massas. Destaque: O começo, com os hits Golden Train e The Worse It Gets.
The Rapture: Melhor show do festival, daqueles que atraem menos gente, mas são mais conceituados. Arrebentaram com a boca do balão em um set certeiro, com uma performance tão boa que até as músicas mais chatinhas ficam ótimas ao vivo. Destaque: A entrada e a saída, com respectivamente In The Grace of Your Love e How Deep Is Your Love.
Mayer Hawthorne: Se existe um paradoxo tão grande como um “coxinha hipster”, ele se chama Mayer Hawthorne. Músicas de qualidade e performance de Black Eyed Peas fizeram a alegria da galera. Destaque: As baladinhas pros casais dançarem bem juntinhos agarradinhos mimimimi à luz das estrelas. #somoscafonassim
CSS: Uma banda remendada que deixou as crises com o ex-baixista e faz-tudo Adriano Cintra de lado e agitou até os cavalinhos do estábulo. Talvez o tempo delas tenha passado, talvez não consigam mais compor músicas daqui pra frente, mas ninguém estava nem aí pra isso. Destaque: A energia, o carisma e a Lovefoxx depois de tirar a camiseta.

Breakbot: É tradição que os grandes DJs encerrem a noite de um festival, mas fico de cara. Sempre na hora dos sets geral tá podre querendo dormir, e tive que ir embora no meio porque fiquei com medo de andar no mato sozinho e virar comida de dinossauro. Do que eu vi, foi uma apresentação de nu disco impecável. Destaque: A coerência de um set calcado na Disco, com loops e mixagens muito bem feitas.
The Twelves: Fui forçado a entrar no ônibus e roncar até o caminho para casa. Me perdoem. Destaque: Eu e meu amigo Rocky subindo até o templo de Kami-Sama para pegar as sementes dos deuses, até chegar lá e me encontrar preso em um porão com uma mulher sensual de saia de cartolina que queria me decapitar.
Por fim, só posso mandar um gigante parabéns pra todo o pessoal que participou da produção, organização e estrutura, que estavam mais que demais – além de agradecer eternamente à chefe Babi Mattivy pela oportunidade de mostrar meu trabalho como DJ representando o mycool antes do show do Rapture. Temos agora cada vez mais atrações modernas e de qualidade pintando por aqui, o que começa a transformar nosso estado em uma referência — quem diria?
Reveja toda essa diliça cremosa na íntegra aqui:
Fotos: Rodrigo Esper.
O carnaval começa mais cedo aqui na mycool decaDANCE! Na véspera do feriado de navagantes nós vamos montar o Cabaret com muita luz negra e caprichar na decoração neon, tudo isso pra você curtir uma Glow In The Dark Party em climão de carnaval, mas sem aquele clichê de serpentina e confete, e sim com muito brilho!
A função você já conhece né? Luz negra por tudo, distribuição de canetinhas marcatexto pra você pirar na camiseta do colhega e uma novidade: uma maquiadora a disposição pra criar os makes e desenhos neon mais lindos pra vocês!
No som, o melhor do pop e indie rock com nosso line up impecável: Babi Mattivy, Flávio Lerner, The Crayons Sisterhood e Bê Alencastro. Não perde essa porque há boatos que a Glow In The Dark vai tirar umas férias!
Mycool decaDANCE Glow In The Dark Party
Quando? 01/fev, véspera de feriado, 23h
Onde? Cabaret – Independência 590.
Quanto?
R$ 20,00 pra quem já vier com camiseta branca.
R$ 25,00 valendo uma camiseta branca (150 camisetas)
Line up: Babi Mattivy, The Crayons Sisterhood, Bê Alencastro, Flávio Lerner.
Mais? @mycool | contato@mycool.com.br

Ahhh, sexta-feira pré Meca Festival! Também é dia de conferir os vídeos mais TRANZUDOS da última semana. Dessa vez é literalmente, então tirem as crianças da sala!
Começamos com outro vídeo muito tranzudo do Justice. É basicamente o clipe de Seven Nation Army, só que com mulher pelada. Se você pausar aos 33’, 01:35 e 02:10 vai ver bastante peitinho. Aos 50’ não recomendo, porque a moça está aberta, e logo depois parece que vem mais pele, mas é só o rosto do Obama. No final tem calcinha de tigre branco. QUEM PRECISA DE XVIDEOS AGORA?
Justice – On’n'On from Justice on Vimeo.
A Alexis Krauss não chega perto de tirar a roupa no novo do Sleigh Bells, mas continua com sua vibe de ~perigo sensual~. Também tem aquele outro cara. Recomendado para quem tem fetiche por armas de fogo e supermercados.
Get More: Sleigh Bells, Comeback Kid, Music, More Music Videos
Quem nunca imaginou acordar todo dia e ser vestido, penteado e maquiado pelo seu ator pornô gay favorito? Pode morrer de inveja, o vocalista do Perfume Genius conseguiu realizar o sonho e faturou o Zangief.
Hoje tem também pra você que cansou de sofrer bullying por curtir uma zoofilia sem prejudicar ninguém. O baixista do Dirty Projectors luta contra o preconceito ao mostrar a comovente história de amor com uma égua.
Nat Baldwin – “Weights” from Willy Berliner on Vimeo.
Tá, chega de tanta obscenidade, esse é um blog para a família! Podem chamar as crianças de volta pra sala pra ver o Popeye e seus amigos dançando e aprontando ao som da banda favorita de 9 entre 10 indies que usam barba e camisa de flanela. O frontman ainda ajuda a colocar um par de chifres na cabeça do marinheiro. #spoilers #moralebonscostumes

Esse 2012 já começou com tudo, e janeiro foi um mês mUcHo LoKo. Sopas, memes e politicagens à parte, muita coisa aconteceu na música, nos dando esperanças de ter um ano mais empolgante do que foi 2011 (pfv). Enquanto o governo americano não acaba totalmente com nosso acesso fácil à produção independente, conferimos alguns lançamentos bem interessantes já nesse mês. Dos que vingaram, o que mais se destacou foi o “Given to the Wild”, terceiro disco dos Maccabees. Lembra que falamos pra ficar de olho neles? Pois é, da pra se dizer que cumpriram com nossas boas expectativas e fizeram bonito.
“Given to the Wild” é um disco de rock, de indie rock – de guitar music, um gênero em franca queda livre. Aí chegam os Macabeus, que já tinham feito um segundo álbum incrível, e “salvam” a parada, com um disco moderno e belíssimo. Em faixas mais antigas, como Love You Better e No Kind Words, eles já tinham mostrado um potencial gigante para fazer música de arena, daquelas que vão crescendo aos poucos até explodir em enxurradas de guitarras e metais. Essa característica se repete novamente, só que com ainda mais coesão e harmonia, em um álbum com o tradicional começo, meio e fim.
A obra – que rendeu aos britânicos sua melhor posição nos charts do Reino Unido – começa com tudo, com muito mais corpo e vigor nas primeiras quatro tracks. Depois dá aquela tradicional caidinha, mas se recompõe no meio do caminho e termina bonito. Com os dois pés no revival pós-punk da década passada e alguns dedinhos em ritmos eletrônicos – como o drum’n’bass e o 2-step – temos um disco pra quem gosta de música grandiosa, limpa, sensível e bem trabalhada.
Disco: Given to the Wild
Artista: The Maccabees
Lançado em: 9 de janeiro de 2012
Selo: Fiction Records
Produtores: Jag Jago, Tim Goldsworthy, Bruno Ellingham
Melhores faixas: Child é hors concours. Feel To Follow, Heave, Go, Unknow e Grew Up At Midnight completam a lista, mas outras também poderiam estar aqui sem problema nenhum.
Quando não ouvir: Quando você estiver sem paciência.
Quando ouvir: Logo após algo relevante/tocante te desviar da rotina.
Pra quem gosta de: Foals, Bloc Party, Mystery Jets e Bombay Bicycle Club.

Se o mundo pode hypar a Lana Del Rey diariamente, que mal tem em repetir o Gotye volta e meia por aqui?
Depois de conquistar uma penca de coisas desde que foi lançado, culminando com o cover que virou viral, o hit do cara – Somebody That I Used To Know — ganha nova voz com a dupla shoegazer The Big Pink.
Com um clima soturno e cheio de distorções, o Big Pink — que já fez bonito coverizando Beyoncé e The Cure – provou que ganharia muito mais sendo uma banda cover. Eles certamente seriam o sucesso dos Bar Mitzvahs, ganhando fortunas para tocar clássicos de Village People, Queen, Tim Maia, Kool and the Gang e a música do Rocky. Seria um sonho um dia ver a molecada idiche sendo erguida na cadeira ao som de Hava Nagila reinterpretada pelo Big Pink. #euacredito

E aí todos nós lembrariamos destes primeiros covers e nos orgulharíamos de ter conhecido o Big Pink antes de todo mundo.
The Big Pink – “Somebody That I Used to Know” (Gotye cover BBC Live Lounge) by TheNJUnderground
Só faltou uma bela moça com uma bela voz pra fazer o papel da Kimbra e fechava todas. Lembra dela?
Aaah, esses designers… O pessoal da Dorothy (não aquela que foi pra Oz) criou o Songmap, um mapa fictício que tem em todas as suas cidades, avenidas, parques, estações e pontes, referências a clássicos da música pop. Você pode dar uma volta pela Penny Lane, cair na Road Jack, trafegar na Boulevard of Broken Dreams, pegar a Down In The Tube Station At Midnight e se perder na Road to Nowhere. Tudo com uma caneta e o lindo poder da imaginação (não risque no quadro).
Não suficiente, os caras ainda criaram uma playlist no spotfy com 353 músicas que constam no mapa.



Eu adoraria dar uma volta na Fascination Street, mas procuraria evitar a Highway To Hell.
* Duas edições do mapa – pra colocar num quadro bem bonito na parede – estão à venda no site.








![glow-in-the-dark[WEB] glow-in-the-dark[WEB]](http://www.mycool.com.br/ptg/wp-content/uploads/2012/01/glow-in-the-darkWEB-723x1024.jpg)












