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Articles in the música Category

[27 jan 2012 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 290 views]

Ahhh, sexta-feira pré Meca Festival! Também é dia de conferir os vídeos mais TRANZUDOS da última semana. Dessa vez é literalmente, então tirem as crianças da sala!

Começamos com outro vídeo muito tranzudo do Justice. É basicamente o clipe de Seven Nation Army, só que com mulher pelada. Se você pausar aos 33’, 01:35 e 02:10 vai ver bastante peitinho. Aos 50’ não recomendo, porque a moça está aberta, e logo depois parece que vem mais pele, mas é só o rosto do Obama. No final tem calcinha de tigre branco. QUEM PRECISA DE XVIDEOS AGORA?

Justice – On’n'On from Justice on Vimeo.

A Alexis Krauss não chega perto de tirar a roupa no novo do Sleigh Bells, mas continua com sua vibe de ~perigo sensual~. Também tem aquele outro cara. Recomendado para quem tem fetiche por armas de fogo e supermercados.

Quem nunca imaginou acordar todo dia e ser vestido, penteado e maquiado pelo seu ator pornô gay favorito? Pode morrer de inveja, o vocalista do Perfume Genius conseguiu realizar o sonho e faturou o Zangief.

Hoje tem também pra você que cansou de sofrer bullying por curtir uma zoofilia sem prejudicar ninguém. O baixista do Dirty Projectors luta contra o preconceito ao mostrar a comovente história de amor com uma égua.

Nat Baldwin – “Weights” from Willy Berliner on Vimeo.

Tá, chega de tanta obscenidade, esse é um blog para a família! Podem chamar as crianças de volta pra sala pra ver o Popeye e seus amigos dançando e aprontando ao som da banda favorita de 9 entre 10 indies que usam barba e camisa de flanela. O frontman ainda ajuda a colocar um par de chifres na cabeça do marinheiro. #spoilers #moralebonscostumes

[26 jan 2012 | por Flávio Lerner | 4 Comentários | 214 views]

Esse 2012 já começou com tudo, e janeiro foi um mês mUcHo LoKo. Sopas, memes e politicagens à parte, muita coisa aconteceu na música, nos dando esperanças de ter um ano mais empolgante do que foi 2011 (pfv). Enquanto o governo americano não acaba totalmente com nosso acesso fácil à produção independente, conferimos alguns lançamentos bem interessantes já nesse mês. Dos que vingaram, o que mais se destacou foi o “Given to the Wild”, terceiro disco dos Maccabees. Lembra que falamos pra ficar de olho neles? Pois é, da pra se dizer que cumpriram com nossas boas expectativas e fizeram bonito.

“Given to the Wild” é um disco de rock, de indie rock – de guitar music, um gênero em franca queda livre. Aí chegam os Macabeus, que já tinham feito um segundo álbum incrível, e “salvam” a parada, com um disco moderno e belíssimo. Em faixas mais antigas, como Love You Better e No Kind Words, eles já tinham mostrado um potencial gigante para fazer música de arena, daquelas que vão crescendo aos poucos até explodir em enxurradas de guitarras e metais. Essa característica se repete novamente, só que com ainda mais coesão e harmonia, em um álbum com o tradicional começo, meio e fim.

A obra – que rendeu aos britânicos sua melhor posição nos charts do Reino Unido – começa com tudo, com muito mais corpo e vigor nas primeiras quatro tracks. Depois dá aquela tradicional caidinha, mas se recompõe no meio do caminho e termina bonito. Com os dois pés no revival pós-punk da década passada e alguns dedinhos em ritmos eletrônicos – como o drum’n’bass e o 2-step – temos um disco pra quem gosta de música grandiosa, limpa, sensível e bem trabalhada.

Disco: Given to the Wild

Artista: The Maccabees

Lançado em: 9 de janeiro de 2012

Selo: Fiction Records

Produtores: Jag Jago, Tim Goldsworthy, Bruno Ellingham

Melhores faixas: Child é hors concours. Feel To Follow, Heave, Go, Unknow e Grew Up At Midnight completam a lista, mas outras também poderiam estar aqui sem problema nenhum.

Quando não ouvir: Quando você estiver sem paciência.

Quando ouvir: Logo após algo relevante/tocante te desviar da rotina.

Pra quem gosta de: Foals, Bloc Party, Mystery Jets e Bombay Bicycle Club.

[25 jan 2012 | por Flávio Lerner | 2 Comentários | 184 views]

Aqui procêis, ó

Se o mundo pode hypar a Lana Del Rey diariamente, que mal tem em repetir o Gotye volta e meia por aqui?

Depois de conquistar uma penca de coisas desde que foi lançado, culminando com o cover que virou viral, o hit do cara – Somebody That I Used To Know — ganha nova voz com a dupla shoegazer The Big Pink.

Com um clima soturno e cheio de distorções, o Big Pink — que já fez bonito coverizando Beyoncé e The Cure – provou que ganharia muito mais sendo uma banda cover. Eles certamente seriam o sucesso dos Bar Mitzvahs, ganhando fortunas para tocar clássicos de Village People, Queen, Tim Maia, Kool and the Gang e a música do Rocky. Seria um sonho um dia ver a molecada idiche sendo erguida na cadeira ao som de Hava Nagila reinterpretada pelo Big Pink. #euacredito

depois que faz 13 anos pode ver calcinha

E aí todos nós lembrariamos destes primeiros covers e nos orgulharíamos de ter conhecido o Big Pink antes de todo mundo.

The Big Pink – “Somebody That I Used to Know” (Gotye cover BBC Live Lounge) by TheNJUnderground

Só faltou uma bela moça com uma bela voz pra fazer o papel da Kimbra e fechava todas. Lembra dela?

[24 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 332 views]

Dorothy_0030b-Song-Map

Aaah, esses designers… O pessoal da Dorothy (não aquela que foi pra Oz) criou o Songmap, um mapa fictício que tem em todas as suas cidades, avenidas, parques, estações e pontes, referências a clássicos da música pop. Você pode dar uma volta pela Penny Lane, cair na Road Jack, trafegar na Boulevard of Broken Dreams, pegar a Down In The Tube Station At Midnight e se perder na Road to Nowhere. Tudo com uma caneta e o lindo poder da imaginação (não risque no quadro).

Não suficiente, os caras ainda criaram uma playlist no spotfy com 353 músicas que constam no mapa.

Eu adoraria dar uma volta na Fascination Street, mas procuraria evitar a Highway To Hell.

* Duas edições do mapa – pra colocar num quadro bem bonito na parede – estão à venda no site.

[23 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 241 views]

Lembra do Dave Sitek? Aquele mesmo, o branquelão do TV On The Radio que lançou um disco solo em 2010 sob a alcunha de Maximum Balloon. A mais nova do cara é um remix pra No Light, No Light, último single lançado pela Florence.

Com menos Florence e mais de The Machine (heh) e um certo QUÊ de dubstep americano (só que bom), Sitek cravou na mosca.

Florence and the Machine – No Light, No Light (Dave Sitek mix) by factmag

* Este post é dedicado à memória do produtor cultural, amigo e ser humano fantástico, Alê Cartier. Alê era o nome por trás da Freak!, produtora responsável por projetos como a Freak! Mag e Freak! Radio, além do blog e da festa de mesmo nome.

[23 jan 2012 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 320 views]

Fala lindos e lindas, essa é a semana que antecede o evento mais aguardado do verão do sul do Brasil. Sim, estou falando do M/E/C/A/Festival, que acontece no dia 28 de janeiro (ou seja, SÁBADO) nesse lugar aqui. Pra quem já tá entrando no clima e baixando o mycoolmix aqui e preparando seu ~look festival~ com as dicas que demos aqui, tem mais 9dades sobre o evento:

Depois de nos mimar dando drinks e boa música DIGRÁTIS em Porto Alegre, a Passport Scotch marcará presença no M/E/C/A. Além de contar com uma área dentro do festival onde o público poderá ficar de boa, experimentar drinks e curtir o lounge ao ar livre, a Passport convidou três artistas daqui do sul para produzir adesivos para a customização das petacas, garrafas metálicas (ou frasqueiras, ou cantis, cêq sabe) exclusivas que serão oferecidas no dia. Cada um terá um espaço dentro da área da Passport pra gente conhecer melhor o trabalho deles enquanto relaxa com bons drinks na mão.

O resultado já tá bonitão, mas tô louca pra ver nas garrafas :~

[20 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 184 views]

Desde o fim dos anos 00’s, o Indie Rock baseado em guitarras tem sido, sem meias palavras, um saco. Tirando exceções, é cada vez mais difícil encontrar alguma banda nova que faça algo em que valha a pena investir um tempinho. Os Last Dinosaurs, de Brisbaine (pra variar, Austrália), são um lampejo de esperança no meio do marasmo.

E como não fazer boa música inspirado por essa paisagem?

Pouco hypados, foram responsáveis por “Back From The Dead”, um EP impecável lançado em 2010. Ano passado, soltaram mais dois singles: Time & Place e a arrebatadora Zoom. A fórmula não é nada inovadora, mas pouco importa – esses rapazes conseguem não soar como uma cópia genérica dos indies contemporâneos, o que já conta muito. O principal mérito deles, porém, é empolgar. Escute e prove me wrong!

* Não são os primeiros (e nem os últimos, RÁ) DINOSSAUROS que recomendamos aqui. 2012 é o ano deles!

GRAAAAAAAAAUUUUUR

[19 jan 2012 | por Leandro Souza | Nenhum Comentário | 112 views]

GuidedbyVoices061811_17rBSheehan2 - for web

À parte de PIPAS e SOPAS que andam rolando por aí, achei justo dar uma parada e lançar aquela CANJA (rá) para a galera. Até porque, aproveitemos todos os downloads enquanto é possível, né gents? E aproveito esse ano novo para celebrar e recomendar uma banda que não é nova – na real ela já tem 25 anos de carreira – mas que bota quase tudo o que há de corrente no chinelo.

Let’s Go Eat The Factory é o mais novo disco dos americanos do Guided By Voices, UMA DAS MAIORES BANDAS DA HISTÓRIA DO INDIE ROCK EM TODOS OS TEMPOS. O novo álbum, lançado esta semana, marca o retorno ao estúdio da formação original da banda, que marcou época nos anos 90 e voltou à ativa em 2010. E mesmo com seus integrantes na casa dos 50 anos, o quinteto provou que ainda chuta traseiros, inclusive de muitos menininhos que acham que sabem segurar guitarras e fazer rock. Nigga, please…

Com um tracklist imenso – 19 musicas – em magavilhosos 42 minutos, Robert Pollard (O LÍDER), Tobin Sprout (O GÊNIO), Mitch Mitchell (O MAIOR GUITAR HERO ESQUECIDO DO MUNDO), Greg Demos e Kevin Fennell mostram porque já foram considerados os Beatles do Lo-Fi. Melodias certeiras, guitarras sujas que parecem bênçãos, vocais pândegos e assobiáveis, além de títulos de músicas inacreditáveis. Apenas rock, sem maiores definiçoes ou ambições. Alegria pura.

E uma das melhores músicas do disco se chama “Hang Mr. Kite”. Sacaram? KITE? PIPA? AHN? HAN?

*Ah, e não percam o tombo legal do Greg Demos aos 47 segundos do vídeo. Priceless.

[19 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 231 views]

Alguns podem achar que eles são mais uma bandinha de hipsters púberes que, por algum motivo, ganharam seu burburinho na blogosfera indie, mas só até o lançamento do primeiro disco, em que vão chegar ao ápice dos “15 minutos de fama” e depois desencanar de viver de música para arranjar um “emprego de verdade”. Não tiro a razão de quem pensa assim, porque essa história se repete com frequência a toda hora. Algo, porém, me diz que com o Egyptian Hip Hop vai ser diferente.

Se você lembra bem de um ano atrás, nessa mesma hora e mesmo canal, nós demos a morta desses moleques britânicos por aqui, como aposta pra 2011. Acontece que depois do lançamento de um EP acima da média em 2010, eles não fizeram mais nada, encerrando o ano em stand by. Mas essa situação já está prestes a mudar. Vejam:

Aparentemente esse post é a novidade mais fresquinha que temos a respeito da banda; nenhum clipe, single, teaser e sequer nomes foram anunciados até agora, o que confere uma vibe de ~mistério~ – além de nos levar a crer que ainda deve levar um tempinho pro lançamento.

Melhor assim, com menos estardalhaço e menos expectativa eles podem surpreender e fazer bonito nesse 2012. Eu me arrisco a queimar a língua legal, mas vou apostar que sim, vai ser BOM. E você?

[18 jan 2012 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 455 views]

Tá, você já deve ter lido muito a respeito. Aqui mesmo no MyCool, há poucos horas, minha digníssima molher Luísa (que não está no Canadá) já introduziu o assunto. Só que hoje, exclusividade e originalidade não importam, mas sim repetição. Hoje não é dia de ser engraçadinho e mostrar o novo grupo de jovens hipsters sustentados pelos pais que fazem um som ousado e original. Isso porque, se as pessoas não se derem conta da bagunça assustadora que querem aprovar lá nos EUA, pode não haver mais nenhum tipo de novo “som ousado e original”.

Se você ainda não percebeu a importância de boicotar projetos como a SOPA e a PIPA – siglas tão ridículas quanto ameaçadoras – está na hora de ligar o alerta. Você pode pensar que não é problema seu, já que as leis estão sendo votadas lá nos USA, mas esse é o tiro que sai pela culatra: onde estão os principais portais e redes que você usa pra compartilhar e fazer download? Google, Facebook, Twitter, Youtube, Soundcloud, Tumblr, MySpace, WordPress e Wikipedia, podem, dentro de pouquíssimo tempo, sucumbir ao totalitarismo.

Resumo breve: se aprovadas, as leis simplesmente vão transformar a internet – o espaço mais democrático e livre do mundo – em uma ditadura.

sopa

Esse gif resume bem melhor do que eu

Baixar música? Cada vez mais impossível. Ler sobre artistas novos? Também será comprometido. Ver vídeos de programas de TV, trailers, clipes, ou ter acesso a qualquer criação artística, underground ou mainstream, que envolva direitos autorais (ou seja, tudo) se tornará uma tarefa ilegal. Quando você quiser subir na web aquele seu vídeo caseiro vestido de Beyoncé e rebolando essa buzanfa gorda, BANG BANG, você será vetado por violação de direitos autorais. Talvez, mais tarde, até condenado à prisão (não que uma cena dessas não seja um crime por si só. Enfim…).

A SOPA representa a morte da espontaneidade global, da livre criação, da paródia, do remix, do compartilhamento de conteúdo, da cultura independente. Estamos ameaçados de perder a cultura de nicho que conquistamos graças à web 2.0. A blogosfera vai morrer, ou, na melhor das hipóteses, se tornar engessada, zumbificada, obsoleta. Quer mais consequências trágicas? O streaming e o download vão morrer, condenado a existência de toda a cultura indie; o ato de compartilhar montagens irônicas com artistas famosos também vai morrer, O MYCOOL VAI MORRER (!!!) e, enfim, estaremos cada vez mais próximos do futuro apocalítico previsto na ficção do George Orwell.

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Muitos dos principais sites a serem atingidos já estão fazendo sua parte. Hoje é o dia D do protesto virtual, e a gente não pode se dar ao luxo de nos alienarmos. Vizinhos como o Move That Jukebox, a Freak!, o Trabalho Sujo e tantos outros também estão colaborando. Resta a cada internauta ler, compartilhar e torcer para que a SOPA e a PIPA não transformem nossa querida e utópica viagem cibernética em uma Coréia do Norte virtual.

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