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Articles tagged with: synth

[2 mar 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 232 views]

No dia em que eu conheci o Kindness, o Totally Enormous Extinct Dinosaurs ganhou um concorrente à altura como grande promessa de 2012. O nome da vez é do britânico Adam Bainbridge, e pouco se sabe sobre ele. Pelo menos até o debut – com produção de Philippe Zdar [metade do duo Cassius e produtor de álbuns de Phoenix, Chromeo e Cut Copy] – ser lançado logo, logo.

Não se engane, porém, achando que o som do Kindness remete a um dos caras acima. Na verdade é difícil definir uma sonoridade, já que ele tem experimentado coisas diferentes. É basicamente música pop lo-fi de vanguarda, com uma pegada disco-funky futurista e mais introvertida e densa do que qualquer outro nome produzido por Zdar. Não entendeu? Azar [hehe].

Esqueça os subgêneros, as micro vertentes ou se ele tem alguma semelhança com Toro y Moi e Ariel Pink. O que importa é que dessa vez a gente tem aqui algo que REALMENTE vale a pena, com substância. Um dos artistas mais interessantes que você vai ouvir esse ano.

* Expect More. Be Kind.

** O debut “World, You Need a Change of Mind” vem ao mundo no próximo dia 23, via Modular Records.

*** Abraços e até o próximo semestre!

[29 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 290 views]

A gente segue vivendo o fim desse ciclo do Indie Rock [as we know it] e pode ir percebendo a erosão que a música independente vem sofrendo, até chegar o ponto em que uma nova cena se estabeleça do underground pro mainstream [ciclo natural da vida]. O que já da pra reparar é que os olhares de boa parte dos fãs, críticos e artistas do gênero – que na última década acompanharam desde o nascimento dos Strokes até a conquista do Grammy pelo Arcade Fire – tem se voltado pra outras vertentes, como Dubstep, Nu Disco, Hip Hop ou revivalismos garageiros.

O disco “Be Strong”, do duo The 2 Bears – formado por Joe Goddard, do Hot Chip, e Raf Rundell –  é um bom exemplo do que podemos chamar de Indie House. Um resgate ao House tradicional, porém combinado com outras vertentes de Dance Music e até com pequenas parcelas de gêneros acústicos, como o Folk. Não que eles sejam pioneiros, mas se destacam por embarcar na tendência de fazer uma música eletrônica cada vez menos purista, acessível para outros nichos que não só no gueto do House-Techno-Trance-D’n’B.

A auto ironia indie também se faz bastante presente, já que mesmo ambos sendo heteros, se denominam como “Bears”, que é um tipo de gíria pra gays robustos e peludões. Além desses dois serem, de fato, grandalhões e barbudos, o nome é também vinculado ao fato de que o House começou e sempre se manteve muito popular na ~cena GLS~ — pelo menos até surgir a Lady Gaga.

Terminologias e preferências sexuais à parte, os dois ursões fizeram um disco simples com uma proposta simples, que funciona muito bem. Em “Be Strong”, as referências são homenageadas, o revivalismo soa contemporâneo e é um disco que funciona tanto na pista quanto nas tardes chuvosas em que você caminha a pé para ir até o psiquiatra e acaba tomando o maior caldo d’água da vida, estragando seu iPod e pegando uma pneumonia.

Enfim, “Be Strong” é mais um belo disco indie de música eletrônica que, ao mesmo tempo em que pode soar como “nada demais”, merece sua atenção; seja você rocker, raver, gay, hetero ou pansexual.

Disco: Be Strong

Artista: The 2 Bears

Lançado em: 30/01/2012 [estou esperando o 1o babaca reclamar que o disco é de janeiro]

Selo: DFA / Southern Fried

Produtores: Joe Goddard e Raf Rundell [DJ Raf Daddy]

Melhores faixas: O grande single Work, a faixa título Be Strong e Ghost & Zombies são os maiores destaques; Heart of the Congos, Get Together e Take a Look Around também merecem um lugar ao sol.

Quando não ouvir: Quando você estiver obcecado por guitarras.

Quando ouvir: Quando você não aguentar mais da mesma ‘fórmula indie’ [risos].

Pra quem gosta de: Hot Chip, Azarri & III, Hercules & Love Affair e Fred Falke.

[27 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 234 views]

Em homenagem a banda de Manchester – e porque o nome vem bem a calhar – temos periodicamente o “Happy Mondays”: as últimas faixas e singles lançados pra começar as segundas-feiras com mais alegria de viver, ou pelo menos dar uma força.

Sorria com alegria; pra te animar nessa segunda marota, tem música de belas garota! [não me culpem, aprendi a rimar com garçons fanfarrões de rodízio de pizza]

Tanto a Santigold quanto a Marina dos diamantes já nos mostraram novas faixas de seus respectivos próximos trabalhos, mas elas não tinham convencido. AGORA SIM, com Disparate Youth e Homewrecker da pra dizer que elas acordaram pra vida e mostraram que vieram pra deitar e rolar. Se tem gente [e torcida de futebol] que acredita que o ano só tá começando agora, essas duas podem dizer o mesmo. Confere:

[23 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 302 views]

O M83 fez a cAbEçA da galera com o sucesso synth-shoegazer Midnight City no ano passado [2011 já é ano passado, que loucura hein? estamos ficando velhos :O]. Aí o senhor Emil Hewitt (não confunda com o ator Emile Hirsch), do promissor grupo Emil & Friends, foi lá e fez uma releitura daquelas de encher de orgulho o peito da mãe mais rancorosa – aquela que alfineta constantemente o filho por ter seguido carreira na música e virado vegetariano.

Tão bom que você só reconhece que é um cover do M83 porque leu no título.

Pode comparar:

[8 fev 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 256 views]

Quem não sente falta do segundo semestre do ano passado, quando o Metronomy era a maior banda do mundo e dominava toda a blogosfera hipster? Todo dia era dia de Metronomy, e nós não nos cansávamos. Eram bons tempos, diferente de hoje que só se fala em Lana Del Rey. Lana Del Rey afagando um cachorrinho, Lana Del Rey comprando carro, Lana Del Rey escovando os dentes, Lana Del Rey cortando unha, Lana Del Rey salgando carne pro churrasco… #saudosismo

Pra matar nossa saudade, o promissor duo Benoit & Sergio – que fez a 33ª melhor música de 2011 – soltou a voz e produziu sua própria releitura de Corinne. A track, mesmo sendo um cover, faz parte do “The English Riviera Unreleased Remixes”, que em breve deve estar à venda na internet mais próxima de você – já que baixar música virou missão impossível desde que os americanos fecharam o megaupload. ):

[6 fev 2012 | por Flávio Lerner | Um Comentário | 349 views]

Hoje é dia da nossa coluna periódica sobre remixes legais – sim, existem vários deles! A ideia aqui é justamente ir contra aquele preconceito de que eles só estragam as músicas originais ou que “na hora de entrar o refrão só tem tuntz tuntz” – um remix não precisa ser necessariamente dance e a música eletrônica não precisa ser maçante ou bagaceira, vejam só!

O Foster The People ainda é a banda da vez e o single Call It What You Want sempre cai bem, colhendo dancinhas e suspiros por onde passa. O excelente produtor Treasure Fingers também é sucesso [via @bibonunesshow], e fez um edit – que não é bem um remix, mas quase – do hit do Foster pra chamar de seu. Chame do que quiser [risos] essa pequena diliça.

 

[26 jan 2012 | por Flávio Lerner | 4 Comentários | 310 views]

Esse 2012 já começou com tudo, e janeiro foi um mês mUcHo LoKo. Sopas, memes e politicagens à parte, muita coisa aconteceu na música, nos dando esperanças de ter um ano mais empolgante do que foi 2011 (pfv). Enquanto o governo americano não acaba totalmente com nosso acesso fácil à produção independente, conferimos alguns lançamentos bem interessantes já nesse mês. Dos que vingaram, o que mais se destacou foi o “Given to the Wild”, terceiro disco dos Maccabees. Lembra que falamos pra ficar de olho neles? Pois é, da pra se dizer que cumpriram com nossas boas expectativas e fizeram bonito.

“Given to the Wild” é um disco de rock, de indie rock – de guitar music, um gênero em franca queda livre. Aí chegam os Macabeus, que já tinham feito um segundo álbum incrível, e “salvam” a parada, com um disco moderno e belíssimo. Em faixas mais antigas, como Love You Better e No Kind Words, eles já tinham mostrado um potencial gigante para fazer música de arena, daquelas que vão crescendo aos poucos até explodir em enxurradas de guitarras e metais. Essa característica se repete novamente, só que com ainda mais coesão e harmonia, em um álbum com o tradicional começo, meio e fim.

A obra – que rendeu aos britânicos sua melhor posição nos charts do Reino Unido – começa com tudo, com muito mais corpo e vigor nas primeiras quatro tracks. Depois dá aquela tradicional caidinha, mas se recompõe no meio do caminho e termina bonito. Com os dois pés no revival pós-punk da década passada e alguns dedinhos em ritmos eletrônicos – como o drum’n’bass e o 2-step – temos um disco pra quem gosta de música grandiosa, limpa, sensível e bem trabalhada.

Disco: Given to the Wild

Artista: The Maccabees

Lançado em: 9 de janeiro de 2012

Selo: Fiction Records

Produtores: Jag Jago, Tim Goldsworthy, Bruno Ellingham

Melhores faixas: Child é hors concours. Feel To Follow, Heave, Go, Unknow e Grew Up At Midnight completam a lista, mas outras também poderiam estar aqui sem problema nenhum.

Quando não ouvir: Quando você estiver sem paciência.

Quando ouvir: Logo após algo relevante/tocante te desviar da rotina.

Pra quem gosta de: Foals, Bloc Party, Mystery Jets e Bombay Bicycle Club.

[25 jan 2012 | por Flávio Lerner | 2 Comentários | 280 views]

Aqui procêis, ó

Se o mundo pode hypar a Lana Del Rey diariamente, que mal tem em repetir o Gotye volta e meia por aqui?

Depois de conquistar uma penca de coisas desde que foi lançado, culminando com o cover que virou viral, o hit do cara – Somebody That I Used To Know — ganha nova voz com a dupla shoegazer The Big Pink.

Com um clima soturno e cheio de distorções, o Big Pink — que já fez bonito coverizando Beyoncé e The Cure – provou que ganharia muito mais sendo uma banda cover. Eles certamente seriam o sucesso dos Bar Mitzvahs, ganhando fortunas para tocar clássicos de Village People, Queen, Tim Maia, Kool and the Gang e a música do Rocky. Seria um sonho um dia ver a molecada idiche sendo erguida na cadeira ao som de Hava Nagila reinterpretada pelo Big Pink. #euacredito

depois que faz 13 anos pode ver calcinha

E aí todos nós lembrariamos destes primeiros covers e nos orgulharíamos de ter conhecido o Big Pink antes de todo mundo.

The Big Pink – “Somebody That I Used to Know” (Gotye cover BBC Live Lounge) by TheNJUnderground

Só faltou uma bela moça com uma bela voz pra fazer o papel da Kimbra e fechava todas. Lembra dela?

[19 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 322 views]

Alguns podem achar que eles são mais uma bandinha de hipsters púberes que, por algum motivo, ganharam seu burburinho na blogosfera indie, mas só até o lançamento do primeiro disco, em que vão chegar ao ápice dos “15 minutos de fama” e depois desencanar de viver de música para arranjar um “emprego de verdade”. Não tiro a razão de quem pensa assim, porque essa história se repete com frequência a toda hora. Algo, porém, me diz que com o Egyptian Hip Hop vai ser diferente.

Se você lembra bem de um ano atrás, nessa mesma hora e mesmo canal, nós demos a morta desses moleques britânicos por aqui, como aposta pra 2011. Acontece que depois do lançamento de um EP acima da média em 2010, eles não fizeram mais nada, encerrando o ano em stand by. Mas essa situação já está prestes a mudar. Vejam:

Aparentemente esse post é a novidade mais fresquinha que temos a respeito da banda; nenhum clipe, single, teaser e sequer nomes foram anunciados até agora, o que confere uma vibe de ~mistério~ – além de nos levar a crer que ainda deve levar um tempinho pro lançamento.

Melhor assim, com menos estardalhaço e menos expectativa eles podem surpreender e fazer bonito nesse 2012. Eu me arrisco a queimar a língua legal, mas vou apostar que sim, vai ser BOM. E você?

[13 jan 2012 | por Flávio Lerner | Nenhum Comentário | 312 views]

E olhem só, sexta-feira 13 e estamos de volta com nossa seção dos cinco melhores videoclipes que pintaram na blogosfera nos últimos tempos – ou seja, uma coisa não tem nada a ver com a outra.

Começamos com o Death Cab For Cutie, que por não conseguir ser mais relevante na música há anos, ganha destaque com o divórcio da Zooey Deschanel e do Ben Gibbard.

Esses caras são bons… depois de dirigirem o melhor clipe não oficial de 2011 pra uma canção da Amy Winehouse com a atriz pornô hipster Faye Reagan, fizeram a versão 70’s-disco-hindu do Boça pra música do Mayer Hawthorne. Hi5Collective got soul.

Mayer Hawthorne – No Strings (Music Video) from High5Collective on Vimeo.

O Real State faz às vezes do humor reflexivo com o clipe de Easy.

Eles já fizeram música melhor e eram candidatos a herdeiros do Foals. Agora fizeram uma mistura esquizofrênica da “Old New Rave” dos Klaxons com… ah, não importa, o vídeo é interessante.

E fechando com outra animação, o projeto Rome, do sempre interessante Danger Mouse, rendeu mais um bom fruto. Jack White e Norah Jones fazem as vozes na produção sombria e psicodélica.

Rome – Two Against One from Chris Milk on Vimeo.

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