Articles tagged with: indie pop
Como já falei aqui, tudo o que sai a respeito do Gotye é divulgado nesse blog. Infelizmente não temos recebido cobertura de notícias mais importantes, como a marca de pasta de dentes que ele usa, suas revistas de jardinagem e as opiniões dele sobre Lana Del Rey, Noel Gallagher e Lady Gaga. Tudo o que sabemos sobre ele está relacionado à música, mas em breve nós corrigiremos este erro crasso.
O viral da vez é esse vídeo em que o coral PS22 apresenta sua própria versão do hit sentimental do cara, Somebody That I Used To Know. As crianças mandam bem pra caramba, mas o que impressiona mesmo é o fato de que eles vão com tudo, sem vergonha de serem ridicularizados pelas performances corporais.
Será que esse grupo é na verdade uma utopia em que todos convivem pacificamente e sem bullying? Será que simboliza a união dos povos, em que negros, brancos e asiáticos convivem pacificamente, se respeitando e encontrando na música a paz de espírito e o amor entre as nações? Ou será que os papéis nesse caso se invertem e os negros bullyam os brancos por serem maioria? Você acha que aquela menininha loira é ridicularizada e chamada de “Branca de Neve”, “Copo de Leite” e “Anã Albina?” Você acha que os garotos negros são contra os outros porque garotos brancos não sabem enterrar? Será que o menino gordinho não é chamado de “Barril Destampado”, “Pneu de Trator” e “Cintura de Ovo”? Será que o garoto de xadrez vai ser o novo membro do TV On The Radio? Você acha que eles conseguem ser espontâneos por que não sofrem/cometem bullying entre si ou por que os professores pedófilos colocam drogas nos achocolatados? Esse é o grande mistério do PS22. A verdade está lá fora.
Enquanto o Indie Rock que conhecemos vai dando suas últimas cartadas, aproveitamos um pouco do gás que resta antes de tudo ficar com gosto de xarope de groselha e a gente jogar na pia.
O New Navy é isso aí. Nada de novo, nada demais; nada que você nunca tenha ouvido antes. Vibe tropical meio Two Door Cinema Club, meio Vampire Weekend, às vezes lembrando Friendly Fires e o Foals – aquela velha história de sempre. Por que ouvir? Porque as poucas músicas lançadas até agora se destacaram por serem boas e divertidas. Certeiro pra quem procura hits upbeat, dançantes e saltitantes, bem faceizinhos.
Ganha uma barra de KitKat quem adivinhar o selo e o país dos rapazinhos.

E olhem só, sexta-feira 13 e estamos de volta com nossa seção dos cinco melhores videoclipes que pintaram na blogosfera nos últimos tempos – ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Começamos com o Death Cab For Cutie, que por não conseguir ser mais relevante na música há anos, ganha destaque com o divórcio da Zooey Deschanel e do Ben Gibbard.
Esses caras são bons… depois de dirigirem o melhor clipe não oficial de 2011 pra uma canção da Amy Winehouse com a atriz pornô hipster Faye Reagan, fizeram a versão 70’s-disco-hindu do Boça pra música do Mayer Hawthorne. Hi5Collective got soul.
Mayer Hawthorne – No Strings (Music Video) from High5Collective on Vimeo.
O Real State faz às vezes do humor reflexivo com o clipe de Easy.
Eles já fizeram música melhor e eram candidatos a herdeiros do Foals. Agora fizeram uma mistura esquizofrênica da “Old New Rave” dos Klaxons com… ah, não importa, o vídeo é interessante.
E fechando com outra animação, o projeto Rome, do sempre interessante Danger Mouse, rendeu mais um bom fruto. Jack White e Norah Jones fazem as vozes na produção sombria e psicodélica.
Rome – Two Against One from Chris Milk on Vimeo.

Lembra do belga/australiano Gotye debulhando o coração enquanto a musa neozelandesa/australiana Kimbra colocava sal e querosene na ferida? Pois é, Somebody That I Used To Know foi uma das melhores canções de 2011, com direto a vídeo incrível e produção de um remix fantástico; agora, conquistou mais uma medalha pomposa pra mostrar pra mãe.
O cover em questão – protagonizado pela norte-americana Walk off the Earth – gira em torno de um vídeo. Vídeo este que saiu há dois dias em um blog francês, foi mencionado pelo Lúcio Ribeiro – que, por sinal, é fã do MyCool – e tem mais de 9 milhões de views em menos de uma semana de existência. Em breve deve seguir bombando mais e mais na blogosfera por aí.
Ah, o cover em si ficou bem direitinho também. Pode comparar.
* Walk off the Earth é uma banda criativa em “legalzices”, mas provavelmente o vídeo-cover pro Gotye vai ter sido o maior feito da carreira do grupo.

A entidade suprema e onipresente da ironia hipster conhecida como “Carles” – do site Hipster Runoff – lançou suas “previsões ousadas” para a cena alt-descolada no ano que começa. Inspirados por suas visões, nós do MyCool fomos até uma macumbeira oportunista vidente simpática que ~consultou os astros~ e veio com revelações que vão afetar o nosso mundinho hipster em 2012.
Atenção: todas as previsões a seguir são completamente exclusivas e contém SPOILERS de 2012. Confira se você tiver coragem.
- 80% das bandas promissoras que lançaram um bom disco de estreia vão produzir um segundo disco irrelevante.
- Uma banda com inúmeros fãs xiitas vai receber uma nota medíocre no Pitchfork e eles vão xingar muito no twitter.
- Algum casal indie-fofura vai se separar e os fãs vão lamentar, enquanto os outros vão comemorar que ele/ela está solteiro(a).
- Os hipsters vão defender o Michel Teló dos críticos até outro hit medíocre viralizar e ninguém mais lembrar do Michel Teló.
- Michel Teló vai lançar um novo single que vai gongar na internet por menos de uma semana.
- Seus pais vão ouvir falar em Michel Teló.
- Alguma banda coxinha vai lançar um vídeo muito bem trabalhado pra uma canção insuportável e desembocar no Faustão.

- Lana Del Rey vai lançar o disco mais amado e odiado do ano.
- Lana Del Rey vai fazer o disco do ano segundo a Rolling Stone, o terceiro melhor disco do ano segundo na NME e tirar uma nota medíocre no Pitchfork.
- Lana Del Rey morre por 15 minutos, até as pessoas descobrirem que se trata de um boato.
- Lana Del Rey vai namorar um ator canastrão europeu que tem o dobro da idade dela.
- Lana Del Rey vai tirar fotos conceituais pagando peitinho clicadas por Terry Richardson.
- Lana Del Rey vai fazer qualquer coisa irrelevante e virar notícia.
- Lana Del Rey vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.
- Michel Teló vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.
- Seus pais vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.
- As piadas de “atacar de DJ” vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Uma nova série baseada em alguma criatura macabra vai virar modinha, até todo mundo se dar conta de que ela é mais um clichê babaca depois da primeira temporada.
- Bon Iver vai ganhar o Grammy.
- Banksy vai ser desmascarado.
- Lúcio Ribeiro vai continuar sendo alvo de hipsters que leem tudo que ele escreve no Popload só para xingar nos comentários.
- Lúcio Ribeiro vai confirmar shows que não vão rolar.
- Lúcio Ribeiro vai ajudar a trazer pro RS vários shows de bandas indies gringas que nunca estiveram aqui antes, mas que não vão dar retorno porque os ingressos custarão dinheiro.
- Skrillex vai lançar um single em parceria com o David Guetta.
- Skrillex vai lançar um disco medíocre que vai ser sucesso de vendas.

- Azealia Banks vai ser considerada o “Tyler The Creator com 53105″.
- Seu irmão mais novo vai começar a gostar de hip-hop e dubstep.
- Seu irmão mais novo vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.
- Vai surgir uma “nova joia” na MPB-indie que será taxada de coxinha pelos críticos.
- Todo mundo vai eleger qualquer nova banda indie que não use sintetizadores como “a salvação do rock”.
- Todo mundo vai se decepcionar porque não vai encontrar a “salvação do rock” em 2012.
- Todo mundo vai começar a prestar atenção em um rapaz de 14 anos que constrói os próprios samplers e sintetizadores para fazer música de vanguarda.
- Vão surgir artistas de “pós-chillwave”.
- Nenhuma mídia indie vai dar bola pra qualquer nova fonte de música eletrônica underground, exceto pelo dubstep americano.
- O mainstream vai ficar mais trash do que nunca.

- A NME vai apostar em outra banda que quer ser o Oasis, até eles lançarem o disco e todo mundo esquecer que eles existem.
- Noel Gallagher vai acusar Liam de peidorreiro e ganhar manchete na NME.
- O festival Planeta Terra vai anunciar nomes supervalorizados como headliners que vão lotar o main stage, enquanto os melhores shows do festival vão rolar no indie stage para 47 pessoas.
- O Lollapallooza BR vai ser conturbado.
- Todo mundo vai reclamar no twitter da fila, estrutura e transportes do Lolla pelo iPhone na hora de assistir os shows.
- Todo mundo vai dizer que o Foo Fighters fez “o show do ano”.
- A Apple vai lançar outro aplicativo que todos os hipsters vão usar até virar mainstream.
- Todos os hipsters vão largar o Facebook e migrar pro Google +.
- Vão começar as reclamações da “orkutização do Google +”.
- O Google vai inventar uma nova rede social falhada.

- Algum anônimo vai sair em uma foto pública fazendo algo totalmente irrelevante e virar meme no tumblr.
- O tumblr vai “orkutizar”.
- O Brasil vai ter o ano mais rico em atrações estrangeiras da história, mas os gaúchos vão continuar reclamando dos preços dos ingressos.
- O Meca Festival vai ser o melhor festival nacional do ano, mas ninguém fora do RS vai dar bola.
- Thom Yorke vai fazer um show apoiando alguma causa política de esquerda.
- Algum artista vai morrer e todo mundo vai baixar a obra dele e dizer que o mundo “perdeu um grande talento”.
- Lady Gaga vai virar atriz.
- Florence vai virar a nova Cher.
- Adriano Cintra vai lançar mais vídeos ironizando as ex-colegas de banda, removendo-os do ar no mesmo dia.
- O CSS vai acabar.

- Vão surgir 37 novas bandas que são “uma mistura de Passion Pit com MGMT”.
- O Vampire Weekend vai lançar um disco completamente inacessível baseado apenas em ruídos sintéticos e silêncio, tirando 9.3 no Pitchfork.
- O The Killers vai lançar um disco novo que todo mundo vai detonar, mas secretamente ouvir todo dia.
- Yannis Phillipakis, do Foals, vai começar uma carreira solo com grande influência eletrônica.
- Kanye West e Jay-Z vão confirmar shows no Brasil, mas cancelar posteriormente.
- Alguma banda pedante de britpop que todo mundo ama incondicionalmente vai voltar e lançar um disco fracassado.
- O Franz Ferdinand vai lançar um dos melhores discos do ano que vai ficar em 36º lugar no Pitchfork.

- O Breakbot vai fazer um discaço, mas não vai figurar nas principais listas de fim de ano.
- O XX vai lançar um novo disco melhor que o debut, mas os fãs xiitas não vão gostar.
- O Bloc Party vai fazer o disco mais underrated do ano.
- Alguns críticos vão ficar de olho em uma nova cena e apostar que dela vai sair “o novo Strokes”, mas vão esquecer disso depois de dois meses.
- Os Strokes vão acabar (de novo).
- No fim do ano, a BBC vai apostar alto em uma nova garota que todo mundo vai hypar até morrer em 2013, até todo mundo esquecer dela.
- Os hipsters vão discordar de todas as listas de fim de ano, sendo que terão ouvido menos de 10% dos discos eleitos e terão curtido menos de sete álbuns novos no ano todo.
- O mundo vai conhecer a verdade do dezembro de 2012 e descobrir que ela está interligada com as “mortes” de Michael Jackson e Steve Jobs.

- O Indie Rock vai morrer de vez.
- Os blogs vão morrer.
- A internet vai ser privatizada.
- Você vai ter preguiça de ler esse post.

Vai dizer que 33 não é um numero bacana?
E a nossa retrospectiva de 2011 chega ao seu último ato com a lista de melhores faixas do ano. Se em termos de discos o ano ficou devendo, em termos de faixas isoladas a história é outra, e acabou até faltando lugar pra muita coisa boa.
Optei por não escolher mais de uma faixa por artista pra poder dar uma variada maior, o que nos leva ao peculiar primeiro lugar, em que duas músicas da mesma banda dividem os louros – já que qualquer uma delas poderia ocupar a primeira posição tranquilamente.
Vale ressaltar que essa é mais uma boa oportunidade pra conhecer muita coisa que você pode ter deixado passar, do indie rock ao indie dance, do synth pop ao nu disco, passando pelo hip hop, pelo dubstep, pelo house, pela chillwave… Enfim, uma saladona tranzuda. Dê o play, divirta-se, xingue nos comentários e tenha um feliz ano novo (por mais mainstream que isso soe)!
- Metronomy – The Look/The Bay
- Bombay Bicycle Club – Lights Out, Words Gone
- Wild Beasts – Reach a Bit Further
- Gotye – Somebody That I Used To Know (feat. Kimbra)
- Totally Enormous Extinct Dinosaurs – Trouble
- Destroyer – Kaputt
- The Rapture – How Deep Is Your Love
- Friendly Fires – Hurting
- Toro y Moi – New Beat
- Radiohead – Lotus Flower
- Flight Facilities – Foreign Language
- Foster the People – Helena Beat
- tUnE yArDs – My Country
- Washed Out – Eyes Be Closed
- The Drums – I Don’t Know How To Love
- James Blake – The Wilhelm Scream
- TV on the Radio – Will Do
- Holy Ghost! – Hold My Breath
- Criolo – Bogotá
- Justice – Audio, Video, Disco
- Twin Shadow – Changes
- Neon Indian – Polish Girl
- Dom – Telephone
- Poolside – Take Me Home
- Two Bears – Work
- Clams Casino – I’m God
- Jay-Z & Kanye West – Lift Off (feat. Beyoncé)
- Man Like Me – Peculiar
- Last Dinosaurs – Zoom
- Breakbot – Fantasy
- The Vaccines – Post Break Up Sex
- Jens Lenkman – An Argument With Myself
- Benoit & Sergio – Everybody
Veja também:
Os melhores discos do ano segundo a crítica
Os discos favoritos da casa pt. I
A gente já trouxe o ranking oficial de melhores discos do ano – baseado na somatória de pontos de toda a crítica especializada mundo afora. Agora, é a vez do MyCool eleger os discos favoritos de 2011, um ano muito mais fraco do que seus anteriores em termos de novas produções. Foi mais comum do que nunca ver gente produzindo entre duas a cinco faixas espetaculares em um álbum, enquanto o seu restante se fazia descartável (Bombay Bicycle Club, The Drums, Yuksek, Neon Indian…). Além disso, muitos favoritos que prometiam muito ficaram aquém do que esperávamos, produzindo obras que não passavam de serem ‘ok’ (Radiohead e Strokes, né?), o que deu a chance de quem corria por fora se destacar mais.
Esclareço que a escolha e o ranking a seguir são baseados em percepção e gosto pessoal do autor que vos escreve. Em seguida, outros colegas também postarão seus respectivos favoritos.
Sem mais delongas, os [onze] melhores discos de 2011:
10.Clams Casino – “Instrumentals”

O produtor norte-americano Mike Volpe, de alcunha Clams Casino, é o responsável por criar as batidas de nomes como Lil B e Soulja Boy. Lançada despretensiosamente por download no primeiro semestre, “Instrumentals”, ou “Instrumental Mixtape”, é um apanhado de tracks criadas por Volpe para os artistas que produz. Baseado no hip hop instrumental e em música ambiente, o resultado final acabou ganhando vida própria através de uma repercussão muito maior do que se esperava. [escute aqui]
9.tUnE-yArDs – ‘‘w h o k i l l’’

A britânica Merril Garbus teve suas obras comparadas à produção do Sonic Youth, no sentido de que “w h o k i l l” está para seu antecessor “BiRd-BrAiNs” assim como “Sister” está para “EVOL”; ambos abraçam as ideias experimentais dos discos anteriores, mas às convertendo para um formato pop. Podemos também comparar o tUnE-yArDs ao Everything Everything como sendo dois atos britânicos que desconstroem a música popular (e com vocais, no mínimo, interessantes). [escute aqui]
8.Justice – “Audio, Video, Disco”

Vocês vão me xingar, mas foda-se, achei “Audio, Video, Disco” melhor que o “†”.Uma obra de música eletrônica que se baseia no rock progressivo (ou seria o contrário?) e soa extremamente agradável, bem diferente do Justice maximalista de 2007. [escute aqui]
7.Foster the People – “Torches”

Sim, é um disco fácil, acessível, sem grandes experimentos ou inovações. Mas e daí? Se houvesse mais Fosters e menos Katy Perrys no mundo pop, estaríamos muito melhor servidos (mas com menos seios à mostra). Repleto de hits da primeira à última faixa, pouco é o material em “Torches” que não empolgue. Amados pelo público, desconsiderados pela crítica. O Two Door Cinema Club de 2011. [escute aqui]
6.Criolo – “Nó Na Orelha”

O rapper Criolo foi o maior vencedor nacional no mundo da música neste ano. Ao produzir um disco espetacular que mistura à batida do hip hop elementos de soul, reggae e samba, o nego conseguiu algo único: coletar fãs do mainstream ao underground, do ‘mano’ ao hipster e ao coxinha. Com um caráter fenomenal, pregando valores de amor e harmonia, Criolo foi o CARA por aqui. Tá perdoado por ser corinthiano. [leia mais aqui] [escute aqui]
5.Friendly Fires – “Pala”

Eles preferem a alegria pop de Justin Timberlake à melancolia de Morrissey e, em Pala, isso fica mais evidente que nunca. Uma obra pop como tem que ser feita; um prato cheio para as pistas de dança ou para noites de festas tropicais. Um dos raros grupos que, em 2011, conseguiu dar uma sequência feliz ao seu ótimo debut. [leia mais aqui] [escute aqui]
4.Washed Out – “Within and Without”

Pouco se tinha noção do que era a Chillwave ou se até mesmo essa tag tinha qualquer validade antes de 2011. Ao lado de Toro y Moi e Neon Indian, o Washed Out, do americano Ernest Greene, consolidou a identidade do polêmico gênero com o disco mais forte entre os três. [leia mais aqui] [escute aqui]
3.Wild Beasts – “Smother”

Depois de um debut que se revelou um erro, o Wild Beasts conseguiu se redimir com um segundo disco espetacular. A prova de fogo viria com o terceiro e Smother superou as expectativas, consagrando os rapazes como um dos melhores grupos britânicos contemporâneos. [leia mais aqui] [escute aqui]
2.Destroyer – “Kaputt”

A veterana banda canadense liderada por Dan Bejar (colaborador de outros projetos como New Pornographers e Bonaparte) chega a seu nono álbum de estudo com brilhantismo. [escute aqui]
1.Metronomy – “The English Rivieira”

Quem acompanha o blog já deve estar saturado de tanto que falei neles por aqui, mas é tudo de coração. Merecido.[escute aqui]
Menção honrosa: Aeroplane – “In Flight Entertainment”

“In Flight Entertainment” não é um álbum de estúdio, mas sim uma compilação de faixas exclusivas cedidas ao produtor fora de série Aeroplane. Contando com apenas uma produção autoral, a coletânea não poderia ser comparada aos outros discos do ano, mas merece estar aqui pelo simples fato de que é A MAIS PURA DILIÇA. [escute aqui]

Uns têm mais conceito, outros têm mais técnica. Uns possuem trama, outros são abstratos. A seleção dos clipes que mais gostei neste ano contém de tudo; drama, ação, romance, comédia, ~sensualidade~, conflitos com escadas rolantes, atrizes pornô, Thom Yorke e alguns peitinhos. Ah, bem lembrado, todas as músicas são excelentes também.
1.Radiohead – Lotus Flower (vídeo genial, Thom impecável, o maior futuro clássico e meme do ano)
2.Destroyer – Kaputt (lindeza pura, à altura da música.)
[NSFW] 3.Is Tropical – Lies (they don’t love you, they just need a little sex sometimes. Sente a genialidade.)
4.Chromeo – When the Night Falls (melhor clipe de humor risos).
5.Metronomy – The Bay (tem como eles botarem a mão em algo que não fique espetacular?)
[NSFW] 6.Amy Winehouse – Me and Mr. Jones (clipe não oficial e póstumo, com a atriz pornô Faye Reagan que se mostra capaz de fazer uma ótima atuação fora do mundo das TRANZAS.)
Amy Winehouse – Me & Mr. Jones (music video) from High5Collective on Vimeo.
7.Is Tropical – The Greeks (e olha o Is Tropical de novo, tá ficando suspeito isso daqui.)
8.Best Coast – Our Deal (Another ~Indie~ Westside Story)
9.Battles – My Machines (socorro mai!)
10.Friendly Fires – Hurting (quem nunca teve sua cabeça de televisor destruída por uma garota fria e de pescoço elástico que atire a primeira pedra.)
Bonus: Rymdreglage – Insert Coin (não podia deixar de fazer menção honrosa ao vídeo mais trabalhoso do ano)

PJ Harvey coleciona canecos e medalhas em 2011
Alô amigos! Retornei do meu retiro judaico-espiritual e volto a escrever no MyCool para a infelicidade de alguns e indiferença de muitos.
O Natal/Chanukká/Festivus já passou e, se você não chegou a acompanhar com tanto afinco as polêmicas listas de fim de ano que amamos odiar, o MyCool traça o panorama enquanto você ainda digere aquela ave gorda que foi assada com muito amor pela sua Tia Berta, porém brutalmente assassinada por uma enfermeira fria e calculista.
É claro que essas listas da crítica são muito subjetivas e não conseguem escapar ao perfil do veículo, gosto pessoal dos críticos ou jabá dos empre$ários, mas analisando diversas fontes, podemos solidificar um padrão.
O Metronomy, que lançou o melhor disco e foi a banda do ano na opinião do que vos escreve, dividiu opiniões; The English Riviera foi ovacionado pelos ingleses e esnobado pelos americanos. Ficou em primeiro lugar no Gigwise, em segundo na NME, no The Fly e na MusicOMH, e em terceiro na Uncut e no DIY – todos canais britânicos. Além disso, conseguiu ficar entre os dez melhores discos em mais seis listas.
O ano, porém, foi da PJ Harvey. Além de faturar o Mercury Prize, o Let England Shake da moça agradou NMEistas e pitchforkeanos, coletando TREZE medalhas de ouro (NME, Uncut, Mojo, Boston Globe, The Guardian, Los Angeles Times, Washington Post, MusicOMH, No Ripcord, The Quietus, Slant, BBC Music e – ufa! –NPR), quatro de prata (Spin, The Observer, DIY e Q) e quatro de bronze (Exclaim!, The Telegraph, Drowned in Sound e Gigwise). Além disso, figura em 95% das listas e está no top 10 da maioria (mas ficou em 47º lugar na Rolling Stone. Tu vê). O curioso é que a recordista do ano foi bem menos hypada que a Lana Del Rey por aí.
Outro grande destaque foi o Bon Iver, que além de ser nomeado a uma penca de coisas no Grammy, conquistou seis ouros (Pitchfork, Exclaim, Paste, Star Tribute, Epitonic e The Owl Mag), sete pratas (Billboard, Filter, Consequence of Sound, PopMatters, NPR, Amazon e The Record Exchange) e quatro bronzes (Under the Radar, A.V. Club, Stereogum e Rhapsody) com seu segundo e auto-intitulado álbum.
O Jayza e o Kanye West avisaram pra “cuidar o trono”, e acabaram figurando em uma penca de listas também. Não conseguiram nenhum primeiro lugar, mas tiveram quatro medalhas de prata (Rolling Stone, Washington Post, Complex e Slate) e três de bronze (Billboard, New York Times, Time) com o Watch The Throne.
Já o Fucked Up fez um indie-punk barulhento que não me pegou, mas agradou bastante o colega Leandro Souza. Além dele, a Spin também elegeu o disco David Comes to Life como o melhor de 2011, enquanto o A.V Club deu a segunda posição e o PopMatters e a Spinner, a terceira.
Nosso outro colega Leandro, o Vignoli, curtiu demais o Hurry Up, We’re Dreaming, do M83 (que, segundo o Pitchfork, é o responsável pela música do ano). Os franceses também se deram bem pra caramba nas listas, conseguindo ficar entre os dez primeiros em treze delas, com uma taça de campeão na Filter, um vice na Under The Radar e na Owl Mag e cinco vagas diretas pra Libertadores no Pitchfork, Washington Post, Treble, XLR8R e Pinpoint Music.
2011 também foi o ano da popularização do dubstep, culminando no mainstream americano em uma nova roupagem bastante controversa. Mas a turma do Skrillex só fez sucesso mesmo com o público, porque para a crítica (e para o bom senso), o dubstep britânico é o que segue valendo. James Blake levou um ouro (The Telegraph), duas pratas, um bronze e doze top10, enquanto o SBTRKT conquistou uma aparição no Top10 da Drowned in Sound e mais figuração em seis outras listas.
A Adele, que fez um disco bem zZzzZZz, foi a artista que mais equilibrou o sucesso no mainstream e na crítica especializada, contando com oito primeiros lugares (Rolling Stone, Time, Amazon, Rhapsody, Billboard, Associated Press, Entertainment Weekly e Star Tribune), três segundas posições (HitFix, MTV e Boston Globe) e mais onze top tens para o seu sonolento 21.
Outros discos que falamos ao longo do ano por aqui e que merecem menções honrosas são o Skying, dos The Horrors (três medalhas de prata), Smother, dos Wild Beasts (uma prata e um bronze), Within and Without, do Washed Out (cinco top10), além de Kaputt, do Destroyer (um ouro e três pratas) e w h o k i l l, do tUne-yArDs (um ouro e quatro pratas), que ainda não falamos a respeito, mas que deveríamos ter falado (hehe).
* Pra fazer esse post foram analisadas mais de onze listas completas e o site Metacritic, que faz uma somatória de pontos de todas as listas oficiais que saíram em revistas e sites, ranqueando, então, os melhores do ano. A classificação final ficou assim:
1. PJ Harvey – Let England Shake
2. Bon Iver – Bon Iver
3. Adele – 21
4. tUnE-yArDs – w h o k i l l
5. St. Vincent – Strange Mercy
6. The Weeknd – House of Balloons
7. Shabazz Places – Black Up
8. Fleet Foxes – Helplessness Blues
8. Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne
10. James Blake – James Blake
11. Kurt Vile – Smoke Ring for Halo
11. Girls – Father, Son, Holy Ghost
11. M83 – Hurry Up, We’re Dreaming
14. Drake – Take Care
14. The Antlers – Bust Apart
14. Metronomy – The English Riviera
17. Fucked Up – David Comes to Life
18. The Horrors – Skying
18. Wilco – The Whole Love
20. Destroyer – Kaputt
20. Tom Waits – Bad As Me
Se você ficou de cara com todas as listas dos sites e com o ranking final, então essa lista aqui deve te agradar mais.

Lembram que falamos do hiperativo e pluri-artista Woodkid pouco tempo atrás? Pois é, pro EP do cara, “Iron”, a faixa-título ganhou dois remixes, sendo um dos grandes Mystery Jets.
Por incrível que pareça, o MJ se arriscou na onda do dubstep – e ficou incrível!
Woodkid – Iron (Remix By Mystery Jets) by allstarsandrew
* A original você relembra clicando naquele linkzinho com o nome do cara que eu coloquei acima. Não seja mais preguiçoso do que eu.












