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Articles tagged with: indie rock

[30 mar 2012 | por Leandro Vignoli | Nenhum Comentário | 141 views]
oi, faço música rebelde mas não vejo problema em usar chapéu côco

 

A banda divulgou hoje o nome do seu quarto álbum, “The National Health”, que será lançado em junho.

O blábláblá wikipídico dá conta que ”todos estão sendo bombardeados com música saltitante e feliz, e que o disco é sobre tomar o controle de volta, e ser uma força de mudança na vida de alguém”.

E eu aqui achando que era só um pastiche palhão de Kaiser Chiefs, outra que não desiste nunca.

[26 jan 2012 | por Flávio Lerner | 4 Comentários | 302 views]

Esse 2012 já começou com tudo, e janeiro foi um mês mUcHo LoKo. Sopas, memes e politicagens à parte, muita coisa aconteceu na música, nos dando esperanças de ter um ano mais empolgante do que foi 2011 (pfv). Enquanto o governo americano não acaba totalmente com nosso acesso fácil à produção independente, conferimos alguns lançamentos bem interessantes já nesse mês. Dos que vingaram, o que mais se destacou foi o “Given to the Wild”, terceiro disco dos Maccabees. Lembra que falamos pra ficar de olho neles? Pois é, da pra se dizer que cumpriram com nossas boas expectativas e fizeram bonito.

“Given to the Wild” é um disco de rock, de indie rock – de guitar music, um gênero em franca queda livre. Aí chegam os Macabeus, que já tinham feito um segundo álbum incrível, e “salvam” a parada, com um disco moderno e belíssimo. Em faixas mais antigas, como Love You Better e No Kind Words, eles já tinham mostrado um potencial gigante para fazer música de arena, daquelas que vão crescendo aos poucos até explodir em enxurradas de guitarras e metais. Essa característica se repete novamente, só que com ainda mais coesão e harmonia, em um álbum com o tradicional começo, meio e fim.

A obra – que rendeu aos britânicos sua melhor posição nos charts do Reino Unido – começa com tudo, com muito mais corpo e vigor nas primeiras quatro tracks. Depois dá aquela tradicional caidinha, mas se recompõe no meio do caminho e termina bonito. Com os dois pés no revival pós-punk da década passada e alguns dedinhos em ritmos eletrônicos – como o drum’n’bass e o 2-step – temos um disco pra quem gosta de música grandiosa, limpa, sensível e bem trabalhada.

Disco: Given to the Wild

Artista: The Maccabees

Lançado em: 9 de janeiro de 2012

Selo: Fiction Records

Produtores: Jag Jago, Tim Goldsworthy, Bruno Ellingham

Melhores faixas: Child é hors concours. Feel To Follow, Heave, Go, Unknow e Grew Up At Midnight completam a lista, mas outras também poderiam estar aqui sem problema nenhum.

Quando não ouvir: Quando você estiver sem paciência.

Quando ouvir: Logo após algo relevante/tocante te desviar da rotina.

Pra quem gosta de: Foals, Bloc Party, Mystery Jets e Bombay Bicycle Club.

[20 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 255 views]

Desde o fim dos anos 00’s, o Indie Rock baseado em guitarras tem sido, sem meias palavras, um saco. Tirando exceções, é cada vez mais difícil encontrar alguma banda nova que faça algo em que valha a pena investir um tempinho. Os Last Dinosaurs, de Brisbaine (pra variar, Austrália), são um lampejo de esperança no meio do marasmo.

E como não fazer boa música inspirado por essa paisagem?

Pouco hypados, foram responsáveis por “Back From The Dead”, um EP impecável lançado em 2010. Ano passado, soltaram mais dois singles: Time & Place e a arrebatadora Zoom. A fórmula não é nada inovadora, mas pouco importa – esses rapazes conseguem não soar como uma cópia genérica dos indies contemporâneos, o que já conta muito. O principal mérito deles, porém, é empolgar. Escute e prove me wrong!

* Não são os primeiros (e nem os últimos, RÁ) DINOSSAUROS que recomendamos aqui. 2012 é o ano deles!

GRAAAAAAAAAUUUUUR

[13 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 307 views]

E olhem só, sexta-feira 13 e estamos de volta com nossa seção dos cinco melhores videoclipes que pintaram na blogosfera nos últimos tempos – ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Começamos com o Death Cab For Cutie, que por não conseguir ser mais relevante na música há anos, ganha destaque com o divórcio da Zooey Deschanel e do Ben Gibbard.

Esses caras são bons… depois de dirigirem o melhor clipe não oficial de 2011 pra uma canção da Amy Winehouse com a atriz pornô hipster Faye Reagan, fizeram a versão 70’s-disco-hindu do Boça pra música do Mayer Hawthorne. Hi5Collective got soul.

Mayer Hawthorne – No Strings (Music Video) from High5Collective on Vimeo.

O Real State faz às vezes do humor reflexivo com o clipe de Easy.

Eles já fizeram música melhor e eram candidatos a herdeiros do Foals. Agora fizeram uma mistura esquizofrênica da “Old New Rave” dos Klaxons com… ah, não importa, o vídeo é interessante.

E fechando com outra animação, o projeto Rome, do sempre interessante Danger Mouse, rendeu mais um bom fruto. Jack White e Norah Jones fazem as vozes na produção sombria e psicodélica.

Rome – Two Against One from Chris Milk on Vimeo.

[6 jan 2012 | por Flávio Lerner | 3 Comentários | 279 views]

Anos e anos atrás, havia umas pessoas chamadas de Macabeus. Essa história soa familiar? Sim, é aquela mesma que o Ross tenta contar pro filho “meio-judeu” Ben, e é basicamente sobre como surgiu a festa de Chanuká, que posteriormente serviu pra criação do Natal (e que posteriormente foi apropriado pela Coca-Cola). Enfim, esse post não tem nada a ver com isso.

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The Maccabees é uma banda que, se você não conhece, tem que conhecer. Não porque eles aleatoriamente – reza a lenda – abriram a bíblia e conseguiram um nome tão tranzudo, mas porque eles têm um segundo disco espetacular (mas não escute o primeiro, é medíocre).

A moral da história é essa: segunda-feira, agorinha mesmo, sai o terceirão “Given To The Wild” (ainda não vazou, acreditam?) e a expectativa é que eles façam que nem os conterrâneos Wild Beasts e se confirmem como relevantes – porque pelo amor de Judas Macabeu (risos), não tem mais quase nada que valha a pena ouvir na guittar music ultimamente.

Isso aqui faz parte do melhor que eles já fizeram (e tem um clipe fantástico!):

E isso faz parte do que logo vem por aí:

Caso não seja sua cup of tea, esses caras aqui certamente devem te agradar mais.

Em três dias eu posso queimar minha língua, mas mantenho às esperanças. VAI MACABEUS!

Maccabi Tel-Aviv comemorando o gol

[5 jan 2012 | por Flávio Lerner | 4 Comentários | 1.735 views]

"Eu vejo hipsters mortos"

A entidade suprema e onipresente da ironia hipster conhecida como “Carles” – do site Hipster Runoff – lançou suas “previsões ousadas” para a cena alt-descolada no ano que começa. Inspirados por suas visões, nós do MyCool fomos até uma macumbeira oportunista vidente simpática que ~consultou os astros~ e veio com revelações que vão afetar o nosso mundinho hipster em 2012.

Atenção: todas as previsões a seguir são completamente exclusivas e contém SPOILERS de 2012. Confira se você tiver coragem.

- 80% das bandas promissoras que lançaram um bom disco de estreia vão produzir um segundo disco irrelevante.

- Uma banda com inúmeros fãs xiitas vai receber uma nota medíocre no Pitchfork e eles vão xingar muito no twitter.

- Algum casal indie-fofura vai se separar e os fãs vão lamentar, enquanto os outros vão comemorar que ele/ela está solteiro(a).

- Os hipsters vão defender o Michel Teló dos críticos até outro hit medíocre viralizar e ninguém mais lembrar do Michel Teló.

- Michel Teló vai lançar um novo single que vai gongar na internet por menos de uma semana.

- Seus pais vão ouvir falar em Michel Teló.

- Alguma banda coxinha vai lançar um vídeo muito bem trabalhado pra uma canção insuportável e desembocar no Faustão.

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- Lana Del Rey vai lançar o disco mais amado e odiado do ano.

- Lana Del Rey vai fazer o disco do ano segundo a Rolling Stone, o terceiro melhor disco do ano segundo na NME e tirar uma nota medíocre no Pitchfork.

- Lana Del Rey morre por 15 minutos, até as pessoas descobrirem que se trata de um boato.

- Lana Del Rey vai namorar um ator canastrão europeu que tem o dobro da idade dela.

- Lana Del Rey vai tirar fotos conceituais pagando peitinho clicadas por Terry Richardson.

- Lana Del Rey vai fazer qualquer coisa irrelevante e virar notícia.

- Lana Del Rey vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Michel Teló vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Seus pais vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- As piadas de “atacar de DJ” vão atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Uma nova série baseada em alguma criatura macabra vai virar modinha, até todo mundo se dar conta de que ela é mais um clichê babaca depois da primeira temporada.

- Bon Iver vai ganhar o Grammy.

- Banksy vai ser desmascarado.

- Lúcio Ribeiro vai continuar sendo alvo de hipsters que leem tudo que ele escreve no Popload só para xingar nos comentários.

- Lúcio Ribeiro vai confirmar shows que não vão rolar.

- Lúcio Ribeiro vai ajudar a trazer pro RS vários shows de bandas indies gringas que nunca estiveram aqui antes, mas que não vão dar retorno porque os ingressos custarão dinheiro.

- Skrillex vai lançar um single em parceria com o David Guetta.

- Skrillex vai lançar um disco medíocre que vai ser sucesso de vendas.

- Azealia Banks vai ser considerada o “Tyler The Creator com 53105″.

- Seu irmão mais novo vai começar a gostar de hip-hop e dubstep.

- Seu irmão mais novo vai atacar de DJ nas baladas mundo afora.

- Vai surgir uma “nova joia” na MPB-indie que será taxada de coxinha pelos críticos.

- Todo mundo vai eleger qualquer nova banda indie que não use sintetizadores como “a salvação do rock”.

- Todo mundo vai se decepcionar porque não vai encontrar a “salvação do rock” em 2012.

- Todo mundo vai começar a prestar atenção em um rapaz de 14 anos que constrói os próprios samplers e sintetizadores para fazer música de vanguarda.

- Vão surgir artistas de “pós-chillwave”.

- Nenhuma mídia indie vai dar bola pra qualquer nova fonte de música eletrônica underground, exceto pelo dubstep americano.

- O mainstream vai ficar mais trash do que nunca.

- A NME vai apostar em outra banda que quer ser o Oasis, até eles lançarem o disco e todo mundo esquecer que eles existem.

- Noel Gallagher vai acusar Liam de peidorreiro e ganhar manchete na NME.

- O festival Planeta Terra vai anunciar nomes supervalorizados como headliners que vão lotar o main stage, enquanto os melhores shows do festival vão rolar no indie stage para 47 pessoas.

- O Lollapallooza BR vai ser conturbado.

- Todo mundo vai reclamar no twitter da fila, estrutura e transportes do Lolla pelo iPhone na hora de assistir os shows.

- Todo mundo vai dizer que o Foo Fighters fez “o show do ano”.

- A Apple vai lançar outro aplicativo que todos os hipsters vão usar até virar mainstream.

- Todos os hipsters vão largar o Facebook e migrar pro Google +.

- Vão começar as reclamações da “orkutização do Google +”.

- O Google vai inventar uma nova rede social falhada.

- Algum anônimo vai sair em uma foto pública fazendo algo totalmente irrelevante e virar meme no tumblr.

- O tumblr vai “orkutizar”.

- O Brasil vai ter o ano mais rico em atrações estrangeiras da história, mas os gaúchos vão continuar reclamando dos preços dos ingressos.

- O Meca Festival vai ser o melhor festival nacional do ano, mas ninguém fora do RS vai dar bola.

- Thom Yorke vai fazer um show apoiando alguma causa política de esquerda.

- Algum artista vai morrer e todo mundo vai baixar a obra dele e dizer que o mundo “perdeu um grande talento”.

- Lady Gaga vai virar atriz.

- Florence vai virar a nova Cher.

- Adriano Cintra vai lançar mais vídeos ironizando as ex-colegas de banda, removendo-os do ar no mesmo dia.

- O CSS vai acabar.

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- Vão surgir 37 novas bandas que são “uma mistura de Passion Pit com MGMT”.

- O Vampire Weekend vai lançar um disco completamente inacessível baseado apenas em ruídos sintéticos e silêncio, tirando 9.3 no Pitchfork.

- O The Killers vai lançar um disco novo que todo mundo vai detonar, mas secretamente ouvir todo dia.

- Yannis Phillipakis, do Foals, vai começar uma carreira solo com grande influência eletrônica.

- Kanye West e Jay-Z vão confirmar shows no Brasil, mas cancelar posteriormente.

- Alguma banda pedante de britpop que todo mundo ama incondicionalmente vai voltar e lançar um disco fracassado.

- O Franz Ferdinand vai lançar um dos melhores discos do ano que vai ficar em 36º lugar no Pitchfork.

- O Breakbot vai fazer um discaço, mas não vai figurar nas principais listas de fim de ano.

- O XX vai lançar um novo disco melhor que o debut, mas os fãs xiitas não vão gostar.

- O Bloc Party vai fazer o disco mais underrated do ano.

- Alguns críticos vão ficar de olho em uma nova cena e apostar que dela vai sair “o novo Strokes”, mas vão esquecer disso depois de dois meses.

- Os Strokes vão acabar (de novo).

- No fim do ano, a BBC vai apostar alto em uma nova garota que todo mundo vai hypar até morrer em 2013, até todo mundo esquecer dela.

- Os hipsters vão discordar de todas as listas de fim de ano, sendo que terão ouvido menos de 10% dos discos eleitos e terão curtido menos de sete álbuns novos no ano todo.

- O mundo vai conhecer a verdade do dezembro de 2012 e descobrir que ela está interligada com as “mortes” de Michael Jackson e Steve Jobs.

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- O Indie Rock vai morrer de vez.

- Os blogs vão morrer.

- A internet vai ser privatizada.

- Você vai ter preguiça de ler esse post.

[4 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 312 views]

2012 tem volta importantíssima e (esperamos que) triunfal! Uma das melhores e mais importantes bandas da década passada, o Bloc Party volta de um hiato de mais de três anos, com a formação completa e tudo o mais – desmentindo aquela trollagem toda de que o Kele sairia da banda.

Depois de cada um tomar um caminho diferente nos últimos anos (Kele em carreira solo, Gordon em banda de hardcore (?!), Russel atacado por leões (?!?!) e Matt ainda sendo um baterista asiático), os quatro finalmente reúnem as forças novamente, pra nossa alegria.  E mesmo que o último disco dos caras, “Intimacy” (2008) não tenha lá se dado muito bem – e até a carreira solo do Kele não estando muito consistente – nós sabemos muito bem do potencial incrível desses quatro.

Ainda fica a dúvida se o grupo britânico retornará às origens dos primeiros trabalhos ou se continuará com a pegada mais eletrônica que surgiu no “A Weekend In The City” (2007) e que seguiu desde então. De qualquer forma, se ainda houver química entre eles, certamente teremos um grande disco de Indie Rock em um período de seca do gênero.

[30 dez 2011 | por Flávio Lerner | 3 Comentários | 561 views]

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Vai dizer que 33 não é um numero bacana?

E a nossa retrospectiva de 2011 chega ao seu último ato com a lista de melhores faixas do ano. Se em termos de discos o ano ficou devendo, em termos de faixas isoladas a história é outra, e acabou até faltando lugar pra muita coisa boa.

Optei por não escolher mais de uma faixa por artista pra poder dar uma variada maior, o que nos leva ao peculiar primeiro lugar, em que duas músicas da mesma banda dividem os louros – já que qualquer uma delas poderia ocupar a primeira posição tranquilamente.

Vale ressaltar que essa é mais uma boa oportunidade pra conhecer muita coisa que você pode ter deixado passar, do indie rock ao indie dance, do synth pop ao nu disco, passando pelo hip hop, pelo dubstep, pelo house, pela chillwave… Enfim, uma saladona tranzuda. Dê o play, divirta-se, xingue nos comentários e tenha um feliz ano novo (por mais mainstream que isso soe)!

  1. Metronomy – The Look/The Bay
  2. Bombay Bicycle Club – Lights Out, Words Gone
  3. Wild Beasts – Reach a Bit Further
  4. Gotye – Somebody That I Used To Know (feat. Kimbra)
  5. Totally Enormous Extinct Dinosaurs – Trouble
  6. Destroyer – Kaputt
  7. The Rapture – How Deep Is Your Love
  8. Friendly Fires – Hurting
  9. Toro y Moi – New Beat
  10. Radiohead – Lotus Flower
  11. Flight Facilities – Foreign Language
  12. Foster the People – Helena Beat
  13. tUnE yArDs – My Country
  14. Washed Out – Eyes Be Closed
  15. The Drums – I Don’t Know How To Love
  16. James Blake – The Wilhelm Scream
  17. TV on the Radio – Will Do
  18. Holy Ghost! – Hold My Breath
  19. Criolo – Bogotá
  20. Justice – Audio, Video, Disco
  21. Twin Shadow – Changes
  22. Neon Indian – Polish Girl
  23. Dom – Telephone
  24. Poolside – Take Me Home
  25. Two Bears – Work
  26. Clams Casino – I’m God
  27. Jay-Z & Kanye West – Lift Off (feat. Beyoncé)
  28. Man Like Me – Peculiar
  29. Last Dinosaurs – Zoom
  30. Breakbot – Fantasy
  31. The Vaccines – Post Break Up Sex
  32. Jens Lenkman – An Argument With Myself
  33. Benoit & Sergio – Everybody

Veja também:

Os melhores discos do ano segundo a crítica

Os melhores remixes do ano

Os melhores clipes do ano

Os discos favoritos da casa pt. I

Os discos favoritos da casa pt. II

As melhores séries do ano

O que você aprendeu em 2011?

[29 dez 2011 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 357 views]

A gente já trouxe o ranking oficial de melhores discos do ano – baseado na somatória de pontos de toda a crítica especializada mundo afora. Agora, é a vez do MyCool eleger os discos favoritos de 2011, um ano muito mais fraco do que seus anteriores em termos de novas produções. Foi mais comum do que nunca ver gente produzindo entre duas a cinco faixas espetaculares em um álbum, enquanto o seu restante se fazia descartável (Bombay Bicycle Club, The Drums, Yuksek, Neon Indian…). Além disso, muitos favoritos que prometiam muito ficaram aquém do que esperávamos, produzindo obras que não passavam de serem ‘ok’ (Radiohead e Strokes, né?), o que deu a chance de quem corria por fora se destacar mais.

Esclareço que a escolha e o ranking a seguir são baseados em percepção e gosto pessoal do autor que vos escreve. Em seguida, outros colegas também postarão seus respectivos favoritos.

Sem mais delongas, os [onze] melhores discos de 2011:

10.Clams Casino – “Instrumentals”

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O produtor norte-americano Mike Volpe, de alcunha Clams Casino, é o responsável por criar as batidas de nomes como Lil B e Soulja Boy. Lançada despretensiosamente por download no primeiro semestre, “Instrumentals”, ou “Instrumental Mixtape”, é um apanhado de tracks criadas por Volpe para os artistas que produz. Baseado no hip hop instrumental e em música ambiente, o resultado final acabou ganhando vida própria através de uma repercussão muito maior do que se esperava. [escute aqui]

9.tUnE-yArDs – ‘‘w h o k i l l’’

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A britânica Merril Garbus teve suas obras comparadas à produção do Sonic Youth, no sentido de que “w h o k i l l” está para seu antecessor “BiRd-BrAiNs” assim como “Sister” está para “EVOL”; ambos abraçam as ideias experimentais dos discos anteriores, mas às convertendo para um formato pop. Podemos também comparar o tUnE-yArDs ao Everything Everything como sendo dois atos britânicos que desconstroem a música popular (e com vocais, no mínimo, interessantes). [escute aqui]

8.Justice – “Audio, Video, Disco”

Vocês vão me xingar, mas foda-se, achei “Audio, Video, Disco” melhor que o “†”.Uma obra de música eletrônica que se baseia no rock progressivo (ou seria o contrário?) e soa extremamente agradável, bem diferente do Justice maximalista de 2007. [escute aqui]

7.Foster the People – “Torches”

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Sim, é um disco fácil, acessível, sem grandes experimentos ou inovações. Mas e daí? Se houvesse mais Fosters e menos Katy Perrys no mundo pop, estaríamos muito melhor servidos (mas com menos seios à mostra). Repleto de hits da primeira à última faixa, pouco é o material em “Torches” que não empolgue. Amados pelo público, desconsiderados pela crítica. O Two Door Cinema Club de 2011. [escute aqui]

6.Criolo – “Nó Na Orelha”

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O rapper Criolo foi o maior vencedor nacional no mundo da música neste ano. Ao produzir um disco espetacular que mistura à batida do hip hop elementos de soul, reggae e samba, o nego conseguiu algo único: coletar fãs do mainstream ao underground, do ‘mano’ ao hipster e ao coxinha. Com um caráter fenomenal, pregando valores de amor e harmonia, Criolo foi o CARA por aqui. Tá perdoado por ser corinthiano. [leia mais aqui] [escute aqui]

5.Friendly Fires – “Pala”

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Eles preferem a alegria pop de Justin Timberlake à melancolia de Morrissey e, em Pala, isso fica mais evidente que nunca. Uma obra pop como tem que ser feita; um prato cheio para as pistas de dança ou para noites de festas tropicais. Um dos raros grupos que, em 2011, conseguiu dar uma sequência feliz ao seu ótimo debut. [leia mais aqui] [escute aqui]

4.Washed Out – “Within and Without”

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Pouco se tinha noção do que era a Chillwave ou se até mesmo essa tag tinha qualquer validade antes de 2011. Ao lado de Toro y Moi e Neon Indian, o Washed Out, do americano Ernest Greene, consolidou a identidade do polêmico gênero com o disco mais forte entre os três. [leia mais aqui] [escute aqui]

3.Wild Beasts – “Smother”

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Depois de um debut que se revelou um erro, o Wild Beasts conseguiu se redimir com um segundo disco espetacular. A prova de fogo viria com o terceiro e Smother superou as expectativas, consagrando os rapazes como um dos melhores grupos britânicos contemporâneos. [leia mais aqui] [escute aqui]

2.Destroyer – “Kaputt”

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A veterana banda canadense liderada por Dan Bejar (colaborador de outros projetos como New Pornographers e Bonaparte) chega a seu nono álbum de estudo com brilhantismo. [escute aqui]

1.Metronomy – “The English Rivieira”

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Quem acompanha o blog já deve estar saturado de tanto que falei neles por aqui, mas é tudo de coração. Merecido.[escute aqui]

Menção honrosa: Aeroplane – “In Flight Entertainment”

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“In Flight Entertainment” não é um álbum de estúdio, mas sim uma compilação de faixas exclusivas cedidas ao produtor fora de série Aeroplane. Contando com apenas uma produção autoral, a coletânea não poderia ser comparada aos outros discos do ano, mas merece estar aqui pelo simples fato de que é A MAIS PURA DILIÇA. [escute aqui]

[26 dez 2011 | por Flávio Lerner | 3 Comentários | 478 views]

PJ Harvey coleciona canecos e medalhas em 2011

Alô amigos! Retornei do meu retiro judaico-espiritual e volto a escrever no MyCool para a infelicidade de alguns e indiferença de muitos.

O Natal/Chanukká/Festivus já passou e, se você não chegou a acompanhar com tanto afinco as polêmicas listas de fim de ano que amamos odiar, o MyCool traça o panorama enquanto você ainda digere aquela ave gorda que foi assada com muito amor pela sua Tia Berta, porém brutalmente assassinada por uma enfermeira fria e calculista.

É claro que essas listas da crítica são muito subjetivas e não conseguem escapar ao perfil do veículo, gosto pessoal dos críticos ou jabá dos empre$ários, mas analisando diversas fontes, podemos solidificar um padrão.

O Metronomy, que lançou o melhor disco e foi a banda do ano na opinião do que vos escreve, dividiu opiniões; The English Riviera foi ovacionado pelos ingleses e esnobado pelos americanos. Ficou em primeiro lugar no Gigwise, em segundo na NME, no The Fly e na MusicOMH,  e em terceiro na Uncut e no DIY – todos canais britânicos. Além disso, conseguiu ficar entre os dez melhores discos em mais seis listas.

O ano, porém, foi da PJ Harvey. Além de faturar o Mercury Prize, o  Let England Shake da moça agradou NMEistas e pitchforkeanos, coletando TREZE medalhas de ouro (NME, Uncut, Mojo, Boston Globe, The Guardian, Los Angeles Times, Washington Post, MusicOMH, No Ripcord, The Quietus, Slant, BBC Music e – ufa! –NPR), quatro de prata (Spin, The Observer, DIY e Q) e quatro de bronze (Exclaim!, The Telegraph, Drowned in Sound e Gigwise). Além disso, figura em 95% das listas e está no top 10 da maioria (mas ficou em 47º lugar na Rolling Stone. Tu vê). O curioso é que a recordista do ano foi bem menos hypada que a Lana Del Rey por aí.

Outro grande destaque foi o Bon Iver, que além de ser nomeado a uma penca de coisas no Grammy, conquistou seis ouros (Pitchfork, Exclaim, Paste, Star Tribute, Epitonic e The Owl Mag), sete pratas (Billboard, Filter, Consequence of Sound, PopMatters, NPR, Amazon e The Record Exchange) e quatro bronzes (Under the Radar, A.V. Club, Stereogum e Rhapsody) com seu segundo e auto-intitulado álbum.

O Jayza e o Kanye West avisaram pra “cuidar o trono”, e acabaram figurando em uma penca de listas também. Não conseguiram nenhum primeiro lugar, mas tiveram quatro medalhas de prata (Rolling Stone, Washington Post, Complex e Slate) e três de bronze (Billboard, New York Times, Time) com o Watch The Throne.

Já o Fucked Up fez um indie-punk barulhento que não me pegou, mas agradou bastante o colega Leandro Souza. Além dele, a Spin também elegeu o disco David Comes to Life como o melhor de 2011, enquanto o A.V Club deu a segunda posição e o PopMatters e a Spinner, a terceira.

Nosso outro colega Leandro, o Vignoli, curtiu demais o Hurry Up, We’re Dreaming, do M83 (que, segundo o Pitchfork, é o responsável pela música do ano). Os franceses também se deram bem pra caramba nas listas, conseguindo ficar entre os dez primeiros em treze delas, com uma taça de campeão na Filter, um vice na Under The Radar e na Owl Mag e cinco vagas diretas pra Libertadores no Pitchfork, Washington Post, Treble, XLR8R e Pinpoint Music.

2011 também foi o ano da popularização do dubstep, culminando no mainstream americano em uma nova roupagem bastante controversa. Mas a turma do Skrillex só fez sucesso mesmo com o público, porque para a crítica (e para o bom senso), o dubstep britânico é o que segue valendo. James Blake levou um ouro (The Telegraph), duas pratas, um bronze e doze top10, enquanto o SBTRKT conquistou uma aparição no Top10 da Drowned in Sound e mais figuração em seis outras listas.

A Adele, que fez um disco bem zZzzZZz, foi a artista que mais equilibrou o sucesso no mainstream e na crítica especializada, contando com oito primeiros lugares (Rolling Stone, Time, Amazon, Rhapsody, Billboard, Associated Press, Entertainment Weekly e Star Tribune), três segundas posições (HitFix, MTV e Boston Globe) e mais onze top tens para o seu sonolento 21.

Outros discos que falamos ao longo do ano por aqui e que merecem menções honrosas são o Skying, dos The Horrors (três medalhas de prata), Smother, dos Wild Beasts (uma prata e um bronze), Within and Without, do Washed Out (cinco top10), além de Kaputt, do Destroyer (um ouro e três pratas) e w h o k i l l, do tUne-yArDs (um ouro e quatro pratas), que ainda não falamos a respeito, mas que deveríamos ter falado (hehe).

* Pra fazer esse post foram analisadas mais de onze listas completas e o site Metacritic, que faz uma somatória de pontos de todas as listas oficiais que saíram em revistas e sites, ranqueando, então, os melhores do ano. A classificação final ficou assim:

1. PJ Harvey – Let England Shake

2. Bon Iver – Bon Iver

3. Adele – 21

4. tUnE-yArDs – w h o k i l l

5. St. Vincent – Strange Mercy

6. The Weeknd – House of Balloons

7. Shabazz Places – Black Up

8. Fleet Foxes – Helplessness Blues

8. Jay-Z & Kanye West – Watch the Throne

10. James Blake – James Blake

11. Kurt Vile – Smoke Ring for Halo

11. Girls – Father, Son, Holy Ghost

11. M83 – Hurry Up, We’re Dreaming

14. Drake – Take Care

14. The Antlers – Bust Apart

14. Metronomy – The English Riviera

17. Fucked Up – David Comes to Life

18. The Horrors – Skying

18. Wilco – The Whole Love

20. Destroyer – Kaputt

20. Tom Waits – Bad As Me

Se você ficou de cara com todas as listas dos sites e com o ranking final, então essa lista aqui deve te agradar mais.

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