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Hoje é dia da nossa coluna periódica sobre remixes legais – sim, existem vários deles! A ideia aqui é justamente ir contra aquele preconceito de que eles só estragam as músicas originais ou que “na hora de entrar o refrão só tem tuntz tuntz” – um remix não precisa nem ser dance e a música eletrônica não precisa ser maçante ou bagaceira, vejam só!
Se o Gorillaz ganhou ouro ao fazer a belíssima On Melancholy Hill, do disco Plastic Beach (2010), o produtor e DJ Jon Gooch – que vem se destacando bastante no estilo Drum’n’Bass sob os nomes de Spor e Feed Me – conseguiu fazer um remix a altura, reconstruindo a canção para as pistas de dança, mas mantendo a mesma beleza e clima da faixa original.
Gorillaz – On Melancholy Hill (Feed Me Remix) by thecats
Pra relembrar a ótima canção do Gorillaz:

Não sei se é uma safra péssima desse ano ou uma tendência, mas o fato é que eu conto nos dedos (e acho que uma mão basta) o número de artistas REALMENTE bons que surgiram em 2011. Chego até a suspeitar que o Indie Rock, enquanto gênero, já tá dando o que tinha que dar, mas isso é assunto pra outro dia.
Em meio a essa escassez, trago hoje uma banda nascida em 2008, mas que apareceu mesmo ano passado com seu debut “Man Alive” – top 5 de 2010 fácil, fácil (e esse sim foi um ano que teve uma safra bem legal). O curioso é que, até como falei esses dias, é agora que eles tão concorrendo com esse discaço pro prêmio inglês Mercury Prize.
Quem não conhece tem que sacar, porque em meio a tanta coisa que surge hoje – e que por melhor que sejam, soam mais como revivals de gerações passadas – o quarteto de Manchester se destaca por conseguir uma sonoridade muito própria e diferenciada e por convergir na medida certa o pop e o experimental. Há um ano ficou no repeat do meu iPod rolando por meses e hoje também recorro a eles quando encho o saco de ouvir tanta mesmice.
Versos brilhantes, hits e canções mais densas, daquelas que te pegam de jeito depois de flertar por um looongo tempo. Que me perdoem o James Blake e os Vaccines, mas nenhum disco de estreia em 2011 conseguiu fazer algo desse nível (se bem que o Washed Out…).
* Link pra quem quiser literalmente dar follow nos caras.
** Esses clipes são um ESCULACHO.
Que electro o caralho. Nada me tira da cabeça que o Passion Pit é na uma tremenda duma BANDA DE ROCK que acontece de ter uns nerds apertadores de botão em vez de guitar heroes. Pensa um bando de nerds ensandecidos com synths acachapantes no lugar de cabeludos esmirilhando as guitarras. A circunstância pode mudar, mas o efeito é totalmente rock and roll.
Mesmo começando na manha com I’ve Got Your Number, o quinteto já botou todo mundo pra dançar e se esgoelar com seus refrões matadores. Em seguida então, quando Make Light entrou rasgando, daí o bicho pegou, e o Passion Pit deu a primeira mostra de seu poder monstruoso ao vivo. Falando em goela, o vocalista Michael Angelakos, ao contrário de outras enganações (Empire of the Sun, oie), ele alcança TODAS AS NOTAS vocais nas canções. Absolutamente impressionante. Sem contar que o cara conquistou a platéia na simpatia também, agradecendo ao público que ficou no palco indie quando a grande maioria foi ver o Phoenix no outro palco. Os outros integrantes da banda não deixavam por menos, empolgando a platéia, se entregando em cada canção, mostrando que estavam se divertindo tanto quanto o público.
Alternando momentos altamente feelings como Moth’s Wings e Let Your Love Grow Tall com outros dançantes pra dedéu (The Reeling), o quinteto de Boston foi responsável pelo segundo maior deleite sonoro do festival, na minha opinião (só perdeu pro Pavement). E ah, a finaleira ÉPICA com Little Secrets e Sleepyhead eu nem preciso comentar, né? Mas, DEUS DO CÉU, aquele arranjo MARKY-MARK-NINETIES-SNAP-I-GOT-THE-POWER-OOH-AH pra Better Things foi um DESACATO DANÇANTE MASTER. Pra fazer justiça, só se todo mundo ficasse pelado e dançasse como se não tivesse amanhã. COISA LINDA.
Pra quem é fã de Smashing Pumpkins, deve conhecer o estado anímico de seu líder. Aguentar pretensão, arrogância e cuzice faz parte do bolo. Inclusive, sabendo disso, esperar que ele tocasse o que bem entendesse, seria muito natural. Esses, portanto, pouco tem a reclamar do setlist calcado basicamente em música nova e os dois piores discos da banda.
Da minha parte, um não-fã, vagamente esperando reviver adolescência, isso doeu as bolas. Porque o problema maior não foi não tocar tantas músicas do Siamese (duas), e Mellon Collie (três), e deixar pra lá 1979 e Disarm, seus dois maiores hits – afinal, é quem ouviu essas músicas 350 vezes que tem a reclamar, não eu, que as conheço da TV. Problema mesmo é que as novas músicas NÃO PRESTAM, é um Billy Corgan solo travestido de Pumpkins. Além, hino dos Estados Unidos + solo do Led Zeppellin é a PIOR SEQUÊNCIA ever. Cherub Rock + Zero + Stand Inside + Tonight Tonight é sequência matadora, mas nessa altura já estava fora, vendo do telão, tentando descolar um táxi. Parafraseando Leandro “Bolota”, “a melhor parte do show dos Pumpkins foi quando o Corgan enfiou a guitarra no próprio rabo e solou com as pregas”.
Alguma genialidade mencionou no twitter que os que reclamam que o Smashing Pumpkins é só o Billy Corgan são os mesmos que iriam ao show do Paul, no dia seguinte. Isso mais ou menos resume o que os fãs acham e que Corgan acredita: que é um beatle. Triste.
A gente é tão alternativo, tão a favor das minorias, que vai passar reto pelo show do Paul McCartney. Todo mundo já sabe, não se fala em outra coisa. Nosso foco aqui é você, exceção, que vai no Planeta Terra, no Paul, no Massive Attack, no Green Day. Você que vai usufruir da agenda londrina de shows que se instalou nas capitais brasileiras e ainda pode ter algum interesse pela Norah Jones. Ou seja: o foco aqui é você, que tem gosto abrangente e é rico. A moça que “don’t know why” chega ao Brasil em novembro para quatro shows que, a princípio, acontecem em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda nada 100% confirmado, mas dá uma olhada na última data que consta no site:

Significa?
Segundo a Rolling Stone Brasil, as datas exatas e locais são:
Curitiba
12 de novembro
Teatro Positivo – R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido
São Paulo
14 de novembro, às 16h
Parque da Independência – Av. Nazareth, s/n – Ipiranga
Entrada franca
Rio de Janeiro
16 de novembro
Vivo Rio -Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Porto Alegre
18 de novembro
Teatro Bourbon – Av. Túlio de Rose, nº 80
Em São Paulo vai ser de graça. Mas e daí, né?
Lembra que a gente falou por aqui da Pixel Show, um evento über bacana que rola em Porto Alegre mês que vem? Pois é, as inscrições finalmente começaram, junto com a correria pra garantir o lugar! Se inscrevendo, você leva o seguinte:
+ 2 dias de evento com direito a 8 palestras e 2 mesas redondas
+ 1 kit com bloco, caneta, adesivos da Zupi e brindes
+ exemplar da edição especial de Abril – Concept Art (no valor de R$ 14)
+ Sorteios de assinaturas de revistas, livros, softwares, camisetas, DVD’s etc
+ Exposições, painéis interativos e muito mais.
+ Entrada VIP para a “festa no Beco” – sábado a noite (entrada especial para público PS antes das 22hr)
Aqui nesse link você encontra a lista completa dos palestrantes. Os valores?
Colá lá e agiliza a sua vaga! #ficadica que teremos até um stand por lá!
Les Queues de Sardines é o que há de mais criativo no mundo das meia calças. Notável por seu estilo não-convencional e único, eles sempre adicionam uma pitada de humor nas peças – deixando tudo imensamente incomum e lindo! Gotas de chuva, bocas super dentadas, formigas ou veias + artérias são só algumas das estampas. Baba aí, ó:
Dica da @julibaldi.
Pra quem ainda não viu, Diesel, a marca italianona de jeans mais foda ever, abre a estação com outra campanha mega bafônica de primavera/verão. Toda trabalhada no conceito Be Stupid, a proposta por trás das mensagens é convencer o povo a ser mais ousado, audacioso e… estúpido! Além das propagandas, eles criaram uma competição de estupidez (inscrições já encerradas!), onde o vencedor fará parte do vídeo/catálogo da marca.
Confere aí TODOS os 40 anúncios na íntegra, assim com o vídeo, que ganhou até trilha do We Have Band, uma das nossas bandeenhas preferidas:
A Pixel Show é uma conferência e feira que rola sempre em São Paulo, já rolou em Salvador, e esse ano cola também aqui por Porto Alegre, em Abril. O evento é organizado anualmente pela editora Zupi desde 2005 e super foca em criatividade nas áreas não só do design e arte, mas também fotografia, ilustração, arte de rua, moda e cinema.
Além de ter a Zupi como produtora, uma das revistas mais fodas de design do país, e a casa de comunicação cultural Maria Cultura como parceira, “em um circuito de palestras apresentando cases e portfólios de renomados artistas brasileiros, o Pixel Show visa discutir temas atuais sobre a arte moderna e o mercado de trabalho, inspirando e motivando jovens (e experientes) profissionais”.
O mycool super apóia a iniciativa. Corre e confirma sua presença lá no Facebook djá!
Pixel Show Porto Alegre 2010
Data: 10 e 11 de abril de 2010
Local: Centro Cultural Usina do Gasômetro – Av. Presidente João Goulart, 551 – Centro – Porto Alegre
Contato: +55 11 3926-0174 / +55 11 5084-9040 / +55 51 3207-8463 / info@pixelshow.com.br
Horário: das 09h às 19h – ENTRADA FRANCA
Hoje acaba a São Paulo Fashion Week. E o que rola nos dois últimos dias, geralmente, é uma falta de qualidade generalizada nos desfiles. Também que galere não aguenta mais correr pela Bienal, muito menos ver porcaria sendo desfilada. Dá super pra perceber que fica cada vez mais vazio, e tristemente algumas vezes as assessorias das marcas têm que arrecadar povo pelos corredores pra assistir ao desfile. Alguma pouca coisa sempre se salva, tipo ontem, ó:
Alexandre Herchcovitch (masculino)
A inspiração foi O Sétimo Selo, de Ingmar Bergman. E todos os modelos desfilaram com uma maquiagem incrível, aka uma caveira desenhada nos seus rostos. Os looks, em sua maioria super classicões, tomaram um shape descolado através do styling gênio de Maurício Ianês. O pouco de cor usada ficou por conta do vermelho vivo, e de resto veio muito branco, preto, verde musgo e azul marinho. Fosse eu rica e tivesse um namorado estiloso, compraria a coleção toda pra presentear!
Neon
A Neon, ou melhor, Dudu Bertholini e Rita Comparato, assumiram a África que existe dentro de cada um e jogaram na passarela um leão de madeira gigantesco, com as estampas indo desde tucano até elefante. Vários caftãs, calças de alfaiataria, saias sequinhas e muito batom vermelho garantiram o ar meio anos 50 do desfile. Over the top, como Neon sempre é, e felizmente sempre encontra quem goste.
Outros desfiles, aqui.



































































