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Mais Capital Cities no blog! Sim, porque se semana passada mostramos aqui os caras botando pra quebrar num Bee Gees, hoje temos eles arrebentando a boca do balão em uma releitura sensacional de Madonna – da época em que ela ainda era relevante.
Ainda não sei se os Capital Cities têm futuro promissor como artistas, mas qualquer coisa eles já podem ser a banda de covers mais tranzuda da cidade.
HOLIDAY! CELEBRATE! WE NEED A HOLIDAY! SOME TIME TO CELEBRATE! IT WOULD BE SO NICE! CELEBRATION! TONIGHT! OH YEAH! MUSIC GOT US FEELING SO FREE! CELEBRATE AND DANCE SO FREE!
Enquanto o Daft Punk segue sendo e ainda vai ser, naturalmente, assunto por um bom tempo, o produtor americano Giraffage resolveu dar [mais uma] nova roupagem pra Music Sounds Better With You, um dos maiores clássicos da house music.
A track original – você sabe, falamos sobre ela esses dias mesmo – é de 1998, de autoria do Stardust, projeto paralelo de Thomas Bangalter [o robô mais alto do Daft, daí a relação] com Alan Braxe e Benjamin Diamond; já ganhou uma penca de homenagens e remixes e segue imortal e imbatível [ao contrário do Grêmio].
Vamos quebrar um pouco o protocolo essa semana, já que o Queens of the Stone Age – essa banda que uma penca de cara diz que gosta pra se afirmar sexualmente – lançou hoje mesmo, em pleno aniversário de seu frontman Josh Homme, o que parece ser o último clipe de uma série fantástica de vídeos que divulgam …Like Clockwork, o novo álbum do QOTSA.
Cinco videoclipes, disco novo vazando, aniversário do cara e tudo o mais fizeram com que eu optasse por um especial em torno dessa QUINTOLOGIA da banda – mas principalmente pelo fato de que as animações, feitas por Liam Brazier, são muito boas. Quase um Inter5tella 5555 totalmente macabro e ultraviolento. Lembra também um pouco das ideias por trás dos vídeos do Gorillaz, que infelizmente não tiveram um final digno por falta de verba – mas isso é outra história.
Tirem as crianças da sala e aproveitem a trama apocalíptica de corvos, caveiras, sangue e mortos muito loucos!
Mais uma lista tranzuda elaborada pela NME, chamada Daft Punk Unmasked – 30 Facts You Didn’t Know foi publicada esses dias, pegando carona no hype do vazamento do disco que todos ainda estamos digerindo, Random Access Memories.
Só não concordo com o título que fizeram, porque todo mundo certamente manja pelo menos um dos #DaftFacts – se você não manja nenhum você só pode ser um n00b coxinha, desses que dizem que amam o Daft Punk, mas só conhecem One More Time e acham que eles são robôs de verdade. Enfim, vamos aos fatos, traduzidos e comentados pela equipe MyCool™:
- Thomas Bangalter usa o capacete que parece uma caixa de correio [?], enquanto o Guy-Manuel De Homem-Christo (o popular Guy-Man) usa o capacete liso.
- Logo depois de lançar o seu primeiro hit, Da Funk, o Daft Punk gravou uma track muito parecida na sequencia, mas resolveram descarta-la pra fazer Rollin’ and Scratchin em seu lugar. “Nós matamos Da Funk 2 de propósito. Queremos sempre surpreender.”
- O pai do Thomas Bangalter, Daniel Vangarde [ué, eles nem tem o mesmo sobrenome?] compôs D.I.S.C.O, do Ottawan, e Cuba, dos Gibson Brothers.
- David Bowie [assim como aconteceu com vários outros] ligou um belo dia para o estúdio dos franceses pedindo que eles remixassem uma de suas músicas. Os Daft gentilmente recusaram.
- Os caras do Daft Punk
[invadiram a cidade]literalmente não mostram a cara desde maio de 1996. - Eles lançaram seu próprio Daft Club em 2001, designado para ser um conglomerado entre um portal online, um cartão de fidelidade de supermercado e um site para downloads.
- O nome ‘Daft Punk’ surgiu depois de uma crítica da Melody Maker para a primeira banda deles, Darlin’ [que tinha também um dos carinhas do Phoenix na formação]. A revista descreveu a canção Cindy, So Loud como a daft punky thrash [algo como uma baboseira punk].
- Os robôs já apareceram em um comercial da Gap com a Juliette Lewis e Digital Love tocando no fundo [robôs também gostam de dinheiro].
- Eles também já apareceram em um desses comerciais megalomaníacos da Adidas que ainda contava com o David Beckham [aposentou hoje, garotas!], Snoop Dog [hoje Snoop Lion] e o cenário do Star Wars. [robôs também gostam de dinheiro II].
- O James Murphy menciona o duo em duas músicas do LCD Soundsystem: em Daft Punk Is Playing At My House [essa foi difícil de reparar!] e em Losing My Edge – canção em que James clama ser o primeiro DJ que tocou Daft Punk pra gurizada do rock.
- Foi feito um videoclipe pra canção Robots em um episódio de Flight of the Choncords, no qual os trajes roboísticos foram desenhados pelo empresário dos franceses, Murray.
- Em 1998, o Stardust – projeto paralelo do Thomas Bangalter – lançou o hit mundial Music Sounds Better With You [~~CLASSIQUEIRA~~ MASTER MEO].
- Outro projeto paralelo de Bangalter, o Together, consistia na parceria com o DJ Falcon [dono de uma dicção horrível]. Eles lançaram duas músicas: So Much Love To Give e Together [e você saberia tudo isso se acompanhasse mais o MyCool].
- O [sensacional] Disco Stu, dos Simpsons, apareceu em um episódio fazendo cosplay de Daft Punk [e teve uns adebol que não entenderam e acharam que era o próprio Daft Punk figurando no desenho].
- Na série Girls [sério que vocês assistem isso?], a garota Marnie cantou Stronger, do Kanye West com samples do Daft.
- O Daft Punk apareceu do nada no meio do bis do show do Phoenix no Madison Square Garden, em 2010 [ok, acho que todo mundo sabe disso].
- Outra aparição surpresa foi no meio do Grammy de 2008, no qual se juntaram ao Kanye pra tocar uma versão ao vivo de Stronger. Essa foi a primeira vez que o duo tocou ao vivo na televisão.
- Daft Hands, um vídeo caseiro e bem bolado pra Harder, Better, Faster, Stronger, tem mais de 56 milhões de views.
- Os trajes dessa nova fase do Daft Punk foram desenhados pela Hedi Slimane, da Saint Laurent [essa quem lê o MyCool também já sacava].
- O Random Access Memories tem 74 minutos – tamanho padrão de um álbum. [essa aí foi só pra encher morcilha e fechar 30, né dona NME?]
- O Guy-Man afirmou que o Screamadelica, do Primal Scream, é uma grande inspiração pra eles. Ele disse pra Melody Maker [HÁ, AGORA VOCÊS PAGAM PAU PRA GENTE, SEUS PUTOS!] que o disco “foi um dos primeiros a desencadear uma explosão nas nossas cabeças”.
- Há boatos que Guy-Manuel De Homem-Christo teria descendência aristocrata e que seus antepassados teriam chutado a bunda do Henry V.
- A dupla era fã de Barry Manilow. Como o Guy-Man disse em outra entrevista: “Muitas bandas querem parecer cool, e não vão admitir tudo o que gostavam. Nós gostamos de tudo; nós não ligamos.” [e isso é o que é ser cool de verdade.]
- Em 2007, disseram que gostavam de dançar ao som de Testarossa Autodrive, do Kavinsky, New Day Rising, do Husker Du, Flashing Lights, do Kanye West, Lex, do Ratatat, e Sexual Sportswear, do Sebastian Tellier, remixado pelo SebastiAn.
- Antes de terem grana pra pagarem pelos capacetes tranzudos, o Thomas e o Guy-Man usavam várias máscaras comuns, tipo Beavis e Butthead.
- A dupla se conhecem no colégio, quando tinham 12 anos. [um 'muito obrigado' ao sistema de educação francês!]
- Os primeiros capacetes, cunhados na fase do Discovery, teriam custado 65 mil dólares. Eles tinham telas embutidas que soltavam textos e animações.
- Em 2003, o duo criou a animação Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem, cujas cenas se transformaram em clipes para cada track do Discovery. [quem não conhece, ASSISTA!]
- Em 2006, lançaram o filme Electroma, sobre dois robôs que queriam virar humanos. A obra não tem dialogo nenhum e foi o primeiro projeto deles com uma trilha feita por outros músicos.
- A banda curte muito o diretor Spike Jonze, e já fizeram vários vídeos com ele – incluindo o primeiro, Da Funk. [vale destacar também o bamba Michel Gondry na videografia dos caras.]
E aí, quantos dos 30 vocês já manjavam?
Encerramos o post com Giorgio by Moroder, uma das tracks mais espetaculares já feitas pela dupla.
Não tem tanto groove quanto a original, mas em contraponto podemos entender a letra da música! Se eu não soubesse que era um cover dos Capital Cities, ia achar que eram os Friendly Fires encarnando o peito cabeludo.
Whether your a broda our wheter youarreamonkey you jo STAIN’ALA STAIN’ALA youse yo body braking you justur body shaking frrom jo STAIN’ALAAAAAAAAAAAAA HAAAAAAAAAA
Excepcionalmente, ontem não tivemos a tradicional Happy Mondays por aqui, mas ninguém vai se importar se a gente esticar um dia e fazer uma Happy Tuesdays, certo?
Começamos com Misterio, nova track do produtor Munk, que teve uma ótima repercussão entre DJs e críticos e foi construída entre Berlim e Porto Alegre [!!!]. Isso porque quem compôs a letra e emprestou sua voz de tenor pra canção foi ninguém menos que nosso bróder, o DJ Gabriel Cevallos – que agora assume sua nova faceta como o cantor punk Gab Cervallos.
Pra fechar, um momento de introspecção com o novo single da revelação californiana Banks, Warm Water. O destaque vai pra quem assina a produção: nosso favorito da casa, o Totally Enormous Extinct Dinosaurs. Embora a pilha seja bem diferente do que ele normalmente faz nas próprias composições, dá pra identificar os synths bem característicos do TEED ali no fundo.
Foram quase DOIS MESES de pura e épica provocação, mas finalmente chegou o momento.
Essa foi a dança final, o disco vazou e os robôs liberaram o aguardadíssimo Random Access Memories pra streaming. Agora podemos, FINALMENTE, gozar felizes.
BRING LIFE BACK TO MUSIC!
Lembra de quando mostramos as roupas dos caras do Odd Future? Pois bem.
Os caras são conhecidos (além do fator musical, sem-noção, engraçadinho, etc) pela marca que leva o nome do grupo e faz um baita sucesso entre a molecada. Os lookbooks são sempre numa pegada bem crua e espontânea, normalmente dando a impressão de terem usado câmeras descartáveis – e o resultado é sempre irado.
No último catálogo dos caras, intitulado “Random Items” (itens aleatórios, em tradução livre), a fotografia segue na mesma linha, mas os tais itens aleatórios estão bem fraquinhos, ou seja, não fizeram nenhum moletom com estampa de nariz oleoso dessa vez.
Se ainda assim você quiser gastar dinheiro com isso, fica ligado que semana que vem os produtos vão estar na loja online dos caras.
No oitavo e penúltimo capítulo de The Collaborators, temos o depoimento de um velho beberrão compositor de 72 anos e ex-viciado se rendendo completamente ao Daft Punk. Paul Williams compara as armadilhas criadas pelo próprio ego com o anonimato escolhido pelos robôs, pra depois contar sobre sua participação no desenho da melodia de Touch – a track mais psicodélica, complexa e ponto chave de Random Access Memories [isso nas palavras do próprio Daft].
Mesmo sem conhecer o Paul Williams anteriormente, vi nesse oitavo capítulo uma das declarações mais sinceras e emocionadas da série toda.
As imagens dos robôs são do filme Electroma, dirigido pelos próprios em 2006.
Agora só falta o senhor Julian Casablancas…
Na verdade são 13 minutos, mas descontei o tempo de shalalá de créditos pro título ficar redondo. Não amolem.
Na segunda-feira, os meios de comunicação da espetacular Red Bull Music Academy soltaram um teaser curto e grosso com o James Murphy mais lenhador do que nunca fanfarronando em um cruzeiro.
TEASER – “Too Old To Be New, Too New To Be Classic: 12 Years of DFA” from Red Bull Music Academy on Vimeo.
Sem fazer muito carnaval em cima, dois dias depois já soltaram na íntegra esse doc sobre os 12 anos da DFA, um dos selos mais relevantes na vida da minha, da nossa, da sua insignificante vida. Duvida?
Não apenas por revelar pro mundo artistas como LCD Soundsystem, The Rapture, Hot Chip, Holy Ghost!, Yacht, Joe Goddard e mais uma penca de nomes importantes, a importância do selo criado por James Murphy, Tim Goldsworthy e Jonathan Galky se baseia na integração de dois universos, até então opostos, que definiram o zeitgeist da última década: indie rock + dance music.
Tudo isso pra dizer que, não apenas um simples registro sobre uma label, esse curta é também um resumão histórico da cultura musical da nossa geração. Imperdível.
























