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Articles tagged with: electropop

[8 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 253 views]

Quem não sente falta do segundo semestre do ano passado, quando o Metronomy era a maior banda do mundo e dominava toda a blogosfera hipster? Todo dia era dia de Metronomy, e nós não nos cansávamos. Eram bons tempos, diferente de hoje que só se fala em Lana Del Rey. Lana Del Rey afagando um cachorrinho, Lana Del Rey comprando carro, Lana Del Rey escovando os dentes, Lana Del Rey cortando unha, Lana Del Rey salgando carne pro churrasco… #saudosismo

Pra matar nossa saudade, o promissor duo Benoit & Sergio – que fez a 33ª melhor música de 2011 – soltou a voz e produziu sua própria releitura de Corinne. A track, mesmo sendo um cover, faz parte do “The English Riviera Unreleased Remixes”, que em breve deve estar à venda na internet mais próxima de você – já que baixar música virou missão impossível desde que os americanos fecharam o megaupload. ):

[5 jan 2012 | por Flávio Lerner | 4 Comentários | 1.735 views]

"Eu vejo hipsters mortos"

A entidade suprema e onipresente da ironia hipster conhecida como “Carles” – do site Hipster Runoff – lançou suas “previsões ousadas” para a cena alt-descolada no ano que começa. Inspirados por suas visões, nós do MyCool fomos até uma macumbeira oportunista vidente simpática que ~consultou os astros~ e veio com revelações que vão afetar o nosso mundinho hipster em 2012.

Atenção: todas as previsões a seguir são completamente exclusivas e contém SPOILERS de 2012. Confira se você tiver coragem.

- 80% das bandas promissoras que lançaram um bom disco de estreia vão produzir um segundo disco irrelevante.

- Uma banda com inúmeros fãs xiitas vai receber uma nota medíocre no Pitchfork e eles vão xingar muito no twitter.

- Algum casal indie-fofura vai se separar e os fãs vão lamentar, enquanto os outros vão comemorar que ele/ela está solteiro(a).

- Os hipsters vão defender o Michel Teló dos críticos até outro hit medíocre viralizar e ninguém mais lembrar do Michel Teló.

- Michel Teló vai lançar um novo single que vai gongar na internet por menos de uma semana.

- Seus pais vão ouvir falar em Michel Teló.

- Alguma banda coxinha vai lançar um vídeo muito bem trabalhado pra uma canção insuportável e desembocar no Faustão.

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- Lana Del Rey vai lançar o disco mais amado e odiado do ano.

- Lana Del Rey vai fazer o disco do ano segundo a Rolling Stone, o terceiro melhor disco do ano segundo na NME e tirar uma nota medíocre no Pitchfork.

- Lana Del Rey morre por 15 minutos, até as pessoas descobrirem que se trata de um boato.

- Lana Del Rey vai namorar um ator canastrão europeu que tem o dobro da idade dela.

- Lana Del Rey vai tirar fotos conceituais pagando peitinho clicadas por Terry Richardson.

- Lana Del Rey vai fazer qualquer coisa irrelevante e virar notícia.

- Lana Del Rey vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Michel Teló vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Seus pais vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- As piadas de “atacar de DJ” vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Uma nova série baseada em alguma criatura macabra vai virar modinha, até todo mundo se dar conta de que ela é mais um clichê babaca depois da primeira temporada.

- Bon Iver vai ganhar o Grammy.

- Banksy vai ser desmascarado.

- Lúcio Ribeiro vai continuar sendo alvo de hipsters que leem tudo que ele escreve no Popload só para xingar nos comentários.

- Lúcio Ribeiro vai confirmar shows que não vão rolar.

- Lúcio Ribeiro vai ajudar a trazer pro RS vários shows de bandas indies gringas que nunca estiveram aqui antes, mas que não vão dar retorno porque os ingressos custarão dinheiro.

- Skrillex vai lançar um single em parceria com o David Guetta.

- Skrillex vai lançar um disco medíocre que vai ser sucesso de vendas.

- Azealia Banks vai ser considerada o “Tyler The Creator com 53105″.

- Seu irmão mais novo vai começar a gostar de hip-hop e dubstep.

- Seu irmão mais novo vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Vai surgir uma “nova joia” na MPB-indie que será taxada de coxinha pelos críticos.

- Todo mundo vai eleger qualquer nova banda indie que não use sintetizadores como “a salvação do rock”.

- Todo mundo vai se decepcionar porque não vai encontrar a “salvação do rock” em 2012.

- Todo mundo vai começar a prestar atenção em um rapaz de 14 anos que constrói os próprios samplers e sintetizadores para fazer música de vanguarda.

- Vão surgir artistas de “pós-chillwave”.

- Nenhuma mídia indie vai dar bola pra qualquer nova fonte de música eletrônica underground, exceto pelo dubstep americano.

- O mainstream vai ficar mais trash do que nunca.

- A NME vai apostar em outra banda que quer ser o Oasis, até eles lançarem o disco e todo mundo esquecer que eles existem.

- Noel Gallagher vai acusar Liam de peidorreiro e ganhar manchete na NME.

- O festival Planeta Terra vai anunciar nomes supervalorizados como headliners que vão lotar o main stage, enquanto os melhores shows do festival vão rolar no indie stage para 47 pessoas.

- O Lollapallooza BR vai ser conturbado.

- Todo mundo vai reclamar no twitter da fila, estrutura e transportes do Lolla pelo iPhone na hora de assistir os shows.

- Todo mundo vai dizer que o Foo Fighters fez “o show do ano”.

- A Apple vai lançar outro aplicativo que todos os hipsters vão usar até virar mainstream.

- Todos os hipsters vão largar o Facebook e migrar pro Google +.

- Vão começar as reclamações da “orkutização do Google +”.

- O Google vai inventar uma nova rede social falhada.

- Algum anônimo vai sair em uma foto pública fazendo algo totalmente irrelevante e virar meme no tumblr.

- O tumblr vai “orkutizar”.

- O Brasil vai ter o ano mais rico em atrações estrangeiras da história, mas os gaúchos vão continuar reclamando dos preços dos ingressos.

- O Meca Festival vai ser o melhor festival nacional do ano, mas ninguém fora do RS vai dar bola.

- Thom Yorke vai fazer um show apoiando alguma causa política de esquerda.

- Algum artista vai morrer e todo mundo vai baixar a obra dele e dizer que o mundo “perdeu um grande talento”.

- Lady Gaga vai virar atriz.

- Florence vai virar a nova Cher.

- Adriano Cintra vai lançar mais vídeos ironizando as ex-colegas de banda, removendo-os do ar no mesmo dia.

- O CSS vai acabar.

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- Vão surgir 37 novas bandas que são “uma mistura de Passion Pit com MGMT”.

- O Vampire Weekend vai lançar um disco completamente inacessível baseado apenas em ruídos sintéticos e silêncio, tirando 9.3 no Pitchfork.

- O The Killers vai lançar um disco novo que todo mundo vai detonar, mas secretamente ouvir todo dia.

- Yannis Phillipakis, do Foals, vai começar uma carreira solo com grande influência eletrônica.

- Kanye West e Jay-Z vão confirmar shows no Brasil, mas cancelar posteriormente.

- Alguma banda pedante de britpop que todo mundo ama incondicionalmente vai voltar e lançar um disco fracassado.

- O Franz Ferdinand vai lançar um dos melhores discos do ano que vai ficar em 36º lugar no Pitchfork.

- O Breakbot vai fazer um discaço, mas não vai figurar nas principais listas de fim de ano.

- O XX vai lançar um novo disco melhor que o debut, mas os fãs xiitas não vão gostar.

- O Bloc Party vai fazer o disco mais underrated do ano.

- Alguns críticos vão ficar de olho em uma nova cena e apostar que dela vai sair “o novo Strokes”, mas vão esquecer disso depois de dois meses.

- Os Strokes vão acabar (de novo).

- No fim do ano, a BBC vai apostar alto em uma nova garota que todo mundo vai hypar até morrer em 2013, até todo mundo esquecer dela.

- Os hipsters vão discordar de todas as listas de fim de ano, sendo que terão ouvido menos de 10% dos discos eleitos e terão curtido menos de sete álbuns novos no ano todo.

- O mundo vai conhecer a verdade do dezembro de 2012 e descobrir que ela está interligada com as “mortes” de Michael Jackson e Steve Jobs.

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- O Indie Rock vai morrer de vez.

- Os blogs vão morrer.

- A internet vai ser privatizada.

- Você vai ter preguiça de ler esse post.

[30 dez 2011 | por Flávio Lerner | 3 Comentários | 561 views]

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Vai dizer que 33 não é um numero bacana?

E a nossa retrospectiva de 2011 chega ao seu último ato com a lista de melhores faixas do ano. Se em termos de discos o ano ficou devendo, em termos de faixas isoladas a história é outra, e acabou até faltando lugar pra muita coisa boa.

Optei por não escolher mais de uma faixa por artista pra poder dar uma variada maior, o que nos leva ao peculiar primeiro lugar, em que duas músicas da mesma banda dividem os louros – já que qualquer uma delas poderia ocupar a primeira posição tranquilamente.

Vale ressaltar que essa é mais uma boa oportunidade pra conhecer muita coisa que você pode ter deixado passar, do indie rock ao indie dance, do synth pop ao nu disco, passando pelo hip hop, pelo dubstep, pelo house, pela chillwave… Enfim, uma saladona tranzuda. Dê o play, divirta-se, xingue nos comentários e tenha um feliz ano novo (por mais mainstream que isso soe)!

  1. Metronomy – The Look/The Bay
  2. Bombay Bicycle Club – Lights Out, Words Gone
  3. Wild Beasts – Reach a Bit Further
  4. Gotye – Somebody That I Used To Know (feat. Kimbra)
  5. Totally Enormous Extinct Dinosaurs – Trouble
  6. Destroyer – Kaputt
  7. The Rapture – How Deep Is Your Love
  8. Friendly Fires – Hurting
  9. Toro y Moi – New Beat
  10. Radiohead – Lotus Flower
  11. Flight Facilities – Foreign Language
  12. Foster the People – Helena Beat
  13. tUnE yArDs – My Country
  14. Washed Out – Eyes Be Closed
  15. The Drums – I Don’t Know How To Love
  16. James Blake – The Wilhelm Scream
  17. TV on the Radio – Will Do
  18. Holy Ghost! – Hold My Breath
  19. Criolo – Bogotá
  20. Justice – Audio, Video, Disco
  21. Twin Shadow – Changes
  22. Neon Indian – Polish Girl
  23. Dom – Telephone
  24. Poolside – Take Me Home
  25. Two Bears – Work
  26. Clams Casino – I’m God
  27. Jay-Z & Kanye West – Lift Off (feat. Beyoncé)
  28. Man Like Me – Peculiar
  29. Last Dinosaurs – Zoom
  30. Breakbot – Fantasy
  31. The Vaccines – Post Break Up Sex
  32. Jens Lenkman – An Argument With Myself
  33. Benoit & Sergio – Everybody

Veja também:

Os melhores discos do ano segundo a crítica

Os melhores remixes do ano

Os melhores clipes do ano

Os discos favoritos da casa pt. I

Os discos favoritos da casa pt. II

As melhores séries do ano

O que você aprendeu em 2011?

[28 dez 2011 | por Flávio Lerner | 2 Comentários | 567 views]

Uns têm mais conceito, outros têm mais técnica. Uns possuem trama, outros são abstratos. A seleção dos clipes que mais gostei neste ano contém de tudo; drama, ação, romance, comédia, ~sensualidade~, conflitos com escadas rolantes, atrizes pornô, Thom Yorke e alguns peitinhos. Ah, bem lembrado, todas as músicas são excelentes também.

1.Radiohead – Lotus Flower (vídeo genial, Thom impecável, o maior futuro clássico e meme do ano)

2.Destroyer – Kaputt (lindeza pura, à altura da música.)

[NSFW] 3.Is Tropical – Lies (they don’t love you, they just need a little sex sometimes. Sente a genialidade.)

4.Chromeo – When the Night Falls (melhor clipe de humor risos).

5.Metronomy – The Bay (tem como eles botarem a mão em algo que não fique espetacular?)

[NSFW] 6.Amy Winehouse – Me and Mr. Jones (clipe não oficial e póstumo, com a atriz pornô Faye Reagan que se mostra capaz de fazer uma ótima atuação fora do mundo das TRANZAS.)

Amy Winehouse – Me & Mr. Jones (music video) from High5Collective on Vimeo.

7.Is Tropical – The Greeks (e olha o Is Tropical de novo, tá ficando suspeito isso daqui.)

8.Best Coast – Our Deal (Another ~Indie~ Westside Story)

9.Battles – My Machines (socorro mai!)

10.Friendly Fires – Hurting (quem nunca teve sua cabeça de televisor destruída por uma garota fria e de pescoço elástico que atire a primeira pedra.)

Bonus: Rymdreglage – Insert Coin (não podia deixar de fazer menção honrosa ao vídeo mais trabalhoso do ano)

[26 dez 2011 | por Flávio Lerner | 3 Comentários | 478 views]

PJ Harvey coleciona canecos e medalhas em 2011

Alô amigos! Retornei do meu retiro judaico-espiritual e volto a escrever no MyCool para a infelicidade de alguns e indiferença de muitos.

O Natal/Chanukká/Festivus já passou e, se você não chegou a acompanhar com tanto afinco as polêmicas listas de fim de ano que amamos odiar, o MyCool traça o panorama enquanto você ainda digere aquela ave gorda que foi assada com muito amor pela sua Tia Berta, porém brutalmente assassinada por uma enfermeira fria e calculista.

É claro que essas listas da crítica são muito subjetivas e não conseguem escapar ao perfil do veículo, gosto pessoal dos críticos ou jabá dos empre$ários, mas analisando diversas fontes, podemos solidificar um padrão.

O Metronomy, que lançou o melhor disco e foi a banda do ano na opinião do que vos escreve, dividiu opiniões; The English Riviera foi ovacionado pelos ingleses e esnobado pelos americanos. Ficou em primeiro lugar no Gigwise, em segundo na NME, no The Fly e na MusicOMH,  e em terceiro na Uncut e no DIY – todos canais britânicos. Além disso, conseguiu ficar entre os dez melhores discos em mais seis listas.

O ano, porém, foi da PJ Harvey. Além de faturar o Mercury Prize, o  Let England Shake da moça agradou NMEistas e pitchforkeanos, coletando TREZE medalhas de ouro (NME, Uncut, Mojo, Boston Globe, The Guardian, Los Angeles Times, Washington Post, MusicOMH, No Ripcord, The Quietus, Slant, BBC Music e – ufa! –NPR), quatro de prata (Spin, The Observer, DIY e Q) e quatro de bronze (Exclaim!, The Telegraph, Drowned in Sound e Gigwise). Além disso, figura em 95% das listas e está no top 10 da maioria (mas ficou em 47º lugar na Rolling Stone. Tu vê). O curioso é que a recordista do ano foi bem menos hypada que a Lana Del Rey por aí.

Outro grande destaque foi o Bon Iver, que além de ser nomeado a uma penca de coisas no Grammy, conquistou seis ouros (Pitchfork, Exclaim, Paste, Star Tribute, Epitonic e The Owl Mag), sete pratas (Billboard, Filter, Consequence of Sound, PopMatters, NPR, Amazon e The Record Exchange) e quatro bronzes (Under the Radar, A.V. Club, Stereogum e Rhapsody) com seu segundo e auto-intitulado álbum.

O Jayza e o Kanye West avisaram pra “cuidar o trono”, e acabaram figurando em uma penca de listas também. Não conseguiram nenhum primeiro lugar, mas tiveram quatro medalhas de prata (Rolling Stone, Washington Post, Complex e Slate) e três de bronze (Billboard, New York Times, Time) com o Watch The Throne.

Já o Fucked Up fez um indie-punk barulhento que não me pegou, mas agradou bastante o colega Leandro Souza. Além dele, a Spin também elegeu o disco David Comes to Life como o melhor de 2011, enquanto o A.V Club deu a segunda posição e o PopMatters e a Spinner, a terceira.

Nosso outro colega Leandro, o Vignoli, curtiu demais o Hurry Up, We’re Dreaming, do M83 (que, segundo o Pitchfork, é o responsável pela música do ano). Os franceses também se deram bem pra caramba nas listas, conseguindo ficar entre os dez primeiros em treze delas, com uma taça de campeão na Filter, um vice na Under The Radar e na Owl Mag e cinco vagas diretas pra Libertadores no Pitchfork, Washington Post, Treble, XLR8R e Pinpoint Music.

2011 também foi o ano da popularização do dubstep, culminando no mainstream americano em uma nova roupagem bastante controversa. Mas a turma do Skrillex só fez sucesso mesmo com o público, porque para a crítica (e para o bom senso), o dubstep britânico é o que segue valendo. James Blake levou um ouro (The Telegraph), duas pratas, um bronze e doze top10, enquanto o SBTRKT conquistou uma aparição no Top10 da Drowned in Sound e mais figuração em seis outras listas.

A Adele, que fez um disco bem zZzzZZz, foi a artista que mais equilibrou o sucesso no mainstream e na crítica especializada, contando com oito primeiros lugares (Rolling Stone, Time, Amazon, Rhapsody, Billboard, Associated Press, Entertainment Weekly e Star Tribune), três segundas posições (HitFix, MTV e Boston Globe) e mais onze top tens para o seu sonolento 21.

Outros discos que falamos ao longo do ano por aqui e que merecem menções honrosas são o Skying, dos The Horrors (três medalhas de prata), Smother, dos Wild Beasts (uma prata e um bronze), Within and Without, do Washed Out (cinco top10), além de Kaputt, do Destroyer (um ouro e três pratas) e w h o k i l l, do tUne-yArDs (um ouro e quatro pratas), que ainda não falamos a respeito, mas que deveríamos ter falado (hehe).

* Pra fazer esse post foram analisadas mais de onze listas completas e o site Metacritic, que faz uma somatória de pontos de todas as listas oficiais que saíram em revistas e sites, ranqueando, então, os melhores do ano. A classificação final ficou assim:

1. PJ Harvey – Let England Shake

2. Bon Iver – Bon Iver

3. Adele – 21

4. tUnE-yArDs – w h o k i l l

5. St. Vincent – Strange Mercy

6. The Weeknd – House of Balloons

7. Shabazz Places – Black Up

8. Fleet Foxes – Helplessness Blues

8. Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne

10. James Blake – James Blake

11. Kurt Vile – Smoke Ring for Halo

11. Girls – Father, Son, Holy Ghost

11. M83 – Hurry Up, We’re Dreaming

14. Drake – Take Care

14. The Antlers – Bust Apart

14. Metronomy – The English Riviera

17. Fucked Up – David Comes to Life

18. The Horrors – Skying

18. Wilco – The Whole Love

20. Destroyer – Kaputt

20. Tom Waits – Bad As Me

Se você ficou de cara com todas as listas dos sites e com o ranking final, então essa lista aqui deve te agradar mais.

[17 out 2011 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 399 views]

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Hoje é dia da nossa coluna periódica sobre remixes legais – sim, existem vários deles! A ideia aqui é justamente ir contra aquele preconceito de que eles só estragam as músicas originais ou que “na hora de entrar o refrão só tem tuntz tuntz” – um remix não precisa nem ser dance e a música eletrônica não precisa ser maçante ou bagaceira, vejam só!

Agregando um pouco mais de relevância pro novo disco do Death Cab For Cutie – que saiu no primeiro semestre e dificilmente teve valor maior do que nostalgia em relembrar da adolescência vendo O.C – o Cut Copy, que em dois dias pisa em Porto Alegre para proporcionar ao Brasil um dos melhores shows do ano (se o bom Vulcão Chinelo assim permitir), deu outra cara para Doors Unlocked and Open, quarta faixa do “Codes and Keys”.

A canção original até que é bem boazinha, mas não consegue fugir daquela fórmula básica que o Death Cab usa em praticamente tudo o que faz. Com a roupagem atribuída pelo trio/quarteto australiano, vemos a voz do Ben Beggibard em uma proposta diferente, lembrando que o cara, além de casar com a Zoey Deschanel, participou do projeto eletrônico The Postal Service – mas essa é outra história.

Curte aí que a coisa é finíssima!

Se você ainda não garantiu seu ingresso pro show do Cut Copy é bom correr e tentar a sorte aqui!

[30 set 2011 | por Flávio Lerner | 2 Comentários | 470 views]

TEED

Nós já introduzimos o DJ Produtor britânico Orlando Higginbottom mais apropriadamente por aqui, mas apostamos tanto nele pro ano que vem que vale a pena voltar a insistir com o rapaz que se veste de dino e não gosta de gente pretenciosa.

Além de autor de Trouble, uma das canções do ano, Totally Enourmous Extinct Dinosaurs (já peguei a manha pra escrever rápido) lançou recentemente Garden, com colaboração da vocalista Louisa, como single. Com o lançamento, veio o novo clipe, que você confere abaixo:

O cara também é bom nos remixes, e provou isso fazendo parte do E.P de Hawaiian Air, novo single do Friendly Fires.

Por enquanto, minha maior aposta pra 2012. Aloha!

[29 set 2011 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 464 views]

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Quem esperava que o Friendly Fires não apresentasse mais nenhuma novidade nesse 2011, além de lançamentos referentes ao novo e excelente disco “Pala”, se enganou! No Bestival – festival que rolou umas semanas atrás na Inglaterra – o vocalista e sambista oficial da banda, Ed MacFarlane, apresentou Love Like Waves, nova canção em parceria com o produtor – também britânico – Lone.

O vídeo, que foi ao ar hoje (presente de ano-novo judaico?), é tudo que saiu por enquanto. Aguardamos ansiosamente por uma versão de estúdio em 320 kbps porque, como tudo em que o FF põe a mão, ficou espetacular!

NME – Friendly Fires – ‘Love Like Waves’ (Live) on MUZU.TV

* Lembrando que o Friendly Fires quase veio pro Planeta Terra esse ano e está muito bem cotado pra incluir o Brasil na tour de 2012.

[21 set 2011 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 250 views]

Changes

Para essa edição da nossa coluna de covers e releituras, trazemos o nosso falso lento Twin Shadow, autor de “Forget”, um dos melhores discos do ano passado.

Não sabemos bem se sua nova produção é um indicador de como poderá ser um segundo disco, mas se ele seguir nessa linha será um ótimo sinal. George Lewis Jr. (o nome real do cara) revisitou uma de suas bandas favoritas que descobriu ano passado, o antigo e desconhecido grupo de ítalo-disco Bagarre. Uma das músicas que o cara mais curte é a loungezinha-romântica Circus is Gone, então ele decidiu regravar uma releitura bastante modificada.

Circus is Gone, de um Bagarre de 1982, é em 2011 Changes, de Twin Shadow. Reestruturada para as pistas de dança, a canção ganha grave, velocidade e mais camadas, além de referências da Dance dos 90’s. A única coisa que permanece intacta é a letra.

Confere aí que ficou um espetáculo:

E compare com a original…

[16 set 2011 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 373 views]

Peculiar

Johnny Langer e Peter Duffy são amigos que cresceram juntos e um belo dia resolveram fazer música juntos. A história acabou dando bastante certo, já que, com não mais que meia dúzia de músicas lançadas até hoje, a dupla já tá fazendo bastante barulho.

Não à toa, o novo single dos caras, Peculiar, é um dos hits do ano fácil, fácil. Quando o João Brasil lançou a sutilmente metafórica L.O.V.E Banana uns meses atrás junto com a Lovefoxx, eu achei que aquela track era a sucessora de After Dark em 2011. A gente pode facilmente dizer a mesma coisa agora com o lançamento de Peculiar, já que o potencial de hit-tropical-lambada-indie dela é tão forte quanto nas outras.

A grande incógnita que fica sobre o grupo é que nenhuma das outras faixas lançadas até agora tem o mesmo potencial, embora algumas demos deem sinais de ser músicas muito boas.

Follow neles!

* Se você não tem emprego nem vida própria, sugiro que se divirta assistindo ao clipe de L.O.V.E Banana com Peculiar tocando.

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