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Articles tagged with: música

[16 jan 2013 | por Danilo Fantinel | Nenhum Comentário | 221 views]


Uma das estéticas genuinamente brasileiras mais marcantes de todos os tempos, o Tropicalismo é passado, presente e futuro. Constantemente, volta ao centro do debate cultural tanto no Brasil quanto no exterior.

Atualmente, encontra-se no foco do cinema nacional em diferentes documentários, como Uma noite em 67, Tropicália e Canções do Exílio. Ao lado deles, Futuro do Pretérito: Tropicalismo Now!, um doc cinematográfico de abordagem livre, chama a atenção desde o ano passado por sua inventividade. O filme, que vê o Tropicalismo sob as luzes do século XXI, voltou a cartaz em Porto Alegre, no Santander Cultural, onde será exibido até o dia 17 de janeiro.


A obra dirigida por Ninho Moraes e Francisco César Filho extrapola o formato regular documental ao integrar a sua base teórica (fundamentada em entrevistas com pesquisadores) cenas de ficção e de um musical elaborado pelo inquieto André Abujamra, diretor musical do longa e vencedor do Kikito de Melhor Trilha Musical no Festival de Gramado em 2012.

No espetáculo filmado ao vivo no Teatro Oficina, em São Paulo, o tropicalista contemporâneo Abujamra assina releituras de clássicos eternizados pelo maestro Rogério Duprat, como o ícone superbacana Bat Macumba, ao lado dos cantores Luiz Caldas, Alexandre Nero, Madalena Bernardes, Marcos Bowie, Melina Mulazani e Suzana Salles. O show é o fio condutor de Futuro do Pretérito, pelo qual totens da obra tropicalista são exorcizados e reincorporados sem a menor cerimônia.


Apesar do formato diferenciado, o longa de Ninho e Francisco não poderia deixar de fazer uma análise histórica sobre o Tropicalismo, fixando a importância do momento cultural sessentista, especialmente no que diz respeito ao filme Terra em Transe, de Glauber Rocha, à montagem teatral de O Rei da Vela, por Zé Celso Martinez Corrêa, e à instalação Tropicália, de Hélio Oiticica, três das referências nacionais mais fortes da estética liderada por Caetano Veloso, Gilberto Gil e Duprat.

O Tropicalismo, como sátira e crítica social fundada sobre alicerces modernistas antropofágicos, propunha uma mixagem radical da cultura brasileira folclórica e urbana com tendências artísticas de vanguarda e com a cultura pop internacional. Rock, orquestrações, concretismo, lisergia hippie, baião, bossa, pop art e outras vertentes alimentaram o movimento, que regurgitou tudo isso em um formato único, e que só encontrou paralelo com o surgimento do mangue beat dos anos 90.


O sincretismo tropicalista, esteticamente inconformado, experimental e virulento, prolífico em ideias, críticas e resignificações contraculturais, foi também uma reação direta à ditadura militar que subjugava o Brasil naquele fim de anos 60. Sem medo, seus artistas cantaram canções iluminadas de sol com olhos cheios de cores e o peito cheio de amores. E pelas mãos do regime autoritário, via Ato Institucional Número Cinco (AI-5), acabaram cerceados com a prisão e o exílio de Gil e Caetano. O Tropicalismo foi restringido, sim, mas não morto, como Gil deixa claro ao fim do filme:

- Os tropicalistas estão aí, pois eles não são temporais. O Tropicalismo colocava exatamente isto: uma atemporalidade da dimensão cultural. A cultura está sempre acima. Fora do tempo, dentro do tempo, dentro de todos os tempos.

Você gosta de Cool Hunting? Então veja Tropicalismo Now!

[16 out 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 269 views]

[via trocadilho m@l@ndro]

E já que hoje estamos falando tanto em balango – digo, balanço – aqui tem mais uma legalzice de país de primeiro mundo que não tem mais com o que se preocupar e pode investir nessas coisas descoladas: o balanço que dispara música.

Quanto mais gente balançando no swing, mais suingue no balanço [hoje eu tô que tô].

21 Balançoires (21 Swings) from Daily Tous Les Jours on Vimeo.

Mais uma que vi no Trabalho Sujo.

[13 set 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 641 views]

Já que gifs animados hip e a cultura 8-bit seguem bastante populares, por que não misturá-los para sintetizar a história da música pop contemporânea?

Dos Beatles no Ed Sullivan em 1964…

…passando pela transformação de Bowie em Ziggy Stardust, em 1973…

…emendando com os primórdios do movimento punk, na Nova Iorque de 1974…

…que logo depois culminaram nos movimentos da New Wave e do pós-punk,  com bandas como o Devo…

…sem esquecer da invenção do Moonwalk de Michael Jackson, em 1983…

…ou até mesmo de quando Marty McFly voltou para 1955… #truestory

…e depois voltando para o futuro, em uma época que a Madonna ainda era relevante…

but you can’t touch this

…até chegar em 1991, the year that punk broke (e as crianças eram pescadas com dinheiro)…

Mas isso é só um breve resumo. A história toda conta com mais gifs, neste tumblr aqui.

Vi no Trabalho Sujo.

 

[3 jul 2012 | por Luísa Saldanha | 3 Comentários | 675 views]

Hoje temos um convite pra vocês.

Inspire-se. Informe-se. Inscreva-se. Com esses três propósitos, o Movimento HotSpot (MHS), lançado em março, a partir do portal movimentohotspot.com, vai a campo para realizar a segunda etapa do projeto: a busca de novos talentos. Nesta fase, o MHS vai rodar por 16 capitais, realizando eventos variados, para envolver a comunidade, interagir com as pessoas já inscritas e incentivar a participação. Porto Alegre será a primeira delas, em um encontro com o paulista Speto, um dos artistas responsáveis pela originalidade do grafite brasileiro e Augusto Mariotti, diretor de conteúdo da Luminosidade e intSpot.

O Movimento HotSpot quer encontrar novos talentos em 11 categorias – arquitetura, moda, beleza, cenografia, design, design gráfico, filme e vídeo, fotografia, ilustração e música – e uma categoria de ideia, que reconhece ideias inovadores e investe nas mesmas. E tem prêmios incríveis. O autor daquela que for considerada a melhor Ideia vai receber um investimento de até R$ 200 mil para viabilizar sua proposta no mercado. Já o vencedor da categoria Moda receberá até R$ 150 mil para desenvolver uma coleção e apresenta-la no Fashion Rio ou no São Paulo Fashion Week.

Tá bom pra vocês? Saibam mais sobre o que acontece no fim dessa semana em Porto Alegre:

Serviço

Movimento HotSpot Busca Você
Scouting Porto Alegre

Data: 05 de julho
Local: Salão Mercosul do Moinhos Shopping
Hora: 19:30
Endereço: Rua Olavo Barreto Viana, 36, entrada pelo quarto andar.
Evento gratuito, acesso por ordem de chegada, disponibilidade sujeita à capacidade de lugares no local.

www.movimentohotspot.com
Twitter: @movhotspot
Facebook: /movhotspot

Mais Informações:
Patrícia Parenza (parenza@aspatricias.com.br)
Patrícia Pontalti (pontalti@aspatricias.com.br)
Fones (51) 3231-3383 e (51) 3235-2505

[25 mai 2012 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 610 views]

Ok, a semana já chegou ao fim, então talvez já seja tarde demais para planejar a playlist do dia de trabalhador. Mas agora que temos todo o fim de semana pela frente, belê, bora escolher o que vai embalar as manhãs e tardes de trabalho da próxima semana.

Graças a esse infográfico cheio de informações e detalhes, agora o trabalhador pode descobrir qual tipo de música o tornará mais produtivo (ou com menos vontade de matar o chefe/colegas de trabalho). Da construção ao professor de jardim de infância passando pelas áreas da criatividade e números, tente se enquadrar e escolha sua trilha sonora.

Clica pra ver maior!

Via.

Ah, e Feliz dia da Toalha pra vocês, amiguinhos.

[3 mai 2012 | por Luísa Saldanha | Nenhum Comentário | 650 views]

Para George Benson, o que importa não é o estilo musical, e sim, a linguagem visual dos discos. Pra quem gosta de passar horas arrumando a coleção de discos/cds/fitas (só pra quem é tr00), uma nova ideia: separar por cor.

Segundo o fotógrafo, esse agrupamento dispensa os nomes e rótulos que podem influenciar o espectador e cria um ritmo com cor, luz e sombra.

E todas as fotos são sem qualquer tratamento (#nofilter), mostrando as cores reais das capas dos discos.

Via.

[2 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 716 views]

Eu já vi passarinhos cantando pra seduzir as fêmeas. Eles ficam competindo entre si numa vibe George Michael hetero pra ver quem consegue faturar a passaroa. Também já vi flores que dançam e tocam instrumentos. Elas usam óculos escuros marotos, gostam de ser aplaudidas e têm a verdadeira pose de rock stars. Nessas horas também lembro do meu amigo Robinson, que colocava sempre um disco com sons de cascatas, golfinhos e pássaros pra estudar matemática e pra dormir. Mas uma árvore que toca piano é nova pra mim.

Só me admira que em pleno século XXI ninguém nunca tinha pego um tronco de árvore cerrado e colocado em uma vitrola pra ver o que acontecia. É tão óbvio! Acho que é porque as pessoas estão preocupadas demais com quem vai ser o líder da semana do BBB e em ir na próxima festa da Luiza ex-Canadá. Nós já fomos mais inteligentes [via @carlos_nascimen].

YEARS from Bartholomäus Traubeck on Vimeo.

* Na verdade esse experimento é de um cara chamado Bartholomaus Traubeck. Ele que construiu um toca-discos com adaptadores pra árvores, que tem uma câmera especial no lugar da agulha, que se conecta ao som do Ableton Live no computador e interpreta os sons dos ~veios~ da madeira. A música está em todos os lugares, haters gonna hate.

Aqui tem outro vídeo de um adebol hippie que usa as árvores como instrumentos musicais que talvez interesse os estudantes vegetarianos de letras e sociais.

Via Bate-Estaca.

[1 fev 2012 | por Flávio Lerner | 2 Comentários | 843 views]

Dezembro é aquele mês de ganhar presentes, comer peru (só se for kasher) e pular ondinha relembrando com um sorrisinho maroto e uma barriga pesada todos os ~grandes marcos~ do ano que está acabando.

Lá naquela distante época, o pessoal da NPR teve uma sacada muito boa e, no meio de milhares e bilhares listas de fim de ano, bolou uma lista das 20 Unhappiest People You Meet in the Comments Sections Of Year-End Lists. Nossa equipe de tradução também andava muito ocupada comendo peru, mas agora selecionamos e traduzimos os 10 melhores itens pra sua diversão – destacando que esses itens não são apenas para listas de fim de ano, mas pra praticamente qualquer post de blog:

  1. A venenosa (ui!): “O fato de você ter incluído a Adele nessa lista de 100 coisas que você gostou faz dela uma grande piada.”
  2. A pessoa que tem bastante certeza: “Eu nunca vi Game Of Thrones, mas eu tenho bastante certeza que não é tão bom quanto Boardwalk Empire.
  3. A mãe do Tim “Sardas” Matterley: “Tem um músico daqui que se chama Tim Matterley que é melhor que qualquer um desses! Você vai gostar do som dele. O site é sardasmatterley.com, e você pode baixar as músicas de graça. Por favor, confira o Tim Matterley, que AINDA não tem contrato com um grande selo, mas é muito muito bom!!!!” Dois comentários depois, ela normalmente retorna: “Aqui também tem um vídeo do Tim Matterley tocando Imagine no hospital infantil. Eu sou apenas um fã, mas acredito que ele é ótimo e vai longe!”
  4. O masoquista: “Eu odeio tudo o que você escreve, então eu sabia que essa seria uma lista desgraçada e inútil antes de ler tudo. Agora eu sei que estava certo.” [a/c comentários do blog do Lúcio Ribeiro]
  5. A pessoa com a incoerente noção de underground: “Esses nomes são completamente obscuros, ninguém nunca ouviu falar deles. The Girl With a Dragon Tatoo parece o nome de um livro do Dr. Seuss.”
  6. Harry, o hipsterfóbico, que realmente odeia muito os hipsters: “Isso é tudo música de hipster. Eu acho que deve ser ok pros hipsters, mas eu não sou hipster suficiente pra gostar de escolhas hipsters como essa. Pena que não sou hipster. Talvez eu gostaria se fosse mais hipster.”
  7. A pessoa que acha que você chegou tão perto: “Eu gostei de todas as suas escolhas, mas você colocou os Descendants em quarto lugar e Martha Marcy May Marlene como quinto, sendo que a ordem deveria ser o contrário. FAIL.”
  8. A pessoa que nunca está satisfeita: “Como Arrested Development não está na sua lista?!”
  9. O preocupado: “Qual o seu problema?! Não, sério, o que tem de errado com você?”
  10. O modesto: “Se você realmente quer saber quais são os melhores do ano, então veja minha lista em TricotandoComDagmareLaura.com – não é apenas sobre tricô!”

* Se você quiser ler a lista toda acesse aqui.

** Se você quiser relembrar nossas listas de final de ano e aplicar qualquer um dos 10 modelos acima, fique à vontade.

[18 jan 2012 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 917 views]

Tá, você já deve ter lido muito a respeito. Aqui mesmo no MyCool, há poucos horas, minha digníssima molher Luísa (que não está no Canadá) já introduziu o assunto. Só que hoje, exclusividade e originalidade não importam, mas sim repetição. Hoje não é dia de ser engraçadinho e mostrar o novo grupo de jovens hipsters sustentados pelos pais que fazem um som ousado e original. Isso porque, se as pessoas não se derem conta da bagunça assustadora que querem aprovar lá nos EUA, pode não haver mais nenhum tipo de novo “som ousado e original”.

Se você ainda não percebeu a importância de boicotar projetos como a SOPA e a PIPA – siglas tão ridículas quanto ameaçadoras – está na hora de ligar o alerta. Você pode pensar que não é problema seu, já que as leis estão sendo votadas lá nos USA, mas esse é o tiro que sai pela culatra: onde estão os principais portais e redes que você usa pra compartilhar e fazer download? Google, Facebook, Twitter, Youtube, Soundcloud, Tumblr, MySpace, WordPress e Wikipedia, podem, dentro de pouquíssimo tempo, sucumbir ao totalitarismo.

Resumo breve: se aprovadas, as leis simplesmente vão transformar a internet – o espaço mais democrático e livre do mundo – em uma ditadura.

sopa

Esse gif resume bem melhor do que eu

Baixar música? Cada vez mais impossível. Ler sobre artistas novos? Também será comprometido. Ver vídeos de programas de TV, trailers, clipes, ou ter acesso a qualquer criação artística, underground ou mainstream, que envolva direitos autorais (ou seja, tudo) se tornará uma tarefa ilegal. Quando você quiser subir na web aquele seu vídeo caseiro vestido de Beyoncé e rebolando essa buzanfa gorda, BANG BANG, você será vetado por violação de direitos autorais. Talvez, mais tarde, até condenado à prisão (não que uma cena dessas não seja um crime por si só. Enfim…).

A SOPA representa a morte da espontaneidade global, da livre criação, da paródia, do remix, do compartilhamento de conteúdo, da cultura independente. Estamos ameaçados de perder a cultura de nicho que conquistamos graças à web 2.0. A blogosfera vai morrer, ou, na melhor das hipóteses, se tornar engessada, zumbificada, obsoleta. Quer mais consequências trágicas? O streaming e o download vão morrer, condenado a existência de toda a cultura indie; o ato de compartilhar montagens irônicas com artistas famosos também vai morrer, O MYCOOL VAI MORRER (!!!) e, enfim, estaremos cada vez mais próximos do futuro apocalítico previsto na ficção do George Orwell.

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Muitos dos principais sites a serem atingidos já estão fazendo sua parte. Hoje é o dia D do protesto virtual, e a gente não pode se dar ao luxo de nos alienarmos. Vizinhos como o Move That Jukebox, a Freak!, o Trabalho Sujo e tantos outros também estão colaborando. Resta a cada internauta ler, compartilhar e torcer para que a SOPA e a PIPA não transformem nossa querida e utópica viagem cibernética em uma Coréia do Norte virtual.

[12 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 480 views]

Não, esse não é mais um tópico sobre visualização de mashups ou qualquer outro tipo de vídeo viral em stop motion com pós-hippies tocando instrumentos de material reciclado com as nádegas.

A proposta de hoje é mostrar o projeto idealizado por dois experientes artistas gaúchos, Giancarlo Lorenci, que além de artista plástico é DJ, produtor e designer, e Tânia Jungblut. Mesmo partindo de uma premissa simples – cruzar música com artes visuais (por isso o nome Música Para Os Olhos, sacou?) – o resultado fica longe de ser previsível.

Com a colaboração de artistas de vários cantos do mundo, temos uma amostra muito bacana de interpretações para a música a partir de outras artes. Participam também muitos gaúchos, como os Damn Laser Vampires e o DJ Gabriel Cevallos. Dá uma olhada:

Lilian Maus

E tem muito mais aqui.

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