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Mais Capital Cities no blog! Sim, porque se semana passada mostramos aqui os caras botando pra quebrar num Bee Gees, hoje temos eles arrebentando a boca do balão em uma releitura sensacional de Madonna – da época em que ela ainda era relevante.
Ainda não sei se os Capital Cities têm futuro promissor como artistas, mas qualquer coisa eles já podem ser a banda de covers mais tranzuda da cidade.
HOLIDAY! CELEBRATE! WE NEED A HOLIDAY! SOME TIME TO CELEBRATE! IT WOULD BE SO NICE! CELEBRATION! TONIGHT! OH YEAH! MUSIC GOT US FEELING SO FREE! CELEBRATE AND DANCE SO FREE!
Mais uma lista tranzuda elaborada pela NME, chamada Daft Punk Unmasked – 30 Facts You Didn’t Know foi publicada esses dias, pegando carona no hype do vazamento do disco que todos ainda estamos digerindo, Random Access Memories.
Só não concordo com o título que fizeram, porque todo mundo certamente manja pelo menos um dos #DaftFacts – se você não manja nenhum você só pode ser um n00b coxinha, desses que dizem que amam o Daft Punk, mas só conhecem One More Time e acham que eles são robôs de verdade. Enfim, vamos aos fatos, traduzidos e comentados pela equipe MyCool™:
- Thomas Bangalter usa o capacete que parece uma caixa de correio [?], enquanto o Guy-Manuel De Homem-Christo (o popular Guy-Man) usa o capacete liso.
- Logo depois de lançar o seu primeiro hit, Da Funk, o Daft Punk gravou uma track muito parecida na sequencia, mas resolveram descarta-la pra fazer Rollin’ and Scratchin em seu lugar. “Nós matamos Da Funk 2 de propósito. Queremos sempre surpreender.”
- O pai do Thomas Bangalter, Daniel Vangarde [ué, eles nem tem o mesmo sobrenome?] compôs D.I.S.C.O, do Ottawan, e Cuba, dos Gibson Brothers.
- David Bowie [assim como aconteceu com vários outros] ligou um belo dia para o estúdio dos franceses pedindo que eles remixassem uma de suas músicas. Os Daft gentilmente recusaram.
- Os caras do Daft Punk
[invadiram a cidade]literalmente não mostram a cara desde maio de 1996. - Eles lançaram seu próprio Daft Club em 2001, designado para ser um conglomerado entre um portal online, um cartão de fidelidade de supermercado e um site para downloads.
- O nome ‘Daft Punk’ surgiu depois de uma crítica da Melody Maker para a primeira banda deles, Darlin’ [que tinha também um dos carinhas do Phoenix na formação]. A revista descreveu a canção Cindy, So Loud como a daft punky thrash [algo como uma baboseira punk].
- Os robôs já apareceram em um comercial da Gap com a Juliette Lewis e Digital Love tocando no fundo [robôs também gostam de dinheiro].
- Eles também já apareceram em um desses comerciais megalomaníacos da Adidas que ainda contava com o David Beckham [aposentou hoje, garotas!], Snoop Dog [hoje Snoop Lion] e o cenário do Star Wars. [robôs também gostam de dinheiro II].
- O James Murphy menciona o duo em duas músicas do LCD Soundsystem: em Daft Punk Is Playing At My House [essa foi difícil de reparar!] e em Losing My Edge – canção em que James clama ser o primeiro DJ que tocou Daft Punk pra gurizada do rock.
- Foi feito um videoclipe pra canção Robots em um episódio de Flight of the Choncords, no qual os trajes roboísticos foram desenhados pelo empresário dos franceses, Murray.
- Em 1998, o Stardust – projeto paralelo do Thomas Bangalter – lançou o hit mundial Music Sounds Better With You [~~CLASSIQUEIRA~~ MASTER MEO].
- Outro projeto paralelo de Bangalter, o Together, consistia na parceria com o DJ Falcon [dono de uma dicção horrível]. Eles lançaram duas músicas: So Much Love To Give e Together [e você saberia tudo isso se acompanhasse mais o MyCool].
- O [sensacional] Disco Stu, dos Simpsons, apareceu em um episódio fazendo cosplay de Daft Punk [e teve uns adebol que não entenderam e acharam que era o próprio Daft Punk figurando no desenho].
- Na série Girls [sério que vocês assistem isso?], a garota Marnie cantou Stronger, do Kanye West com samples do Daft.
- O Daft Punk apareceu do nada no meio do bis do show do Phoenix no Madison Square Garden, em 2010 [ok, acho que todo mundo sabe disso].
- Outra aparição surpresa foi no meio do Grammy de 2008, no qual se juntaram ao Kanye pra tocar uma versão ao vivo de Stronger. Essa foi a primeira vez que o duo tocou ao vivo na televisão.
- Daft Hands, um vídeo caseiro e bem bolado pra Harder, Better, Faster, Stronger, tem mais de 56 milhões de views.
- Os trajes dessa nova fase do Daft Punk foram desenhados pela Hedi Slimane, da Saint Laurent [essa quem lê o MyCool também já sacava].
- O Random Access Memories tem 74 minutos – tamanho padrão de um álbum. [essa aí foi só pra encher morcilha e fechar 30, né dona NME?]
- O Guy-Man afirmou que o Screamadelica, do Primal Scream, é uma grande inspiração pra eles. Ele disse pra Melody Maker [HÁ, AGORA VOCÊS PAGAM PAU PRA GENTE, SEUS PUTOS!] que o disco “foi um dos primeiros a desencadear uma explosão nas nossas cabeças”.
- Há boatos que Guy-Manuel De Homem-Christo teria descendência aristocrata e que seus antepassados teriam chutado a bunda do Henry V.
- A dupla era fã de Barry Manilow. Como o Guy-Man disse em outra entrevista: “Muitas bandas querem parecer cool, e não vão admitir tudo o que gostavam. Nós gostamos de tudo; nós não ligamos.” [e isso é o que é ser cool de verdade.]
- Em 2007, disseram que gostavam de dançar ao som de Testarossa Autodrive, do Kavinsky, New Day Rising, do Husker Du, Flashing Lights, do Kanye West, Lex, do Ratatat, e Sexual Sportswear, do Sebastian Tellier, remixado pelo SebastiAn.
- Antes de terem grana pra pagarem pelos capacetes tranzudos, o Thomas e o Guy-Man usavam várias máscaras comuns, tipo Beavis e Butthead.
- A dupla se conhecem no colégio, quando tinham 12 anos. [um 'muito obrigado' ao sistema de educação francês!]
- Os primeiros capacetes, cunhados na fase do Discovery, teriam custado 65 mil dólares. Eles tinham telas embutidas que soltavam textos e animações.
- Em 2003, o duo criou a animação Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem, cujas cenas se transformaram em clipes para cada track do Discovery. [quem não conhece, ASSISTA!]
- Em 2006, lançaram o filme Electroma, sobre dois robôs que queriam virar humanos. A obra não tem dialogo nenhum e foi o primeiro projeto deles com uma trilha feita por outros músicos.
- A banda curte muito o diretor Spike Jonze, e já fizeram vários vídeos com ele – incluindo o primeiro, Da Funk. [vale destacar também o bamba Michel Gondry na videografia dos caras.]
E aí, quantos dos 30 vocês já manjavam?
Encerramos o post com Giorgio by Moroder, uma das tracks mais espetaculares já feitas pela dupla.
No oitavo e penúltimo capítulo de The Collaborators, temos o depoimento de um velho beberrão compositor de 72 anos e ex-viciado se rendendo completamente ao Daft Punk. Paul Williams compara as armadilhas criadas pelo próprio ego com o anonimato escolhido pelos robôs, pra depois contar sobre sua participação no desenho da melodia de Touch – a track mais psicodélica, complexa e ponto chave de Random Access Memories [isso nas palavras do próprio Daft].
Mesmo sem conhecer o Paul Williams anteriormente, vi nesse oitavo capítulo uma das declarações mais sinceras e emocionadas da série toda.
As imagens dos robôs são do filme Electroma, dirigido pelos próprios em 2006.
Agora só falta o senhor Julian Casablancas…
Na verdade são 13 minutos, mas descontei o tempo de shalalá de créditos pro título ficar redondo. Não amolem.
Na segunda-feira, os meios de comunicação da espetacular Red Bull Music Academy soltaram um teaser curto e grosso com o James Murphy mais lenhador do que nunca fanfarronando em um cruzeiro.
TEASER – “Too Old To Be New, Too New To Be Classic: 12 Years of DFA” from Red Bull Music Academy on Vimeo.
Sem fazer muito carnaval em cima, dois dias depois já soltaram na íntegra esse doc sobre os 12 anos da DFA, um dos selos mais relevantes na vida da minha, da nossa, da sua insignificante vida. Duvida?
Não apenas por revelar pro mundo artistas como LCD Soundsystem, The Rapture, Hot Chip, Holy Ghost!, Yacht, Joe Goddard e mais uma penca de nomes importantes, a importância do selo criado por James Murphy, Tim Goldsworthy e Jonathan Galky se baseia na integração de dois universos, até então opostos, que definiram o zeitgeist da última década: indie rock + dance music.
Tudo isso pra dizer que, não apenas um simples registro sobre uma label, esse curta é também um resumão histórico da cultura musical da nossa geração. Imperdível.
Sim, decidimos continuar com o hype em cima do Daft Punk. Entenda aqui.
LEGO, Daft Punk e você, tudoavê — afinal, um clássico é sempre um clássico [e vice-versa]. Vi na fanpage do DJ/produtor Bit Funk. Se alguém souber se existe pra vender por favor, me avise.
Já essa versão 8-bit pra Get Lucky também tem tudo a ver, já que o duo curte tanto brincar com linhas temporais. Essa eu vi no trabalho sujo.
Tanto o SBTRKT quanto o Friendly Fires andam meio longe dos holofotes do hype ultimamente. Nada melhor então que lembrar desses baita artistas numa só tacada; essa releitura que o time do produtor londrino tocou ao vivo na Radio 1 pra Blue Cassette, do segundo disco dos FF, ficou bem bacana.
E aqui, como de praxe, a original — também ao vivo:
Vamos ser honestos, modismos vem e vão, mas trocadilhos com traduções de nomes de música nunca vão ficar velhos.
Que belo jeito de começar o dia, hein?
E não vamos nos esquecer da série genial de mixes construída pelo duo australiano!
Depois de Late Night, do Foals, ter ganho um clipe espetacular, a canção é agora remodelada pelo beatmaker escocês Koreless. Remix na pilha ambient, carregado em espacialidade; música eletrônica que não é dance music.
Uma lindeza pura, mas fica a impressão de que deveria ter se desenvolvido bem além dos quatro minutos.
ATENÇÃO: Nossa coluna de vídeos tranzudos está mais foda do que o normal. Não seja bundão e assista os cinco vídeos de hoje, eles são fantásticos.
Começamos com tudo. A engenhoca desenvolvida pra esse clipe do A-Track + Tommy Trash e esse pseudo-plano-sequência fodelozzo é de fazer o OK Go ficar com inveja. Por sinal, que fim levou essa banda, Milton Neves?
Fuck Yeah James Blake! Tava demorando pra esse cara protagonizar a abertura do novo Final Fantasy, mas finalmente aconteceu!
O que não se tem nesse clipe do MS MR? Uma garota vinda do 5ecret 5tar 5istem de Interstella 5555, um Dr. Manhattan dos pobres, molheres sensu@is, fumaça, gosma, putaria, putaria com gosma, o mãozinha…
Pra fechar, dois vídeos que desafiam a homofobia de maneiras distintas. Em Darkness, do duo Du Tonc, o Toro y Moi ajuda a irmã adolescente a ter a aceitação do pai.
E Cardiocleptomania, do LOGO, segue a onda de recentes manifestos contra a intolerância e o machismo nos esportes. Após um começo que lembra muito um clipe do KAMP! postado nessa coluna um tempinho atrás – só que ao invés de belas imagens de belas garotas das piscinas, temos belas imagens de belos rapazes das bicicletas – , as coisas ficam meio gays, e depois temos cenas bastante explicativas sobre o comportamento homofóbico.
A provocação segue, mas a intensidade vai aumentando: acaba de sair o episódio 3 da série The Collaborators — agora com outra lenda viva da disco, Nile Rodgers, do Chic.
No vídeo, Nile fala sobre suas colaborações com Bowie, Duran Duran, Madonna e mais uma penca de gente fodona que ele produziu, até chegar no Daft Punk — que, segundo o próprio Rodgers, evoluiu bastante nesse novo álbum. No final, o cara ainda dá uma palinha do que vamos ouvir da parte dele em Random Access Memories.
Melhor que Star Wars.






![QUEM TEM BLUE CASSETTE É O DR. MANHATTAN [ZORRA TOTAL HIPSTER]](http://www.mycool.com.br/ptg/wp-content/uploads/2013/05/blue-cassette.jpg)










