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Articles in the música Category

[21 mar 2012 | por Pedro Antunes | Nenhum Comentário | 215 views]

Ela também faz parte da safra de cantoras-compositoras vindas do Reino Unido, lideradas pela falecida Amy Winehouse, e deve estourar em 2012. Emeli Sandé lançou seu primeiro disco, Our version of events, no dia 13 de fevereiro e foi direto pro topo das paradas britânicas

O primeiro single, Heaven, chegou às rádios ainda em 2011, em agosto e ficou em 2º lugar no UK Singles Chart. Do disco de estreia, Emeli já lançou outros dois singles, Daddy e Next to me. A música da escocesa é um pouco difícil de classificar, e como outras cantoras britânicas, ela passa pelo soul, o R&B e o pop. Também como algumas conterrâneas e contemporâneas, ela é dona de uma voz poderosa e trabalha muito bem com ela nas 14 faixas do cd.

Filha de pai zambiano e mãe inglesa, a mocinha começou a carreira como compositora e já escreveu músicas para artistas como Susan Boyle, Leona Lewis e Tinie Tempah. E no último dia 21 a cantora saiu do Brit Awards com o prêmio da crítica. Ou seja, ela tem tudo pra bombar em 2012!

Uma curiosidade: o nome completo dela é Adele Emeli Sandé, mas ela resolveu usar só Emeli Sandé por causa da Adele, claro. Abaixo o clipe de Next to me! Enjoy!

[21 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 142 views]
oi, o nosso turntable salta faísca

 

[Anos 90 a MTV era realmente pródiga em fazer o cara descobrir músicas, ainda mais se você fosse um completo virgem em algo, como era o meu caso com a música eletrônica. Tinha esse programa AMP, com uns vídeos muito doidêra mesmo, de coisas como Daft Punk, Aphex Twin, Cassius, Moby e Orbital. Talvez foi o primeiro contato com o ÁCIDO duma geração, mesmo que apenas pela televisão.]

Bom, Orbital é duma levas de duos eletrônicos muito, mas muito velho mesmo, lá do tempo em que a galerinha do Metronomy fazia xixi nas calças. Não sou minimamente conhecedor da obra dos irmãos, Phil e Paul Hartnoll, a não ser esse vácuo de memória do AMP. Qual minha surpresa eles ainda existem, acabaram de lançar um disco novo chamado Wonky, após 8 anos de hiato. Noves fora a técnica de produção (que não serei pretensioso em analisar), é música pra fazer coreografias aleatórias pra rirem de você na pista e, why not se você é dustóxico, pirar no LSD.

“New France” e a arroz-de-festa-do-momento Zola Jesus, num vídeo bem doidêra com bicho de pelúcia.

“Never” é não recomendado (e isso é sério) a quem tenha epilepsia.

 

[20 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Um Comentário | 173 views]
oi, sou o Jack White, e gostei da maquiagem do Robert Pattinson em Crepúsculo.

 

Não foi dessa vez que viajamos a Austin, TX, para conferir o maior festival-que-não-é-festival do mundo.

Mas demos um bizu internético, inclusive nuns live-streaming, e segue aí uns vídeos prezas do remelecho.

O cara mais importante da música há pelo menos uns 5 anos.

A nova sensação da hipsterâge, Sleigh Bells, mandando ver numa do recém-lançado Reign of Terror.

Após 5 anos de silêncio, o The Shins voltou, aqui com uma do disco novo.

Outro retorno foi o da Fiona. Nenhum registro de pessoas com os pulsos cortados. Até agora.

Aqui O CHEFE comandando o staff, um deles é o geniazinho das seis cordas Tom Morello.

Japandroids com música nova que ouvimos antes aqui. De camisa do Guns N’ Roses o manolo.

Uma novinha do Mumford and Sons. Pelo menos diz ali, porque é sempre o mesmo troço.

Postem outros vídeos doidêras aí, se assim vocês tiverem. Um abracinho.

 

[19 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 211 views]
oi, ele tem um olho de vidro, por isso coloquei a mão na frente

 

Toda banda de shoegazer passa por um dilema que é definir qual é o seu GRAU DE SHOEGAZERIDADE. É evidente que entre os fatores de destaque é se declarar uma chupação de My Bloody Valentine ou não, e sendo um gênero de nem tantos ouvintes assim (e por isso mesmo ouvintes muito chatos), na verdade parecer uma mímica do MBV é uma COISA BOA (contraditório, não?).  Bom, mas não era o caso do School of Seven Bells, que sempre se manteve naquela curva do gazer mais eletrônico do Chapterhouse, sem exatamente uma caralhada de distorções. O que era legal, mas perto do erro.

Nesse terceiro disco, após a saída de uma das irmãs gêmeas da banda, a coisa ficou um pouco ETÉREA demais, o que se não transforma em algo ruim de forma definitiva, é bem fácil de interpretar como PARECIDO COM ENYA. Ghostory dá uma exagerada na mão eletrônica e em vocais aparentemente cantados com a intenção de emular um fantasma (fui facilmente persuadido pelo nome do disco) em detrimento de guitarra, barulho…shoegazer. Chega um momento, lá pela metade, que o disco parece feito pra ser a trilha sonora de todas as salas de espera de terapia do mundo. Exatamente por ouvintes de shoegazer serem muito chatos, é MUITO FÁCIL saber quando algo não se trata disso (você não tentaria enganar um enólogo oferecendo vinho de caixinha, certo?). E mesmo as faixas legais presentes no álbum, como o single “The Night” e “Scarevenger”, são boas canções pop, razoavelmente indicadas até mesmo se você curte FLORENCE AND THE MACHINE.

O apagar das luzes, com os oito minutos de “When You Sing”, com um loop eterno de bateria, guitarras em tremolo, vocais homem-mulher dobrados, e tudo o mais exatamente chupado de “Soon” do MBV, dá um pingo de esperança de que talvez o School of Seven Bells capriche mais na próxima vez, fazendo aquilo que de melhor uma banda pode fazer na Terra: copiar My Bloody Valentine.

[16 mar 2012 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 192 views]

Estamos avisando cedinho pra vocês se programaraem, porque é HOJE as 19:30 no Instituto Goethe o Kino Beat ao Vivo.

 

Derivado da Mostra Kino Beat de filmes relacionados à música (vocês já viram por aqui), o projeto Kino Beat ao Vivo surge como uma plataforma para apresentações audiovisuais, explorando som e imagem através de performances artísticas multimídia. A iniciativa se estende ao longo do ano com apresentações regulares e itinerantes – e dessa vez chega à capital gaúcha pra NIGHT de sexta-feira começar mais cedo.

Formô? Então vai lá no Facebook, clica em +join e convida os amiguinhos.

Kino Beat ao Vivo
Auditório do Instituto Goethe: Rua 24 de Outubro, 112.
Entrada Franca. \o/
Distribuição de senhas a partir das 19h:30min, apresentação começando as 20h.
Apoio: Instituto Goethe

[15 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 217 views]

A coluna Quase Famosos vai te mostrar as bandas QUASE. Final dos anos 90, começo dos 00, a internet ainda não tinha o poder absoluto na criação de hypes. A maioria desse grupos aqui foram hypes por, digamos, DOIS DIAS. Bandas que nunca chegaram a decolar apesar da promessa. O processo os ruiu. Os legítimos nobody duma geração atrás. Alguns poucos lembram, tipo eu.

O Idlewild surgiu imediatamente após o mundinho Blur x Oasis com um frescor juvenil, fazendo rock barulhento, rápido e dissonante, pegando uma vaga influência punk e entupindo de melodias (algumas bandas fizeram isso errado, e então nasceu o EMOCORE) e ltras que falam diretamente com você (não um alguém vago por aí, mas VOCÊ). Os dois primeiros discos são o puro retrato dum estilo que não vingou com a chegada do “acoustic movement”, mas especialmente o segundo, o fantástico 100 Broken Windows, é daqueles ~favoritos da crítica~. Em informações wikipídicas, a Spin elegeu como o “Melhor Disco que Você Não Ouviu em 200o” e outra publicação decretou como o melhor álbum escocês da história. Pode não ser nada disso, mas pra mim é um disco de cabeceira, que nunca perde validade pra esgaçar no volume.

Mas a coisa ficou ainda melhor pro Idlewild logo a seguir. Uma dupla de álbuns atingiu o Top 10 inglês, The Remote Part (#3) e Warning/Promises (#9), já numa energia bem mais controlada, ruídos menores, e RÁRÁRÁ, baladas. Ainda que ducaralho, não seria surpresa a banda ter aberto uma série de shows do Coldplay, sendo que algumas faixas lembravam os próprios. Igualmente foram saltitante para América abrir um perna interna da turnê do Pearl Jam. Estavam além disso numa grande gravadora, a Parlophone, aquela certa duns certos rapazes os The Beatles. Estava tudo uma maravilha e não podemos dizer que o som era efetivamente palha. Eles podiam ter sido o MUSE, se não tivessem vacilado.

Não sei o que raios eles fizeram a seguir, que saco eles não puxaram, que consessões não abriram, mas o fato é que o Idlewild de tocar em estádios cheios pelos Estados Unidos da América foi direto pro limbo. Lançaram um disco bem interessante de “volta às origens”, em 2009 um outro exclusivamente no seu site oficial, além de no ano seguinte fazer uma tour tocando na íntegra o seu clássico 100 Broken Windows.

Hoje a banda ainda existe, e vaga num submundo inglês das inexistentes bandas de rock. Roddy Woomble, o vocalista e líder, está com apenas 35 anos, o que significa que já fez um bocado de coisa e está um pouco novo pra se tornar um NADA EM ESPECIAL. Uma pena.

Palco principal do Reading, lotado, em 2000. Não é pra qualquer bosta.

 

[14 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 221 views]
oi, uso bigodes e penteio o cabelo todo pra direita

 

Alguns devem ter percebido que não gosto de Gossip, de acordo com o que escrevi deles aqui a última vez, muito embora haja discordância interna, e música é  massa justo por isso: ninguém está certo.

E após quase três anos de Music For Men, a banda está de volta com o single ”Perfect World”. A música faz parte do novo disco, A Joyful Noise, que será lançado oficialmente em 22 de maio. A vocalista Beth Ditto avisa que pode haver muitas influências do ABBA.

Bom, o meu problema principal com essa banda é que ela não cumpre o “dance-punk” que a rotulam. Em todas ocasiões, em todas as músicas, esconde-se atrás do suposto dote vocal da cantora (como, sei lá, a ADELE resolvesse fazer rock). Na supracitada resenha de quase três anos atrás, disse que “ela não passa uma única faixa sem fazer pirotecnias vocais, aqueles “uuuuuh uhhhh” e “oooooooooh” e “yeah yeah yeah”.

Ouçam o novo single, é como se eu tivesse escrito isso ontem. WOAH-OH-OOH-WOAH-OOH-WOAH.

 “Perfect World” by Gossip Music

[14 mar 2012 | por Barbara Mattivy | Um Comentário | 173 views]
[13 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Um Comentário | 214 views]

Um guitarrista sovando a mão nas seis cordas, um baterista descendo a lenha, apenas isso e não mais que isso, é o que faz o Japandroids. Nenhum floreio, rebuscamento, ou dancinha, no palco a dupla parece a mais old-school e rudimentar das bandas, como se tivessem na garagem da tia deles. Uma única guitarra do início ao fim, como fazem bandas de verdade (uma ali ao lado de soslaio, para emergências, jamais foi usada). Uma vantagem em relação ao disco é que as músicas soam ainda mais altas e barulhentas, e os gritos alucinados soam ainda mais pungentes. Tecnicamente – e o caralho que isso tenha importância num tipo de show que tudo que você tem a fazer é pogar, gritar e balançar a cabeça como um COCKTAIL DO TOM CRUISE – o Japandroids foi também perfeito, com músicas numa incrível semelhança das gravações (com a exceção já dita, de que soam mais altas).

E pra uma banda com apenas um disco nas paletas, e meia dúzia de fãs, o dever de casa deles foi como se um professor de semiótica desse pra ser analisada uma REVISTA SEXY. Tocaram o Post-Nothing inteiro, de cabo a rabo, não na ordem. Desde a mântrica “The Boys are Leaving Town”, ao hino duma geração que costumava sonhar e agora se preocupa em morrer “Young Hearts Sparks Fire”, passando pela lancinante BALADINHA FUZZNOISE de “I Quit Girls” e a definitiva “Rocker Easts in Vancouver”, quando um clarão se abriu a minha frente, saí berrando get drunk and get sad e de lá não saí até o fim do show, para ficar meio surdo, atolado praticamente dentro de uma DEZENA de amplis gigantes. Pelo meio do caminho duas ou três faixas do novo disco. Também “Wet Hair” e, bem, todas as outras do álbum (como eu também já disse). Tudo impermeado por uma boa simpatia dos caras, uma good vibe, repetindo estarem felizões de tocar no Brasil, narrando os acontecimentos da noite a cada afinação de corda, sobre cada música e sobre coisas que na verdade não entendi porra alguma, talvez até convidado geral pruma ceva em Vancouver.

Foi uma máquina de moer carne, um show definitivo para os 12 fãs, uma interessante amostra pra quem curte punk e não conhecia direito e, bem, apenas uma barulheira sem sentido para os desavisados.

Ai amiga, acho que viemos na festa errada”
“Estas músicas aí a gente nem sabe quando começa e quando termina”.

HELL YEAH, BABY.

Obrigado, japas androides. Era BEM ISSO AÍ que a gente queria.

O show aconteceu no Beco, em Porto Alegre, 10/03, na festa Indierockkers. As fotos são do site da casa.

[13 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 261 views]

Estamos em 2012 e não é só de U2  que se vive bandas veteranas. Tem uma pá delas atiradas ao vento há praticamente duas décadas, lançando discos fodas após discos fodas para poucos incautos — aqueles um dia nomeados INDIES, hoje em dia não sei qual é o termo. Inclusive, três delas acabam de lançar seus álbuns, todas lideradas na figura de um one-man-band, apesar de terem dezenas de integrantes. A elas:

Spiritualized

Completam 20 anos e chegam a seu sétimo disco, Sweet Heart Sweet Light, concebido na estrada por Jason Pierce após a turnê em que executavam na íntegra o clássico-majestoso Ladies and Gentleman We Are Floating in Space. Para os novinhos que gostam de: MGMT e Tame Impala.

Tindersticks

Stuart Staples e companhia, entre trilhas sonoras e projetos mil, chegam a seu nono disco em The Something Rain. Para a juventude que gosta de: The National.

Lambchop

De Nashville, Tennessee, o Lambchop chega a seu décimo-primeiro álbum, sempre liderados por Kurt Wagner. Em Mr.M eles ~desvendam alguns truques~ (NÃO DEU PRA RESISTIR) do velho caipirismo trasmutado de novo. Para os muito fãs de: Wilco e todo movimento alt-country.

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