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Pazes, nome de guerra (HAH) de Lucas Febraro, é um garoto de Brasília que produz música eletrônica não-dançante, experimental, numa vibe meio Flying Lotus/Four Tet/Galera-da-IDM-que-o-Thom-Yorke-adora. Foi revelado pro mundo depois de ter sido o único brasileiro selecionado pra Red Bull Music Academy de 2011, tocou no Sonar SP deste ano também aqui em Porto Alegre no Instituto Goethe, em uma apresentação intimista e classuda pelo Kino Beat ao vivo.
Quem pôde conferir alguma performance ao vivo do rapaz deve ter na memória um dos momentos distintos do live: o cabeludão deixando um pouco de lado o macbook e a controladora MIDI pra se arriscar no vocal e manda ver numa releitura lindona de uma das canções mais lindonas dos Los Hermanos – que até quem detesta a banda curtiu, true story.
Fã ou hater, você certamente vai curtir também:
Bom, bom trocadilho, obg.
Fotos: @RedBullBR
Quem foi ao Club 688 na noite de quinta-feira pode apreciar um dos eventos mais incríveis que rolaram por aqui nos últimos tempos. O Red Bull Thre3Style é uma batalha de DJs que nasceu no Canadá em 2007 e, desde 2010, se tornou um desafio internacional, com 18 países escolhendo seus representantes para conquistar o título mundial. Ano passado, Porto Alegre foi sede de uma das etapas eliminatórias, no Beco 203; ontem foi a vez da final nacional rolar por aqui.
Entenda melhor como funciona o Red Bull Thre3Style.
Nas duas finais brasileiras até agora, o campeão havia sido o mesmo. Ontem não foi diferente, quando o mineiro Nedu Lopes confirmou o favoritismo e levantou o caneco pela terceira vez. Não à toa, o cara vai alavancando status de mito, tendo inclusive sido um dos destaques no Sonar SP este ano. Agora o rapaz é mais uma vez o Brasil na libertadores na grande final de setembro em Chicago, quando tenta conquistar o mundial pela primeira vez. Em 2010, bateu na trave e ficou com o vice.
Nedu Lopes no vice mundial em 2010:
A competição foi incrível: imagine ver sete monstros do freestyle – misturando pelo menos 3 estilos musicais diferentes – e do turntablism – a arte dos DJs que focam suas performances na técnica – degladiando entre si para ver quem consegue o maior equilibro entre técnica, repertório e agitação do público. Todos eles eram incríveis, dispondo de muito talento, criatividade e senso pop aliado ao bom gosto.
Alguns DJs, mesmo mandando muito, acabaram escorregando em pequenos detalhes que, assim como nos jogos olímpicos, são determinantes na escolha dos três jurados. Porém, quem imaginava que Nedu estaria em um nível muito acima se surpreendeu com nomes como o do curitibano Jeff Bass – apresentando um set impecável – além dos DJs Nino (RJ) e Renato Borges (GO). Entrando no inevitável cliché, quem ganhou com toda essa luta foi o público que estava presente na casa em bom número. Foi de se acabar na pista!
Completaram a noite os DJs Zegon – sempre genial – e Gabriel Cevallos, nosso bróder. Os dois também representaram, mantendo a qualidade de um evento fino como esse.
Sem jabás e exageros desnecessários, mas mais uma vez enaltecemos o papel da Red Bull, que se destaca mundialmente ao promover arte e cultura fundidas ao entretenimento em altíssimo nível. Dizer que foi espetacular é pouco.
Agora vai que é tua Nedu, bóra buscar esse caneco!!
(via @bibonunesshow)
Fazenda grande, sol, brisa do mar, um palco, lounges, alto astral, estrelas, lua, animaizinhos simpáticos e DJs e bandas escolhidos sob medida por uma produção muito bem feita comandando os bastidores. Essa é a fórmula do sucesso encontrada pelo pessoal da // (Slash Slash) pro festival mais tranzudo do litoral gaúcho, que teve o mérito de atrair desde os maiores hipsters das redondezas até a galera mais coxinha que frequenta sua faculdade.
O resultado não podia ser outro: diversão, clima sensacional e música de qualidade, em um evento que reuniu cerca de 5 mil pessoas na Fazenda Pontal, aqui no Rio Grande do Sul Céu Sol Sul Terra e Cor. No ano passado, se você lembra bem, o lance todo já tinha sido fantástico, mas dessa vez vimos uma evolução muito grande: “casa” cheia, mais ambientes — como tenda de casamento e espaço pra cortar cabelo — e mais atrações, além da conquista de um título improvável, a taça “Poucos Gaúchos Reclamando”.
Como a equipe do mycool esteve diretamente envolvida com o festival (discotecagem, produções, entrevistas…), não deu pra se concentrar tanto em fazer uma análise crítica dos shows, então pra disfarçar a falta de onipresença vou resumir as impressões sobre o que vi – que também não foi pouco.
Wannabe Jalva: Os caras são bons, e é por isso que pintam toda hora abrindo pros shows gringos por aqui. Os poucos que viram confirmaram isso. Destaque: O vocalista guerreiro, que estava lá se esfafelando de febre por causa do lanche contaminado do Pampa Burger (via @boatosurbanos), mas não pipocou.
Penguin Prison: Um show razoável de um artista que tem potencial, produziu dois singles bons, mas ainda é muito pouco conhecido pra atrair tanto público e cativar as massas. Destaque: O começo, com os hits Golden Train e The Worse It Gets.
The Rapture: Melhor show do festival, daqueles que atraem menos gente, mas são mais conceituados. Arrebentaram com a boca do balão em um set certeiro, com uma performance tão boa que até as músicas mais chatinhas ficam ótimas ao vivo. Destaque: A entrada e a saída, com respectivamente In The Grace of Your Love e How Deep Is Your Love.
Mayer Hawthorne: Se existe um paradoxo tão grande como um “coxinha hipster”, ele se chama Mayer Hawthorne. Músicas de qualidade e performance de Black Eyed Peas fizeram a alegria da galera. Destaque: As baladinhas pros casais dançarem bem juntinhos agarradinhos mimimimi à luz das estrelas. #somoscafonassim
CSS: Uma banda remendada que deixou as crises com o ex-baixista e faz-tudo Adriano Cintra de lado e agitou até os cavalinhos do estábulo. Talvez o tempo delas tenha passado, talvez não consigam mais compor músicas daqui pra frente, mas ninguém estava nem aí pra isso. Destaque: A energia, o carisma e a Lovefoxx depois de tirar a camiseta.

Breakbot: É tradição que os grandes DJs encerrem a noite de um festival, mas fico de cara. Sempre na hora dos sets geral tá podre querendo dormir, e tive que ir embora no meio porque fiquei com medo de andar no mato sozinho e virar comida de dinossauro. Do que eu vi, foi uma apresentação de nu disco impecável. Destaque: A coerência de um set calcado na Disco, com loops e mixagens muito bem feitas.
The Twelves: Fui forçado a entrar no ônibus e roncar até o caminho para casa. Me perdoem. Destaque: Eu e meu amigo Rocky subindo até o templo de Kami-Sama para pegar as sementes dos deuses, até chegar lá e me encontrar preso em um porão com uma mulher sensual de saia de cartolina que queria me decapitar.
Por fim, só posso mandar um gigante parabéns pra todo o pessoal que participou da produção, organização e estrutura, que estavam mais que demais – além de agradecer eternamente à chefe Babi Mattivy pela oportunidade de mostrar meu trabalho como DJ representando o mycool antes do show do Rapture. Temos agora cada vez mais atrações modernas e de qualidade pintando por aqui, o que começa a transformar nosso estado em uma referência — quem diria?
Reveja toda essa diliça cremosa na íntegra aqui:
Fotos: Rodrigo Esper.
Tá vindo mais um clipe maravilhoso de Ok Go por aí. Só que dessa vez com participação do público e da nossa tão querida Jose Cuervo. A parceria trará os americanos para o Brasil em dez pop-up shows que vão rolar em São Paulo e Rio de Janeiro entre os dias 19 e 25 de novembro. É lá que os fãs participarão de uma transmissão ao vivo de um vídeo da banda na Internet.
A campanha na real quer promover o consumo de tequila gelada, como já é feito no México. A assinatura CuervoCold, A Quick Shot of Ice Cold, fala sobre a rapidez com que a bebida deve ser degustada para não esquentar.
Nos dias 19 e 20 de novembro, os paulistanos se surpreenderão com um caminhão parado em pontos estratégicos da cidade. Dentro dele, a banda OK Go fará quatro pequenos shows abertos para o público. Entre os dias 23 e 25, será a vez dos cariocas curtirem de perto a sonzera.
Ficou na pilha? Pois os locais das apresentações surpresas você confere no site www.cuervocold.com.
O projeto ainda vai utilizar uma tecnologia online inédita para que todo mundo possa enviar avatares via Twitter e Facebook e ajudar a criar um vídeo da música “I wan’t you so bad I can’t breathe”. Quem quiser participar é só colar no caminhão dia 24 de novembro. Dá pra participar ao vivo pelo site adicionando uma foto sua por meio de Facebook ou Twitter. Elas serão utilizadas como pixels para a formação da imagem do vídeo online. Além disso, tem também envio de tweets com a hashtag #shotcast, que também entram no vídeo.
Tá bom assim ou quer mais?

Se você tem algum tipo de preconceito com música brasileira e rap, aqui está sua chance de perder. Kleber Cavalcante Gomes, artista que era conhecido por Criolo Doido – mas que hoje está mais calmo (risos) – vem se destacando no cenário musical nacional e internacional nos meados de seus 30 anos.
O cara faz parte da mesma cena emergente do Emicida, nessa renovação pela qual vai sofrendo o rap no Brasil e no mundo. Diferente do amigo, porém, Criolo aparece agora incorporando outras vertentes em seu estilo, como o soul, o funk e a MPB – sonoridades que estão mais evidentes do que o próprio rap em seu novo e ótimo álbum, “Nó na Orelha”, que fez com que saísse como grande vencedor do VMB mais decente já feito (agora com bem menos voto popular).
Se você ainda não conhece o cara, tem que dar uma conferida o quanto antes pra aproveitar a tour nacional que tá rolando agora; ele toca em Porto Alegre nessa terça, dia 01, no Opinião (aproveita pra passar lá antes da Tranquera) e logo mais rola o show no Planeta Terra, dia 05.
Follow o quanto antes, pra você curtir e não bobear de perder esse baita show! Escute o disco inteiro por streaming aqui. Caetano Veloso aprova:

Olhaí que bonito o indie nacional se destacando novamente no exterior! O Holger, banda paulista de Indie Pop (e Axé Indie) e uma das maiores revelações independentes do ano passado (a própria BBC e NPR afirmaram isso depois do shows do caras no SxSW) tá partindo em turnê na América do Norte. Vão rolar shows em festivais do Canadá e EUA, como o Pop Montreal – que conta em seu line-up nomes fortíssimos como Arcade Fire, Chromeo e Girls –, Culture Collide (com o próprio CSS, além de Clap Your Hands Say Yeah, Yacht, Datarock e Gang Gang Dance) e o CMJ Music Marathon.
O CMJ, que rola em Nova York desde os anos 80, é um dos principais festivais de música nova do mundo. O line-up consiste geralmente em mais de mil artistas se apresentando em torno de uma semana e pra esse ano já foram anunciados nomes como Metronomy, Neon Indian, Wombats, Givers e Datarock e CSS novamente, além do próprio Holger, é claro.
Beaver é a única música de um artista brasileiro que faz parte da disputada coletânea da CMJ.
Com essa bola toda nos festivais gringos e uma repercussão forte no cenário indie nacional, seria o Holger o novo CSS?

Provavelmente a melhor banda que o Brasil exportou na última década, o CSS está voltando com tudo: lançaram músicas novas, remixes e, aos poucos, vão reconquistando todo aquele espaço na mídia que já pertenceu ao grupo.
Pensando nisso, a chefe Babi Mattivy descolou uma entrevista com a guitarrista Luiza Sá a respeito do terceiro disco, shows, bandas, política e um pouquinho assim de carimbó. Confere aí:
mycool: O que vocês comeram no café da manhã?
Luiza: A gente ainda não mora todos juntos, então não sei o que eles comeram. Eu comi blueberries e uma torrada com manteiga e chá e um pouco de suco de pera. BORING.
mycool: Já estamos amando Hits Me Like A Rock! O terceiro álbum sai nessa mesma pegada ou poderemos encontrar de tudo por ali?
Luiza: Não sei. Acho que tem um pouco de tudo sim, mas é definitivamente um álbum feliz.
mycool: Vocês têm planos de fazer uma tour pelo Brasil?
Luiza: HA! A gente quer muito fazer tour no Brasil, é que as coisas por aí às vezes são mais difíceis. Estamos há muito tempo tentando organizar de uma forma boa e acho que vai rolar.
mycool: Onde e como foi o show mais incrível que vocês já fizeram?
Luiza: Não existe isso de show mais incrível, mesmo. Posso fazer força pra pensar, mas sempre fico “aquele, aquele, aquele”. Acho que cada show é especial de uma maneira diferente. Nossos shows são sempre muito cheios de energia. Tem uns maiores em festival que foram lindos, shows pequenos bem perto das pessoas. O que a gente fez em São Paulo recentemente foi incrível porque tocamos 24 músicas! Foi o show mais longo da nossa carreira, mas foi tão legal que passou rápido.
mycool: Quais sons vocês tem escutado? Alguma revelação incrível pra nos indicar?
Luiza: Hummm. Não sei. A gente tem ouvido Light Asylum, Starfucker, SSION, MEN, Lykke Li, Robyn, The Kills, o último da Pj Harvey…
mycool: Qual o lugar preferido de vocês no Brasil ou SP? Onde vocês não deixam de ir de jeito nenhum quando voltam?
Luiza: Hummm. Comida. Tem vários lugares, padaria Barcelona, estrogonofe do Frevo, suco natural… a gente adora comer e são Paulo tem mil coisas boas pra comer.
mycool: COMOLIDAR com esse país?
Luiza: Boa pergunta. Brasil é lindo e maravilhoso e difícil e injusto e abençoado, tudo ao mesmo tempo. É difícil lidar. Acho que a gente tem que fazer o máximo que pode pra mudar as coisas que ainda estão tão fora do lugar, começando pela gente e pelas pessoas próximas (relações de trabalho, de vizinho, de comunidade mesmo) e levando isso até o presidente. Essa situação de governo é triste porque fica essa coisa do menos pior, e é muito difícil até votar. Eu sei que o Brasil tá bem economicamente, mas essas mudanças não são acompanhadas pela justiça para todos. É complexo e difícil de resolver. Eu sempre acabo achando que tem que suprir a dignidade das pessoas (casa, comida, saúde) e uma coisa que demora, mas vale a pena: EDUCAÇÃO. Ser brasileiro é meio um carma, uma coisa maravilhosa e difícil.
Curte aí a novíssima do CSS:

Foto: Juliano Conci (OBAOBA)
Antes de qualquer coisa, três fatos foram comprovados e precisam ser relevados sobre a noite de ontem no Beco 203:
- Darwin Deez é mais gênio do que parece;
- Darwin Deez tem mais fãs em Porto Alegre do que a gente podia imaginar;
- E o principal: você pode ir a um show de um artista que não conhece direito e se divertir pra caralho. Mesmo;
Explico. Quando o nova-iorquino magricelo com cabelo de faxineira e seus amigos fanfarrões subiram no palco do Beco pra tocar Up In The Clouds (precedida por uma introdução meio épica/meio tiração de sarro) já se sentia que aquele show seria diferente. O público parecia estar muito feliz em ver a banda, e a animação extra a que Darwin se referiu na entrevista pro site do Beco já vinha mostrando sinais – para minha surpresa.
A cada música, ficava mais notável como Deez – que na verdade se chama Darwin Smith – e os integrantes da banda cativavam o público e como as pessoas realmente gostavam deles; eu olhava ao redor e era capaz de ver muitos rostos emocionados cantando junto canções como The Bomb Song e Bed Space. Mas isso não era o mais relevante.
Para os que conheciam a banda superficialmente, um show tradicional poderia ter sido chato, ou não dizer muita coisa, até porque boa parte das canções tem um teor mais intimista. Além disso, os “hits” não estavam bem distribuídos: Up In The Clouds abria o set, Radar Detector fechava, enquanto Constellation era o bis. E por mais que “Darwin Deez”, o álbum, esteja longe de ser um disco ruim, quem não era fã provavelmente ficaria de saco cheio em alguns momentos, ou na melhor das hipóteses acharia “legal”. Aí que entra a grande sacada: em contraste com o clima chilling-bonitinho de algumas canções, em certos momentos os integrantes largavam seus instrumentos e protagonizavam performances coreografadas de mashups de várias canções pop, que iam de Spice Girls, passando por Willow Smith e culminando na mother-fucking Enya! Uma hora sobrou até pro Miike Snow. Isso sem falar no ápice: após The City, música com uma vibe meio hip-hop (a lá Miami, do Foals), veio a performance mais incrível de todas: uma batida eletrônica permeou o palco e Darwin – dessa vez sem playback – deu uma de Beastie Boy meets Eminem, soltando a voz – e descendo no meio da galera – em um rap que fazia alguma ligação entre George Orwell e o Playstation, enquanto o resto do grupo gingava. Depois, emendaram outra coreografia e, por fim, a ótima b-side Hey Mom.
Tem gente que pode falar que a banda apela, que o que importa num show são as músicas e que quando alguém faz um negócio desse tipo é porque não tem qualidade o suficiente pra agradar o público com o seu trabalho. Ouvi algo assim depois do show do Ok Go!, ano passado, e não tiro totalmente a razão desse argumento. Se o Ok Go! não fizesse uma performance divertida e cheia de recursos criativos, seria fraca. Quando o Miike Snow tocou no Beco, na mesma época, foi o exato oposto: uma apresentação fria, sem interação e sem “balacas”, mas que deixou o povo em transe. Mas isso não quer dizer que o show (estamos falando em termos de apresentação, não em qualidade das músicas) de um seja melhor que o de outro.
No caso do show do Darwin Deez, os momentos lúdicos cativavam de tal forma que, no calor do momento, aquela música que você nunca deu muita atenção quando ouviu o CD, de repente te pega de jeito. Mas é claro que não adianta simplesmente fazer macaquices no palco e achar que será um sucesso; as canções ainda tem que ser boas! Cada artista tem sua proposta e suas limitações e, a partir daí, tem que ser o mais criativo, ou o melhor possível.
Darwin tem um posicionamento forte, isso fica evidente na composição visual da banda, que vai desde o cabelo peculiar do vocalista até o baixo que parece ter saído de um cartoon. Os quatro integrantes estão sempre no mesmo tom, seja na hora de ser intimista, seja na hora de ser caricato, e é por isso que funciona bem. É por isso que parece, (mas só parece!) que eles não se levam a sério – mas imaginem quanto tempo eles não ensaiam pra acertar aquelas coreografias? É por isso que o show empolga até quem nunca ouviu sequer um single; é por isso que Darwin Smith foi eleito um dos caras mais cool pela NME; é por isso que o show é um absurdo e é por isso que eu escutei frases como: “Meu Deus, adorei! Valeu demais o ingresso!”. É, Porto Alegre, será que aprendemos alguma coisa aqui ontem?
A Box1824 vai começar em breve a divulgar o produto final de uma ENORME (ui!) pesquisa feita pela agência para conhecer os sonhos dos jovens brasileiros para o país. Conduzido no início de 2010, o estudo passou por 173 cidades em 23 estados fazendo à galera entre 18 e 24 anos a seguinte pergunta: “qual é seu sonho para a nossa nação?”. O resultado desse super panorama será divulgado em junho, com conteúdo 100% aberto e livre na internet.
Mas, pra ir aquecendo, a Box soltou um teaser, que já anda circulando por aí…
…e o melhor: uma mixtape com uma coletânea de bandas e cantores que, segundo eles, retratam bem este momento do Brasil, “com toda nossa diversidade, tanto cultural quanto de sonhos”. Saca só quem faz parte da lista:
1. Criolo – Subirusdoistiozin
2. Letuce – Dia de Carnaval
3. Lucas Santtana – Amor em Jacumã
4. Flora Matos – Viver
5. Garotas Suecas – Você Não É Tudo Isso Meu Bem
6. Karina Buhr – Eu Menti Pra Você
Vinheta – A Banda mais Bonita da Cidade – Oração
7. Junio Barreto – Se Vê Que Vai Cair Deita De Vez
8. Gaby Amarantos – Beba-Doida
9. Tulipa Ruiz – Efêmera
10. João Brasil – I’ve Got a Vacilão
11. CéU – Vira Lata
12. Apanhador Só – Um Rei e O Zé
13. Emicida – Preciso (Melô Do Mundiko)
14. Do Amor – Vem Me Dar
15. Lucas Santtana – O Violão de Mario Bros
Pra ouvir esse povo todo, é só dar o play abaixo:
Bacana, né?
Agora é só aguardar o resto.
A gente é tão alternativo, tão a favor das minorias, que vai passar reto pelo show do Paul McCartney. Todo mundo já sabe, não se fala em outra coisa. Nosso foco aqui é você, exceção, que vai no Planeta Terra, no Paul, no Massive Attack, no Green Day. Você que vai usufruir da agenda londrina de shows que se instalou nas capitais brasileiras e ainda pode ter algum interesse pela Norah Jones. Ou seja: o foco aqui é você, que tem gosto abrangente e é rico. A moça que “don’t know why” chega ao Brasil em novembro para quatro shows que, a princípio, acontecem em Curitiba, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro.
Ainda nada 100% confirmado, mas dá uma olhada na última data que consta no site:

Significa?
Segundo a Rolling Stone Brasil, as datas exatas e locais são:
Curitiba
12 de novembro
Teatro Positivo – R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Campo Comprido
São Paulo
14 de novembro, às 16h
Parque da Independência – Av. Nazareth, s/n – Ipiranga
Entrada franca
Rio de Janeiro
16 de novembro
Vivo Rio -Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Porto Alegre
18 de novembro
Teatro Bourbon – Av. Túlio de Rose, nº 80
Em São Paulo vai ser de graça. Mas e daí, né?














